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13 de fevereiro de 2022

Lendo Atos dos Apóstolos (e como isso mudou minha visão sobre eles)

Lá em meados de janeiro eu comecei o que era para ser um vlog de leitura sobre Atos dos Apóstolos. Os primeiros dias funcionaram bem, mas depois com a demanda de trabalho enorme (ainda bem depois de dois anos péssimos), aliado a uma gripe porreta a coisa todo perdeu o rumo. Conclui esse trecho domingo passado (6 de fevereiro) e finalmente sentei para escrever sobre a experiência. O projeto do Novo Testamento começou em 2017 e desde 2018 está parado, então espero que esse ano seja o da continuidade (dele e de outros projetos de leitura).

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Durante o início do projeto de leitura do Novo Testamento e nos primeiros quatro grandes evangelhos não simpatizei com os apóstolos principalmente porque eles mostram incertezas em muitos momentos importantes, mesmo presenciando diversos milagres de Jesus. Ressalto com frequência que meu objetivo ao ler a bíblia não é o de estudo religioso, mas sim para conhecer a história em um momento maduro da vida. Ao mesmo tempo, os apóstolos foram pessoas como todos nós, que desejam mudanças, mas têm medo. Nesse trecho do Novo Testamento posso dizer que entendo e admiro a jornada que cada um deles passou.

12 de novembro de 2018

O vermelho e o negro de Stendhal



O vermelho e o negro
Autor: Stendhal
Tradutor: Raquel Prado
Editora: Abril Coleções
Edição: 2010
Páginas: 630
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Fanny Hill de John Cleland
O trágico destino de Julian Sorel, protagonista deste romance, foi baseado em fatos reais (na vida do jovem seminarista Antoine Berthet, que assassinou a ex-amante). Stendhal tensiona sua saga romântica com a realidade da França da Restauração pós-napoleônica, política e moralmente conservadora.

24 de julho de 2018

O reforço de algumas lições no evangelho de João

Depois de um hiato de seis meses, que eu jurava não ser mais de dois, estou de volta no Estante da Nine para comentar sobre o projeto de leitura do Novo Testamento. Para os leitores que chegaram por aqui agora vale lembrar que a minha experiência com a bíblia não tem como objetivo o estudo religioso, mas o de conhecer uma história que influencia pessoas há gerações. Já comentei sobre os três evangelhos anteriores e é hora de fechar os quatro grandes livros do compilado com João.


A volta para a leitura me lembrou o quanto toda a história tem passagens pesadas e tristes. O que posso destacar da minha experiência com O evangelho segundo João é que é extremamente importante a compreensão de que Jesus foi enviado por Deus para a Terra e é capaz de feitos incríveis graças a essa ligação e esse símbolo é o que determina quem acredita ou não na sua palavra, e portanto quem será salvo - terá a vida eterna, e quem não.

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As viagens de Jesus, os muitos questionamentos sobre ser o filho de Deus, discípulos céticos, milagres para pessoas ignoradas e manifestação em templos e lugares públicos também são destaques da perspectiva de João, que tem o filho de Maria e José, acima de tudo, como centro dos acontecimentos, porque é fundamental entender o que ele representa e o que custou desafiar os costumes para libertar muitas pessoas da submissão e de uma vida infeliz.

No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus.
João - capítulo 1, versículo 1

Deus nunca foi visto por alguém. O filho unigênito, que está no seio do pai, esse o revelou.
João - capítulo 1, versículo 18

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.
João - capítulo 6, versículo 63

Provavelmente entre os quatro grandes evangelhos esse foi o que mais gostei do texto, da forma como a história é contada. Em muitos momentos parecia um poema, em outras uma análise e ainda uma história de ficção histórica. Apesar dos elementos conhecidos, um dos pontos mais interessantes da experiência com a bíblia até aqui é justamente as perspectivas diferentes dos evangelhos para a mesma história, elemento que me fascina como pessoa, leitora e jornalista.

Beijos!

