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17 de fevereiro de 2020

3 motivos para ler O outro gume da faca de Fernando Sabino

Eu escolhi Fernando Sabino na estante porque a curiosidade era enorme e queria um livro curto para escapar da ressaca literária. Assim que a rotina de janeiro começou eu deslizei nas metas e travei. Minha surpresa foi enorme com O outro gume da faca, enredo enxuto e cheio de temas importantes, tanto que a história foi estudada por muitos alunos ao redor do Brasil.

A minha missão hoje é escrever em três tópicos os muitos motivos para ler O outro gume da faca e comentar sobre a história de Fernando Sabino sem spoilers, mas destacando temas que podem instigar os leitores que passarem por aqui. Não se engane pelo tamanho do livro, em poucos capítulos o enredo se torna irresistível e até chegar a página final impossível parar de ler.


29 de março de 2017

3 motivos para ler Mãe de José de Alencar

O segundo post da série ou coluna "3 motivos para" está no ar e desta vez pensei muito se valia publicar agora em março ou em um especial no Dia das Mães em maio. Depois de alguma incerteza resolvi escrever por esses dias, principalmente porque Mãe de José de Alencar é uma das minhas leituras favoritas deste mês e gostaria de deixar registrado no Estante da Nine a indicação. Além disso, o livro está em domínio público, desse jeito não tem desculpa para não ler, certo?

Mãe é uma peça escrita por José de Alencar em 1859 e dedica a sua mãe claro, e a todas as mãe do Brasil (inclusive o autor comenta sobre isso na introdução). Essa foi a primeira vez que li um livro neste formato de peça de um autor clássico brasileiro, pelo que lembro, e adorei. Antes de compartilhar com vocês os três motivos para ler Mãe, acho interessante citar que o contexto da história ainda pertence ao período escravocrata no Brasil, e com isso, além de homenagear as mães, José de Alencar inclui algumas discussões importantes sobre o tema.

O livro começa com dois assuntos distintos: o primeiro deles é a ruína de um pai e uma filha, que após a enfermidade e falecimento da mãe, estão falidos e a beira do despejo. Vizinhos do protagonista Jorge, estudante de medicina que tenta descobrir sua origem e o passado da mãe, Elisa - a moça que faz de tudo para proteger o pai, não vê outra saída e resolve pedir ajuda financeira ao vizinho, que também é seu interesse romântico. Outro ponto em comum entre eles é Joana, escrava de Jorge, embora não tratada assim por ele, que ajuda Elisa nas tarefas, bem como apoia o casamento entre eles. O ponto de partida da peça é esse e já dá para ter uma ideia do tom dramático, né?

3 de março de 2017

A pianista de Machado de Assis




A pianista
Autor: Machado de Assis
Editora: livro de domínio público
Edição: 1866 (original)
Páginas: 16
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Tinha vinte e dois anos e era professora de piano. Era alta, formosa, morena e modesta. Fascinava e impunha respeito; mas através do recato que ela sabia manter sem cair na afetação ridícula de muitas mulheres, via-se que era uma alma ardente e apaixonada, capaz de atirar-se ao mar, como Safo ou de enterrar-se com o seu amante, como Cleópatra. Ensinava piano. Era esse o único recurso que tinha para sustentar-se e a sua mãe, pobre velha a quem os anos e a fadiga de uma vida trabalhosa não permitiam já tomar parte nos labores de sua filha. Malvina (era o nome da pianista) era estimada onde quer que fosse exercer a sua profissão. A distinção de suas maneiras, a delicadeza de sua linguagem, a beleza rara e fascinante, e mais do que isso, a boa fama de mulher honesta acima de toda a insinuação, tinha-lhe granjeado a estima de todas as famílias.

A cada nova leitura de Machado de Assis eu fico encantada, surpresa e sempre muito reflexiva. Acho, acho não tenho certeza, que já posso incluir o autor entre meus favoritos da vida. Apesar de A pianista ser uma história curta, eu adorei tanto o conto que ele ganhou um vídeo grandão especial no Estante da Nine. O motivo? A história trata sobre preconceito social entre ricos e pobres e apesar dos muitos imprevistos na vida do casal protagonista, o final da história tem uma mensagem positiva, muito importante para o século XIX e ainda mais para nós do século XXI, que com a tecnologia percebemos uma imensa onda de preconceitos e racismo. História muito recomendada e espero que o vídeo desperte o interesse de vocês!


