Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

6 de janeiro de 2026

Diva de José de Alencar



Diva
Autor: José de Alencar
Editora: Martin Claret 
Edição: 2007
Páginas: 143
Compre na Amazon

LEIA TAMBÉM
Lucíola de José de Alencar
Romance lançado em 1864, pertence aos chamados romances urbanos de Alencar. Nele é narrada a história de paixão de Augusto pela bela e fatal Emília e tem-se o panorama da sociedade fluminense do século XIX, a qual está repleta de convenções e relações humanas baseadas no interesse.
Diva de José de Alencar foi uma das leituras que mais gostei em 2025 em um ano cheio de altos e baixos. Nesta reta final de dezembro (publicado no início de janeiro) quero registrar meus pontos favoritos da leitura e porque indico para todos os leitores que gostam de clássicos brasileiros e romances jovens. 

Retrata a sociedade carioca do século XIX e ao mesmo tempo explica porque muitos costumes seguem presentes até hoje (e muitos outros mudaram radicalmente). Vou relembrar os tempos produtivos do Estante da Nine (que voltará em 2026), em um post com 3 motivos para ler Diva de José de Alencar.

30 de março de 2023

O metal lunar de Garrett P. Serviss



O metal lunar
Autor: Garret P. Serviss
Tradução: Laura Scaramussa Azavedo
Editora: Literatura Descoberta
Edição: 2022
Páginas: 108
Compre na Amazon 

LEIA TAMBÉM
A história de Joseph Conrad
Quando a humanidade descobre uma gigantesca reserva de ouro no Polo Sul, o mercado econômico entra em colapso sem uma medida padrão e logo começa uma corrida desenfreada por um substituto do valioso metal. Depois de muita procura, um misterioso cientista surge com uma solução, mas não revela como a conseguiu.

5 de junho de 2022

Concluindo Anne with an E (e mais motivos para assistir)

Exatamente no último dia de maio, menos de uma semana atrás, completei minha jornada com as três temporadas de Anne with an E, produção da Netflix. Como já desconfiava desde que conheci a adaptação em 2018,  onde compartilhei 3 motivos para assistir série, a história entrou para minha lista de favoritos e por isso quero reforçar alguns motivos para conhecer esse enredo inspirador (e em breve espero começar minha jornada com os livros).

Relendo minha lista de recomendação da primeira temporada percebo que os motivos principais seguem os mesmos: o desafio de Anne em uma nova casa, Marilla e Matthew se adaptando a uma criança, a um novo membro da família, a comunidade que desaprova o comportamento sonhador e empolgado da protagonista e tudo que uma pessoa de fora tem de suportar para viver em um lugar.

A série, no decorrer das três temporadas, consegue manter os temas principais como pilares, sempre expandindo o debate e acompanhando o desenvolvimento de Anne, de criança para adolescente e depois uma jovem prestes a iniciar a vida adulta. A presença de negros e nativos levanta o debate sobre racismo, a chegada de uma viúva e professora sobre o real papel da mulher, descoberta sexual e o papel da família e o que (ou como) ela realmente é.

17 de novembro de 2021

3 considerações sobre Mr. Robot

Faz um mês desde que escrevi a última vez para o blog e a experiência da vez é sobre uma série que não estava nos planos, e foi uma boa surpresa mesmo com com alguns poréns que me deixaram em dúvida sobre o final. Mr. Robot (Sociedade Hacker em português) foi produzida e exibida entre 2015 a 2019 e diferente do que sempre imaginei não é uma série apenas para fãs de tecnologia. A seguir compartilho meus três pontos favoritos sobre Mr. Robot.

