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15 de novembro de 2020

Auto da barca do inferno de Gil Vicente

A recomendação de Auto da barca do inferno de Gil Vicente saiu no canal há alguns dias (já é inscrito?), e hoje sentei alguns minutos antes do trabalho para deixar o registro no Estante da Nine dessa dica de leitura que foi uma boa surpresa da estante, com o bônus de de ser mais uma primeira experiência com autor, dessa vez um renascentista português.

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Para recomendar o livro escolhi a versão de 3 motivos para ler, já que Auto da barca do inferno é uma peça curta, de leitura rápida e com um enredo fácil de identificar, apesar da linguagem diferente por manter características da época. A minha edição comprada em bazar beneficente foi organizada para uma escola e contém material extra, mas uma pesquisa básica na internet também ajuda a contextualizar a época e costumes.


10 de novembro de 2017

Otelo de William Shakespeare



Otelo - o mouro de Veneza
Autor: William Shakespeare
Editora: Nova Fronteira
Edição: 2011
Páginas: 153
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A cor púrpura de Alice Walker
Otelo, o Mouro de Veneza é das mais importantes peças de William Shakespeare. Iago, alferes de Otelo, não suporta ver outra pessoa ocupar o posto de tenente que pretendia. Já Otelo, um nobre mouro a serviço do Estado, não acredita que possui qualidades suficientes para manter ao seu lado uma mulher jovem e bonita como Desdêmona. Iago, tomado pela inveja e sentimentos malévolos, acusa Desdêmona de infidelidade e busca a destruição de Otelo.

29 de março de 2017

3 motivos para ler Mãe de José de Alencar

O segundo post da série ou coluna "3 motivos para" está no ar e desta vez pensei muito se valia publicar agora em março ou em um especial no Dia das Mães em maio. Depois de alguma incerteza resolvi escrever por esses dias, principalmente porque Mãe de José de Alencar é uma das minhas leituras favoritas deste mês e gostaria de deixar registrado no Estante da Nine a indicação. Além disso, o livro está em domínio público, desse jeito não tem desculpa para não ler, certo?

Mãe é uma peça escrita por José de Alencar em 1859 e dedica a sua mãe claro, e a todas as mãe do Brasil (inclusive o autor comenta sobre isso na introdução). Essa foi a primeira vez que li um livro neste formato de peça de um autor clássico brasileiro, pelo que lembro, e adorei. Antes de compartilhar com vocês os três motivos para ler Mãe, acho interessante citar que o contexto da história ainda pertence ao período escravocrata no Brasil, e com isso, além de homenagear as mães, José de Alencar inclui algumas discussões importantes sobre o tema.

O livro começa com dois assuntos distintos: o primeiro deles é a ruína de um pai e uma filha, que após a enfermidade e falecimento da mãe, estão falidos e a beira do despejo. Vizinhos do protagonista Jorge, estudante de medicina que tenta descobrir sua origem e o passado da mãe, Elisa - a moça que faz de tudo para proteger o pai, não vê outra saída e resolve pedir ajuda financeira ao vizinho, que também é seu interesse romântico. Outro ponto em comum entre eles é Joana, escrava de Jorge, embora não tratada assim por ele, que ajuda Elisa nas tarefas, bem como apoia o casamento entre eles. O ponto de partida da peça é esse e já dá para ter uma ideia do tom dramático, né?