Beijos!
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16 de maio de 2016

Memórias de um sargento de milícias de Manuel Antônio de Almeida




Memórias de um sargento de milícias
Autor: Manuel Antônio de Almeida
Editora: Orbis (capa ilustrativa da Ática)
Edição: 2011
Páginas: 182
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LEIA TAMBÉM
Triste fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto
Escrito numa época em que a ficção de folhetins era sinônimo de idealização romântica, Manuel Antônio de Almeida rompeu o ciclo de heróis e heroínas e suas aventuras amorosas para narrar o cotidiano das classes populares, suas desventuras e seu anti-herói por excelência: o malandro. Leonardo, seu protagonista, nada tem em comum com os heróis românticos da época. Desde muito cedo deu as costas para a vida acadêmica e religiosa para desfrutar do ócio. Não sofre remorsos nem dores de amor, e quando é feito sargento se identifica mais com a malandragem do que com as forças da ordem. Com sua narrativa centrada nos homens livres, mas despossuídos, do Brasil dos tempos de d. João VI, este romance pioneiro oferece um panorama cômico e precioso do modo de vida e da moralidade incrivelmente adaptável de um país ainda em construção.

Memórias de um sargento de milícias de Manuel Antônio de Almeida foi a escolha de abril/ maio para o projeto de leitura dos clássicos brasileiros e de língua portuguesa. Outra vez foi uma experiência extremamente positiva e conto porque gostei tanto no vídeo novo!


Beijos!

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13 de março de 2016

Triste fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto



Triste fim de Policarpo Quaresma
Autor: Lima Barreto
Editora: Ática
Edição: 2002 (23ª)
Páginas: 2016
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LEIA TAMBÉM
Lucíola de José de Alencar
Para Major Quaresma, a Pátria é um ideal que está acima de tudo. Visionário por excelência, suas idéias colocam-no em várias situações embaraçosas e levam-no até a ser internado em um manicômio. Tímido, discreto, ingênuo, é também uma palha de pureza a navegar num oceano de podridão. Este é um livro escrito com todos os nervos, mas principalmente com o coração, e que se destina a quantos tenham orgulho de ser brasileiros.

Beijos!
Batom Nude Wood da Panvel
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2 de fevereiro de 2016

Grandes contos de Machado de Assis






Grandes contos
Autor: Machado de Assis
Editora: Elevação
Edição: 2008
Páginas: 178
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Machado de Assis produziu diversos tipos de contos, desde o de fundo anedótico e de personagem (explorando o efeito das fortes emoções) até o conto de teor moralizante e o impressionista, que exprime de modo vago e delicado o mundo das sensações.

26 de janeiro de 2016

Lucíola de José de Alencar




Lucíola
Autor: José de Alencar
Editora: L&PM
Edição: 1999
Páginas: 168
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Na melhor tradição romântica, Lucíola é um livro onde se debatem paixões tórridas e contraditórias. O amor que não resiste às barreiras sociais e morais. Assim é o romance da bela Lúcia, a mais rica e cobiçada cortesã do Rio de Janeiro, e Paulo, um jovem modesto e frágil. Um romance que sacode a corte e provoca um excitado burburinho na sociedade. De um lado a mulher que, sendo de todos, jurava não prender-se a nenhum homem, de outro o homem em dúvida entre o amor e o preconceito. José de Alencar utiliza este instigante argumento para descrever a enorme atração física entre um homem e uma mulher. A pena moralizadora do escritor busca a idealização espiritual da prostituta que quer se modificar e a alma pura de Paulo cuja amor arrebatador supera todas as barreiras. Lucíola é um dos mais curiosos trabalhos de José de Alencar. Há nele um clima de sensualidade constante combinado com o ardor e sofrimento, bem no clima da literatura romântica que predominava na segunda metade do século XIX quando foi escrito.

Finalmente gravei uma vídeo resenha para o Estante da Nine e essa é muito especial. Falei sobre uma das minhas leituras favoritas de 2015: Lucíola de José de Alencar. Meu primeiro contato com o autor foi há cerca de oito, 10 anos quando li Iracema e na época não gostei do livro. Logo, quando comecei Lucíola minhas expectativas eram baixas, o que foi ótimo porque eu amei o livro. Quase um mês depois, várias anotações e algumas pesquisas, finalmente criei coragem para ligar a câmera e compartilhar todo meu amor por essa história incrível. Espero muito que gostem e participem nos comentários.


Beijos!

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1 de outubro de 2014

Músicas na estante: Forfun

Oi gente, tudo bem? A coluna Músicas na estante de hoje é com uma banda que está entre minhas favoritas da vida, a Forfun. Seja pelo estilo dos meninos, pelas letras, melodia ou a mensagem positiva, todas as razões são ótimas razões (desculpe a redundância, aqui é proposital) para ouvir Forfun. Vou incorporar os clipes, mas o DVD gravado no Circo Voador está demais e vale muito a pena assistir. Além disso, a banda disponibiliza tudo de graça em seu site e redes sociais. 




Beijos!