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13 de fevereiro de 2022

Lendo Atos dos Apóstolos (e como isso mudou minha visão sobre eles)

Lá em meados de janeiro eu comecei o que era para ser um vlog de leitura sobre Atos dos Apóstolos. Os primeiros dias funcionaram bem, mas depois com a demanda de trabalho enorme (ainda bem depois de dois anos péssimos), aliado a uma gripe porreta a coisa todo perdeu o rumo. Conclui esse trecho domingo passado (6 de fevereiro) e finalmente sentei para escrever sobre a experiência. O projeto do Novo Testamento começou em 2017 e desde 2018 está parado, então espero que esse ano seja o da continuidade (dele e de outros projetos de leitura).

LEIA TAMBÉM

Durante o início do projeto de leitura do Novo Testamento e nos primeiros quatro grandes evangelhos não simpatizei com os apóstolos principalmente porque eles mostram incertezas em muitos momentos importantes, mesmo presenciando diversos milagres de Jesus. Ressalto com frequência que meu objetivo ao ler a bíblia não é o de estudo religioso, mas sim para conhecer a história em um momento maduro da vida. Ao mesmo tempo, os apóstolos foram pessoas como todos nós, que desejam mudanças, mas têm medo. Nesse trecho do Novo Testamento posso dizer que entendo e admiro a jornada que cada um deles passou.

21 de fevereiro de 2019

As melhores leituras de 2018

O vídeo com as melhores leituras de 2018 saiu no canal há alguns dias (já é inscrito?), e como virou hábito durante essa semana antes de sair para o trabalho sentei para escrever sobre algumas recomendações que, sempre que possível, merecem a menção por aqui, no Youtube ou nas outras redes sociais do Estante da Nine.

A insustentável leveza do ser de Milan Kundera abriu as leituras favoritas de 2018, lá em janeiro. Livro muito comentado, eu tinha certo receio de não gostar, mas o que encontrei foi uma história com casais incomuns, um cenário político, social e geográfico que eu não conhecia antes e questionamentos que sem dúvidas dos mais relevantes entre tantos que já encontrei nesse mundo da leitura.

Parque Gorki de Martin Cruz Smith reúne um pouco de tudo que eu gosto: crime, investigação policial, um protagonista que não se intimida com autoridades, cargos ou instituições em busca da verdade, relacionamentos problemáticos, Guerra Fria, história, Rússia, contrabando e por aí vai. Tudo recheado com uma narrativa que ao mesmo tempo que descreve, e as vezes é cansativo, coloca o leitor junto com Arcady Renko. Essa coleção merece muito novas edições.


20 de agosto de 2018

3 filmes (ou mais) muito legais com Ewan McGregor


Vez ou outra eu percebo que gosto muito de certos filmes e o que eles têm em comum é um tema ou ator. A ideia da lista de hoje surgiu exatamente em uma situação assim: numa semana aleatória assisti três filmes na televisão que eu adoro e percebi que o que todos tinham (e tem) em comum é Ewan McGregor. Eu ainda tenho muitas produções com o ator para ver, e os três filmes (ou mais) que separei para indicar hoje valem entrar na lista de "para assistir".

A ILHA (The Island)
Filme de ficção científica dirigido por Michael Bay, A ilha retrata um mundo onde um grupo de humanos é mantido em uma sociedade totalmente fechada com a justificativa de quem são sobreviventes de uma catástrofe do planeta. Enclausurados em um ambiente extremamente controlado, logo a justificativa e o condicionamento começam a falhar quando um dos personagens descobre que coisas que não deveriam existir, na verdade existem e a partir daí começa a busca por respostas, dessa vez as verdadeiras. A ilha além de apresentar uma sociedade futurista não tão distante, tem muitas cenas de ação e até uma dose de romance, que combina bem com o contexto geral da história.


ANJOS E DEMÔNIOS (Angels e Demons)
Adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome de Dan Brown e dirigido por Ron Howard, Anjos e demônios é meu livro favorito do autor, apesar do tempo que li e de não poder comparar fielmente com o filme sem uma releitura. O fato é que além de Tom Hanks (que já ganhou uma lista por aqui), o personagens de Ewan McGregor é o grande bônus da história, a figura que rouba a cena no enredo e no filme também. Muito disso eu acredito que seja pela dualidade do ator, que interpreta vilões e mocinhos e consegue diferenciar muito bem um de outro com expressões faciais e trejeitos (além de figurino e outras caracterizações). Além disso, adoro histórias de investigação e conspiração e a dica aqui vale inclusive para quem não leu o livro, o filme entrega alguns bons minutos de entretenimento.


STAR WARS - Episódios I ao III
Eu sou uma fã recente de Star Wars e me interessei de verdade pelos filmes a partir de 2015. Nos últimos três anos assisti a franquia diversas vezes, e apesar de gostar muito mais da trilogia clássica - Episódios IV, V e VI, a trilogia que conta o que precedeu Luke e Leia tem um valor especial porque Ewan McGregor é um dos atores claramente mais dedicados do elenco, que tem seus muitos poréns, além de interpretar a versão jovem do meu personagem favorito de Star Wars: Obi- Wan Kenobi, e sim, eu acho que ele incorporou perfeitamente a essencia de um dos jedis mais importantes do universo, além de toda uma geração ter conhecido a história de ficção científica justamente pelos filmes do final dos anos 1990 e início dos 2000. 