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20 de janeiro de 2018

O parentesco de João e Jesus e mais detalhes da história no evangelho de Lucas

O final de semana chegou e com ele a possibilidade de organizar a bagunça e colocar algumas pautas em dia. Hoje vou compartilhar no Estante da Nine a minha experiência de leitura com o terceiro livro do novo testamento, O evangelho segundo Lucas, que eu achei semelhante a Mateus em muitos sentidos e tenho a impressão que Marcos, por enquanto, é meu livro favorito.

E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.
Lucas - capítulo 3, versículo 11

O evangelho segundo Lucas foi uma leitura excelente principalmente porque no primeiro capítulo conta detalhes da família e vida de João Batista, um dos personagens mais representativos da história. Eu desconhecia o parentesco entre ele e Jesus e também imaginei que os personagens tivessem idades distantes, quando na verdade o nascimento de ambos é próximo, com poucos meses de intervalo. É interessante observar como  o anjo aparece para Isabel, mãe de João, e como Deus agracia a família com o milagre do filho, apesar da idade avançada do casal, e também como havia planos para o João desde o começo, assim como para Jesus.

O batismo de arrependimento é novamente explicado n'O evangelho segundo Lucas, e até por destacar a história de João Batista faz todo sentido. A linhagem de Jesus aparece novamente, e é contada, desta vez, dos dias presentes até o primeiro homem da família. Mais uma vez as analogias e parábolas sobre a natureza servem para explicar lições importantes que discípulos e seguidores parecem ignorar no decorrer das andanças de Jesus (ou não entender direito).

Dizendo: É necessário que o filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.
Lucas - capítulo 9, versículo 22

O livro de Lucas retrata cenas que o leitor já conhece dos evangelhos anteriores, mas com detalhes específicos e, mais uma vez, através de outro ponto de vista. O interessante da experiência de leitura do novo testamento até agora é a riqueza da história, que além de retratar a vida de um homem incomum para época, mostra a trama política e econômica por trás da sociedade antiga, as relações de poder, o papel da religião e a dominação de outras culturas.

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Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
Lucas - capítulo 14, versículo 28

João é o quarto e último dos evangelhos e estou curiosa pelo que vai revelar de inédito e o que vai reforçar da história. Lucas foi interesse e peculiar e apesar de extenso li em dois dias, nas poucas horas que dediquei a leitura. Os detalhes são importantíssimos para dar o contexto de certos milagres de Jesus e contar a história de João Batista sem dúvida foi o ponto alto da minha leitura. Até agora o novo testamento tem sido um projeto cheio de surpresas e reflexões importantes. Até o próximo!

Beijos!

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20 de dezembro de 2017

O evangelho de Marcos e mais sobre a jornada de Jesus

O evangelho de Marcos foi uma das minhas leituras da primeira semana de dezembro e hoje vou compartilhar no Estante da Nine como foi a experiência com o segundo livro do novo testamento. Contei mais sobre o início dessa jornada na publicação Algumas considerações sobre O evangelho segundo Mateus, e embora eu deva ressaltar novamente que a leitura da bíblia não tenha caráter religioso, tem sido em muitos sentidos esclarecedora e surpreendente

E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os são não necessitam de médico, mas sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.
Marcos - capítulo 2, versículo17

Em muitos sentidos eu gostei mais d'O evangelho segundo Marcos em comparação ao de Mateus. Enquanto o primeiro é praticamente um livro de ensinamentos e regras, nesse segundo a história parece mais próxima de Jesus, o acompanhando nas peregrinações e no contato com o povo, mostrando por outro ponto de vista como foram os milagres e os pedidos que Jesus fez aos seus fiéis e discípulos. 

O evangelho de Marcos também me deixou contrariada com os discípulos e os seguidores de Jesus. Algumas passagens são exatamente as mesmas do livro de Mateus e aqui também existe muita dúvida por parte dos seguidores do profeta. Ao mesmo tempo que veem os milagres, apóstolos e fieis mantém sempre uma dúvida no ar, sempre a incerteza sobre Jesus ser ou não o filho de Deus, como se a cada segundo fosse necessário uma prova, e no momento crucial o deixam sozinho, como sabemos.

