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2 de agosto de 2025

3 lições de Meditações de Marco Aurélio

Demorei mais do que planejava para escrever sobre a ótima experiência de leitura com Meditações de Marco Aurélio, a vida acontece e nem sempre damos contas. Aliás, Sobre a brevidade da vida de Sêneca foi o livro da sequência e em um mês de muita instabilidade psicologia como julho ler filosofia estoica foi uma alívio e um acréscimo para a mente. 

No mês passado comecei a revisar os posts antigos do blog e tive várias ideias de temas e assuntos para escrever e projetos de leitura para retomar no Estante da Nine. O formato de resenha em lista é um dos tópicos e hoje separei meus três temas favoritos de Meditações para recomendar a leitura de Marco Aurélio


26 de maio de 2022

13 anos de Estante da Nine + bate papo rápido!

Depois de um mês de hiato estou de volta ao Estante da Nine para registrar o aniversário de 13 anos do blog. Tem sido uma jornada e tanto manter esse espaço, o canal e as outras redes sociais, em meio aos perrengues da vida, e ao mesmo tempo sinto muito orgulho de construir um registro virtual de assuntos que gosto tanto como livros, filmes, séries, brechó, sustentabilidade, reciclagem e por aí vai. 

A volta rápida é para agradecer a todos que acompanham o Estante da Nine, independente da frequência, para dizer que depois de alguns contratempos durante os cinco meses de 2022 as coisas estão se ajeitando e que logo logo volto para compartilhar a lista enorme de leituras e adaptações que merecem o registro por aqui. OBRIGADA PELA COMPANHIA DURANTE 13 ANOS, e que venham muitos outros!


Beijos!

13 de fevereiro de 2022

Lendo Atos dos Apóstolos (e como isso mudou minha visão sobre eles)

Lá em meados de janeiro eu comecei o que era para ser um vlog de leitura sobre Atos dos Apóstolos. Os primeiros dias funcionaram bem, mas depois com a demanda de trabalho enorme (ainda bem depois de dois anos péssimos), aliado a uma gripe porreta a coisa todo perdeu o rumo. Conclui esse trecho domingo passado (6 de fevereiro) e finalmente sentei para escrever sobre a experiência. O projeto do Novo Testamento começou em 2017 e desde 2018 está parado, então espero que esse ano seja o da continuidade (dele e de outros projetos de leitura).

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Durante o início do projeto de leitura do Novo Testamento e nos primeiros quatro grandes evangelhos não simpatizei com os apóstolos principalmente porque eles mostram incertezas em muitos momentos importantes, mesmo presenciando diversos milagres de Jesus. Ressalto com frequência que meu objetivo ao ler a bíblia não é o de estudo religioso, mas sim para conhecer a história em um momento maduro da vida. Ao mesmo tempo, os apóstolos foram pessoas como todos nós, que desejam mudanças, mas têm medo. Nesse trecho do Novo Testamento posso dizer que entendo e admiro a jornada que cada um deles passou.

31 de maio de 2021

12 anos de Estante da Nine: obrigada e planos para o ano!

É o último dia de maio e sento aqui, depois de um dia cheio, para registrar o aniversário de 12 anos do Estante da Nine. O vídeo saiu no canal há alguns dias e tem o resumo de tudo de mais importante durante esse pouco mais de uma década, e como já é hábito quero escrever por aqui alguns planos e metas para 2021 e além dele.

Para começar, é claro, muito obrigada a todos que acompanham o Estante da Nine. Com o passar do tempo aprendi a lidar melhor com números e valorizar cada um que investe alguns minutos para passar por aqui ou no canal para trocar uma ideia. Verdade que o objetivo é sempre atingir mais pessoas, e espero compartilhar muitas dicas de livros, filmes e séries no blog a partir de agora.


Além dos temas tradicionais do blog e do canal, quero muito voltar a gravar sobre brechó e garimpo, temas que estão ausentes por aqui desde a pandemia. Também quero escrever mais sobre sustentabilidade, reciclagem e lixo zero, praticar costura - uma promessa pessoal que estou em dívida, e estudos à distância e como tem sido as aulas totalmente online.

Os projetos de leitura tradicionais no Estante da Nine como Desafio livros e seus filmes, Projeto 1001 livros e Clássicos brasileiros também estão na lista de pautas para conteúdos futuros e as leituras são muitas (e adaptações também). As colunas mensais como meta, leituras e resumo vão aparecer por aqui conforme a demanda e nos períodos mais produtivos.

2021, apesar da pandemia que não termina, tem tudo para ser um ano experimental positivo e espero compartilhar por aqui a evolução dos planos e metas. Meu compromisso principal será com os vlogs de leitura semanais que pretendo retomar a partir de junho e os demais temas entram na lista de extras. A intenção é voltar ao ritmo de atualizações sem me sobrecarregar. E por aí, quais são as metas do segundo semestre?

12 anos de Estante da Nine: obrigada e planos para o ano!

Beijos!

13 de maio de 2021

Augusto Cury: 3 lições e 1 porém sobre Seja líder de si mesmo!

Faz um tempo que o vlog de leitura sobre Seja líder de si mesmo foi publicado no canal e passou da hora de compartilhar no blog as lições aprendidas com o enredo de Augusto Cury, e também um porém, sempre tem não é?! O livro foi minha segunda experiência com o autor, que no passado não dei atenção, mas que agora - com a necessidade de mudar hábitos, tem figurado no meu Kindle em peso com vários livros e deve aparecer no Estante da Nine mais vezes.