A semana começa com lista de filmes no Estante da Nine, que normalmente sairia na sexta, mas como o tema está há meses na minha lista de pautas eu resolvi falar sobre esse ator que admiro tanto sem me apegar demais aos cronogramas do blog. Espero que as recomendações tenham sido interessantes e caso tenham sugestões de produções do cinema ou temas para escrever por aqui, por favor deixem nos comentários. Que outros filmes de Ewan McGregor vocês gostam e/ou faltou na lista?

Beijos!
Foto: IMDb/ Divulgação

24 de julho de 2018

O reforço de algumas lições no evangelho de João

Depois de um hiato de seis meses, que eu jurava não ser mais de dois, estou de volta no Estante da Nine para comentar sobre o projeto de leitura do Novo Testamento. Para os leitores que chegaram por aqui agora vale lembrar que a minha experiência com a bíblia não tem como objetivo o estudo religioso, mas o de conhecer uma história que influencia pessoas há gerações. Já comentei sobre os três evangelhos anteriores e é hora de fechar os quatro grandes livros do compilado com João.


A volta para a leitura me lembrou o quanto toda a história tem passagens pesadas e tristes. O que posso destacar da minha experiência com O evangelho segundo João é que é extremamente importante a compreensão de que Jesus foi enviado por Deus para a Terra e é capaz de feitos incríveis graças a essa ligação e esse símbolo é o que determina quem acredita ou não na sua palavra, e portanto quem será salvo - terá a vida eterna, e quem não.

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As viagens de Jesus, os muitos questionamentos sobre ser o filho de Deus, discípulos céticos, milagres para pessoas ignoradas e manifestação em templos e lugares públicos também são destaques da perspectiva de João, que tem o filho de Maria e José, acima de tudo, como centro dos acontecimentos, porque é fundamental entender o que ele representa e o que custou desafiar os costumes para libertar muitas pessoas da submissão e de uma vida infeliz.

No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus.
João - capítulo 1, versículo 1

Deus nunca foi visto por alguém. O filho unigênito, que está no seio do pai, esse o revelou.
João - capítulo 1, versículo 18

O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.
João - capítulo 6, versículo 63

Provavelmente entre os quatro grandes evangelhos esse foi o que mais gostei do texto, da forma como a história é contada. Em muitos momentos parecia um poema, em outras uma análise e ainda uma história de ficção histórica. Apesar dos elementos conhecidos, um dos pontos mais interessantes da experiência com a bíblia até aqui é justamente as perspectivas diferentes dos evangelhos para a mesma história, elemento que me fascina como pessoa, leitora e jornalista.

Beijos!

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20 de janeiro de 2018

O parentesco de João e Jesus e mais detalhes da história no evangelho de Lucas

O final de semana chegou e com ele a possibilidade de organizar a bagunça e colocar algumas pautas em dia. Hoje vou compartilhar no Estante da Nine a minha experiência de leitura com o terceiro livro do novo testamento, O evangelho segundo Lucas, que eu achei semelhante a Mateus em muitos sentidos e tenho a impressão que Marcos, por enquanto, é meu livro favorito.

E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.
Lucas - capítulo 3, versículo 11

O evangelho segundo Lucas foi uma leitura excelente principalmente porque no primeiro capítulo conta detalhes da família e vida de João Batista, um dos personagens mais representativos da história. Eu desconhecia o parentesco entre ele e Jesus e também imaginei que os personagens tivessem idades distantes, quando na verdade o nascimento de ambos é próximo, com poucos meses de intervalo. É interessante observar como  o anjo aparece para Isabel, mãe de João, e como Deus agracia a família com o milagre do filho, apesar da idade avançada do casal, e também como havia planos para o João desde o começo, assim como para Jesus.

O batismo de arrependimento é novamente explicado n'O evangelho segundo Lucas, e até por destacar a história de João Batista faz todo sentido. A linhagem de Jesus aparece novamente, e é contada, desta vez, dos dias presentes até o primeiro homem da família. Mais uma vez as analogias e parábolas sobre a natureza servem para explicar lições importantes que discípulos e seguidores parecem ignorar no decorrer das andanças de Jesus (ou não entender direito).

Dizendo: É necessário que o filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.
Lucas - capítulo 9, versículo 22

O livro de Lucas retrata cenas que o leitor já conhece dos evangelhos anteriores, mas com detalhes específicos e, mais uma vez, através de outro ponto de vista. O interessante da experiência de leitura do novo testamento até agora é a riqueza da história, que além de retratar a vida de um homem incomum para época, mostra a trama política e econômica por trás da sociedade antiga, as relações de poder, o papel da religião e a dominação de outras culturas.

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Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
Lucas - capítulo 14, versículo 28

João é o quarto e último dos evangelhos e estou curiosa pelo que vai revelar de inédito e o que vai reforçar da história. Lucas foi interesse e peculiar e apesar de extenso li em dois dias, nas poucas horas que dediquei a leitura. Os detalhes são importantíssimos para dar o contexto de certos milagres de Jesus e contar a história de João Batista sem dúvida foi o ponto alto da minha leitura. Até agora o novo testamento tem sido um projeto cheio de surpresas e reflexões importantes. Até o próximo!

Beijos!

