Tubarão - dirigido por Steven Spielberg

21 de julho de 2017




Tubarão
(Jaws)
Direção: Steven Spielberg
Produção: Universal Pictures
Ano: 1975
Duração: 124 minutos
Filmow | IMDb
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Tubarão de Peter Benchley

Por incrível que pareça até alguns dias atrás eu nunca tinha assistido Tubarão, filme clássicos e um dos mais citados entre a obra de Steven Spielberg. Depois de ler o livro de Peter Benchley não poderia deixar passar a chance de ver a adaptação e hoje eu vou compartilhar com vocês como foi a experiência. 

O ponto de partida do filme é o mesmo do livro, e quem não conhece nada da história pode conferir a sinopse no post com a minha experiência de leitura no link acima. Gostei imediatamente da adaptação porque ela me trouxe a sensação real da cidade, com pessoas passeando pelas praias e ruas o tempo todo, empecilhos constantes, aspecto que no enredo de Peter Benchley em muitos momentos parecia inexistente (digo as pessoas circulando pelo local), mesmo com a referência do tamanho de Amity e os poucos moradores. 

Por outro lado, certas cenas do filme mostram uma multidão muito maior do que imaginei, pelo menos antes da temporada, mas ainda sim gostei da adaptação porque ela é mais objetiva no roteiro e não inclui temas que não tem espaço para debate. Como comentei na resenha do livro, Peter Benchley cita vários assuntos interessantes, mas no decorrer do enredo não amplia praticamente nenhum, já que o foco da história é realmente se livrar do tubarão.

Meus temas favoritos do livro seguem presentes no filme, como o capitalismo e sua influência, a falta de empatia dos moradores pela gravidade da situação, Brody, que no filme é de Nova York, também representa o tópico do cidade grande x cidade pequena, e o embate entre experiência de vida e experiência acadêmica também foi mantido.

Sem dúvida o ponto alto da adaptação, como no livro, é o tubarão. Steven Spielberg não apresenta o monstro por boa parte do filme e com isso a imaginação e o suspense são duradouros. O roteiro também enfatiza a briga entre homens e peixe e como esse perigo que ronda Amity parece, de fato, inteligente. E ao mesmo tempo que a caça ao tubarão começa, a cidade se destaca nos noticiários. 

O Brody do filme me pareceu mais valente que o do livro. E outra diferença é que Steven Spielberg coloca ele de frente com o conselho da cidade. No livro o personagem é vítima de uma chantagem, mas não faria sentido repetir certos acontecimentos no roteiro da adaptação porque afinal muitos pontos foram suprimidos.

O humor de Tubarão é aquele cômico nervoso e esse é outro mérito de Steven Spielberg. Porém, achei alguns momentos de drama forçados, cenas que no livro são mais realistas, mas que no filme, até pelo recurso da imagem, são mais impactantes. No geral, achei o drama, o suspense e o humor em harmonia, com uma ou outra cena que não gostei.

Por falar em não gostei, um dos personagens do livro que mais me chocou foi o pescador experiente contratado para capturar o tubarão. E no filme ele também tem uma presença significativa. A parte final me deu muito nojo, é verdade, e não gostei da mudança que Steven Spielberg fez sobre quem morre e quem vive, ainda assim Tubarão é uma boa versão de um livro bom. No final da experiência, gostei por motivos diferentes, mas da mesma forma, de livro e filme. E claro que eu recomendo. Vocês já assistiram Tubarão?

Beijos!

Fotos: Divulgação
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Tubarão de Peter Benchley

20 de julho de 2017




Tubarão
Autor: Peter Benchley
Editora: Record
Edição: 1974
Páginas: 262
Skoob | Goodreads
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Uma mulher jovem e bela, depois de um apaixonado encontro amoroso numa praia deserta, sente vontade de tomar um banho à meia-noite. Enquanto nada no mar calmo, é subitamente atacada e tem o corpo cortado ao meio. Na manhã seguinte, os restos do seu corpo terrivelmente mutilado vão dar na praia. As autoridades municipais de Amity resolvem guardar silêncio sobre a morte da moça, pois, se a notícia do tubarão assassino se espalhasse, a influencia de veranistas e turistas cessaria por completo, arruinando os negócios e a economia da cidade. O chefe de polícia foi proibido de interditar as praias. Proclama-se que o tubarão desertou daquelas águas. Mas o monstro ataca e mata de novo e a vida da cidade se torna governada pela presença apavorante, quase sobrenatural, do tubarão que espera ao largo, inexorável e cruel.