A proposta de Seja líder de si mesmo é basicamente pautada no controle mental. Já nas primeiras páginas Augusto Cury apresenta a ideia do livro e os principais pontos da metodologia que vai ampliar a seguir. A linguagem é de fácil compreensão e a analogia usada é a teatro para exemplicar como a pessoa se coloca como planteia da própria vida ou como protagonista. Abaixo estão os meus temas/ tópicos favoritos dessa leitura. Vamos lá?


2 de maio de 2020

11 anos de Estante da Nine, aulas EAD e leituras (ou quase isso)!

Todo dia 1ª de maio eu faço uma retrospectiva do Estante da Nine e é nostálgico sentar para escrever um agradecimento pelo aniversário de 11 anos do blog que começou com uma pequena publicação em 2009 sobre Crepúsculo. Nessa época releio minhas postagens de "comemoração" dos anos anteriores e apesar do muito obrigada no final é sempre um texto repleto de lamentações. No meio da pandemia de corona vírus - quem diria - 2020 vai ser diferente. Claro que vai ter muito obrigada né, dessa vez é já no começo do texto e sem enrolação. Vocês aí do outro lado fazem toda diferença.

Durante os 11 anos de Estante da Nine uma coisa é certa: todos os momentos bons e ruins da minha vida pessoal influenciaram diretamente esse espaço (e o canal no Youtube também), e é exatamente por isso que até hoje o blog é uma incógnita. Por muitos tempo isso me incomodou, mas nos últimos anos eu aprendi a lidar melhor com a ansiedade e o desejo de fazer tudo e fazer nada. Eu adoro escrever e compartilhar impressões e é por isso que esse espaço é tão valioso e de jeito nenhum pode se tornar um fardo, e essa é a dica mais sensata possível que eu posso compartilhar por agora (e serve para qualquer aspecto da vida).

Minha leitura atual é O jardim secreto e tem tudo para entrar na lista de favoritos do ano! ❤

31 de março de 2020

Isolamento social, curso EAD e poucas leituras!

As minhas metas para 2020 não eram ambiciosas, mas extremamente importantes para me ajudar de vez a mudar certo hábitos e adquirir uma rotina saudável (nos últimos anos eu percebi que preciso de rotina, caso contrário meu dia não rende, me autossaboto). Meio dia de 31 de março e, além da saudade de escrever no blog, sento para falar o óbvio: um mês muda TUDO!

Quando o março começou meus dois objetivos principais eram estabelecer um horário do dia para meus estudos, curso Gestão do Agronegócio na modalidade Ensino à Distância (EAD) na Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde também me formei em jornalismo; e ler mais - afinal minha média foi ótima em janeiro, mas fevereiro teve uma rotina intensa de trabalho e deixei os livros de lado. Lógico que com corona vírus e isolamento social março não foi o mês da virada como eu tanto queria.


5 de dezembro de 2018

Extraordinário – dirigido por Stephen Chbosky



Extraordinário
(Wonder)
Direção: Stephen Chbosky
Produção: Lionsgate
Ano: 2017
Duração: 113 minutos
Filmow | IMDb
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Extraordinário de R.J. Palacio

Depois de anos aluguei filmes na locadora e como queria riscar da minha lista algumas adaptações literárias a oportunidade de assistir Extraordinário surgiu. Até inclui o filme (e o livro – que li anos atrás), no Desafio livros e seus filmes na época do lançamento, mas não cheguei a procurar antes do final de semana que passou.

A verdade é que fiquei surpresa com o filme, gostei da adaptação até um tanto mais que o livro, principalmente porque pensei que a versão para a cinema seria mais fantasiosa por assim dizer, mas a história é na verdade o desafio de uma criança para se adaptar a um ambiente novo onde ela é diferente de todos os outros.

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O ponto de partida da história é a entrada de August na escola. Auggie nasceu com uma doença congênita craniofacial e desde que bebê passou por diversas cirurgias. Ensinado em casa pela mãe, o menino precisa encarar uma mudança significativa nos meados da infância: entrar para uma escola regular. E é a partir desse grande momento que o telespectador acompanha o primeiro ano de August no ensino fundamental.



Gostei de como o filme é despretensioso e ao mesmo tempo consegue criar uma dinâmica interessante entre crianças e adultos. August enfrenta a aversão dos outros alunos assim que chega a escola, mas também encontra figuras reconfortantes em alguns professores e amigos. Existe equilíbrio ao tratar da diferença, sem esquecer a parte difícil, e que no geral tem uma mensagem extremamente positiva!

Outro ponto positivo da adaptação, e nesse caso o recurso da imagem facilita muito mais que o livro que foca em alguns personagens, é o ponto de vista e sentimento dos personagens que cercam Auggie. O pai e principalmente a mãe são presentes na rotina do menino, mas a irmã também é fundamental, assim como uma amiga dela e os colegas que se aproximaram de August. Na escola o tema também ganhou embate forte, com preceitos bem claros contra o bullying, tema pertinente e atual.

As referências a cultura pop, o tom divertido e ao mesmo tempo sério do filme, além de personagens carismáticos fez com que minha experiência tenha sido positiva e além das expectativas. Verdade que demorei um tempo para assistir, praticamente um ano desde o lançamento, mas a adaptação certamente ficou na lista das boas. E vocês, já assistiram Extraordinário?

Assista ao trailer de Extraordinário

Beijos!

Foto: Divulgação
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24 de julho de 2018

O reforço de algumas lições no evangelho de João

Depois de um hiato de seis meses, que eu jurava não ser mais de dois, estou de volta no Estante da Nine para comentar sobre o projeto de leitura do Novo Testamento. Para os leitores que chegaram por aqui agora vale lembrar que a minha experiência com a bíblia não tem como objetivo o estudo religioso, mas o de conhecer uma história que influencia pessoas há gerações. Já comentei sobre os três evangelhos anteriores e é hora de fechar os quatro grandes livros do compilado com João.