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20 de dezembro de 2017

O evangelho de Marcos e mais sobre a jornada de Jesus

O evangelho de Marcos foi uma das minhas leituras da primeira semana de dezembro e hoje vou compartilhar no Estante da Nine como foi a experiência com o segundo livro do novo testamento. Contei mais sobre o início dessa jornada na publicação Algumas considerações sobre O evangelho segundo Mateus, e embora eu deva ressaltar novamente que a leitura da bíblia não tenha caráter religioso, tem sido em muitos sentidos esclarecedora e surpreendente

E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os são não necessitam de médico, mas sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.
Marcos - capítulo 2, versículo17

Em muitos sentidos eu gostei mais d'O evangelho segundo Marcos em comparação ao de Mateus. Enquanto o primeiro é praticamente um livro de ensinamentos e regras, nesse segundo a história parece mais próxima de Jesus, o acompanhando nas peregrinações e no contato com o povo, mostrando por outro ponto de vista como foram os milagres e os pedidos que Jesus fez aos seus fiéis e discípulos. 

O evangelho de Marcos também me deixou contrariada com os discípulos e os seguidores de Jesus. Algumas passagens são exatamente as mesmas do livro de Mateus e aqui também existe muita dúvida por parte dos seguidores do profeta. Ao mesmo tempo que veem os milagres, apóstolos e fieis mantém sempre uma dúvida no ar, sempre a incerteza sobre Jesus ser ou não o filho de Deus, como se a cada segundo fosse necessário uma prova, e no momento crucial o deixam sozinho, como sabemos.

E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim.
Marcos - capítulo 7, versículo 6

Menor que o anterior, O evangelho de Marcos foi uma leitura rápida e empolgante, principalmente porque visualizei os cenários por onde Jesus passou, bem como as cidades e até mesmo a multidão de forma mais clara que no evangelho anterior. Novamente o destino de João Batista me deixou chocada, principalmente pela vingança e brutalidade. Ver a descrença, a traição e a negação entre os apóstolos me fez pensar, como alguns de vocês me disseram, sobre nossas próprias imperfeições e medos.

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É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.
Marcos - capítulo 10, versículo 25

O evangelho de Marcos reforça a mensagem de Jesus de que devemos fazer o bem, sem esperar recompensas ou créditos, mas sim pela paz, empatia e felicidade coletiva. Também ressalta como é importante nos conhecermos e acima de tudo pensar sobre escolhas, nos caminhos que seguimos e o tipo de mensagem que deixamos entre as pessoas que encontramos. Independente da religião, ou o fato de não ter uma como é o meu caso, não impede que ensinamentos e mensagens da bíblia sejam aplicados no dia a dia. Até aqui a experiência tem sido no mínimo peculiar. E esclarecedora. Até o próximo livro.

Beijos!

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3 de dezembro de 2017

Algumas considerações sobre O evangelho segundo Mateus

É totalmente por acaso que começa mais um especial de leitura no Estante da Nine. Eu tinha a intenção de ler a bíblia em algum momento do futuro, mas não imaginei que aconteceria tão cedo. Encontrei algumas edições de bolso na casa da minha mãe e trouxe para minha biblioteca. Na semana 43  do projeto Leitura todo dia eu comecei e terminei O evangelho segundo Mateus, primeiro livro do novo testamento, e no post de hoje eu vou compartilhar algumas coisas que me surpreenderam na experiência. Minha leitura da bíblia não tem finalidade religiosa, mas sim a de conhecer uma das histórias que mais influenciou (e influência ainda), nosso dia a dia há gerações. Pretendo ler o antigo testamento em 2018 e conto mais por aqui.

E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
Mateus - capítulo 17, versículo 5

O evangelho segundo Mateus é a história de Jesus, do nascimento, até mesmo antes, a sua morte e ressurreição. Desde a sua linhagem, umas das informações mais relevantes da minha experiência de leitura porque nunca tinha entendido direito o sangue real, até os momentos finais, os acontecimentos principais, as lições, os mandamentos, o pai nosso e toda a base da doutrina pautada no filho de Deus está em Mateus. Quando criança, durante a época de catequese, li fragmentos da bíblia, mas nunca um livro inteiro, então muitas coisas contadas por Mateus foram uma surpresa.


A peregrinação de Jesus e os milagres foram dois pontos que me marcaram logo nos primeiros capítulos. Isso porque eu imaginei que as dádivas fossem pessoais e privadas, sempre pensei em algo mais introspectivo, quando na verdade Jesus curou multidões, com outras centenas de pessoas como testemunhas. As viagens foram mais frequentes do que eu podia imaginar. Na verdade, tenho uma dificuldade em associar o período histórico, que na verdade já tinha religião, política e comercio bem estabelecidos, com a história contata na bíblia, então foi uma surpresa, ao mesmo tempo que algo plausível, as andanças de Jesus.

Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau, porque pelo fruto se conhece a árvore.
 Mateus - capítulo 12, versículo 33

Alguns ensinamentos são repetidos frequentemente n'O evangelho segundo Mateus e um deles, aliás bem pertinente, é o de não acreditar em falsos profetas. Parece que desde sempre na história da humanidade pessoas poderosas ou interesseiras usaram da religião e da política para dominar e segregar outros povos e culturas e esse é um aspecto bem relevante no livro, já que é citado em vários capítulos, e também existe um contexto de insatisfação social das pessoas com a vida precária da época, afinal Jesus também pregava pela liberdade e encontrou tantos adeptos no caminho porque certamente existia nessas populações o desejo de mudar.