E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim.
Marcos - capítulo 7, versículo 6

Menor que o anterior, O evangelho de Marcos foi uma leitura rápida e empolgante, principalmente porque visualizei os cenários por onde Jesus passou, bem como as cidades e até mesmo a multidão de forma mais clara que no evangelho anterior. Novamente o destino de João Batista me deixou chocada, principalmente pela vingança e brutalidade. Ver a descrença, a traição e a negação entre os apóstolos me fez pensar, como alguns de vocês me disseram, sobre nossas próprias imperfeições e medos.

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É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.
Marcos - capítulo 10, versículo 25

O evangelho de Marcos reforça a mensagem de Jesus de que devemos fazer o bem, sem esperar recompensas ou créditos, mas sim pela paz, empatia e felicidade coletiva. Também ressalta como é importante nos conhecermos e acima de tudo pensar sobre escolhas, nos caminhos que seguimos e o tipo de mensagem que deixamos entre as pessoas que encontramos. Independente da religião, ou o fato de não ter uma como é o meu caso, não impede que ensinamentos e mensagens da bíblia sejam aplicados no dia a dia. Até aqui a experiência tem sido no mínimo peculiar. E esclarecedora. Até o próximo livro.

Beijos!

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3 de dezembro de 2017

Algumas considerações sobre O evangelho segundo Mateus

É totalmente por acaso que começa mais um especial de leitura no Estante da Nine. Eu tinha a intenção de ler a bíblia em algum momento do futuro, mas não imaginei que aconteceria tão cedo. Encontrei algumas edições de bolso na casa da minha mãe e trouxe para minha biblioteca. Na semana 43  do projeto Leitura todo dia eu comecei e terminei O evangelho segundo Mateus, primeiro livro do novo testamento, e no post de hoje eu vou compartilhar algumas coisas que me surpreenderam na experiência. Minha leitura da bíblia não tem finalidade religiosa, mas sim a de conhecer uma das histórias que mais influenciou (e influência ainda), nosso dia a dia há gerações. Pretendo ler o antigo testamento em 2018 e conto mais por aqui.

E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
Mateus - capítulo 17, versículo 5

O evangelho segundo Mateus é a história de Jesus, do nascimento, até mesmo antes, a sua morte e ressurreição. Desde a sua linhagem, umas das informações mais relevantes da minha experiência de leitura porque nunca tinha entendido direito o sangue real, até os momentos finais, os acontecimentos principais, as lições, os mandamentos, o pai nosso e toda a base da doutrina pautada no filho de Deus está em Mateus. Quando criança, durante a época de catequese, li fragmentos da bíblia, mas nunca um livro inteiro, então muitas coisas contadas por Mateus foram uma surpresa.


A peregrinação de Jesus e os milagres foram dois pontos que me marcaram logo nos primeiros capítulos. Isso porque eu imaginei que as dádivas fossem pessoais e privadas, sempre pensei em algo mais introspectivo, quando na verdade Jesus curou multidões, com outras centenas de pessoas como testemunhas. As viagens foram mais frequentes do que eu podia imaginar. Na verdade, tenho uma dificuldade em associar o período histórico, que na verdade já tinha religião, política e comercio bem estabelecidos, com a história contata na bíblia, então foi uma surpresa, ao mesmo tempo que algo plausível, as andanças de Jesus.

Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau, porque pelo fruto se conhece a árvore.
 Mateus - capítulo 12, versículo 33

Alguns ensinamentos são repetidos frequentemente n'O evangelho segundo Mateus e um deles, aliás bem pertinente, é o de não acreditar em falsos profetas. Parece que desde sempre na história da humanidade pessoas poderosas ou interesseiras usaram da religião e da política para dominar e segregar outros povos e culturas e esse é um aspecto bem relevante no livro, já que é citado em vários capítulos, e também existe um contexto de insatisfação social das pessoas com a vida precária da época, afinal Jesus também pregava pela liberdade e encontrou tantos adeptos no caminho porque certamente existia nessas populações o desejo de mudar.