A volta para a leitura me lembrou o quanto toda a história tem passagens pesadas e tristes. O que posso destacar da minha experiência com O evangelho segundo João é que é extremamente importante a compreensão de que Jesus foi enviado por Deus para a Terra e é capaz de feitos incríveis graças a essa ligação e esse símbolo é o que determina quem acredita ou não na sua palavra, e portanto quem será salvo - terá a vida eterna, e quem não.

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As viagens de Jesus, os muitos questionamentos sobre ser o filho de Deus, discípulos céticos, milagres para pessoas ignoradas e manifestação em templos e lugares públicos também são destaques da perspectiva de João, que tem o filho de Maria e José, acima de tudo, como centro dos acontecimentos, porque é fundamental entender o que ele representa e o que custou desafiar os costumes para libertar muitas pessoas da submissão e de uma vida infeliz.

No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus.
João - capítulo 1, versículo 1

Deus nunca foi visto por alguém. O filho unigênito, que está no seio do pai, esse o revelou.
João - capítulo 1, versículo 18

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.
João - capítulo 6, versículo 63

Provavelmente entre os quatro grandes evangelhos esse foi o que mais gostei do texto, da forma como a história é contada. Em muitos momentos parecia um poema, em outras uma análise e ainda uma história de ficção histórica. Apesar dos elementos conhecidos, um dos pontos mais interessantes da experiência com a bíblia até aqui é justamente as perspectivas diferentes dos evangelhos para a mesma história, elemento que me fascina como pessoa, leitora e jornalista.

Beijos!

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16 de junho de 2018

Leitura todo dia: semana 71 + sobre não estar lendo nada!

É um saco começar outro resumo do projeto Leitura todo dia na bad vibe, mas a verdade é que a semana 71 foi uma grande decepção. Eu que esperava deixar a falta de ânimo para trás me vi mais desanimada do que nunca com os livros e apesar dos quatro dias com leitura (e três sem), o total de páginas ficou nas pouquíssimas 43

Como o objetivo do projeto é ser acima de tudo sincera acho interessante compartilhar com vocês esses momentos improdutivos, porque mesmo com a leitura como hobbie muitas vezes não existe ânimo ou disposição para ela. Eu me policio para não me cobrar demais, mas vez ou outra bate uma decepção, quem nunca? Apesar disso, sigo na ideia de que os livros são prós e não contras no dia a dia, então é superar e continuar.

O livro que me acompanhou na semana que passou foi Perdido em Marte de Andy Weir. Cheguei num ponto do enredo onde comentar detalhes pode estragar a experiência de leitura, e o posso dizer é que o livro continua com uma carga grande de explicações científicas, cada vez mais variadas, mas que fazem todo sentido no contexto do enredo. Mark Watney segue um grande protagonista e muito do porquê quero concluir a leitura rápido para conhecer o destino do astronauta. O que vocês estão lendo?

Assista ao vlog da semana 71 do projeto Leitura todo dia

LIVROS
Perdido em Marte de Andy Weir (compre na Amazon

Beijos!

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1 de maio de 2018

9 anos de Estante da Nine e o que aprendi até aqui

Ontem durante a leitura lembrei de repente que dia 1º de maio é o aniversário do Estante da Nine. Há nove anos começava esse espaço com uma publicação sobre Crepúsculo de Stephanie Meyer (o post é público e vocês podem conferir clicando no nome do livro), sim - pode acreditar, e de lá pra cá muitas coisas aconteceram na minha vida e consequentemente no blog. Muito do que eu poderia falar já está no post de 2017 - 8 lições que aprendi em 8 anos de Estante da Nine - mas mesmo assim eu queria registrar a data e começar o mês com atualização, então partiu bater um papo sobre internet e o mundo.

Eu posso escrever já neste segundo parágrafo que vivo o momento mais tranquilo da minha relação com o blog (e quase lá com o canal). Eu finalmente entendi que o ritmo desse espaço está diretamente ligado com a minha rotina e humor, e diferente de uma pessoa organizada e focada, eu não consigo separar as coisas, eu realmente não consigo escrever duas linhas se não estiver com vontade, então hoje o blog oscilar entre posts seguidos e dias sem publicações não me incomoda como antes, porque independente da data das resenhas, listas, leituras - esses conteúdos continuam tendo seu valor, um registro que vale manter.


Em uma fase da vida onde eu pesquiso muito sobre consumo consciente minha relação com as leituras e o blog também foi influenciada pelo tema. Nos últimos anos, em vários momentos, me senti decepcionada por não receber nada na caixa postal,  por não poder comprar lançamentos ou assinar uma caixa literária. Então lembrei dos vários excessos que cometi por muitos anos, dos tantos livros que eu comprei e depois vendi ou doei sem nem ter folheado, do dinheiro que eu poderia ter economizado para ter agora. Enfim, quando a gente para pra pensar direitinho consegue identificar erros e evitar que eles aconteçam de novo. Aos 30 finalmente estou aprendendo.

Esse ano eu deixei de assinar a caixa postal. É algo que eu pensava desde 2017, insisti numa última renovação em novembro, mas realmente não faz sentido continuar com um espaço que não recebe nada. Eu sempre fui sincera por aqui, então não tem porque mentir que há muito, muito tempo, o Estante da Nine deixou de figurar na lista de editoras e autores como um espaço para influenciar leitores, então a caixa postal perdeu a função, hoje em dia tem muito mais gente com blogs, canais e Instagrams com milhares de seguidores, bem diferente da minha realidade.