Leitura todo dia: semana 23

17 de julho de 2017

Semana começando com Leitura todo dia atrasado, mas com bons livros. A vida movimentou nos últimos tempos e ainda não me organizei em novos horários. Prometo tentar colocar tudo em ordem nos próximos dias, ok? O resumo da vez é sobre as leituras feitas entre os dias 05 a 11 de julho, que dediquei especialmente a dois livros e um e-book e não me arrependi. Vamos ao resumão?!

A trilogia de Nova York de Paul Auster foi um misto de sentimentos. Esperava algo espetacular, mas confesso que as duas primeiras histórias não me empolgaram tanto assim. Quando comecei a terceira tudo foi diferente. Li em poucas horas e adorei como os três enredos de mistério parecem estar (estão) conectados e como cada um apresenta uma perspectiva diferente. Vou falar sobre o livro também na semana 24 e em breve espero comentar sobre ele com mais detalhes por aqui.

A canção das estrelas de Karen Soarele foi o e-book da semana e outra ótima experiência com o universo de criado pela autora. Recentemente mostrei outra história do universo de Myríade por aqui e para quem gosta de histórias infanto juvenis de fantasia é uma boa dica. A canção das estrelas tem um bom diferencial: fala sobre um livro e os mistérios que ele esconde. É um livro sobre um livro antigo e poderoso, o que naturalmente me chama atenção. Adorei e recomendo.

A semana encerrou com a leitura de O caçador de pipas de Khaled Rosseini concluída e que experiência sensacional. Depois de anos na estante o livro ganhou uma chance e me arrependo de não ter lido antes. História dura, sobre perdas e segredos, além da mudança social, cultural e política de uma país. Enredo para tirar o leitor da zona de conforto e causar certos incômodos. Leitura recomendada, claro, e em breve vai rolar opinião sobre o livro no Estante da Nine.

Assista ao vlog da semana 23 do projeto Leitura todo dia

LIVROS
A trilogia de Nova York de Paul Auster (compre na Amazon)
A canção das estrelas de Karen Soarele (compre na Amazon)
O caçador de pipas de Khaled Hosseini (compre na Amazon)

Beijos!

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Meta de leitura: julho (2017) - Tolkien, Stephen King e Stendhal!

14 de julho de 2017

Gravei o vídeo de meta dia 9 e quase uma semana depois a coluna aparece aqui no blog. A vantagem desse atraso (se bem que atrasar coisas não é algo vantajoso), é que enquanto escrevo esse post já conclui dois livros que estavam em andamento do mês passado. O caçador de pipas de Khaled Hosseini foi uma ótima surpresa, livro triste e bem pertinente sobre mudanças culturais e políticas, entrou para a lista de favoritos de 2017 e em breve tem opinião por aqui.

A trilogia de Nova York de Paul Auster foi minha segunda leitura em andamento de junho concluída na semana que passou e talvez eu tenha criado certa expectativa sobre o livro que não se confirmou. Apesar disso as três histórias são envolventes e intrigantes, com boas doses de mistério e suspense e valeu a pena. O retorno do rei de J.R.R. Tolkien está há alguns dias parados principalmente porque não combina com esse clima de verão no inverno. Assim que o frio voltar eu também volto para a parte final da jornada do anel.

Psicose de Robert Bloch foi o último livro inédito da minha TBR jar e entrou na meta do mês. Gosto do filme e espero gostar da história original também. Na lista, ambos da TAG 12 livros para 2017, estão Saco de ossos de Stephen King, autor que quero ler mais e mais nos próximos anos e também O vermelho e o negro de Stendhal, clássico que está na minha estante há alguns anos. E vocês, o que vão ler em julho?

