Diário de leitura: A sociedade do anel #1

E hoje é dia de apresentar um novo projeto no Estante da Nine: isso mesmo, pela primeira vez eu vou fazer um diário de leitura no blog e no canal. Já tem algum tempo que penso em incluir esse formato de vídeos e posts por aqui e finalmente criei coragem para começar, hehehe. O livro escolhido para dar início a essa coluna é A sociedade do anel, primeiro livro da trilogia O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien. Eu adoro O hobbit, também do autor, e espero gostar muito da trilogia mais famosa desse inglês tão amado. Quem está comigo nessa jornada?


Beijos!

Todas as vezes que fui infeliz por causa da internet

Uma das melhores coisas da vida adulta é olhar para trás e entender que muitas situações aconteceram porque tinham de acontecer. É compreender que cada um de nós é plural e não pode ser definido por uma palavra, frase, gosto musical ou estilo de vestir (influência de Bauman ainda nos tempos de faculdade). A vida adulta também proporciona certas percepções que quando somos adolescente e jovens, muitas vezes, não pudemos captar. E hoje eu resolvi sentar para escrever como minha relação com a internet mudou (e melhorou) nos últimos anos. 



Primeiro vamos voltar no tempo. Eu nasci no final dos anos 1980 e já na década seguinte os computadores começaram a se popularizar. Porém, meus pais não tinham dinheiro para comprar um e meus primeiros contatos com essa máquina maravilhosa aconteceram na casa de amigas. E é ainda que começa minha relação conturbada com a internet: eu tinha acesso limitado e condicionado pelo o que as minhas amigas, donas de computador, desejavam fazer e ver. Eu não tive, na fase inicial, autonomia para explorar e descobrir o que realmente me interessava, mesmo que na época o acesso fosse limitado. Quem aí lembra o perrengue que era usar internet discada?

A segunda fase foi o computador dividido entre toda a família ainda na época da internet discada. O resultado: ficava online 15 minutos no MSN porque logo era a vez do próximo usar no horário mais barato da conexão e todos tinham que fazer tudo numa tarde de domingo. No final das contas ninguém fazia nada de útil ou interessante. Apenas aos 18 anos, quando entrei na faculdade, é que ganhei meu primeiro computador (só meu, que na verdade precisei dividir com meu irmão), e aí as coisas começaram a oscilar entre o bem e o mau, hehehehe.



O que você quer dizer com isso Nine? Quero dizer que minha relação com a internet sempre teve como base a experiência de outras pessoas e não a minha própria. Lógico que eu fazia comparações. Lógico que eu me perguntava porque fulano tinha X amigos no Orkut e eu não. Porque a colega Y escreveu um depoimento maravilhoso para a outra colega Z e não para mim. Já em tempos de Facebook (que muito relutante fiz meu perfil só quando o Orkut acabou), a felicidade forçada dos outros me incomodava. Também me chateava o fato de eu desejar algo simples, não ter como comprar e olhar minha timeline cheia de coisas caras e inúteis que as pessoas fazia questão de publicar. Já deu pra entender onde eu quero chegar, né?!

Por muito tempo eu deixei que as redes sociais moderassem e influenciassem no meu humor e ânimo. E estaria mentindo se dissesse que não acontece ainda vez ou outra. Mas o que tenho pensando a aplicado na minha vida especialmente nos últimos dois anos é que eu não posso comparar a minha realidade com a de outra pessoa. Não temos a mesma vida, as mesmas condições, o mesmo dinheiro e até os mesmos interesses ou sonhos.

Tenho tentando aplicar ao blog e ao canal a mesma atitude. Quem acompanha o Estante da Nine há algum tempo já deve ter notado certas crises existenciais minhas que se refletem por aqui. Me cobro e me culpo por ter a página e a conta no Youtube há tanto tempo e não poder viver disso. Mas a verdade é que quando criei o blog minha intenção não era essa e, para falar a verdade com vocês, ainda não me sinto preparada para transformar isso no meu trabalho pelo simples fato de que não consigo bloggar ou gravar por obrigação. E o blog e o canal como fonte de renda, a mesma renda que vai pagar as contas do mês, exige disciplina e foco, coisas que ainda estou construindo.