Um ponto que me chamou atenção, dessa vez negativamente, foi o envolvimentos dos apóstolos. Mais uma vez, e provavelmente ainda quando criança, eu formei uma imagem totalmente errônea dos seguidores de Jesus. O evangelho segundo Mateus me deixou com a sensação de que aqueles homens na verdade não eram tão fieis, ou não sabiam bem o que estavam fazendo ali, inclusive Jesus questiona em vários momentos a fé deles, mas eles continuam a afirmar que são seguidores do filho de Deus. No final, como o próprio profeta sabia, ele acabou sozinho no julgamento. O destino de João Batista me chocou mais do que eu esperava porque eu não sabia que a história da bandeja e da cabeça era literal. E é mesmo.

O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mateus - capítulo 12, versículo 35

Imagino que muitas coisas serão esclarecidas e contadas nos próximos livros e espero seguir, aos poucos, nessa leitura. Jesus, é claro, sabia de tudo o que teria que passar e parece que se preparou muito bem para isso. E não é como se ele não sofresse, ele pede ao pai porque da provação sim, como não poderia deixar de ser, afinal Jesus foi condenado pelo próprio povo que tentou (conseguiu?) salvar. Eu me considero agnóstica e não vejo a bíblia com um livro real no sentido da história ser literalmente real ou como um livro de regras, mas sem dúvida a leitura de O evangelho segundo Mateus foi enriquecedora e esclarecedora em muitos sentidos, valeu a experiência sem dúvida. E vocês, já leram a bíblia?

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella

28 de novembro de 2017

TOP 3: filmes favoritos de Harry Potter

Há um ano, em novembro de 2016, eu comecei o Especial Harry Potter no Estante da Nine com o objetivo de comentar mais sobre a incrível saga escrita por J.K. Rowling, já que li os livros em momentos diferentes e nunca fiz resenhas ou vídeos para comentar mais sobre a história por aqui ou no canal. Já organizei listas com os meus 3 livros favoritos e os meus 5 personagens preferidos, e hoje o TOP 3 é sobre as adaptações para o cinema.

Em 3º lugar está Harry Potter e a pedra filosofal, história que apresenta a saga do bruxo aos telespectadores e que me traz uma nostalgia incrível. Até hoje é uma das adaptações da série que eu mais assisto e a emoção de conhecer os alunos e a escola pela primeira vez é sempre a mesma. Mesmo com alguns efeitos especiais já ultrapassados, o filme não perde em criatividade, emoção, comédia e drama. Adoro!

O 2º lugar do meu TOP 3 adaptações é Harry Potter e as relíquias da morte - parte 2. No geral, assim como escolhi a Pedra filosofal pela apresentação, acredito que o 8º filme encerre bem a saga do personagem nos cinemas; tanto porque finaliza as principais histórias e dilemas apresentados ao longo dos livros (e filmes), como também mantém o clima sombrio, menos infantil e mais adulto que a saga tem nos episódios finais. É claro que algumas coisas ficam de fora, mas no geral está tudo ali e fiquei contente por ter sido um bom encerramento!

O topo da lista de filmes, que é também o meu livro favorito, está Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Alguns dos meus personagens favoritos ganham destaque a partir desse trecho da história, além de retratar a mudança da infância para a adolescência de Harry, Hermione e Rony, e como isso afeta a vida de cada um, o relacionamento com os amigos na escola e com a família. A viagem no tempo sem dúvida é um dos pontos altos da história, bem como a apresentação de personagens diversos do mundo bruxo.

Eu adoro todos os filmes de Harry Potter e organizar essa lista teve seus desafios. Não usei como critério para escolher minhas adaptações favoritas a fidelidade em relação aos livros, mas as histórias que eu mais gosto de acompanhar na versão cinematográfica, as que mais me trazem entretenimento, emoção e envolvimentos com as histórias. Qual é o TOP 3 filmes de Harry Potter de vocês?

Assista o TOP 3 versão vídeo publicado no canal

Beijos!

22 de outubro de 2017

Sobre combinar livros e marcadores de página

Todos nós leitores temos manias e hábitos em relação aos livros e leituras. No post de hoje eu vou compartilhar com vocês o meu vício de 2017: combinar marcadores de página com a edição, o tema do livro ou o autor. Eu fiquei muito empolgada para postar esse bate-papo principalmente porque cada um de nós se relaciona de forma diferente com os livros e mesmo compartilhando hábitos em comum, nem todos coincidem, não é?!

Há muito tempo eu tento combinar o marcador com o livro. Quando encontro o equivalente com a capa eles se unem para não se separar mais, hehehe. Mas nem sempre é possível realizar essa primeira opção e como há pelo menos 10 anos eu mantenho o hábito de ter um livro na bolsa, notas de mercado, loja ou farmácia, assim como folhetos de propaganda, se tornam marcadores de páginas.

A minha coleção de marcadores diminuiu nos últimos anos, mas ainda tenho uma boa quantidade de itens e assim, quando não tenho o marcador do livro, eu combino com algum outro que seja do mesmo gênero, coleção ou da mesma editora. Em alguns casos, como as séries e sagas, eu também tento combinar o marcador, mesmo seja de um volume diferente daquele que estou lendo.