O ponto positivo desses nove anos é que hoje eu me reconheço como leitora. Ou melhor, me entendo como alguém que gosta de tudo. No mundo literário isso pode até ser um obstáculo, já que eu não tenho um gênero, autor ou série que sejam predominantes no Estante da Nine, que causem uma identificação imediata com quem é novo no canal e o blog. Ao mesmo tempo eu sinto que os inscritos e leitores que realmente participam continuam por aqui justamente pela pluralidade de livros, então isso é uma identificação, mesmo que genérica, né?


O Estante da Nine esteve comigo na reta final da faculdade, na mudança da casa da minha mãe para o apartamento com o Rodrigo e sobreviveu a primeira crise existencial da vida aos 20 e poucos anos (está acabando agora, ufa). É ótimo ter o registro dos livros que eu li, das séries que assisti, dos textos pessoais que tive coragem de escrever, das experiências e decorações que compartilhei publicamente (mesmo as que não deram certo), e por ter acrescentado minha paixão por brechós também como um dos temas principais. Pesquisar o arquivo do blog é relembrar de uma Nine que as vezes parece muito distante, hehehe.

Por fim, e como não poderia deixar de ser, esse espaço continuou também porque amigos e leitores estão do outro lado sempre trocando uma ideia. Superada a barreira dos números, que volta e meia incomoda, chego a conclusão que o mais legal, além de ter uma linha do tempo pessoal, é reconhecer quem comenta pelo ícone/ foto (e quando muda dá nó na cabeça), é saber que livros vocês mais gostaram de ver e quais vocês recomendam, é saber que os garimpos no sebo também chamam atenção de quem acompanha e manter essa troca de opiniões fundamental, ainda mais em tempos tão extremos de internet. Obrigada por tudo.

Que maio seja um mês repleto de boas histórias e que vocês continuem por aqui comigo hoje e sempre (sempre com suas sugestões de leituras também).

Beijos!

15 de abril de 2018

3 motivos para ler Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa

A série 3 motivos para ler começou em fevereiro de 2017 com a indicação de Cancioneiro de Fernando Pessoa e pouco mais de um ano depois estou de volta no Estante da Nine para mais uma dica do autor português, desta vez de Poemas de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, considerado por alguns seu alter ego. 

Aliás, refiz esse primeiro parágrafo algumas vezes porque em várias versões o texto ficou contraditório, mas para relembrar a coluna 3 motivos para ler voltou ao blog depois de algum tempo de hiato com a indicação de O cemitério dos vivos de Lima Barreto e como a lista de resenhas está enorme, resolvi não deixar passar essa boa leitura de Fernando Pessoa e recomendar o livro, como da outra vez, em um lista.

1. TEXTO
Eu nunca sei bem como me referir a narrativa em poesia além de... poesia, ou poema, mas a verdade é que ler Fernando Pessoa foi uma grande quebra de barreira na minha vida de leitora porque eu passei a cogitar ler mais do gênero, comecei um projeto de leitura para registrar os livros todos os dias (ou quase isso) e percebi que poemas estão além do amor romântico ou idealizado, sempre as minhas lembranças do tema. 

Como em Cancioneiro ou Antologia poética, Poemas de Álvaro de Campos foi uma boa leitura e um desafio porque eu sempre leio Fernando Pessoa com um certo ritmo, por assim dizer, e se me distraio, volto lá para o início do poema. Detalhe que nessa edição, disponível de graça na Amazon (baixe aqui), alguns textos são extensos, então pensa nos vários trechos relidos, hehehe.

1 de fevereiro de 2018

Alguém que compartilha seus assuntos favoritos na internet...

Nos últimos meses de 2017 eu pensei muito sobre como manter o Estante da Nine e as redes sociais relacionadas ao blog de uma maneira sincera e que fizesse parte do meu dia a dia sem cerimônias. Não é segredo que a minha relação com o canal no Youtube anda incerta desde 2014/ 2015 e isso afeta as outras plataformas também. Hoje eu resolvi escrever sobre o assunto por aqui tanto para ler a experiência e ponto de vista de vocês nos comentários, quanto para contar a que conclusão eu cheguei e como as coisas vão funcionar esse ano.

Depois de muita indecisão, e também muito drama, não vou mentir, eu percebi que a melhor maneira de continuar com o Estante da Nine é voltar a ideia original: escrever sobre os temas que eu gosto e me interessam e compartilhar meus livros, filmes, séries e achados favoritos. Trabalhar com internet não aconteceu por acaso e também não foi algo que me preparei para, e como a competição online anda furiosa nos anos recentes eu realmente acho que insistir no blog e no canal como o foco errado pode fazer a vontade de manter esse espaço acabar de vez.

Sem dúvida eu aprendi a lidar melhor com a ansiedade e a negatividade nos últimos anos, mas eu ainda sou uma confusão de ideias e gostos, que aos poucos, e sem pressão, espero compartilhar no Estante da Nine. Tenho criado coragem para escrever sobre assuntos pouco comentados por aqui, mas que eu adoro, e para fotografar mais também, praticar o auto amor, sabe? Estou dando os primeiros passos e no caminho para manter hábitos bons. Mandem energias boas e positividade daí também.

Eu escrevi tudo isso para dizer que foi essencial deixar de me comparar com outros blogueiros e youtubers, e entender que eu sou única e talvez não tão interessante para o grande público. Independente disso, vale a pena seguir com minhas ideias, aprender mais e me colocar num lugar favorável, me ver como alguém que faz diferença, mesmo que  seja para uma pessoa ao invés de mil, dez mil. Finalmente entender que eu não sou uma influenciadora digital ou produtora de conteúdo (embora de certa forma sim), mas alguém que compartilha seus temas, assuntos favoritos na internet. E é esse o plano para 2018. Espero a companhia de vocês nos próximos 11 meses!

