Quando um exército de invasores marcianos chega à Inglaterra, o pânico e o terror tomam conta da população. Enquanto os alienígenas atravessam o país em enormes máquinas de três pernas, incinerando tudo em seu caminho com um raio de calor e espalhando gases tóxicos nocivos, os moradores da Terra devem chegar a um acordo com a perspectiva do fim da civilização humana e o início da era marciana.
Tic-Tac de Oz é o oitavo livro escrito por L. Frank Baum no Mundo de Oz e um dos meus favoritos entre as últimas leituras da série. O enredo dessa história mistura a jornada de vários personagens e o desafio que cada um deles enfrenta é diferente, tem seu tempo, e um propósito específico, e mesmo que possam se ajudar em muitos momentos cada membro da aventura tem que encarar seus próprios medos.
Mesmo feito de engrenagens e movido a corda para viver, Tic-Tac prova sua valentia e valor. O Homem Farrapo enfrenta uma longa e penosa jornada em busca do irmão. Duas jovens garotas encontram perspectivas diferentes ao saírem de seus mundos, e mesmo estando no mesmo lugar, vivem experiências distintas e relembram o passado com outros olhos.
O vilão do livro já conhecido de histórias anteriores, e ainda maldoso e mal humorado, também tem seu ciclo completo. E todos os personagens, novos ou já conhecidos, encontram justamente o que precisam em Oz, porque são obrigados a encarar seus caminhos, um ótima analogia à vida. L. Frank Baum consegue escrever uma aventura lúdica cheia de lições para adultos também.