Assista ao vídeo com a meta de leitura para julho

LIVROS
O caçador de pipas de Khaled Hosseini (compre na Amazon)
A trilogia de Nova York de Paul Auster (compre na Amazon)
O retorno do rei de J.R.R. Tolkien (compre na Amazon)
Psicose de Robert Bloch (compre na Amazon)
Saco de ossos de Stephen King (compre na Amazon)
O vermelho e o negro de Stendhal (compre na Amazon)

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Leituras de junho (2017) - Thomas Mann, Aluísio Azevedo e Florbela Espanca!

12 de julho de 2017

Junho foi o mês com mais dias sem leitura até aqui em 2017, mas apesar disso o saldo geral não foi ruim. Li muito no Kindle, algo que não acontecia há algum tempo e terminei alguns livros físicos também. O mês começou com Morte em Veneza de Thomas Mann, meu primeiro contato com o autor, e história que trata da obsessão de um escritor já na parte final da vida durante suas férias em Veneza. Ao mesmo tempo que acompanha o presente, o leitor é apresentado a vida e passado do protagonista, e como a solidão o privou de muitas experiências. Adorei Morte em Veneza e já penso em encarar A montanha mágica.

Também da coleção Saraiva de Bolso, Poemas e cartas a um jovem poeta de Rainer Maria Rilke foi minha segunda leitura de junho. Não me identifiquei com os poemas, mas gostei muito das cartas. Para quem gosta de escrever ou é escritor, é uma ótima dica. Ele tem uma visão solitária sobre a profissão, então é interessante observar como ele cita isso e o porquê ao longo das correspondências. Gostei da leitura e recomendo. 

O esqueleto de Aluísio Azevedo foi minha volta para o Kindle e adorei a história que traz como um dos personagens principais o príncipe regente do Brasil e fala sobre poder, ganância e tragédias familiares e amorosas. Lá no meu Instagram comentei mais sobre a leitura, então é sempre legal ficar de olho lá porque aparece conteúdo curto que não publico no blog. 



O mandarim de Eça de Queirós foi o segundo ebook do mês e essa história de realismo fantástico vale muito a pena. Um jovem português tem o desejo de acender de classe social e após ler um livro muito esquisito, e ser influenciado por uma figura extremamente simbólica, resolve tocar a sineta e falar a combinação de palavras para herdar uma herança de um mandarim. Acontece que junto com o dinheiro, chega também o fantasma do morto e o protagonista vai se ver em péssima situação depois do ato ambicioso. Leitura recomenda, sem dúvida.

A rainha da primavera de Karen Soarele foi minha leitura de fantasia do mês e meu segundo contato com o universo de Myríade. Adorei a experiência principalmente porque essa história se passa muito tempo antes de Línguas de fogo, o livro 1 da trilogia As Crônicas de Myríade, e senti muita firmeza no universo que a autora criou, toda mitologia e como os livros se conectam. Para quem gosta de aventuras infanto juvenis fica a dica.

Livro de máguas de Florbela Espanca foi meu reencontro com a autora e que experiência incrível mesmo novata no mundo da poesia. Todos os poemas tem aquele tom melancólico que eu tanto adoro e me identifico e quero ler muito mais da autora. O mês fechou com Tubarão de Peter Benchley, história que teve altos e baixos, e no geral gostei muito. Em breve vai rolar opinião no blog sobre o livro e o filme dirigido por Steven Spilberg. O que vocês leram em junho?

Assista ao vídeo com as leituras de junho

LIVROS
Morte em Veneza de Thomas Mann (compre na Amazon)
Poemas e cartas a um jovem poeta de Rainer Maria Rilke (compre na Amazon)
O esqueleto de Aluísio Azevedo (baixe na Amazon
O mandarim de Eça de Queiros (baixe na Amazon)
A rainha da primavera de Karen Soarele (compre na Amazon
Livro de máguas de Florbela Espanca (baixe na Amazon
Tubarão de Peter Benchley (compre na Amazon)

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