Por fim, a minha coleção de marcadores tem uma seção especial com aqueles itens que são artesanais, de formato diferente, como ímã ou cordão, e também os marcadores que eu crio ou customizo (pretendo compartilhar alguns por aqui e no canal). Confesso que os meus marcadores favoritos são difíceis de desapegar e alguns ainda estão a espera do livro especial, outros já encontrarem seus pares. E vocês, combinam marcadores e livros ou não?

Se preferir assista ao vídeo publicado no canal do Estante da Nine no Youtube

Beijos!

12 de outubro de 2017

5 livros perturbadores

Eu não sou a leitora mais organizada com datas ou comemorações, mas há algum tempo pensei no tema dessa lista e outubro pareceu o mês ideal para gravar (afinal o tema já estava na fila há dois meses). O rascunho original certamente chegava em 10 opções de leitura, mas para deixar o vídeo e o post mais dinâmicos (e quem sabe gravar uma 2ª edição), selecionei cinco dos livros mais perturbadores da estante

Memórias da casa dos mortos de Fiódor Dostoiévski é um dos meus livros favoritos da vida e também leitura pesada. A história retrata uma prisão siberiana de trabalhos forçados do século XIX e disseca a vida dos presos, seus crimes e personalidades, as condições em que vivem, os trabalhos, as limitações. Por mais que o leitor se depare com figuras horríveis ao longo da narrativa, o livro causa incomodo porque nos perguntamos se pessoas, por piores que sejam, mereçam viver em tais condições. O livro também mostra que tudo, tudo mesmo, tem dois lados, mais de uma perspectiva.

A lista do nunca de Koethi Zan é daqueles livros perturbadores e realistas. O enredo retrata a vida de algumas mulheres que foram sequestradas e anos depois, com o agressor prestes a ser liberto pela justiça, se encontram novamente em situação delicada, afinal o homem, apesar de preso, se manteve presente na vida de algumas vítimas e o medo é de que ele saia para se vingar. Mesclando passado e presente acompanhamos as personagens em buscas de respostas e até superação, afinal é o tipo de trauma que marca a vida para sempre.


Ratos de Gordon Reece é uma leitura de 2017 e entrou para a lista dos livros surpreendentes (além de perturbadores). O leitor acompanha a mudança da vida de uma mãe e uma filha que sofreram diferentes abusos e finalmente estão recomeçando suas vidas. Logo após a mudança, no entanto, uma situação grave acontece e a transformação que as duas mulheres passam trará uma nova vida a elas. Antes submissas, essas personagens se transformam em algo realmente assustador e não necessariamente melhor.

Escuridão total sem estrelas de Stephen King é um ótimo livro de contos. Minha recomendação de hoje é a primeira história, 1922, que retrata um crime doméstico por conta de uma herança e a partir da morte de um dos personagens os dois protagonistas envolvidos começam a viver num inferno, sofrendo de alucinações, sensações físicas e até uma realidade distorcida. Apesar de retratar uma época diferente, a situação do livro é cotidiana e familiar, e isso já é muito assustador. O desfecho para a ação macabra também cobra seu preço.

Viva para contar de Lisa Gardner é minha última recomendação da lista de hoje e o tema perturbador do livro é crianças psicopatas. A história de investigação acompanha alguns temas diferentes que em determinado momento vão se conectar. Todos eles giram em torno de crianças, especialmente daquelas que precisam de atenção especial, e como é a rotina de suas famílias ou cuidadores. Também tem crime, é claro, e apesar de tudo parecer surreal e distante, esse tipo de coisa está acontecendo agora, talvez próximo de nós, e nem imaginamos. Imagina então ser mãe/ pai de uma criança psicopata?

Assista a lista em vídeo publicada no canal
do Estante da Nine com os 5 livros perturbadores

LIVROS
Memórias da casa dos mortos de Fiódor Dostoiévski (opinião | compre na Amazon)
A lista do nunca de Koethi Zan (opinião | compre na Amazon)
Ratos de Gordon Reece (opinião | compre na Amazon)
Escuridão total sem estrelas de Stephen King (opinião | compre na Amazon)
Viva para contar de Lisa Gardner (opinião | compre na Amazon)

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16 de junho de 2017

TAG de A a Z

Um inscrito pediu através dos comentários para que eu respondesse a TAG de A a Z. Eu não encontrei o vídeo do pedido, mas anotei o tema para começar o especial de aniversário de 7 anos do canal (e 8 do anos do blog), que é justamente uma sugestão de quem acompanha o Estante da Nine. Quando gravei o vídeo eu esqueci de incluir alguns itens, por isso aqui no post eu conferi tudo e vou responder todos os tópicos, hehehe. Desculpa pela mancada pessoal. Vamos lá?!


