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7 de abril de 2020

O espião que saiu do frio de John Le Carré



O espião que saiu do frio
Autor: John Le Carré
Tradutor: Adelino dos Santos Rodrigues
Editora: Abril Cultural
Edição: 1980
Páginas: 259
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Marnie de Winston Graham
Os obscuros meandros e os bastidores da espionagem política, retratados com toda a crueza e violência. O livro mostra a crueldade de um mundo dividido entre facções que se combatem surdamente e o drama de vidas marcadas pela existência do muro de Berlim. "Temos de viver sem compaixão" - afirma um dos personagens, revelando a regra básica de um jogo político onde não há lugar para nobres sentimentos.

1 de fevereiro de 2020

As aparências enganam de Kristina Cook




As aparências enganam
#1 Família Rosemoor
Autora: Kristina Cook
Editora: Nova Cultural
Edição: 2004
Páginas: 223
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Henry Ashton, o marquês de Mandeville, sabe exatamente o que espera de sua futura noiva: que seja uma moça dócil, de família rica e tradicional, e que o ajude a obter êxito na carreira política. Obviamente, um homem como ele pode escolher a mulher que desejar... Mas então, por que será que se sente tão atraído por Lucy Abbington, uma jovem que é exatamente o oposto de tudo o que ele procura em uma esposa? A natureza livre e espontânea e o sonho de se tornar veterinária fazem de Lucy a mais inadequada das noivas, embora seja a mais desejável das mulheres... Lucy não está interessada em encontrar um marido, mas um cavalheiro, em especial, a atrai como nenhum outro... No entanto, mesmo determinada a resistir à atração que sente pelo marquês, como conseguir fugir daquele homem quando tudo o que ela mais deseja na vida é estar nos braços dele?...

30 de junho de 2019

Uma constelação de fenômenos vitais de Anthony Marra



Uma constelação de fenômenos vitais
Autor: Anthony Marra
Tradutor: Fabiana de Carvalho
Editora: Intrínseca
Edição: 2014
Páginas: 336
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Selvagens de Don Winslow
Ao ver sua casa pegando fogo, após seu pai ser levado por soldados russos, Havaa, de 8 anos, se esconde na floresta e observa as chamas até que um vizinho a encontra sentada na neve. Akhmed sabe que se envolver significa arriscar a própria vida e que não há lugar seguro para abrigar uma criança na vila, onde informantes fazem qualquer coisa por um pedaço de pão. Mesmo assim, ele a conduz até o único lugar em que acredita que a menina poderia estar a salvo: um hospital abandonado que já teve quinhentos funcionários e onde a única médica restante, Sonja, está no degrau mais baixo de sua carreira, amputando membros dilacerados em pacientes atingidos por minas terrestres.

28 de maio de 2019

Uma mulher independente de Elizabeth Forsythe Hailey



Uma mulher independente
Autora: Elizabeth Forsythe Hailey
Tradutor: A.B. Pinheiro de Lemos
Editora: Record
Edição: 1984
Páginas: 261
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Uma mulher vibrante, obstinada, cheia de amor, em permanente busca de um sentido para a vida, fascinada pelo mundo, apaixonada pelas artes, amando a vida e as pessoas. Este é o perfil de Elizabeth Alcott, que, nascida no Texas no príncipo do século, conta a história de sua vida através de cartas cronológicas, escritas em momentos de crise, de angústia ou de puto prazer, Aos poucos, o leitor vai conhecendo uma mulher que tenta compreender o seu tempo e até mesmo ultrapassá-lo. É uma estréia certamente original a de Elizabeth Forsythe Hailey, que, através de uma tessitura narrative sutil e elegante, se mostra uma escritora delicada e gentil, observadora e irônica, mas ainda assim valorizando muito a alma humana.

8 de maio de 2019

Infância dos mortos de José Louzeiro




Infância dos mortos
Autor: José Louzeiro
Editora: Abril Cultural
Edição: 1984
Páginas: 234
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Esmagados pelo peso de uma sociedade que permite esse quadro de abandono e violência, milhões de menores de até cinco anos lutam desesperadamente para sobreviver nas ruas das grandes cidades. Infância dos Mortos, que serviu de base ao filme Pixote, a Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, conta a trágica história de um grupo de garotos delinquentes que vivem entre si valores de amizade, companheirismo e sonhos infantis.

7 de abril de 2019

Rory de Ruth Langan



Rory
#1 O'Neil Saga
Autora: Ruth Langan
Tradução: Ieda Moriya
Editora: Harlequin
Edição: 2000
Páginas: 219
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Irlanda, 1560.
Rory O'Neil era procurado por todos os soldados que envergavam o uniforme inglês, mas isso não deteria sua busca de vingança. Ele era odiado por aqueles que o conheciam como O'Neil Coração Negro. Para os que acreditavam em sua causa, porém, era o único guerreiro corajoso o suficiente para salvá-los. Anna Claire Thompson soube no primeiro instante que Rory seria o homem a conquistar seu coração. Mas será que o obstinado irlandês um dia retribuiria seu amor?