Um ponto que me chamou atenção, dessa vez negativamente, foi o envolvimentos dos apóstolos. Mais uma vez, e provavelmente ainda quando criança, eu formei uma imagem totalmente errônea dos seguidores de Jesus. O evangelho segundo Mateus me deixou com a sensação de que aqueles homens na verdade não eram tão fieis, ou não sabiam bem o que estavam fazendo ali, inclusive Jesus questiona em vários momentos a fé deles, mas eles continuam a afirmar que são seguidores do filho de Deus. No final, como o próprio profeta sabia, ele acabou sozinho no julgamento. O destino de João Batista me chocou mais do que eu esperava porque eu não sabia que a história da bandeja e da cabeça era literal. E é mesmo.

O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mateus - capítulo 12, versículo 35

Imagino que muitas coisas serão esclarecidas e contadas nos próximos livros e espero seguir, aos poucos, nessa leitura. Jesus, é claro, sabia de tudo o que teria que passar e parece que se preparou muito bem para isso. E não é como se ele não sofresse, ele pede ao pai porque da provação sim, como não poderia deixar de ser, afinal Jesus foi condenado pelo próprio povo que tentou (conseguiu?) salvar. Eu me considero agnóstica e não vejo a bíblia com um livro real no sentido da história ser literalmente real ou como um livro de regras, mas sem dúvida a leitura de O evangelho segundo Mateus foi enriquecedora e esclarecedora em muitos sentidos, valeu a experiência sem dúvida. E vocês, já leram a bíblia?

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella

14 de outubro de 2017

Como quebrar a maldição de um dragão de Cressida Cowell



Como quebrar a maldição de um dragão
#4 Como treinar seu dragão
Autora: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Edição: 2010
Páginas: 240
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Soluço Spantosicus Strondus III
Soluço Spantosicus Strondus III foi um extraordinário Herói Viking. Chefe guerreiro, mestre no combate com espadas e naturalista amador, era conhecido por todo o território viking como "O encantador de dragões", devido ao poder que exercia sobre as terríveis feras. Será que Soluço vai encontrar o antídoto para a picada da Vorpente Venenosa e ainda por cima derrotar o assustador Garra da Destruição? E ele conseguirá vencer o perigoso machado de Norberto, o Demente, para mais uma vez ser o herói da história?

5 de outubro de 2017

A cor púrpura de Alice Walker




A cor púrpura
Autora: Alice Walker
Editora: José Olympio
Edição: 2016
Páginas: 336
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Projeto 1001 livros
A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.

23 de setembro de 2017

Em algum lugar do passado - dirigido por Jeannot Szwarc




Em algum lugar do passado
(Somewhere in Time)
Direção: Jeannot Szwarc
Produção: Rastar Pictures
Ano: 1980
Duração: 110 minutos
Filmow | IMDb

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Em algum lugar do passado de Richard Matheson

Há um bom tempo as minha expectativas não eram tão altas quanto foram para Em algum lugar do passado. Assim que postei a foto do livro no Instagram muitas pessoas comentaram sobre a adaptação e o quando o filme era bonito. Fiquei travada na leitura algum tempo, mas uma hora após concluir a história de Richard Matheson corri para a Netflix para conhecer a versão de Jeannot Szwarc

Desde o começo livro e filme tem diferenças significativas na construção do enredo. Enquanto na história de Richard Mathenson o protagonista viaja para aproveitar os últimos dias de vida porque está gravemente doente, no filme a Elise do presente vai até um evento onde encontra Richard, o personagem principal, e deixa uma mensagem misteriosa para ele. A viagem no tempo e o motivo são os mesmo do livro, mas eu tive a sensação que o enredo do filme é mais consistente. Algumas coisas que questionei na obra original vi muito melhoradas na adaptação.

