Em algum lugar do passado - dirigido por Jeannot Szwarc

23 de setembro de 2017




Em algum lugar do passado
(Somewhere in Time)
Direção: Jeannot Szwarc
Produção: Rastar Pictures
Ano: 1980
Duração: 110 minutos
Filmow | IMDb

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Em algum lugar do passado de Richard Matheson

Há um bom tempo as minha expectativas não eram tão altas quanto foram para Em algum lugar do passado. Assim que postei a foto do livro no Instagram muitas pessoas comentaram sobre a adaptação e o quando o filme era bonito. Fiquei travada na leitura algum tempo, mas uma hora após concluir a história de Richard Matheson corri para a Netflix para conhecer a versão de Jeannot Szwarc

Desde o começo livro e filme tem diferenças significativas na construção do enredo. Enquanto na história de Richard Mathenson o protagonista viaja para aproveitar os últimos dias de vida porque está gravemente doente, no filme a Elise do presente vai até um evento onde encontra Richard, o personagem principal, e deixa uma mensagem misteriosa para ele. A viagem no tempo e o motivo são os mesmo do livro, mas eu tive a sensação que o enredo do filme é mais consistente. Algumas coisas que questionei na obra original vi muito melhoradas na adaptação.

Outro ponto positivo da adaptação é que Richard é mais espirituoso e engraçado do que obsessivo, característica do personagem que no livro me incomodou. Adorei Elise McKenna, a protagonista me pareceu determinada, inteligente e divertida como no livro. O filme mantém o tom de drama e mistério da história original sobre Richard e as consequências da viagem no tempo.

Enquanto a minha experiência com o livro se prolongou, o filme passou voando e eu quis um pouco mais da história. O cenário da adaptação, assim como no livro, sem dúvida é um atrativo a parte e o romance, por se desenvolver em uma época diferente, é cavalheiresco, sutil e as vezes quase caricato, mas ainda sim envolvente e apaixonante. Outra diferença entre obra original e adaptação é o período: o presente do filme é 1980 e o passado 1912, enquanto no livro é 1971 e 1896, respectivamente.

O desfecho da adaptação, que tem tudo a ver com a diferença no ponto de partida, me deixou mais satisfeita que a história original. No geral a construção do filme fez muito mais sentido, já que pelo recurso da imagem muitas partes enfadonhas do livro foram suprimidas, a história ficou mais concisa, embora o final tenha sido acelerado. A falta de bons personagens secundários também é visível aqui, embora o empresário de Elise tenha uma participação mais significativa no filme.

No geral eu gostei mais do filme do que do livro e indico Em algum lugar do passado para quem gosta de romances com boas doses de drama, um toque de realismo fantástico, atores envolventes e carismáticos e um cenário de época muito inspirador e bonito. Algumas questões sociais seguem pertinentes e sem dúvida o filme entrou para a lista de surpresas de 2017. Vocês já assistiram?

Beijos!

Fotos: Divulgação
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Em algum lugar do passado de Richard Matheson

20 de setembro de 2017




Em algum lugar do passado
Autor: Richard Matheson
Editora: Abril Cultural
Edição: 1983
Páginas: 269
Skoob | Goodreads
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Setembro sem meta + leituras em andamento!

19 de setembro de 2017

Os últimos meses foram corridos, confusos e quase parados para as leituras, por isso setembro é o mês sem meta. Eu até pensei em manter alguns livros dos meses anteriores ou escolher opções completamente aleatórias na estante, mas no primeiro caso seria extremamente repetitivo para a coluna meta do mês e a segunda opção eu posso aplicar nesse período livre de pré-seleção. Se setembro melhorar as leituras escolhidas voltam em outubro, se não mês que vem segue sem meta. Tem horas que a gente precisa relaxar e se cobrar menos, né?!

Explicado porque setembro não vai ter meta, vou compartilhar minhas leituras em andamento, que vão aparecer nas próximas semanas do projeto Leitura todo dia, e que espero concluir até o final do mês. A minha leitura atual da bolsa é Ragtime de E.L. Doctorow, história que desde que comprei no sebo fiquei curiosa e resolvi tirar da estante depois de ver a edição nova lançada pelo clube de assinaturas TAG Livros.

Isla e o final feliz de Stephanie Perkins é minha leitura atual no Kindle e provavelmente o primeiro livro que devo concluir entre os citados no post de hoje. Depois de algum tempo afastada de livros jovem adultos estou gostando da história e espero que siga assim até o final. O vermelho e o negro de Stendhal é outra leitura em andamento, essa parada há alguns dias, o calhamaço do mês que eu espero concluir ainda em setembro para escolher outro, já que são vários na estante.

A última opção do mês é Fanny Hill de John Cleland, livro sorteado na primeira edição da minha nova TBR jar e que também está indicado no 1001 livros para ler antes de morrer. Já na reta final de setembro não tenho certeza se vai sobrar tempo para ele, mas a história fica como opção para outubro caso não consiga começar nos próximos dias. E vocês, o que estão lendo esse mês?