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella

20 de janeiro de 2018

O parentesco de João e Jesus e mais detalhes da história no evangelho de Lucas

O final de semana chegou e com ele a possibilidade de organizar a bagunça e colocar algumas pautas em dia. Hoje vou compartilhar no Estante da Nine a minha experiência de leitura com o terceiro livro do novo testamento, O evangelho segundo Lucas, que eu achei semelhante a Mateus em muitos sentidos e tenho a impressão que Marcos, por enquanto, é meu livro favorito.

E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.
Lucas - capítulo 3, versículo 11

O evangelho segundo Lucas foi uma leitura excelente principalmente porque no primeiro capítulo conta detalhes da família e vida de João Batista, um dos personagens mais representativos da história. Eu desconhecia o parentesco entre ele e Jesus e também imaginei que os personagens tivessem idades distantes, quando na verdade o nascimento de ambos é próximo, com poucos meses de intervalo. É interessante observar como  o anjo aparece para Isabel, mãe de João, e como Deus agracia a família com o milagre do filho, apesar da idade avançada do casal, e também como havia planos para o João desde o começo, assim como para Jesus.

O batismo de arrependimento é novamente explicado n'O evangelho segundo Lucas, e até por destacar a história de João Batista faz todo sentido. A linhagem de Jesus aparece novamente, e é contada, desta vez, dos dias presentes até o primeiro homem da família. Mais uma vez as analogias e parábolas sobre a natureza servem para explicar lições importantes que discípulos e seguidores parecem ignorar no decorrer das andanças de Jesus (ou não entender direito).

Dizendo: É necessário que o filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.
Lucas - capítulo 9, versículo 22

O livro de Lucas retrata cenas que o leitor já conhece dos evangelhos anteriores, mas com detalhes específicos e, mais uma vez, através de outro ponto de vista. O interessante da experiência de leitura do novo testamento até agora é a riqueza da história, que além de retratar a vida de um homem incomum para época, mostra a trama política e econômica por trás da sociedade antiga, as relações de poder, o papel da religião e a dominação de outras culturas.

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Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
Lucas - capítulo 14, versículo 28

João é o quarto e último dos evangelhos e estou curiosa pelo que vai revelar de inédito e o que vai reforçar da história. Lucas foi interesse e peculiar e apesar de extenso li em dois dias, nas poucas horas que dediquei a leitura. Os detalhes são importantíssimos para dar o contexto de certos milagres de Jesus e contar a história de João Batista sem dúvida foi o ponto alto da minha leitura. Até agora o novo testamento tem sido um projeto cheio de surpresas e reflexões importantes. Até o próximo!

Beijos!

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20 de dezembro de 2017

O evangelho de Marcos e mais sobre a jornada de Jesus

O evangelho de Marcos foi uma das minhas leituras da primeira semana de dezembro e hoje vou compartilhar no Estante da Nine como foi a experiência com o segundo livro do novo testamento. Contei mais sobre o início dessa jornada na publicação Algumas considerações sobre O evangelho segundo Mateus, e embora eu deva ressaltar novamente que a leitura da bíblia não tenha caráter religioso, tem sido em muitos sentidos esclarecedora e surpreendente

E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os são não necessitam de médico, mas sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.
Marcos - capítulo 2, versículo17

Em muitos sentidos eu gostei mais d'O evangelho segundo Marcos em comparação ao de Mateus. Enquanto o primeiro é praticamente um livro de ensinamentos e regras, nesse segundo a história parece mais próxima de Jesus, o acompanhando nas peregrinações e no contato com o povo, mostrando por outro ponto de vista como foram os milagres e os pedidos que Jesus fez aos seus fiéis e discípulos. 

O evangelho de Marcos também me deixou contrariada com os discípulos e os seguidores de Jesus. Algumas passagens são exatamente as mesmas do livro de Mateus e aqui também existe muita dúvida por parte dos seguidores do profeta. Ao mesmo tempo que veem os milagres, apóstolos e fieis mantém sempre uma dúvida no ar, sempre a incerteza sobre Jesus ser ou não o filho de Deus, como se a cada segundo fosse necessário uma prova, e no momento crucial o deixam sozinho, como sabemos.

E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim.
Marcos - capítulo 7, versículo 6

Menor que o anterior, O evangelho de Marcos foi uma leitura rápida e empolgante, principalmente porque visualizei os cenários por onde Jesus passou, bem como as cidades e até mesmo a multidão de forma mais clara que no evangelho anterior. Novamente o destino de João Batista me deixou chocada, principalmente pela vingança e brutalidade. Ver a descrença, a traição e a negação entre os apóstolos me fez pensar, como alguns de vocês me disseram, sobre nossas próprias imperfeições e medos.

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É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.
Marcos - capítulo 10, versículo 25

O evangelho de Marcos reforça a mensagem de Jesus de que devemos fazer o bem, sem esperar recompensas ou créditos, mas sim pela paz, empatia e felicidade coletiva. Também ressalta como é importante nos conhecermos e acima de tudo pensar sobre escolhas, nos caminhos que seguimos e o tipo de mensagem que deixamos entre as pessoas que encontramos. Independente da religião, ou o fato de não ter uma como é o meu caso, não impede que ensinamentos e mensagens da bíblia sejam aplicados no dia a dia. Até aqui a experiência tem sido no mínimo peculiar. E esclarecedora. Até o próximo livro.