Outro ponto positivo da adaptação é que Richard é mais espirituoso e engraçado do que obsessivo, característica do personagem que no livro me incomodou. Adorei Elise McKenna, a protagonista me pareceu determinada, inteligente e divertida como no livro. O filme mantém o tom de drama e mistério da história original sobre Richard e as consequências da viagem no tempo.

Enquanto a minha experiência com o livro se prolongou, o filme passou voando e eu quis um pouco mais da história. O cenário da adaptação, assim como no livro, sem dúvida é um atrativo a parte e o romance, por se desenvolver em uma época diferente, é cavalheiresco, sutil e as vezes quase caricato, mas ainda sim envolvente e apaixonante. Outra diferença entre obra original e adaptação é o período: o presente do filme é 1980 e o passado 1912, enquanto no livro é 1971 e 1896, respectivamente.

O desfecho da adaptação, que tem tudo a ver com a diferença no ponto de partida, me deixou mais satisfeita que a história original. No geral a construção do filme fez muito mais sentido, já que pelo recurso da imagem muitas partes enfadonhas do livro foram suprimidas, a história ficou mais concisa, embora o final tenha sido acelerado. A falta de bons personagens secundários também é visível aqui, embora o empresário de Elise tenha uma participação mais significativa no filme.

No geral eu gostei mais do filme do que do livro e indico Em algum lugar do passado para quem gosta de romances com boas doses de drama, um toque de realismo fantástico, atores envolventes e carismáticos e um cenário de época muito inspirador e bonito. Algumas questões sociais seguem pertinentes e sem dúvida o filme entrou para a lista de surpresas de 2017. Vocês já assistiram?

Beijos!

Fotos: Divulgação
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20 de setembro de 2017

Em algum lugar do passado de Richard Matheson




Em algum lugar do passado
Autor: Richard Matheson
Editora: Abril Cultural
Edição: 1983
Páginas: 269
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Pais e filhos de Ivan Turgueniev
A partir da visão de um retrato de uma bela mulher, Richard Collier volta ao passado em busca de um amor que teria acontecido antes dele nascer. Eles teriam tido uma ligação naquele mesmo mês e lugar. O romance acontece a partir dessa situação, numa atmosfera plena de romantismo e fantasia. Com uma narrativa cheia de amor e suspense, o autor nos faz recuar ao passado e ao reencontro de dois jovens que haviam se conhecido e amado num outro tempo.

20 de setembro de 2016

O colecionador de John Fowles





O colecionador
Autor: John Fowles
Editora: Abril Cultura
Edição: 1980
Páginas: 264
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O Colecionador é o primeiro livro de John Fowles, escrito em 1963. O romance narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna. Ele então passa a ter uma ambição: seqüestrar a bela Miranda, seu amor platônico. A trama se desenvolve com a disformidade da personalidade de Clegg, que tem a seu favor apenas a superioridade de força, contra a vitalidade e inteligência de Miranda que, contando com sua superioridade de caráter, confunde e ofusca o medíocre sequestrador.

19 de setembro de 2016

O amante de Lady Chatterley de D.H. Lawrence




O amante de Lady Chatterley
Autor: David Herbert Lawrence
Editora: Abril Cultural
Edição: 1972
Páginas: 345
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Poucos meses depois de seu casamento, Constance Chatterley, uma garota criada numa família burguesa e liberal, vê seu marido partir rumo à guerra. O homem que ela recebe de volta está paralisado da cintura para baixo, e eles se recolhem na vasta propriedade rural dos Chatterley. Inteiramente devotado à sua carreira literária e depois aos negócios da família, Clifford vai aos poucos se distanciando da mulher. Isolada, Constance encontra companhia no guarda-caças Oliver Mellors, um ex-soldado que resolveu viver no isolamento após sucessivos fracassos amorosos. Último romance do autor, O amante de lady Chatterley foi banido em seu lançamento, em 1928, e só ganhou sua primeira edição oficial na Inglaterra em 1960, quando a editora Penguin enfrentou um processo de obscenidade para defender o livro. Àquela altura, já não espantava mais os leitores o uso de "palavras inapropriadas" e as descrições vivas e detalhadas dos encontros sexuais de Constance Chatterley e Oliver Mellors. O que sobressaía era a força literária de Lawrence e a capacidade de capturar uma sociedade em transição.