Se preferir assista ao vídeo publicado no canal do Estante da Nine no Youtube


LIVROS 
Ragtime de E.L. Doctorow (compre na Amazon)
Isla e o final feliz de Stephanie Perkins (compre na Amazon)
O vermelho e o negro de Stendhal (compre na Amazon)
Fanny Hill de John Cleland (compre na Amazon)

Beijos!

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Leitura todo dia: semana 32

17 de setembro de 2017

O resumo da semana 32 do projeto Leitura todo dia teve um pouco de tudo: uma quase desistência, cheguei a pensar que pela primeira vez desde que comecei não ia publicar o vídeo e post; e uma dose de superação no final. Apesar dos dias atrapalhados faltou nas semanas anteriores determinar uma meta específica e cumprir. No último dia da semana 32 eu consegui concluir um livro e encerrar o ciclo de dias improdutivos.

Em algum lugar do passado de Richard Matheson era o livro da bolsa e provavelmente uma das histórias que mais apareceu no projeto Leitura todo dia. Depois de algumas semanas de lentidão no último dia desse resumo, que começou em 06 de setembro e terminou dia 12, eu finalizei o livro e também assisti a adaptação de 1980. No geral foi um bom livro, mas não marcante. Em breve tem comentário sobre ele aqui no Estante da Nine.

Durante a semana 32 eu comecei dois ebooks: Angus - Origens de Orlando Paes Filho, história sobre guerra que me deixou confusa no início pelos vários nomes difíceis, mas quase na metade já estou habituada e gostando do embate religioso e ético entre os povos envolvidos no combate. Outra história em andamento é Isla e o final feliz de Stephanie Perkins, livro que estava há algum tempo no Kindle e comecei sem pretensão e estou adorando. Conto mais os próximos resumos. E vocês, o que leram nos últimos dias?

Assista ao vlog da semana 32 do projeto Leitura todo dia

LIVROS
Em algum lugar do passado de Richard Matheson (compre na Amazon)
Angus - Origens de Orlando Paes Filho (baixe na Amazon)
Isla e o final feliz de Stephanie Perkins (compre na Amazon)

Beijos!

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Diário de leitura: O retorno do rei #4 - O fim da jornada!

16 de setembro de 2017

Meses depois de começar o projeto eu nem acredito que estou na reta final, escrevendo os últimos posts sobre o diário de leitura de O Senhor dos Anéis. Foi uma jornada e tanto até aqui, e apesar dos hiatos e das épocas de pouca leitura adorei ter passado por essa experiência. Além desse post, sobre os capítulos finais de O retorno do rei (compre na Amazon), o projeto finaliza com o vlog com comentários sobre o filme. Para ler os posts anteriores sobre os livros de J.R.R. Tolkien visite o marcador O Senhor dos Anéis.

O resumo da vez começa com o capítulo A montanha da perdição e acompanhamos a jornada de Frodo e Sam. Novamente encontrei algumas situações convenientes na jornada dos personagens, mas os hobbits são criaturas persistentes, fieis e habilidosas, então é compreensível que tenham se adaptado bem. O campo de Cormallen é o trecho onde Sauron finalmente demonstra alguma fraqueza e seus exércitos questionam seu poder.

O regente e o rei confirma minhas suspeitas que começaram em As duas torres e é muito interessante ver como os hobbits, todos eles, foram importantes para a história que acaba de ser escrita. Após a batalha com Sauron a Terra Média entra em um novo período e os habitantes do Condado, se antes pouco conhecidos, agora são heróis e protagonistas de histórias por todo território.

O capítulo muitas despedidas já diz tudo pelo título: é hora de voltar para casa. Apesar do incomodo de sair e o medo da jornada, Frodo e os hobbits entendem que fizeram novos amigos, conheceram lugares antes apenas cenário de histórias para eles e viram coisas surpreendentes, tudo valeu e é difícil se despedir. A caminho de casa é outro trecho da história feliz e melancólico. No principio o condado parecia longe de tudo, mas o mau chegou até lá também.

O expurgo do condado é dos capítulos mais legais do livro. Isso porque é visível a evolução dos hobbits durante toda a viagem pela Terra Média. Ao chegar em seu lar e perceber tudo diferentes Frodo, Sam, Mery e Pippin rapidamente agem para recuperar um pouco de sua terra. Eu que fui muito cética com esses personagens adorei a mensagem. Os Portos Cinzentos encerra a grande jornada de vários personagens do livro e nele a mensagem é muito clara: sobreviver é importante, mas grandes aventuras significam também grandes mudanças e as vezes é impossível se reconhecer. Eu adorei O Senhor dos Anéis. E vocês, já leram?

Se preferir, assista ao vídeo com as impressões da 4ª parte de O retorno do rei

Beijos!

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