Elliot é um jovem programador que sofre de uma desordem que o torna anti-social. Acreditando que a única forma de se conectar com as pessoas é hackeando suas vidas, ele alia seu conhecimento à uma empresa de segurança online para proteger aqueles que ele ama daqueles que tentam, de alguma forma, prejudicá-los. Suas atividades chamam a atenção de Mr. Robot, um misterioso anarquista que convida Elliot a fazer parte de uma organização que atua na ilegalidade com o objetivo de derrubar as corporações americanas. Entre a empresa e a organização secreta, Elliot vai precisar decidir quem ele realmente quer ser.
Sinopse: Filmow


1. TECNOLOGIA E SOCIEDADE
Mr. Robot é uma série sobre hackers sim, e muito mais que isso. Logo nos primeiros episódios fica claro que além do drama pessoal de cada personagem a influência da tecnologia na vida das pessoas ganha mais espaço do que a habilidade individual de como usar os recursos disponíveis. Assim, a falta de energia ou a queda de um sistema de internet e de conexão com bancos pode gerar um verdadeiro caos social. Uma parte do objetivo é a anarquia, mas a proposta principal de Mr. Robot é combater a corrupção roubando (isso mesmo!) dados de empresas bilionárias e redistribuindo os recursos ou quitando as dívidas estudantis e imobiliárias.


15 de novembro de 2020

Auto da barca do inferno de Gil Vicente

A recomendação de Auto da barca do inferno de Gil Vicente saiu no canal há alguns dias (já é inscrito?), e hoje sentei alguns minutos antes do trabalho para deixar o registro no Estante da Nine dessa dica de leitura que foi uma boa surpresa da estante, com o bônus de de ser mais uma primeira experiência com autor, dessa vez um renascentista português.

Compre Auto da barca do inferno de Gil Vicente na Amazon 

Para recomendar o livro escolhi a versão de 3 motivos para ler, já que Auto da barca do inferno é uma peça curta, de leitura rápida e com um enredo fácil de identificar, apesar da linguagem diferente por manter características da época. A minha edição comprada em bazar beneficente foi organizada para uma escola e contém material extra, mas uma pesquisa básica na internet também ajuda a contextualizar a época e costumes.


7 de abril de 2020

O espião que saiu do frio de John Le Carré



O espião que saiu do frio
Autor: John Le Carré
Tradutor: Adelino dos Santos Rodrigues
Editora: Abril Cultural
Edição: 1980
Páginas: 259
Skoob | Goodreads
Compre na  Amazon

LEIA TAMBÉM
Marnie de Winston Graham
Os obscuros meandros e os bastidores da espionagem política, retratados com toda a crueza e violência. O livro mostra a crueldade de um mundo dividido entre facções que se combatem surdamente e o drama de vidas marcadas pela existência do muro de Berlim. "Temos de viver sem compaixão" - afirma um dos personagens, revelando a regra básica de um jogo político onde não há lugar para nobres sentimentos.

17 de fevereiro de 2020

3 motivos para ler O outro gume da faca de Fernando Sabino

Eu escolhi Fernando Sabino na estante porque a curiosidade era enorme e queria um livro curto para escapar da ressaca literária. Assim que a rotina de janeiro começou eu deslizei nas metas e travei. Minha surpresa foi enorme com O outro gume da faca, enredo enxuto e cheio de temas importantes, tanto que a história foi estudada por muitos alunos ao redor do Brasil.

A minha missão hoje é escrever em três tópicos os muitos motivos para ler O outro gume da faca e comentar sobre a história de Fernando Sabino sem spoilers, mas destacando temas que podem instigar os leitores que passarem por aqui. Não se engane pelo tamanho do livro, em poucos capítulos o enredo se torna irresistível e até chegar a página final impossível parar de ler.


1 de fevereiro de 2020

As aparências enganam de Kristina Cook




As aparências enganam
#1 Família Rosemoor
Autora: Kristina Cook
Editora: Nova Cultural
Edição: 2004
Páginas: 223
Skoob | Goodreads
Compre no Estante Virtual
Henry Ashton, o marquês de Mandeville, sabe exatamente o que espera de sua futura noiva: que seja uma moça dócil, de família rica e tradicional, e que o ajude a obter êxito na carreira política. Obviamente, um homem como ele pode escolher a mulher que desejar... Mas então, por que será que se sente tão atraído por Lucy Abbington, uma jovem que é exatamente o oposto de tudo o que ele procura em uma esposa? A natureza livre e espontânea e o sonho de se tornar veterinária fazem de Lucy a mais inadequada das noivas, embora seja a mais desejável das mulheres... Lucy não está interessada em encontrar um marido, mas um cavalheiro, em especial, a atrai como nenhum outro... No entanto, mesmo determinada a resistir à atração que sente pelo marquês, como conseguir fugir daquele homem quando tudo o que ela mais deseja na vida é estar nos braços dele?...

