A lista do nunca de Koethi Zan

11 de dezembro de 2014





A lista do nunca
Quando a ficção é tão assustadora quanto a realidade
Autora: Koethi Zan
Editora: Paralela
Edição: 2013
Páginas: 272
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Depois de um acidente de carro que sofreram quando ainda tinham dez anos, Sarah e Jennifer, amigas inseparáveis, passaram anos escrevendo o que chamaram de Lista do Nunca: uma lista de ações e atitudes que deveriam ser evitadas, a qualquer custo, para que se mantivessem sãs e salvas. Numa noite, no entanto, ao entrarem em um táxi, o destino das duas garotas as levou a um lugar que certamente não considerariam nem um pouco seguro. Sequestradas por um homem frio e adepto do sadismo, elas ficam acorrentadas em um porão com mais duas garotas por três anos. Dez anos depois de conseguir fugir, Sarah ainda tenta levar uma vida normal. Seu contato com pessoas se limita ao porteiro que diariamente entrega o que ela precisa para sobreviver e à sua psicóloga, que tenta ajudá-la a enfrentar cada novo dia. Seu sequestrador, porém, está prestes a conseguir uma condicional e, mais do que preparar um belo discurso de vítima, Sarah sente que este é o momento de agir. Para isso, vai enfrentar seus terríveis traumas em busca de uma história que nunca fora revelada.

Oi gente, tudo bem? Hoje é dia de resenha no Estante da Nine, eba! A ideia é deixar tudo em dia até o começo de 2015 e espero, definitivamente, conseguir. Tenho falado sobre isso nos últimos meses e agora que meu ritmo de leitura aumentou, acredito que sempre terei dois ou três livros para comentar no blog por semana (gostaria de postar três resenhas, mas vamos com calma, né?!)! Se você gosta de histórias de mistério e suspense, A lista do nunca PRECISA entrar na sua meta de leitura.

Apesar de ter lido algumas resenhas na época do lançamento do livro, quando comecei a história não lembrava de muitos detalhes e não li a sinopse porque queria, de certa forma, que fosse surpresa. E foi mesmo. Uma ótima surpresa. O primeiro ponto que chamou minha atenção é que A lista do nunca começa 10 anos depois Sarah e Jennifer passarem, provavelmente, pelos piores anos de suas vidas. Confesso que torci o nariz no início da história porque imaginei que teríamos uma narrativa acompanhando o sequestro e cativeiro, mas o livro funcionou muito bem porque, além de termos as lembranças do que aconteceu no tempo de reclusão, temos também as sequelas que isso causou na vida de cada uma.


A sinopse acima, retirada da página do livro no Skoob, é o que você precisa saber para começar a leitura. Apesar da narrativa em primeira pessoa pela voz de Sarah, temos um bom panorama de presente e passado, sempre com algum ponto em comum e conectando as informações de tempos distintos. Com o sequestrador prestes a ganhar a liberdade condicional e depois de anos recebendo cartas enviadas da prisão e cheias de enigmas, Sarah passará por mais uma reviravolta em sua vida. 

O livro é uma trama de mistério e suspense, com uma pitada de ação. Koethi Zan não apela para os detalhes sórdidos do cativeiro das meninas (outras duas já estavam por lá quando Sarah e Jennifer chegaram), embora com as poucas descrições que faz, através das memórias de Sarah, o leitor consiga ter uma dimensão do sofrimento e abuso de todos os anos que passaram confinadas. Outro aspecto que gostei é que a autora entrega as informações aos poucos, realmente construindo uma trama, situando o leitor desde a origem da “Lista do nunca”, que dá nome ao livro, até o presente e o que as garotas se tornaram depois do cativeiro.


Não quero correr o risco de escrever demais e estragar a experiência de leitura de vocês (porque espero que todos leiam, ok?), mas o livro só não ganhou cinco estrelas porque uma revelação no final, que eu até desconfiei ao longo da leitura, mas esperei que não fosse o que imaginava, no final das contas, era. No geral, achei a conclusão da história bem-feita e se a autora quisesse, até existiria a possibilidade de escrever um segundo livro. Mas esse detalhe realmente pesou demais na avaliação final (e não posso comentar exatamente sobre o que é, porque senão, ao começar a leitura, vocês já entenderiam a que se refere).

A lista do nunca foi uma ótima leitura e como diz o subtitulo na capa: é uma história de ficção que poderia ser real. Mesmo. A capa do livro, embora simples, é cheia de simbolismo e conexão com o enredo (mas poderia ser mais atrativa também). As folhas são amarelas, Polén Soft, com boa diagramação (fonte e entrelinha). Não anotei erros de revisão. Espero que tenham gostado. Provavelmente foi a resenha mais curta dos últimos tempos, hehehehe.

Então era isso que eles faziam nessas grandes universidades, eu pensei. Ficam imaginado se você sem querer fez alguma coisa que favorecesse a catástrofe e o desastre. É claro que não estão culpando você. Mas é que... veja bem, você foi descuidada, permitiu que a maldade do mundo caísse sobre sua cabeça.
páginas 115 e 116

Beijos!
Fotos: Nine Stecanella
*Livro recebido da editora Paralela
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