Notas do Subsolo
Autor:
Fiódor Dostoiévski
Editora:
LePM Pocket
Edição:
2010
Páginas:
149
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Esta obra, publicada inicialmente na revista Epokha, editada por Dostoiévski e por seu irmão Mikhail, traz em si várias discussões filosóficas. Dividida em duas partes, é um autoflagelante monólogo no qual o narrador, um rebelde contrário ao materialismo e ao conformismo. Discute sua visão negativa do mundo e aborda as principais questões do seu tempo, constituindo uma narrativa de uma intensidade incomum.
Não é fácil falar de Dostoiévski. Livros assim me deixam em dúvida sobre escrever aqui no blog. Mas Notas do subsolo é uma obra incrível. Verdade que não é uma leitura fácil e fluída como outros livros, mas vale a pena.
Para não estender muito, o monólogo é uma crítica clara a sociedade russa [que na verdade, serve para o resto do mundo]. É verdade que Dostoiévski fala através de um personagem, mas na verdade é sua opinião exposta em uma obra que faz pensar sobre nossos atuais valores.
Um protagonista sádico e idealista, que por vezes faz com que o leitor questione sua sanidade mental, mas que acredita na inteligência em primeiro lugar. É visto como um excluído uma vez que a realidade a sua volta [as pessoas] se preocupam mais com medalhas, aquisições e aparências.
O mais incrível do livro são as contradições que o protagonista sofre. Embora tenha uma idéia bem particular sobre todas as coisas, por vezes se perde em pensamentos e tenta se incluir em grupos que não querem incluí-lo. Isso faz com que o livro tenha, de certa forma, um humor ácido, já que isso acontece com todos nós, em algum momento.
Para entender e ter suas próprias conclusão leia o Nota do subsolo. Vale muito a pena já que tudo se aplica aos dias de hoje.
Beijos!
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