21 de dezembro de 2019

Iaiá Garcia de Machado de Assis




Iaiá Garcia
Autor: Machado de Assis
Editora: Editora Globo
Edição: 1997
Páginas: 172
Skoob | Goodreads
Compre na Amazon

LEIA TAMBÉM
A pianista de Machado de Assis
Iaiá era filha de Luís Garcia, viúvo e funcionário público, que nela concentrava todos os seus afetos, a fonte de toda a alegria do pai. Luís Garcia tem uma amiga, também viúva, Valéria Gomes, mãe de Jorge. Jorge está apaixonado pela filha de um ex-empregado de seu falecido pai, Estela, que vive na mesma casa. Para afastá-lo de Estela, por não a julgar digna de sua posição social, a mãe força-o a alistar-se como voluntário para lutar na Guerra do Paraguai.

23 de julho de 2019

Manon Lescaut de Abade Prévost




Manon Lescaut
Autor: Abade Prévost
Editora: Abril Cultural
Edição: 1981
Páginas: 174
Skoob | Goodreads
Compre na Amazon

LEIA TAMBÉM
O homem que via o trem passar de Georges Simenon
O dramático romance entre Des Grieux - fervoroso jovem de boa família - e a bela Manon Lescaut, moça frívola e inescrupulosa que ama qualquer um que lhe garanta uma vida de luxo. Um amor ardente, que é também exaltação erótica mesclado de interesse e à atração pelo dinheiro. Incompreendido em sua época, o livro foi queimado pelas autoridades, que nele viram um atentado aos bons costumes. Hoje, permanece um clássico. Obra fundamental para ser lida.

29 de junho de 2019

O homem que via o trem passar de Georges Simenon




O homem que via o trem passar
Autor: Georges Simenon
Tradutor: Raul de Sá Barbosa
Editora: Abril Cultural
Edição: 1983
Páginas: 182
Skoob | Goodreads
Compre na Amazon

LEIA TAMBÉM
Infância dos mortos de José Louzeiro
Simenon, o escritor admirado por Fellini, Camus e Clarice Lispector, adota aqui um estilo muito diferente daquele de seus romances policiais. O Homem que Via o Trem Passar, conta a história de um burguês que resolveu desmascarar a hipocrisia de seu meio, em busca de uma explicação mais razoável para o absurdo da vida.

28 de maio de 2019

Uma mulher independente de Elizabeth Forsythe Hailey



Uma mulher independente
Autora: Elizabeth Forsythe Hailey
Tradutor: A.B. Pinheiro de Lemos
Editora: Record
Edição: 1984
Páginas: 261
Skoob | Goodreads
Compre no Estante Virtual

LEIA TAMBÉM
Parque Gorki de Martin Cruz Smith
Uma mulher vibrante, obstinada, cheia de amor, em permanente busca de um sentido para a vida, fascinada pelo mundo, apaixonada pelas artes, amando a vida e as pessoas. Este é o perfil de Elizabeth Alcott, que, nascida no Texas no príncipo do século, conta a história de sua vida através de cartas cronológicas, escritas em momentos de crise, de angústia ou de puto prazer, Aos poucos, o leitor vai conhecendo uma mulher que tenta compreender o seu tempo e até mesmo ultrapassá-lo. É uma estréia certamente original a de Elizabeth Forsythe Hailey, que, através de uma tessitura narrative sutil e elegante, se mostra uma escritora delicada e gentil, observadora e irônica, mas ainda assim valorizando muito a alma humana.

8 de maio de 2019

Infância dos mortos de José Louzeiro




Infância dos mortos
Autor: José Louzeiro
Editora: Abril Cultural
Edição: 1984
Páginas: 234
Skoob | Goodreads
Compre no Estante Virtual

LEIA TAMBÉM
Ciranda de pedra de Lygia Fagundes Telles
Esmagados pelo peso de uma sociedade que permite esse quadro de abandono e violência, milhões de menores de até cinco anos lutam desesperadamente para sobreviver nas ruas das grandes cidades. Infância dos Mortos, que serviu de base ao filme Pixote, a Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, conta a trágica história de um grupo de garotos delinquentes que vivem entre si valores de amizade, companheirismo e sonhos infantis.