TAG de A a Z 

Autor preferido: Jane Austen e Machado de Assis
Bebida preferida durante a leitura: café, sempre, e quando não dá chá
Citação literária preferida: "Não é o tempo nem a oportunidade que determinam a intimidade, é só a disposição" - Razão e sensibilidade de Jane Austen
Detestaste ler: A máquina de contar histórias
Estás a ler: O retorno do rei
Feliz por teres dado uma oportunidade: Um gato de rua chamado Bob
Género literário que não lês: até que leio de tudo um pouco
Hardcover ou paperback? Paperback
Internet ou livrarias físicas? Internet, na maioria das vezes
Julgas um livro pela capa? Julgo sim, e muito em certos casos, hehehe
Kobo ou Kindle? Kindle
Livro mais longo que já leste: Abusado e Chatô, o rei do Brasil
Momento mais importante na tua vida literária: ter trabalhado em uma editora
Número de estantes que possuis: duas
Obsessão literária: procurar mais informações sobre algum tema citado no livro
Personagem que provavelmente terias namorado na escola: Percy Jackson, hehehehe
Quantos livros tens por ler? Talvez uns 150 (fora os ebooks)
Ressacas literárias. Quando foi a tua última? Na semana que passou (a ainda bem que já foi)
Série que começaste e precisas de acaba: Eragon
Três dos teus livros preferidos de sempre: O hobbit, Razão e sensibilidade e Memórias da casa dos mortos
Último livro que leste: O mandarim
Voltarás a ler: A química
Wishlist literária. Qual o último livro que adicionaste à tua wishlist? Jane Eyre
X marca o lugar. Qual o 24º livro da tua estante? No vídeo eu respondi com o 4º, A menina que roubava livros, então o 24ª é Entre o amor e a paixão
Ya ou livros adultos? Livros adultos
Zzzz...Qual o último livro que te manteve acordada até tarde? Morte em Veneza, Um gato de rua chamado Bob e Bela distração

Também respondi a TAG de A a Z no canal do Estante da Nine no Youtube


Beijos!

28 de fevereiro de 2017

3 motivos para ler Cancioneiro de Fernando Pessoa

Se tu assim como eu não é leitor assíduo de poesia espera, fica por aqui, porque essa lista é pra ti. A minha aproximação com o gênero aconteceu nesse início de 2017 e até agora tem rendido boas surpresas e excelentes leituras. O começo de toda essa história está na publicação Poesias no Kindle e leitura todo dia e hoje, para variar os comentários sobre livros resolvi trocar a resenha pela lista.

Dia desses eu resolvi ler Cancioneiro de Fernando Pessoa. O livro, edição da Textos para Reflexão (baixe aqui), estava no meu Kindle há algum tempo e como minha aproximação com poesia foi positiva resolvi manter esse estilo presente na minha rotina de leitura. E acontece que eu gostei tanto do livro, mas tanto, que Fernando Pessoa precisava fazer sua estreia por aqui

No passado (em 2012 ou 2013) eu li Antologia poética do autor publicada pela LePM Pocket, mas não cheguei a comentar no Estante da Nine sobre a experiência. Já nesse meu primeiro contato com o Fernando Pessoa fiquei impressionada com sua forma de escrever e de tudo ser tão mais profundo do que aparenta. E agora eu realmente adorei o que li e já inclui o escritor entre os meus favoritos. Então tá, aqui estão três motivos para você ler Cancioneiro.

1. COMPLEXIDADE

A primeira característica que me chamou atenção na obra de Fernando Pessoa, ainda em Antologia poética e confirmada em Cancioneiro, é a complexidade. Muitas de suas poesias exigem releituras e atenção em muitos trechos, o que derrubou minha visão preconceituosa contra o autor. Fernando Pessoa é altamente compartilhado na internet e mesmo os trechos lindos são muito mais do que são. Não é um autor que merece ser banalizado, pelo contrário, merece ser lido mais e mais para que as pessoas entendam, de fato, os temas que ele aborda.


2. O EU E O AMOR E SEUS PERCALÇOS

Não sei vocês, mas eu notei uma melancolia enorme nos poemas que compõe Cancioneiro. Tanto as histórias que retratam um eu sem rumo ou sem planos definidos, como também os relacionamentos impossíveis e que não são tão lindos assim, Fernando Pessoa apresenta na obra personagens imperfeitas e cheias de dúvidas, exatamente como somos. Faz isso tão bem que é impossível não se identificar com essas figuras tristes ou incertas sobre o futuro. Imagino que o próprio autor tenha passado por muito daquilo que descreveu, já que a fidelidade de emoção e sentimento é enorme.


3. NATUREZA

Fernando Pessoa é natural de Portugal e viajou o mundo, por isso teve contato com uma infinidade de paisagens e culturas. Alguns dos meus poemas favoritos de Cancioneiros são os que retratam ou fazem analogia de sentimentos com a natureza. A cada ano que passa eu tenho me tornado uma pessoa mais atenta e mais ligada as causas que defendem nossas belezas naturais, florestas, mares e animais, e como na vida, a natureza, se observada com atenção, também passa por momentos de melancolia e euforia. Fernando Pessoa traduz essas diversas sensações em poesia, impossível não apreciar sua interpretação dos rios, da chuva e da própria geografia de Portugal.


Ficou claro o quanto eu adorei ler Cancioneiro, né?! Espero que a lista de hoje tenha despertado a tua curiosidade para o livro e o autor e que eu possa, em breve, falar muito mais de Fernando Pessoa no Estante da Nine. Espero nos comentários a tua participação e aproveite para deixar tua sugestão de obra ou escritor de poesia. Tu já leu Fernando Pessoa?

Beijos!

Foto e imagens: Divulgação
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30 de novembro de 2016

Tour pela estante #5 - de tudo um pouco!