O amante de Lady Chatterley de David Herbert Lawrence é um clássico da literatura mundial e está indicado no 1001 livros para ler antes de morrer. A história, que retrata o relacionamento de Constance com seu marido e seu amante, causou polêmica na época de lançamento e foi publicado em Londres apenas em 1960 (a primeira edição saiu em Florença em 1928). No vídeo de hoje eu compartilho meus aspectos favoritos da história e também explico porque recomendo a leitura mesmo não gostando do tema principal. Felizmente em 2016 o Projeto 1001 livros está surpreendendo e superando as expectativas.


Beijos!

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1 de agosto de 2016

O paciente inglês (The English Patient) – dirigido por Anthony Minghella




O paciente inglês
(The English Patient)
Direção: Anthony Minghella
Produção: Miramax
Ano: 1996
Duração: 162 minutos
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Que saudade de sentar para escrever um texto sobre filme. E por falar em filme, julho foi o mês das produções legais. Mesmo eu que reclamo das repetições de programas na TV paga não posso me queixar, já que aproveitei para assistir vários itens da minha lista. Para começar essa reaproximação com as resenhas de filmes resolvi falar de O paciente inglês, dirigido por Anthony Minhghella. A adaptação está recomendada no livro 1001 filmes para ver antes de morrer (começa meu projeto sobre filmes) e assisti no Paramount Channel.

O filme apresenta o trabalho de uma enfermeira que no final da guerra luta para salvar a vida de um homem com graves queimaduras, resgatado de um acidente de avião, e que não lembra quem é e nem detalhes do seu passado. Ele é chamado então de “o paciente inglês”. Além do desfecho da vida desses dois personagens, o filme apresenta outros protagonistas que juntos, com o pano de fundo da guerra, e as explorações e expedições na África, vão formar os principais fios condutores do enredo.



A história de O paciente inglês é contada através de duas linhas do tempo: uma delas o presente, ao final da Segunda Guerra Mundial, e outra sobre os anos que precederam a batalha, o passado. Eu adoro narrativas desse tipo e o filme me envolveu desde o começo justamente pela mistura de presente e passado. Eu gostei especialmente das cenas no passado, durante expedições na África, mas o contraste com o cenário do presente, num monastério italiano abandonado, é ótima.

Outro ponto interessante do filme é o triângulo amoroso, o começo de tudo para a história d’O paciente inglês. Tem romance, paixão, drama e sensualidade, sem exagero e sem moralismo. De um lado está o casamento entre amigos e por aparência, e do outro os amantes que se entendem tão bem. A personagem feminina é muito significativa na trama e seu final não é feliz.

No presente também existe o ensaio de uma paixão entre a enfermeira e um militar, mas não chega a se concretizar. Não tive simpatia por esse núcleo do filme, embora haja algumas cenas sublimes e reflexivas, principalmente se pensarmos que uma guerra acabou de devastar parte do mundo e tudo deve ser visto com outros (ou novos) olhos. Sem contar os milhares de mortos.



Eu gosto de filmes sobre guerras, embora em O paciente inglês ela seja mais como uma sombra. O filme retrata como a guerra entrou e mudou a vida de cada um dos personagens, e não as batalhas. Até porque as linhas do tempo, presente e passado, são pós e pré batalha. Para quem gosta de aspectos psicológico, vale assistir também. Eu adorei como a amnésia do paciente tem tudo a ver com avivar as lembranças. A medida que esses dois elementos se encontram, um filme fica extremamente envolvente.