Beijos!

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3 de dezembro de 2017

Algumas considerações sobre O evangelho segundo Mateus

É totalmente por acaso que começa mais um especial de leitura no Estante da Nine. Eu tinha a intenção de ler a bíblia em algum momento do futuro, mas não imaginei que aconteceria tão cedo. Encontrei algumas edições de bolso na casa da minha mãe e trouxe para minha biblioteca. Na semana 43  do projeto Leitura todo dia eu comecei e terminei O evangelho segundo Mateus, primeiro livro do novo testamento, e no post de hoje eu vou compartilhar algumas coisas que me surpreenderam na experiência. Minha leitura da bíblia não tem finalidade religiosa, mas sim a de conhecer uma das histórias que mais influenciou (e influência ainda), nosso dia a dia há gerações. Pretendo ler o antigo testamento em 2018 e conto mais por aqui.

E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
Mateus - capítulo 17, versículo 5

O evangelho segundo Mateus é a história de Jesus, do nascimento, até mesmo antes, a sua morte e ressurreição. Desde a sua linhagem, umas das informações mais relevantes da minha experiência de leitura porque nunca tinha entendido direito o sangue real, até os momentos finais, os acontecimentos principais, as lições, os mandamentos, o pai nosso e toda a base da doutrina pautada no filho de Deus está em Mateus. Quando criança, durante a época de catequese, li fragmentos da bíblia, mas nunca um livro inteiro, então muitas coisas contadas por Mateus foram uma surpresa.


A peregrinação de Jesus e os milagres foram dois pontos que me marcaram logo nos primeiros capítulos. Isso porque eu imaginei que as dádivas fossem pessoais e privadas, sempre pensei em algo mais introspectivo, quando na verdade Jesus curou multidões, com outras centenas de pessoas como testemunhas. As viagens foram mais frequentes do que eu podia imaginar. Na verdade, tenho uma dificuldade em associar o período histórico, que na verdade já tinha religião, política e comercio bem estabelecidos, com a história contata na bíblia, então foi uma surpresa, ao mesmo tempo que algo plausível, as andanças de Jesus.

Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau, porque pelo fruto se conhece a árvore.
 Mateus - capítulo 12, versículo 33

Alguns ensinamentos são repetidos frequentemente n'O evangelho segundo Mateus e um deles, aliás bem pertinente, é o de não acreditar em falsos profetas. Parece que desde sempre na história da humanidade pessoas poderosas ou interesseiras usaram da religião e da política para dominar e segregar outros povos e culturas e esse é um aspecto bem relevante no livro, já que é citado em vários capítulos, e também existe um contexto de insatisfação social das pessoas com a vida precária da época, afinal Jesus também pregava pela liberdade e encontrou tantos adeptos no caminho porque certamente existia nessas populações o desejo de mudar.


Um ponto que me chamou atenção, dessa vez negativamente, foi o envolvimentos dos apóstolos. Mais uma vez, e provavelmente ainda quando criança, eu formei uma imagem totalmente errônea dos seguidores de Jesus. O evangelho segundo Mateus me deixou com a sensação de que aqueles homens na verdade não eram tão fieis, ou não sabiam bem o que estavam fazendo ali, inclusive Jesus questiona em vários momentos a fé deles, mas eles continuam a afirmar que são seguidores do filho de Deus. No final, como o próprio profeta sabia, ele acabou sozinho no julgamento. O destino de João Batista me chocou mais do que eu esperava porque eu não sabia que a história da bandeja e da cabeça era literal. E é mesmo.

O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mateus - capítulo 12, versículo 35

Imagino que muitas coisas serão esclarecidas e contadas nos próximos livros e espero seguir, aos poucos, nessa leitura. Jesus, é claro, sabia de tudo o que teria que passar e parece que se preparou muito bem para isso. E não é como se ele não sofresse, ele pede ao pai porque da provação sim, como não poderia deixar de ser, afinal Jesus foi condenado pelo próprio povo que tentou (conseguiu?) salvar. Eu me considero agnóstica e não vejo a bíblia com um livro real no sentido da história ser literalmente real ou como um livro de regras, mas sem dúvida a leitura de O evangelho segundo Mateus foi enriquecedora e esclarecedora em muitos sentidos, valeu a experiência sem dúvida. E vocês, já leram a bíblia?

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella

11 de setembro de 2017

3 coisas que eu não quero comprar até dezembro

Há pouco mais de dois anos, na mesma época que sai do meu último emprego fixo, eu li pela primeira vez alguns textos sobre minimalismo. Durante os últimos meses meu contato com esse tema cresceu, se tornou mais pessoal e embora eu não me considere uma pessoa minimalista, essa ferramenta me ajudou a entender e corrigir alguns hábitos ruins que eu praticava desde a adolescência.

A primavera está chegando e normalmente essa é a época do ano que eu mais organizo e desapego de itens da casa, do guarda-roupa e da estante. Por isso, e por perceber em 2017 que de fato eu tinha (e tenho) mais coisas do que preciso, eu resolvi criar essa lista de itens que eu não preciso comprar nos próximos meses, talvez com uma ou outra exceção. Dezembro foi escolhido porque é o mês do meu aniversário, então até lá posso pensar numa lista de desejos, terminar a geral da casa e planejar algumas reformas para ano que vem. Ok, vou começar!