Não acredito que fiquei três meses sem gravar o tour pela estante. Por isso, leitores e inscritos, preparem-se para várias edições da bookshelf tour durante dezembro porque já estou pensando em uma nova organização para a coleção no ano que vem e quero concluir o tour na disposição atual dos livros, até para comparar no futuro o que deu certo ou não e para escolher o modelo e categoria eu vou manter meus livros. Também comentei sobre as leituras e o que pretendo tirar e manter na minha coleção!



Beijos!

28 de novembro de 2016

TOP 3: livros favoritos de Harry Potter

Para dificultar as coisas o TOP de hoje é 3 e não 5. O especial Harry Potter continua no Estante da Nine com a lista dos meus três livros favoritos da saga escrita por J.K. Rowling. No geral, as escolhas representam momentos diferentes da série e falam sobre alguns dos meus personagens favoritos. E é claro que eu quero saber quais são os livros de Harry Potter favoritos de vocês! Compre a coleção Harry Potter no Submarino e Amazon.



Beijos!

*Ajude o blog comprando pelos links indicados no post ou através dos banners da Amazon e Submarino;
as compras pagas geram comissão ao Estante da Nine

22 de novembro de 2016

TOP 5: personagens favoritos de Harry Potter

Eu conclui a leitura de Harry Potter e as relíquias da morte e o especial da saga está oficialmente aberto! Hoje compartilho com vocês meus cinco personagens favoritos do universo criado por J.K. Rowling



TOP 5: personagens favoritos de Harry Potter
5 - Hermione
4 - Dumbledore
3 - Sírius Black
2 - Harry Potter
1 - Rúbeo Hagrid

Beijos!

14 de setembro de 2016

227 livros não lidos e algumas metas literárias

Final de semana, assim do nada, resolvi fazer um balanço dos livros não lidos da minha estante. E o resultado foi assustador. Acredito que muitos leitores passam por isso vez ou outra, portanto resolvi gravar um vídeo resumido para o canal e produzir um texto de apoio aqui para o post do blog com algumas metas literárias que eu estabeleci para organizar a minha coleção de livros e deixar ela cada vez mais com a minha personalidade.

Mas antes, para contextualizar vocês, preciso voltar no tempo. Em 2014 eu tive o que chamo hoje de uma grande crise existencial, hehehe (a mais significativa da minha jovem vida até aqui). No princípio pensei que essa bad fosse apenas em relação ao Estante da Nine (blog e canal), já que eu tive um crescimento considerável nas duas plataformas em 2013, mas a partir de 2014 as coisas estagnaram e até regrediram. Hoje, olhando para trás, sei que essa crise envolveu todos os aspectos da minha vida e que me trouxe novas e boas atitudes para aplicar no dia a dia.

Citei o ano de 2014 porque foi nele que a minha relação com a coleção de livros passou por um momento conturbado. Isso aconteceu principalmente porque eu estava com a casa atolada por todos os lados, não dava conta de ler os livros que eu tinha, muito menos os que comprava e recebia das editoras parceiras, e um dia, pensando bem, cheguei a conclusão que eu estava me tornando apenas uma acumuladora de livros. Até essa constatação, doar meus livros, vender ou até presentear outras pessoas era algo raro. Eu não conseguia desapegar. 

A partir de então eu, aos poucos, consegui mudar algumas atitudes. Não apenas no quesito livros, mas também em relação a roupas e a casa. De lá para cá, principalmente a partir de 2015, reduzi minha coleção de livros em 1/3. O mesmo para o guarda-roupa. Já a casa, sempre que arrumo um cômodo, faço aquela revisão básica do que manter o não. E isso só me trouxe benefícios. Foi nessa mesma época que desisti de participar dos processos de seleção para parceria com editoras (falei sobre isso no post Parcerias: ter ou não ter?), e adotei o desapego como um hábito recorrente (também escrevi sobre isso na publicação Desapegar é bom).

No entanto, a minha lista de livros não lidos sempre foi extensa. E depois de um tempo sem organizar a estante, tirei o final de semana para checar como tudo estava. E pelo título do post vocês perceberam que o número ainda é absurdo, né?! Justamente por isso estabeleci as metas literárias para os livros não lidos. No vídeo abaixo eu comento sobre o balanço e compartilho as minhas regras. Espero que isso possa ajudar aos leitores que também estão em busca de uma harmonia para a coleção.


Beijos!

7 de setembro de 2016

Capítulos finais e epílogos desastrosos!

Sabe quando um livro totalmente aleatório vira tema para um vídeo extra? Pois então, é o caso de hoje. Ontem, enquanto escrevia a resenha de Dark Eden de Patrick Carman pensei: "acho que vou gravar sobre capítulos finais e epílogos decepcionantes". E, bom, é sobre isso mesmo que falo no vídeo de hoje, hehehe. Quem já passou por isso?



Beijos!

26 de agosto de 2016

Tour pela estante #4 - COLEÇÕES + MESA DE TRABALHO!

No vídeo de hoje eu continuo a série TOUR PELA ESTANTE 2016 e mostro dois andares, quatro nichos, da minha estante com mesa. Inclusive, organizei as coisas por aqui porque desde que o meu computador foi para o conserto a mesa virou espaço de entulho, hehehe. Tudo no lugar, mudei algumas coisas para otimizar o espaço e o resultado me deixou bem feliz!


Beijos!
Batom: 01 Mel da Panel Make Up

19 de agosto de 2016

Quais são as regras do Clube da luta?