Sem dúvida, o principal motivo para escrever sobre O paciente inglês é para deixar a recomendação para todos os leitores do Estante da Nine. É um ótimo filme para quem gosta de drama, romance, guerra, história e exploração. Não achei o filme profundo ou inovador, mas adorei todos os elementos que constroem o enredo, então funcionou muito bem comigo. E vocês, já assistiram O paciente inglês?

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29 de julho de 2016

Resumo de junho (2016) - Game of Thrones!

O vídeo de hoje é para a coluna resumo do mês e em junho eu conclui a sexta temporada de Game of Thrones. Fiquei três anos longe da série, acompanhei da primeira a terceira temporada em tempo real, mas depois desanimei e deixei pra lá. Contudo, esse ano bateu uma saudade enorme de Game of Thrones e fiz maratona de todo o seriado para acompanhar a sexta temporada. No vídeo eu faço um resumão dessa história e compartilho um pouco do meu amor pela adaptação da história de George R.R. Martin (e em breve vai rolar projeto de leitura). 


Beijos!

26 de julho de 2016

Histórias da Meia-noite de Machado de Assis





Histórias da Meia-noite
Autor: Machado de Assis
Editora: Companhia Nacional
Edição: 2005
Páginas: 127
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Grandes contos de Machado de Assis
Publicadas em livro em 1873, as histórias que compõem esta coletânea sugerem enredos repletos de mistérios. Mas, embora o título possa enganar, Histórias da meia-noite enfeixa narrativas onde predomina a sátira social. Registro de uma etapa importante na formação do escritor, esta segunda coletânea de contos organizada pelo próprio Machado de Assis ganha um colorido particular.

26 de maio de 2016

Memórias da casa dos mortos de Fiódor Dostoiévski




Memórias da casa dos mortos
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: LePM Pocket
Edição: 2008
Páginas: 328
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Notas do subsolo de Dostoiévski
Memórias da casa dos mortos narra em forma de romance um dos períodos mais difíceis da vida de Dostoiévski (1821-1881): os anos em que passou na prisão. Em 1849, ele foi condenado à morte por debater idéias 'revolucionárias'. Porém, minutos antes do fuzilamento, sua pena acabou sendo comutada por quatro anos de prisão e trabalho forçado na Sibéria. Essa fase, de 1850 a 1854, deixaria marcas profundas no escritor, que transformou a dor do confinamento neste livro.


Beijos!

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16 de maio de 2016

Memórias de um sargento de milícias de Manuel Antônio de Almeida




Memórias de um sargento de milícias
Autor: Manuel Antônio de Almeida
Editora: Orbis (capa ilustrativa da Ática)
Edição: 2011
Páginas: 182
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Triste fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto
Escrito numa época em que a ficção de folhetins era sinônimo de idealização romântica, Manuel Antônio de Almeida rompeu o ciclo de heróis e heroínas e suas aventuras amorosas para narrar o cotidiano das classes populares, suas desventuras e seu anti-herói por excelência: o malandro. Leonardo, seu protagonista, nada tem em comum com os heróis românticos da época. Desde muito cedo deu as costas para a vida acadêmica e religiosa para desfrutar do ócio. Não sofre remorsos nem dores de amor, e quando é feito sargento se identifica mais com a malandragem do que com as forças da ordem. Com sua narrativa centrada nos homens livres, mas despossuídos, do Brasil dos tempos de d. João VI, este romance pioneiro oferece um panorama cômico e precioso do modo de vida e da moralidade incrivelmente adaptável de um país ainda em construção.

Memórias de um sargento de milícias de Manuel Antônio de Almeida foi a escolha de abril/ maio para o projeto de leitura dos clássicos brasileiros e de língua portuguesa. Outra vez foi uma experiência extremamente positiva e conto porque gostei tanto no vídeo novo!