O que eu quis dizer com tudo isso? Que hoje, aos 28 anos (os 29 já estão batendo na porta), eu sou mais seletiva no que acompanho na internet. E também sou mais consciente sobre a influência que todas as redes sociais, blogs e canais têm sobre mim. Inclusive o meu próprio. Se estou sem ânimo tudo bem não gravar um vídeo novo ou escrever uma resenha. Não quero ficar online por esses dias? Ok. Não é como se eu fosse ser banida da face da terra por não acessar o Facebook ou Instagram.

Meu canal e meu blog não são sucesso e não pagam minhas contas?! Tudo certo, tenho amigos e leitores fieis que estão sempre aqui comigo, não tenho haters e me sinto livre para ser sincera e escrever sobre o que eu quiser por aqui, como esse texto. Tudo bem não ter a casa de novela ou o escritório de revista. Tudo o que tenho trabalhei e suei bastante para conseguir e essa realização não tem preço. A gente tem só uma vida pra ser feliz, então não vale a pena perder tempo com aquilo que não nos agrega, certo?

Beijos!

O colecionador de John Fowles





O colecionador
Autor: John Fowles
Editora: Abril Cultura
Edição: 1980
Páginas: 264
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O Colecionador é o primeiro livro de John Fowles, escrito em 1963. O romance narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna. Ele então passa a ter uma ambição: seqüestrar a bela Miranda, seu amor platônico. A trama se desenvolve com a disformidade da personalidade de Clegg, que tem a seu favor apenas a superioridade de força, contra a vitalidade e inteligência de Miranda que, contando com sua superioridade de caráter, confunde e ofusca o medíocre sequestrador.

O amante de Lady Chatterley de D.H. Lawrence




O amante de Lady Chatterley
Autor: David Herbert Lawrence
Editora: Abril Cultural
Edição: 1972
Páginas: 345
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Poucos meses depois de seu casamento, Constance Chatterley, uma garota criada numa família burguesa e liberal, vê seu marido partir rumo à guerra. O homem que ela recebe de volta está paralisado da cintura para baixo, e eles se recolhem na vasta propriedade rural dos Chatterley. Inteiramente devotado à sua carreira literária e depois aos negócios da família, Clifford vai aos poucos se distanciando da mulher. Isolada, Constance encontra companhia no guarda-caças Oliver Mellors, um ex-soldado que resolveu viver no isolamento após sucessivos fracassos amorosos. Último romance do autor, O amante de lady Chatterley foi banido em seu lançamento, em 1928, e só ganhou sua primeira edição oficial na Inglaterra em 1960, quando a editora Penguin enfrentou um processo de obscenidade para defender o livro. Àquela altura, já não espantava mais os leitores o uso de "palavras inapropriadas" e as descrições vivas e detalhadas dos encontros sexuais de Constance Chatterley e Oliver Mellors. O que sobressaía era a força literária de Lawrence e a capacidade de capturar uma sociedade em transição.

O amante de Lady Chatterley de David Herbert Lawrence é um clássico da literatura mundial e está indicado no 1001 livros para ler antes de morrer. A história, que retrata o relacionamento de Constance com seu marido e seu amante, causou polêmica na época de lançamento e foi publicado em Londres apenas em 1960 (a primeira edição saiu em Florença em 1928). No vídeo de hoje eu compartilho meus aspectos favoritos da história e também explico porque recomendo a leitura mesmo não gostando do tema principal. Felizmente em 2016 o Projeto 1001 livros está surpreendendo e superando as expectativas.


Beijos!
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227 livros não lidos e algumas metas literárias

Final de semana, assim do nada, resolvi fazer um balanço dos livros não lidos da minha estante. E o resultado foi assustador. Acredito que muitos leitores passam por isso vez ou outra, portanto resolvi gravar um vídeo resumido para o canal e produzir um texto de apoio aqui para o post do blog com algumas metas literárias que eu estabeleci para organizar a minha coleção de livros e deixar ela cada vez mais com a minha personalidade.