Oi gente, tudo bem? Recentemente gravei um vídeo sobre minha experiência de leitura com o livro Clube da luta de Chuck Palahniuk (confira abaixo) e na edição incluí artes com algumas das principais regras do clube mais famoso da literatura contemporânea. Como o material ficou lindo, resolvi extrair os fragmentos do vídeo e reproduzir no Estante da Nine, principalmente para matar a curiosidade de quem têm interesse em conhecer melhor a história e ainda não tem o livro na coleção. O Clube da luta é importante ao longo de todo o enredo, então espero que vocês se interessem pela história marcante de Chuck Palahniuk.

Não fale sobre isso
Você entendeu que não é pra falar, né?

O Clube da luta não existe


As lutas duram o quanto tiverem que durar


Não sou a mesma pessoa no Clube da luta

Essas são as principais regras do Clube da luta. Para saber mais sobre o livro assista ao vídeo.


Beijos!
Arte: Rodrigo Vargas/ RDX Design
Não reproduza esse conteúdo sem autorização e os devidos créditos

17 de agosto de 2016

Por que atualizar o blog e o canal se tornou tão difícil?

Sento para escrever este texto com um café quentinho ao lado e o sentimento de que preciso sim conversar com vocês sobre o tema. Em outras épocas essa publicação entraria para a lista dos desabafos, mas hoje eu a considero como uma reflexão. Afinal, porque é difícil continuar com algo que gostamos? Não deveria ser assim, certo? Pois então, errado.

Verdade seja dita: 2016 era pra ser "o" ano no quesito conteúdo e produtividade para o Estante da Nine, mas desde os primeiros meses eu percebi que não seria assim. Apesar da lista grande de ideias e pautas para produzir posts e vídeos para o blog e o canal, eu não consegui transformar isso em ação. E os motivos são variados.

E é justamente quando penso nos motivos que percebo a importância de sentar para escrever esse post. Não apenas para conversar com vocês (e sei que muitos têm passado pela mesma fase), mas também para que eu tenha mais confiança nas minhas ideias e as coloque em ação. Por quê? Bom, porque a maioria das razões que me desmotivam são externas, por assim dizer. Claro que existe as épocas que estou desanimada, mas tenho lidado com isso de forma mais tranquila e natural.

O que eu quero dizer é: adoro manter o blog e o canal, mesmo com as adversidades, mas ultimamente tenho me questionado o quanto de tempo e espaço ele merece ocupar na minha vida. Eu tenho tempo disponível? Sim. Eu tenho ânimo para publicar todas as minhas ideias? Não! Por quê? Principalmente porque estou cansada de assistir sempre os mesmos vídeos. E gravar sempre os mesmo vídeos. E perceber que apesar de uma ou outra semana de exceção, o blog e o canal têm perdido, e muito, da interatividade com os leitores/ inscritos. 




Fico incomodada com a postura de alguns inscritos/ seguidores que esperam que todos os canais sobre livros imitem o formato dos mais populares. Fico chateada em perceber que canais tão legais são pouco vistos e de abrir minha página do Youtube e ver 10 vídeos no mesmo dia sobre o mesmo tema. Me deprime que as resenhas de livros, o formato de post que mais gosto de escrever e gravar, seja o menos acessado pelos leitores/ inscritos. Faz séculos que não recebo um comentário num texto de resenha no Estante da Nine

Além disso, existe a questão de alguns formatos diferentes que já planejo incluir no Estante da Nine desde 2014 e ainda não tive coragem. São posts e vídeos que demandam mais tempo, produção e gravações externas e, se já ando desmotivada para gravar em casa, pensem então em encontrar ânimo para preparar todos esses roteiros. As ideias vão sair do papel em algum momento? Sim, eu espero que sim. Mas também espero que tudo isso aconteça na hora em que eu chegar a conclusão de que vale investir meu tempo em produzir todos esses conteúdos. E que vocês estarão do outro lado para ler e assistir.

Para terminar, sim, me incomoda particularmente que os produtores de conteúdo façam campanhas massivas para arrecadar inscritos. É errado? Claro que não, mas quem já tem um blog e/ou um canal há mais tempo sabe que esse formato foi utilizado em outras épocas e que apesar de numericamente ser expressivo, muitas vezes não representa a valorização real do trabalho. Ou são pessoas que vão deixar de acompanhar assim que o sorteio acabar. Aquele envolvimento focado na participação e interação dos inscritos e seguidores, sinceramente, vejo pouco. É como se todos nós precisássemos seguir o modelinho book haul + 10 TAGs/ listas por mês para, quem sabe, ganhar um novo leitor. Não, obrigado. Prefiro continuar com o Estante da Nine em ritmo lento e sem obrigação, do que postar só por postar.

Amigos e leitores, obrigada por estarem aqui sempre. Claro que o Estante da Nine não vai terminar, afinal já passamos por outras fases conturbadas por aqui, hehehe. Eventualmente o blog e o canal ficarão por alguns dias sem atualizações, mas nada definitivo. É possível que algumas semanas sejam movimentadas e outras nem tanto. O que eu quero dizer mesmo é que prefiro ficar por um tempo sem publicar do que postar qualquer coisa. Ou postar por obrigação. O primeiro passo para melhorar e evoluir é saber aceitar que de vez em quando é preciso de um tempo para pensar. 

Beijos!
Foto: Nine Stecanella