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29 de abril de 2016

Persuasão de Jane Austen




Persuasão
Autora: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Edição: 2010
Páginas: 163
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Jane Austen
O enredo gira em torno de Anne Elliot, filha de Sir Walter Elliot, um vaidoso e esnobe baronete. No passado, Anne apaixonara-se por Frederick Wentworth, que, embora belo, inteligente e ambicioso, não tinha tradições ou conexões familiares importantes - e assim Anne fora persuadida pela família a romper com ele. Em 1815, momento em que se passam os eventos narrados no livro, a boa, generosa e sensível Anne Elliot continua solteira, mas agora, aos 27 anos, pensa com mais autonomia e maturidade. Agora, também, a situação financeira de Sir Walter Elliot é desfavorável, e ele se vê obrigado a alugar a propriedade da família. Por força do destino, o novo ocupante da residência é cunhado de Wentworth. Quase oito anos após o rompimento, Anne se verá novamente convivendo com seu grande amor, agora um capitão da Marinha, e reflexões, conjunturas e arrependimentos serão inevitáveis.


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28 de março de 2016

A caverna das maravilhas de Matthew J. Kirby




A caverna das maravilhas
#5 Infinity Ring
Autor: Matthew J. Kirby
Editora: Seguinte
Edição: 2014
Páginas: 240
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Infinity Ring
Próxima parada: Bagdá, 1258. É para lá que o Anel do Infinito manda Sera, Dak e Riq, com o objetivo de corrigir mais uma falha histórica em sua missão de salvar a humanidade. Em meio a caravanas de mercadores e feiras onde são vendidos perfumes, sedas, tapetes e especiarias, os três aventureiros precisam descobrir um jeito de impedir a destruição de uma das maiores bibliotecas da época. Os mongóis estão cada vez mais perto, e o cerco a Bagdá é inevitável. Pelo que Dak sabe, os invasores vão jogar todos os livros da cidade no rio Tigre, até deixá-lo preto de tanta tinta! Mas a importância dessas páginas vai além da preservação de documentos históricos: sem as informações contidas ali, os três viajantes do tempo não poderão continuar a missão, e tudo o que eles conseguiram até então irá por água abaixo. Agora, os riscos são maiores do que nunca.

26 de março de 2016

O homem invisível de H.G. Wells




O homem invisível
Autor: H.G. Wells
Editora: Alfaguara
Edição: 2011
Páginas: 207
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Em uma noite gelada de fevereiro, surge numa cidade isolada na Inglaterra um desconhecido à procura de abrigo. Com o rosto coberto de bandagens, enluvado e de óculos escuros, esse homem misterioso, de pouca conversa, parece estar se recuperando de um acidente que o desfigurou. Pede à dona da estalagem um quarto reservado, onde possa passar os dias sem ser incomodado. Mas a verdade está muito além da compreensão dos habitantes do vilarejo. Esse homem ríspido, que desde o início se indispõe com os demais, criou um método para se tornar invisível e caiu em sua própria armadilha: sem um antídoto, não pode voltar ao estado original. Acossado pelos moradores, incapaz de lidar com o poder que a invisibilidade lhe confere, ele caminha gradualmente a um estado de violência e intolerância. 

O vídeo de hoje é para compartilhar minha experiência de leitura do livro O homem invisível de H.G. Wells. Essa foi uma escolha da lista de 12 livros para 2016 e apesar de não ter sido incrível, foi boa. A parte científica fica em segundo plano e acompanhamos parte da história deste homem que consegue deixar seu corpo completamente invisível.

Um ponto importante que esqueci de comentar no vídeo é que esta edição da Alfaguara tem notas de rodapé. Eu conferi cada uma delas no decorrer da leitura, mas os estudiosos apontam algumas falhas na construção do enredo o que prejudicou um pouquinho minha experiência com o livro. As notas também trazem informações adicionais sobre a obra e a época e minha dica para quem pretende O homem invisível é fazer uma relação das páginas e notas e ler tudo no final. 


Até a próxima!
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