Mas antes, para contextualizar vocês, preciso voltar no tempo. Em 2014 eu tive o que chamo hoje de uma grande crise existencial, hehehe (a mais significativa da minha jovem vida até aqui). No princípio pensei que essa bad fosse apenas em relação ao Estante da Nine (blog e canal), já que eu tive um crescimento considerável nas duas plataformas em 2013, mas a partir de 2014 as coisas estagnaram e até regrediram. Hoje, olhando para trás, sei que essa crise envolveu todos os aspectos da minha vida e que me trouxe novas e boas atitudes para aplicar no dia a dia.

Citei o ano de 2014 porque foi nele que a minha relação com a coleção de livros passou por um momento conturbado. Isso aconteceu principalmente porque eu estava com a casa atolada por todos os lados, não dava conta de ler os livros que eu tinha, muito menos os que comprava e recebia das editoras parceiras, e um dia, pensando bem, cheguei a conclusão que eu estava me tornando apenas uma acumuladora de livros. Até essa constatação, doar meus livros, vender ou até presentear outras pessoas era algo raro. Eu não conseguia desapegar. 

A partir de então eu, aos poucos, consegui mudar algumas atitudes. Não apenas no quesito livros, mas também em relação a roupas e a casa. De lá para cá, principalmente a partir de 2015, reduzi minha coleção de livros em 1/3. O mesmo para o guarda-roupa. Já a casa, sempre que arrumo um cômodo, faço aquela revisão básica do que manter o não. E isso só me trouxe benefícios. Foi nessa mesma época que desisti de participar dos processos de seleção para parceria com editoras (falei sobre isso no post Parcerias: ter ou não ter?), e adotei o desapego como um hábito recorrente (também escrevi sobre isso na publicação Desapegar é bom).

No entanto, a minha lista de livros não lidos sempre foi extensa. E depois de um tempo sem organizar a estante, tirei o final de semana para checar como tudo estava. E pelo título do post vocês perceberam que o número ainda é absurdo, né?! Justamente por isso estabeleci as metas literárias para os livros não lidos. No vídeo abaixo eu comento sobre o balanço e compartilho as minhas regras. Espero que isso possa ajudar aos leitores que também estão em busca de uma harmonia para a coleção.


Beijos!

6º alvo de James Patterson




6º alvo
#6 Clube das Mulheres Contra o Crime
Autores: James Patterson e Maxine Paetro
Editora: Arqueiro
Edição: 2012
Páginas: 203
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Quando um homem abre fogo contra uma balsa lotada no porto de São Francisco, a tenente Lindsay Boxer é imediatamente convocada. Ao chegar ao local, ela se depara com um cenário assustador: três pessoas estão mortas e sua amiga Claire Washburn encontra-se gravemente ferida. A tenente promete a si mesma que vai colocar o criminoso atrás das grades. Trabalhando com o inspetor Richard Conklin, Lindsay consegue prender o assassino. Assim que o julgamento começa, outro caso desperta a atenção da polícia. Madison Tyler, de 5 anos, filha de um conhecido jornalista, desaparece perto de casa. Enquanto Yuki Castellano tenta condenar o atirador da balsa à pena máxima, Lindsay tem que deter o sequestrador. Outras crianças foram raptadas, mas não houve pedido de resgate. Numa corrida contra o relógio, a tenente sabe que precisa encontrar os pequenos reféns antes que seja tarde.

Meta de leitura: setembro (2016)

E o vídeo mais difícil do mês está chegando no Estante da Nine, hehehe. Hoje compartilho com vocês os quatro livros que inclui na minha meta de leitura para setembro. Escolhi poucas obras porque tenho muitos títulos dos meses anteriores na fila e quero ler tudinho. E vocês, o que planejam ler?



LIVROS
A garota no trem de Paula Hawkins
O mulato do Aluísio de Azevedo
Admirável mundo novo de Aldous Huxley
O vendedor de armas de Hugh Laurie

Beijos!
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Capítulos finais e epílogos desastrosos!

Sabe quando um livro totalmente aleatório vira tema para um vídeo extra? Pois então, é o caso de hoje. Ontem, enquanto escrevia a resenha de Dark Eden de Patrick Carman pensei: "acho que vou gravar sobre capítulos finais e epílogos decepcionantes". E, bom, é sobre isso mesmo que falo no vídeo de hoje, hehehe. Quem já passou por isso?



Beijos!
Batom: Nude Chic da Panvel Make Up