Girlboss: o que eu gostei (e não gostei) na série

29 de abril de 2017

Não estava nos meus planos assistir Girlboss, mas a curiosidade bateu e pensei: “por que não?” Então lá fui eu pra Netflix tirar a dúvida de se a história era legal ou não, já com alguma influência das primeiras críticas nada positivas que li sobre a série. Vale ressaltar no início deste texto que eu NÃO li o livro escrito pela protagonista Sophia Amaruso e por isso meus comentários são essencialmente sobre a produção da Netflix.

O ano é 2006 e Sophia aos 23 anos está completamente perdida. Não quer voltar para a casa do pai, mas enfrenta dificuldades imensas para pagar o aluguel e comer, além de estar desacreditada com a vida adulta. Entre um emprego e outro, certo dia Sophia encontra uma jaqueta raríssima num brechó e vê aí uma oportunidade. Ao colocar a peça num leilão do Ebay, Sophia arrecada um valor absurdo comparado ao que pagou pela peça e assim nasce a primeira faísca do que se tornou depois a sua marca Nasty Gal.

Minha impressão de Girlboss foi negativa já no primeiro episódio. Isso porque Sophia é insuportável. Os primeiros capítulos da história, apesar de alguns aspectos relevantes, foram um desafio. Lá pela metade estava mais acostumada com a personalidade da protagonista, no entanto não torci para ela em nenhum momento. É impressionante que alguém tão egoísta e prepotente tenha chegado onde chegou sem sofrer consequências mais graves pelo caminho. Talvez a personagem da série traga um aspecto realista e não tão explorado de Sophia, talvez não, e esse é um dos grandes dilemas de Girlboss


São Francisco é o cenário e como eu adoro a cidade esse foi um atrativo e tanto para me prender na série. Nos primeiros capítulos a relação de Sophia com a cidade e sua paixão por ela são destaques, mas depois de apresentado esse tema fica subentendido no enredo e eu gostaria de tê-lo visto constantemente no decorrer dos 13 episódios.

Os personagens secundários são os destaques em vários momentos da série. Minha expectativa era para um roteiro focado na parte empreendedora, mas Girlboss retrata os dramas de Sophia quando toda ideia da Nasty Gal aconteceu e como ela lidou com cada situação. A série foi bem realista nas relações interpessoais com os amigos, namorado, pais e até colegas de trabalho e clientes. Eu gostei muito desse aspecto porque foi inesperado.

Um dos pontos que mais me decepcionou em Girlboss foi a relação de Sophia com as roupas que vende. Eu gostaria que os episódios tivessem abordado mais a parte do garimpo, as customizações, os bloqueios criativos de Sophia e até as dificuldades administrativas. Alguns capítulos retratam certos dilemas, mas tudo é resolvido rápido ou fácil demais.

Assista ao trailer de Girlboss!


A trilha sonora, a fotografia e as referências aos anos 2000, como muitas pessoas comentaram, é um dos aspectos mais legais de Girlboss. Em 2006 - 2008 eu tinha 18/20 anos, então lembro de muita coisa que a série aborda entre música, televisão, moda e cultura pop no geral. Aliás, o visual de Sophia na série me atrai especialmente porque me vejo muito no estilo e nas combinações da personagem.

O grande desafio de Girlboss é encarar a personalidade mesquinha de Sophia. Como não li o livro minha antipatia aliviou ao longo dos 13 capítulos, mas quem leu, pelos comentários que li até escrever esse texto, realmente esperou uma protagonista diferente daquela que a série abordou. Apesar de não ter sido tão legal, eu gostei de acompanhar Girlboss. A produção da Netflix me inspirou muito principalmente porque adoro brechós e estou cheia de ideias para falar mais sobre o tema no Estante da Nine. Minha nota para a Girlboss foi 3 estrelas no Filmow e vale assistir a série sem grandes expectativas, como foi meu caso, para algumas boas horas de entretenimento. Vocês já assistiram ou querem assistir Girlboss? Gostaram?

Beijos!
Imagem: Divulgação

TBR jar #15 - novo adulto!

Hoje é dia de mais um sorteio da TBR jar e desta vez com menos de um mês de diferença para a coluna recente que eu publiquei em meados de abril. Li Ratos de Gordon Reece incrivelmente rápido principalmente porque o livro superou as expectativas e em breve vou escrever uma opinião sobre a história no Estante da Nine. Como as metas estão muito bem em 2017, e já que as opção da TBR estão no fim, resolvi pescar mais uma sugestão de leitura no jarro.

Nesta edição do sorteio da TBR jar novamente eu tirei dois papéis com leituras já feitas, O grande Ivan e As vantagens de ser invisível. Ambos tem post no blog e para ler minha opinião sobre os livros basta digitar o título na busca. Na terceira tentativa tirei um título ainda não lido e o escolhido nesta edição do sorteio. Espero que até o segundo semestre eu faça todas as leituras inéditas da jarra para refaze-la com novas sugestões. 