Utensílios para cozinha/ casa

Eu comentei numa publicação do ano passado como já desperdicei dinheiro comprando utensílios e outros itens para a cozinha e para a casa baratos, principalmente porque meu julgamento sobre os produtos foi ruim. Claro que existem coisas boas e baratas, mas nos últimos meses eu errei, e feio, algumas compras e resolvi dar um tempo, pensar na lista de coisas que eu preciso e quero, para depois visitar algumas lojas e escolher em quais comprar. Vai ser um desafio, espero conseguir!



Maquiagens e cosméticos

2017 foi o ano que eu desapeguei de vez das maquiagens paradas e mantive apenas as que uso e gosto. Por enquanto não preciso de nenhum produto, há duas semanas comprei um corretivo e calculei que os produtos de pele duram até dezembro, então é isso: nada de maquiagem para mais dias na piscina. Além da economia, eu tenho uma limitação de espaço em casa e o meu objetivo é diminuir o consumo desses produtos e apenas comprar de marcas que não testam em animais ou veganas.



Itens de papelaria

Entre 2014 e 2015 eu comprei muitos itens de papelaria como lápis de cor, canetas, colas coloridas, post its, marcadores e cadernos, entre outros, por isso eu ainda tenho uma quantidade considerável de material para organizar minhas anotações. No começo eu tinha o hábito ruim de não usar nada, mas como eu adoro comprar esse tipo de material, e só vou fazer isso quando os que tenho acabar, aos poucos criei uma organização na mesa do escritório para ter tudo ao alcance das mãos e facilitou muito o uso. Vocês já fizeram lista de não compras?



Beijos!

19 de junho de 2017

Medo de ler clássicos

Desde que li Madame Bovary de Gustave Flaubert fiquei com vontade de conversar sobre clássicos da literatura por aqui. Para muitos leitores ainda é um desafio tirar um livro da estante que tenha esse peso de clássico, mas com o passar do tempo imagino que é natural se aventurar pelo gênero. Eu tenho me envolvido cada vez mais com as histórias antigas e é por isso que quero dizer pra ti: dá uma chance!

O meu primeiro medo em relação aos clássicos, quando tive os primeiros contatos lá em 2012/2013 por vontade minha era de não entender as histórias. Claro que alguns livros exigem pesquisa, principalmente se é de um país ou região que tu sabe pouco ou quase nada, mas no geral clássicos são livros com temas ainda muito atuais (por isso também considerados clássicos), então conseguimos fazer conexão com situações do dia a dia, da vida mesmo.

Outro desafio pessoal no contato com os clássicos, e tema da conversa de hoje, é a obrigação de gostar do livro porque ele é clássico. Algumas histórias foram tão contraditórias que não tive coragem de escrever post pro blog ou gravar vídeo no canal por medo das críticas ou de comentários como: "Tu não gostou porque não entendeu".

Com o passar do tempo, no entanto, eu percebi que entender a relevância histórica do livro ou sua representatividade dentro da literatura é diferentes de gostar de verdade da obra. Como leitores temos, quase sempre, uma opinião final sobre o livro, que pode ser positiva ou negativa, e com os clássicos não é diferente. Hoje tenho uma relação mais saudável com essas leituras, sem pressão ou coisas do tipo.

Se tu tem curiosidade por um clássico da literatura tente sem medo. Pesquise sobre o livro, leia ou assista outras opiniões sobre ele e tire tuas próprias conclusões. Livros clássicos são uma forma de entender a sociedade que nos precedeu e isso é o que tem me motivado a continuar com essas leituras. Dá pra entender muita coisa sobre política, sociedade e cultura lendo livros do passado e contemporâneos, do nosso país ou de uma nação do outro lado do mundo. Aventure-se com algum clássico e depois me conta como foi.

Vídeo sobre o medo de ler clássicos para o canal do Estante da Nine

Beijos!

24 de maio de 2017

Como foi o 1º trimestre do projeto Leitura todo dia?

Recebi vários comentários de leitores e inscritos que acompanham o Leitura todo dia pedindo um resumo dos primeiros meses de projeto. Hoje eu vou compartilhar com vocês algumas observações importantes sobre a minha rotina de leitura, dicas para ler mais e algumas coisas que quero testar ao longo das próximas semanas para fazer com que eu avance e conheça mais livros. Se alguma dúvida ficou para trás basta escrever nos comentários que eu respondo, ok?

Imagino que a grande curiosidade de vocês seja em relação ao número de livros lidos e entre 1ª de fevereiro e 2 de maio eu li 23 histórias entre livros físicos, contos e ebooks no geral. Se somar janeiro o número de leituras chega a 29, na média dos anos anteriores, então a quantidade se manteve, com uma variação maior em relação a 2016, ano que li abaixo do normal. Minha lista de leitura desde 2011 está na página Eu li, confira.

Nine, o objetivo do projeto foi cumprido? Eu posso dizer que sim. O Leitura todo o dia, desde o começo, tem o intuito de criar o hábito da leitura, independente da quantidade de livros. Desde que comecei o projeto equilibrei melhor os livros lidos ao longo da semana, ao invés de ler em um ou dois dias e depois ficar vários outros sem pegar qualquer história. Ou entrar em uma baita ressaca literária.

Durante esses três meses de projeto eu também cheguei a conclusão que é possível ler todos os dias, mas isso varia muito da rotina, das obrigações e de outras demandas de leitura como no trabalho ou escola/ faculdade. Hoje eu tenho uma rotina flexível que favorece as leituras, mas no meu emprego recente como jornalista (sai em 2015), eu editava um jornal semanal, então a carga de trabalho afetava diretamente o rendimento dos livros que eu lia.

Outra observação importante é sobre o horário de leitura. Durante o projeto eu pude perceber que a noite já não rende como antes, principalmente porque acordo e durmo mais cedo, então preciso testar outros horários para ler. Nos dias de trabalho tenho conseguido avançar entre dois e três capítulos no ônibus, uma boa média para um dia corrido e fora de casa.