7 de abril de 2019

Rory de Ruth Langan



Rory
#1 O'Neil Saga
Autora: Ruth Langan
Tradução: Ieda Moriya
Editora: Harlequin
Edição: 2000
Páginas: 219
Skoob | Goodreads
Compre no Estante Virtual
Irlanda, 1560.
Rory O'Neil era procurado por todos os soldados que envergavam o uniforme inglês, mas isso não deteria sua busca de vingança. Ele era odiado por aqueles que o conheciam como O'Neil Coração Negro. Para os que acreditavam em sua causa, porém, era o único guerreiro corajoso o suficiente para salvá-los. Anna Claire Thompson soube no primeiro instante que Rory seria o homem a conquistar seu coração. Mas será que o obstinado irlandês um dia retribuiria seu amor?

5 de março de 2019

Sal de Leticia Wierzchowski




Sal
Autora: Leticia Wierzchowski
Editora: Intrínseca
Edição: 2013
Páginas: 240
Skoob | Goodreads
Compre na Amazon
Um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva. Sob sua luz vacilante, a matriarca da família Godoy reconstitui as cicatrizes do passado. Em sua interminável tapeçaria, Cecília entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um. Com uma linguagem poética, a premiada escritora gaúcha Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, dá voz e vida a cada um dos integrantes da família Godoy, criando uma história delicada e surpreendente, enriquecida por múltiplos e divergentes pontos de vista.

13 de janeiro de 2019

O suplício de Angélica de Anne e Serge Golon




O suplício de Angélica
#2 A Marquesa dos Anjos
Autores: Anne e Serge Golon
Editora: Nova Cultural
Edição: 1989
Páginas: 304
Skoob | Goodreads
Compre no Estante Virtual

LEIA MAIS
Os amores de Angélica de Anne e Serge Golon
De um momento para outro, Angélica viu-se arrancada do esplendor da corte de Luís XIV e atirada no mais negro infortúnio. O marido a quem tanto amava caíra em desgraça perante a Inquisição e desaparecera nas masmorras da Bastilha, tendo todos os seu bens confiscados. Com o coração partido, abandonada à própria sorte numa Paris estranha e hostil, a garota rebelde de Monteloup esvaía-se na dor de seu desamparo. Por conhecer um terrível segredo de Estado, tornara-se alvo de uma conspiração, que visava silenciá-la. Seus inimigos eram poderosos e ela estava sozinha. Do desespero nascia uma nova Angélica, sem as doçuras e ingenuidades do passado. Agora, resistente à adversidade e cruel com os homens, seria implacável como a fatalidade que decidira seu destino.

4 de janeiro de 2019

Selvagens - dirigido por Oliver Stone




Selvagens
(Savages)
Direção: Oliver Stone
Produção: Ixtlan
Ano: 2012
Duração: 131 minutos
Filmow | IMDb

LEIA TAMBÉM
Selvagens de Don Winslow

Na reta final de 2018 eu publiquei no canal um vídeo para o Desafio livros e seus filmes comentando sobre a experiência de leitura com Selvagens de Don Winslow e também sobre o filme dirigido por Oliver Stone. Como já é tradição, aqui no blog eu escrevo sobre cada etapa do projeto separado, e apesar da demora, aqui estão alguns motivos por ter gostado, mas não tanto, do filme.

17 de dezembro de 2018

O Ateneu de Raul Pompéia



O Ateneu
Autor: Raul Pompéia
Editora: Abril Cultural
Edição: 1981
Páginas: 206
Skoob | Goodreads
Compre na Amazon | Submarino

LEIA TAMBÉM
A ilha do tesouro de R.L. Stevenson

O Ateneu constitui uma das obras-primas da literatura brasileira. Autobiográfico, o livro mostra o jovem autor como personalidade sensível que se transformou em crítico impiedoso do que viveu e viu na adolescência passada no colégio interno. A obra retrata o doloroso processo de transição da infância à idade adulta.