O livro sorteio nesta 15ª edição da TBR jar foi Bela distração de Jamie McGuire, o primeiro livro da série Irmãos Maddox. Eu já li as três histórias anteriores, Belo desastre, Desastre iminente e Belo casamento há algum tempo e gostei (digite o nome dos livros na busca para encontrar as resenhas). Inclusive comentei outro dia com a Mah e o Henri que estava na hora de ler um novo adulto e mais uma vez a TBR parece estar em sincronia com as minhas previsões de leitura. Vocês sorteiam livros para ler?

Assista ao 15º sorteio da minha TBR jar

Beijos!

Leitura todo dia: semana 12

27 de abril de 2017

Quase encerrando o terceiro mês de projeto Leitura todo dia no Estante da Nine e estou em um bom ritmo de leitura novamente, ainda bem, hehehe. A semana 12 começou com uma história finalizada, Pais e filhos de Ivan Turgueniev, e tenho mais um russo entre os favoritos. O início promissor me empolgou e até que rendeu um pouco mais nos dias seguintes. O resumão de hoje é sobre os dias 19 a 25 de abril.

Durante a semana avancei pouco em Quimera - contos fantástico organizado por Alex Mir porque o trabalho estava em recesso, mas imagino que nos próximos dias, na atualização 13 do projeto Leitura todo dia eu termine. Os contos não me surpreenderam, mas são boas histórias e o livro é uma ótima opção para ler no ônibus, então a experiência é válida.

A leitura predominante da semana e também finalizada foi Ratos de Gordon Reece, livro sorteado na TBR jar. Eu não sabia o que esperar da história, talvez por isso ela tenha me surpreendido demais e também me deixado um pouco perturbada. Em breve vou comentar sobre Ratos no Estante da Nine, mas desde já deixo a recomendação de leitura para quem tem a história na estante.

Assista ao vlog da semana 12  do projeto Leitura todo dia

LIVROS
Pais e filhos de Ivan Turgueniev
Ratos de Gordon Reece

Beijos!

O oráculo de Catherine Fisher

24 de abril de 2017




O oráculo
#1 Oráculo
Autora: Catherine Fisher
Editora: Novo Século
Edição: 2011
Páginas: 336
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Mirany, uma garota pouco comum, tem a difícil missão de encontrar o sucessor para o Arconte. O destino de uma nação inteira está em suas mãos, e a Escolhida pode contar apenas com um escriba ladrão de tumbas e um excêntrico músico. O Oráculo é uma aventura épica que levará o leitor ao tempo das Civilizações Antigas. Utilizando elementos mágicos das culturas egípcia e grega, nos convida a percorrer terras distantes, desertos e ilhas. Uma saga eletrizante em que o futuro de Mirany e de seu povo dependerá da confiança da garota em si mesma.

Resumo de março (2017) - Flashdance, SdA e Friends!

O cartão de memória novo da Canon chegou (obrigada Lisse mais uma vez pela surpresa e o presente) e com isso teremos, eu e vocês, uma overdose de Nine, hehehe. Resolvi colocar em ordem as colunas pendentes com o resumo do mês, vídeo e post que eu comento sobre as séries e filmes que assisti nos últimos tempos, neste caso março, que felizmente foi um mês produtivo e com uma surpresa pra lá de boa.

Assisti duas adaptações literárias em março: As duas torres, para encerrar o diário de leitura do livro, e Os 39 degraus, que conheci a história original de John Buchan em fevereiro e depois de ler a sinopse do filme e adiar por um tempo, finalmente vi. No primeiro caso eu achei o roteiro fiel ao enredo de Tolkien, na medida do possível, já que O Senhor dos Anéis é extenso e seria inviável incluir tudo na adaptação. Já o segundo é mais uma versão livremente inspirada de Alfred Hitchcock do que propriamente uma versão fiel do enredo de John Buchan.

A surpresa do mês foi Flashdance. Assisti ao filme na TV e não esperava nada de especial, mas eu adorei. Não é apenas uma história sobre uma personagem apaixonada por dança, é mais que isso. Mostra o dilema entre se fazer o que quer e o que se precisa, um relacionamento entre empregada e chefe, uma mulher linda e sensual que é soldadora na indústria e dança no clube para extravasar a frustração. Enfim, vale muito a pena e em breve o filme terá um post só dele no Estante da Nine.

A série do mês foi Friends e assisti a 5ª e praticamente toda a 6ª temporada em março. Nessa fase o drama parece ganhar um pouco mais de espaço que o humor e os dilemas da vida adulta e perto dos 30 anos chegam. Justamente por estar nessa fase, com 29 quase 30, pude me ver em muitas situações representadas pelos personagens sobre trabalho, futuro e família. Sem dúvida a série tem me surpreendido muito mais do que eu podia imaginar.

Assista ao vídeo da coluna Resumo do mês de março

FILMES E SÉRIE

Beijos!