23 de julho de 2026

A guerra dos mundos de H.G. Wells



A guerra dos mundos
Autor: H.G. Wells
Tradutor: Cassius Medauer
Editora: Principis
Edição: 2021
Páginas: 208
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Quando um exército de invasores marcianos chega à Inglaterra, o pânico e o terror tomam conta da população. Enquanto os alienígenas atravessam o país em enormes máquinas de três pernas, incinerando tudo em seu caminho com um raio de calor e espalhando gases tóxicos nocivos, os moradores da Terra devem chegar a um acordo com a perspectiva do fim da civilização humana e o início da era marciana.

A guerra dos mundos de H.G. Wells é um clássico da  ficção científica, com uma adaptação muito comentada, e apesar de saber a premissa do livro o enredo me surpreendeu em muitos momentos, principalmente por explorar o suspense da próxima ação dos alienígenas, a sobrevivência em uma situação totalmente improvável e o caos que se instala rompendo em muitos momentos os traços de humanidade.

"Poucas pessoas percebem a imensidão do vazio na qual flutua a poeira do universo material."
página 15

Na minha cabeça a história era sobre a invasão e convivência com os marcianas, mas o enredo aborda desde as primeiras páginas a incredulidade de um ataque de outra raça e subestima e inteligência e capacidade mortífera desses seres. O tom irônico não é a toa, apesar de toda a absurdez da situação, leva algum tempo até as pessoas se darem conta da gravidade e a partir daí é cada um por si. Todo evento de caos revela os piores aspectos da personalidade humana e o livro retrata assustadoramente bem isso.


O ponto alto de A guerra dos mundos na minha experiência de leitura foi a narrativa. Acompanhamos o protagonista viver em tempo real a invasão e os primeiros ataques de marcianos, a sensação um misto de agonia, surpresa e pânico total, e o voraz instinto de sobrevivência mesmo no cenário mais catastrófico possível. O livro retrata um trecho da experiência do irmão do narrador em outra parte da cidade onde a devastação não chegou, mas se aproxima, e a dúvida e o ceticismo persistem até que os monstros cheguem a capital.

H.G. Wells certamente aparecerá em recomendações futuras no Estante da Nine porque tanto A máquina do tempo, como A guerra dos mundos foram experiência de leitura ótimas, como um bom entretenimento, para pensar como os autores da virada do século imaginavam o universo e a tecnologia, como também porque o enredo faz críticas sociais pertinentes a todas as épocas.

Até a próxima!

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