A dica do post é sobre gêneros literários. Eu funciono melhor intercalando tipos de livros diferentes, e compartilho aqui a sugestão. Normalmente quando leio histórias densas, descritivas ou clássicas eu prefiro tirar da estante romances, histórias policiais ou contos no Kindle para misturar e dar certo respiro as leituras. Intercalar estilos diferentes também me ajuda a evitar ou sair da ressaca literária. E vocês, que experiência compartilham da vida de leitor?

Se preferir assista ao vídeo sobre o 1º trimestre do projeto Leitura todo dia

Beijos!

1 de maio de 2017

8 lições que aprendi em 8 anos de Estante da Nine

Eu nem acredito que oito anos se passaram desde que sentei para escrever o primeiro post do hoje Estante da Nine, no dia 1º de maio de 2009, sobre Crepúsculo, um vicio que na época me pegou de jeito mesmo na casa dos 20 anos, hehehe. Durante esse tempo minha relação com o blog passou por altos e baixos, mas como um projeto de vida ele é o mais duradouro de tudo que já fiz e tentei nesses meus 29 (daqui a pouco 30) anos. Para comemorar este 8º ano de Estante da Nine eu resolvi compartilhar oito lições que aprendi durante esse período sobre a minha vida, personalidade e internet, é claro!

1. Meu blog é pessoal e retrata a minha personalidade

Ao longo desses oito anos eu pensei diversas vezes em convidar algumas pessoas para postar por aqui. Também recebi mensagens e e-mails de leitores interessados em colaborar, mas a verdade é que a ideia sempre me incomodou. Demorei algum tempo para entender que apesar das crises eu adoro manter o Estante da Nine principalmente porque ele reflete a minha personalidade e os meus gostos, e é assim que eu quero continuar.

2. O Estante da Nine não é portal de notícias

Outro dilema enorme desses oito anos de Estante da Nine é sobre notícias e divulgações. Eu tentei algumas vezes publicar posts sobre o tema, em formatos e épocas diferentes, mas nunca gostei. Nunca combinou com os demais conteúdos que eu publico por aqui. Pode parecer irônico uma jornalista que não explorar esse segmento, que rende sim algumas visitas a mais, mas resolvi extinguir de vez essa categoria.

3. O Estante da Nine reflete minha opinião e cada um tem a sua

Felizmente eu nunca tive muitos haters ou pessoas para me ofender na internet durante essa quase uma década, mas eventualmente acontece. Tudo que eu compartilho por aqui, no canal e nas redes sociais reflete a minha opinião, as minhas impressões e gostos. Não é a verdade absoluta e também não invalida a opinião e gostos dos outros. As vezes esse é um ponto bem difícil de esclarecer na internet, então vale reforçar sempre que a oportunidade permite. 

4. Eu não consigo postar por obrigação

O meu maior desafio pessoal em relação ao Estante da Nine foi entender que eu realmente não consigo postar por obrigação. Hoje mesmo tirei um tempo para escrever essa lista depois das 21h porque foi a hora que senti vontade de compartilhar tudo isso. O fato de não conseguir manter uma regularidade também dificulta a possibilidade de transformar o blog no meu trabalho e fonte de renda, por isso essa ideia saiu dos planos e metas, pelo menos por enquanto.

5. As tendências muitas vezes não me agradam

Um dos maiores desafios de manter uma página ou perfil na internet atualmente é não seguir os padrões ou as tendências. Volta e meia um tema de vídeo ganha ênfase, ou um formato de gravação, ou um assunto e se você não faz parte do grupo que abraça essas modas muitas vezes fica esquecido em algum canto da rede e talvez alguém te leia ou assista. Foi difícil, mas também percebi que eu não gosto de muitas tendências e o preço por não fazer parte dela é continuar com os meus poucos e queridos leitores e inscritos. E tudo bem!

6. Parcerias são interessantes para um grupo de pessoas, não para todos

Parcerias são e sempre foram um assunto polêmico entre blogs e canais literários. Eu tive a oportunidade de conhecer e ler ótimos livros através de parcerias com autores e editoras, mas depois de um tempo percebi que já não tinha mais tanto interesse assim. Meu gosto mudou, minha rotina de leitura mudou e tudo isso afetou minha visão sobre o tema, além do tempo e pensar no Estante da Nine com outra visão, diferente de oito anos atrás.  

7. Cuidado com as dicas disfarçadas de regras

Eu já cai em algumas ciladas ao assistir vídeos e ler textos com dicas de como manter um blog ou canal na internet e todas as variações possíveis do tema. Acontece que muitas dicas são na verdade regras que na maioria dos casos padronizam todo mundo e afastam da internet quem não se vê no perfil padrão "em alta" ou até de uma ferramenta como o blog. Eu certamente não me encaixo em muitos quesitos e dicas, e foi difícil entender que tudo bem, eu sigo com a liberdade de escrever sobre o que eu quero nesse espaço porque afinal é um blog pessoal.

8. Não se compare

Tá aí outra cilada que foi um desafio vencer. Quando perdi meu domínio .com, e depois com a estagnação do canal a partir de 2013/ 2014, foi difícil me manter motivada com o Estante da Nine e o blog até teve alguns períodos com pouquíssimos posts. Eu vi tantos blogs crescerem e senti uma inveja imensa, não há porque mentir. Alguns dias ainda são ruins, mas no geral eu já melhorei, e muito, a minha relação com os números do blog e canal. Não se apegue as estatísticas.

Beijos!