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4 de abril de 2018

3 motivos para ler O cemitério dos vivos de Lima Barreto

Finalmente a série 3 motivos para ler está de volta no Estante da Nine assim como indicações de leitura de livros, contos e/ ou poesias que eu li para o projeto de clássicos brasileiros e de língua portuguesa. A ação começou no ano passado com recomendação de Cancioneiro de Fernando Pessoa e Mãe de José de Alencar. O papo hoje é sobre O cemitério dos vivos de Lima Barreto, livro incompleto do autor e publicado postumamente.

Uma rápida pesquisa entre leitores e perfis de Lima Barreto na internet indica que O cemitério dos vivos poderia ser uma obra com traços biográficos, já que o autor teve problemas de alcoolismo, que agravaram consideravelmente sua saúde. A leitura, apesar de demorada e espaçada, foi interessante e perturbadora, por isso e apesar da demora, o livro merecia um registro e uma indicação no Estante da Nine.

1. CENÁRIO
É impossível ficar indiferente ao cenário do livro. Lima Barreto retrata um hospital psiquiátrico que funciona como um depósito de humanos, logo o titulo sugestivo fica claro nas primeiras páginas. Todo tipo de gente para nesse lugar, que tem regras, mas tantas exceções que parece impossível qualquer tipo de civilidade. O ponto alto é que mesmo num lugar tão caótico é fácil encontrar hierarquia, amizade, submissão e decadência, a mesma organização social de uma comunidade, a do livro formada pelos excluídos sociais. 


3 de agosto de 2017

Laranja mecânica - dirigido por Stanley Kubrick



Laranja mecânica
(A Clockwork Orange)
Direção: Stanley Kubrik
Produção: Warner Bros
Ano: 1971
Duração: 136 minutos
Filmow | IMDb
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LEIA TAMBÉM
Laranja mecânica de Anthony Burgess

Assistir Laranja mecânica depois de ler o livro foi uma experiência nova. Há alguns anos, quando comprei o DVD, eu e o Rodrigo vimos o filme e naquela época a versão de Stanley Kubrick causou um impacto. Hoje, depois de ler a obra original de Anthony Burgess, a narrativa para o cinema me trouxe novas sensações. Em ambos casos as reflexões são pertinentes e perturbadoras.

A premissa de Laranja mecânica (link para a experiência de leitura acima), e os acontecimentos principais são mantidos no filme, mas uma das primeiras coisas que me chamou atenção quando revi, depois de ler a história de Anthony Burgess, é que o visual das casas e dos próprios personagens é mais extravagante do que imaginei na versão literária. Meu mundo de Laranja mecânica foi predominante mente cinza e foi interessante perceber que não, apesar dos padrões sociais tudo parece rico e aconchegante como um lar deve ser.

Se o visual me chocou, Alex e seus drugues foram exatamente como imaginei, e talvez isso seja influência da primeira vez que vi o filme, bem antes de conhecer o livro. A ultra violência e a diversão da gangue do protagonista são muito parecidas com cenas de todos os dias nos noticiários e como comentei no texto sobre o livro, vou ressaltar aqui também: Anthony Burgess e Stanley Kubrick, cada um a sua maneira, acertaram e muito no contexto social e político da obra e como a previsão de um futuro sombrio era (é) certa.

A parte da prisão não ganha tanto espaço no filme, embora seja significativa para o contexto da história, e Stanley Kubrick explora principalmente o experimento psicológico para causar incomodo. Sem dúvida o recurso visual acrescenta um drama extra a cura de Alex e na adaptação esse momento é o mais próximo da empatia pelo personagem que podemos chegar.

Eu conclui a leitura de Laranja mecânica há alguns meses e por isso não vou comparar detalhes entre livro e filme porque não tenho certeza de todos, mas uma diferença que me chamou atenção, e pode ser que eu tenha esquecido sobre a leitura, é que o Alex de Stanley Kubrick é muito mais oportunista que o protagonista de Anthony Burgess após o experimento.

No geral, eu vi um Alex no livro confuso e perdido, usado como objeto político pró e contra certas ideologias, e incerto sobre o futuro, enquanto no filme o personagem, que nunca abandonou os pensamentos violentos, é oportunista e irritante ao ponto de incomodar mais que no começo da história e deliberadamente. Agora como um exemplo de tortura e reforçando que somos o que somos.

O final do filme me deixou contrariada, apesar de lembrar o desfecho do livro. No geral, eu gostei muito de Laranja mecânica, a adaptação e a história original, com suas diferenças e também com seus pontos em comuns. Acredito que filme e livro funcionam como bons completos um do outro e vale conhecer as duas versões. Vocês já assistiram (ou leram) Laranja mecânica?

Beijos!

Fotos: Divulgação
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31 de julho de 2017

Laranja mecânica de Anthony Burgess



Laranja mecânica
Autor: Anthony Burgess
Editora: Aleph
Edição: 2014
Páginas: 200
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LEIA TAMBÉM
Admirável mundo novo de Aldous Huxley
Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

26 de maio de 2016

Memórias da casa dos mortos de Fiódor Dostoiévski




Memórias da casa dos mortos
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: LePM Pocket
Edição: 2008
Páginas: 328
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LEIA MAIS
Notas do subsolo de Dostoiévski
Memórias da casa dos mortos narra em forma de romance um dos períodos mais difíceis da vida de Dostoiévski (1821-1881): os anos em que passou na prisão. Em 1849, ele foi condenado à morte por debater idéias 'revolucionárias'. Porém, minutos antes do fuzilamento, sua pena acabou sendo comutada por quatro anos de prisão e trabalho forçado na Sibéria. Essa fase, de 1850 a 1854, deixaria marcas profundas no escritor, que transformou a dor do confinamento neste livro.


Beijos!

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11 de dezembro de 2014

A lista do nunca de Koethi Zan





A lista do nunca
Quando a ficção é tão assustadora quanto a realidade
Autora: Koethi Zan
Editora: Paralela
Edição: 2013
Páginas: 272
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Depois de um acidente de carro que sofreram quando ainda tinham dez anos, Sarah e Jennifer, amigas inseparáveis, passaram anos escrevendo o que chamaram de Lista do Nunca: uma lista de ações e atitudes que deveriam ser evitadas, a qualquer custo, para que se mantivessem sãs e salvas. Numa noite, no entanto, ao entrarem em um táxi, o destino das duas garotas as levou a um lugar que certamente não considerariam nem um pouco seguro. Sequestradas por um homem frio e adepto do sadismo, elas ficam acorrentadas em um porão com mais duas garotas por três anos. Dez anos depois de conseguir fugir, Sarah ainda tenta levar uma vida normal. Seu contato com pessoas se limita ao porteiro que diariamente entrega o que ela precisa para sobreviver e à sua psicóloga, que tenta ajudá-la a enfrentar cada novo dia. Seu sequestrador, porém, está prestes a conseguir uma condicional e, mais do que preparar um belo discurso de vítima, Sarah sente que este é o momento de agir. Para isso, vai enfrentar seus terríveis traumas em busca de uma história que nunca fora revelada.