12 de novembro de 2018

O vermelho e o negro de Stendhal



O vermelho e o negro
Autor: Stendhal
Tradutor: Raquel Prado
Editora: Abril Coleções
Edição: 2010
Páginas: 630
Skoob | Goodreads
Compre na Amazon

LEIA TAMBÉM
Fanny Hill de John Cleland
O trágico destino de Julian Sorel, protagonista deste romance, foi baseado em fatos reais (na vida do jovem seminarista Antoine Berthet, que assassinou a ex-amante). Stendhal tensiona sua saga romântica com a realidade da França da Restauração pós-napoleônica, política e moralmente conservadora.

30 de setembro de 2018

Horizonte perdido - dirigido por Charles Jarrott




Horizonte perdido
(Lost Horizon)
Direção: Charles Jarrott
Produção: Columbia Pictures
Ano: 1973
Duração: 150 minutos
Filmow | IMDb

LEIA TAMBÉM
Horizonte perdido de James Hilton

Essa adaptação foi uma das mais loucas que assisti e nem sei bem como começar a comentar sobre ela. Horizonte perdido ganhou uma versão para o cinema em 1937 assinada por Frank Capra e em 1973 o diretor Charles Jarrott também gravou sua perspectiva da história. As diferenças entre livro e filme são consideráveis, por isso desde o início encarei a obra como levemente inspirada, ou com elementos da história original, e não exatamente como uma adaptação fiel. Pelo contrário, esse foi um dos casos que as liberdades criativas do diretor alteraram, em parte, o contexto de Shangri-La.

O filme começa com a fuga de uma região invadida e a viagem de avião. Durante uma tempestade o veículo sofre uma queda e o piloto morre. Os cinco ocupantes (no livro são quatro) são resgatados por um monge e aldeões numa região que parece improvável haver vida. Depois de horas de caminhada e uma escalada perigosa os protagonistas chegam ao paraíso chamado Shangri-La.


A primeira diferença significativa é o número de personagens. As profissões e todo contexto também foi modernizado para a época em que o filme foi gravado. Enquanto na história original a aventura acontece nos anos 1930, na versão de Charles Jarrott a expedição, o figurino, a tecnologia e todas as referências acompanham a década de 1970. Visto que é um remake da versão de Frank Capra de 1937 faz sentido que o diretor tenha atualizado a história. Atualmente é possível encontrar diversos casos assim no cinema, mas não posso mentir que a primeira impressão foi negativa.

Os dilemas principais do livro permanecem no filme, mesmo que expostos de maneira diferente. Um dos sobreviventes é o provocativo e responsável por instigar a saída deles do refúgio, enquanto Conway segue o personagem racional do livro e o que tenta mediar todos os conflitos. Enquanto no livro duas mulheres são presentes na história, no filme são três, e apesar de ter funcionado na ideia geral da trama, elas constantemente são exibidas em momentos de fragilidade ou como se precisassem de proteção, um grande revés da adaptação.


A diferença significativa do filme, que é um musical e eu só li sobre isso depois, é a representação de Shangri-La. Enquanto no livro toda a atmosfera do templo e da aldeia é introspectiva, até certo ponto reservada, pelo menos essa foi minha impressão, na versão para o cinema tudo é vibrante, com pessoas e monges por todos os lados, crianças e moradores de todas as partes do mundo e que chegaram ao templo em momentos diferentes da história (de Shangri-la, que é contada para Conway e o leitor pelo monge mais antigo do lugar).

Horizonte perdido foi uma daquelas experiências peculiares que por um bom tempo eu vou pensar sobre e mesmo que não tenha gostado de todas as adaptações de Charles Jarrott foi um filme marcante, sem dúvida. Minha nota para produção foi de 3,5 no Filmow. Recomendo filme (e o livro) para quem gosta de reflexões sociais, aventura, dilema existencial e o para quem gosta de debater sobre utopia e se ela seria possível (ou viável). Vocês conhecem Horizonte perdido?

Beijos!
Fotos: Divulgação