13 de janeiro de 2019

O suplício de Angélica de Anne e Serge Golon




O suplício de Angélica
#2 A Marquesa dos Anjos
Autores: Anne e Serge Golon
Editora: Nova Cultural
Edição: 1989
Páginas: 304
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Os amores de Angélica de Anne e Serge Golon
De um momento para outro, Angélica viu-se arrancada do esplendor da corte de Luís XIV e atirada no mais negro infortúnio. O marido a quem tanto amava caíra em desgraça perante a Inquisição e desaparecera nas masmorras da Bastilha, tendo todos os seu bens confiscados. Com o coração partido, abandonada à própria sorte numa Paris estranha e hostil, a garota rebelde de Monteloup esvaía-se na dor de seu desamparo. Por conhecer um terrível segredo de Estado, tornara-se alvo de uma conspiração, que visava silenciá-la. Seus inimigos eram poderosos e ela estava sozinha. Do desespero nascia uma nova Angélica, sem as doçuras e ingenuidades do passado. Agora, resistente à adversidade e cruel com os homens, seria implacável como a fatalidade que decidira seu destino.

17 de dezembro de 2018

O Ateneu de Raul Pompéia



O Ateneu
Autor: Raul Pompéia
Editora: Abril Cultural
Edição: 1981
Páginas: 206
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O Ateneu constitui uma das obras-primas da literatura brasileira. Autobiográfico, o livro mostra o jovem autor como personalidade sensível que se transformou em crítico impiedoso do que viveu e viu na adolescência passada no colégio interno. A obra retrata o doloroso processo de transição da infância à idade adulta.

30 de setembro de 2018

Horizonte perdido - dirigido por Charles Jarrott




Horizonte perdido
(Lost Horizon)
Direção: Charles Jarrott
Produção: Columbia Pictures
Ano: 1973
Duração: 150 minutos
Filmow | IMDb

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Horizonte perdido de James Hilton

Essa adaptação foi uma das mais loucas que assisti e nem sei bem como começar a comentar sobre ela. Horizonte perdido ganhou uma versão para o cinema em 1937 assinada por Frank Capra e em 1973 o diretor Charles Jarrott também gravou sua perspectiva da história. As diferenças entre livro e filme são consideráveis, por isso desde o início encarei a obra como levemente inspirada, ou com elementos da história original, e não exatamente como uma adaptação fiel. Pelo contrário, esse foi um dos casos que as liberdades criativas do diretor alteraram, em parte, o contexto de Shangri-La.

O filme começa com a fuga de uma região invadida e a viagem de avião. Durante uma tempestade o veículo sofre uma queda e o piloto morre. Os cinco ocupantes (no livro são quatro) são resgatados por um monge e aldeões numa região que parece improvável haver vida. Depois de horas de caminhada e uma escalada perigosa os protagonistas chegam ao paraíso chamado Shangri-La.


A primeira diferença significativa é o número de personagens. As profissões e todo contexto também foi modernizado para a época em que o filme foi gravado. Enquanto na história original a aventura acontece nos anos 1930, na versão de Charles Jarrott a expedição, o figurino, a tecnologia e todas as referências acompanham a década de 1970. Visto que é um remake da versão de Frank Capra de 1937 faz sentido que o diretor tenha atualizado a história. Atualmente é possível encontrar diversos casos assim no cinema, mas não posso mentir que a primeira impressão foi negativa.

Os dilemas principais do livro permanecem no filme, mesmo que expostos de maneira diferente. Um dos sobreviventes é o provocativo e responsável por instigar a saída deles do refúgio, enquanto Conway segue o personagem racional do livro e o que tenta mediar todos os conflitos. Enquanto no livro duas mulheres são presentes na história, no filme são três, e apesar de ter funcionado na ideia geral da trama, elas constantemente são exibidas em momentos de fragilidade ou como se precisassem de proteção, um grande revés da adaptação.


A diferença significativa do filme, que é um musical e eu só li sobre isso depois, é a representação de Shangri-La. Enquanto no livro toda a atmosfera do templo e da aldeia é introspectiva, até certo ponto reservada, pelo menos essa foi minha impressão, na versão para o cinema tudo é vibrante, com pessoas e monges por todos os lados, crianças e moradores de todas as partes do mundo e que chegaram ao templo em momentos diferentes da história (de Shangri-la, que é contada para Conway e o leitor pelo monge mais antigo do lugar).

Horizonte perdido foi uma daquelas experiências peculiares que por um bom tempo eu vou pensar sobre e mesmo que não tenha gostado de todas as adaptações de Charles Jarrott foi um filme marcante, sem dúvida. Minha nota para produção foi de 3,5 no Filmow. Recomendo filme (e o livro) para quem gosta de reflexões sociais, aventura, dilema existencial e o para quem gosta de debater sobre utopia e se ela seria possível (ou viável). Vocês conhecem Horizonte perdido?

Beijos!
Fotos: Divulgação

27 de setembro de 2018

Horizonte perdido de James Hilton



Horizonte perdido
Autor: James Hilton
Tradutores: Francisco Machado Vila e Leonel Vallandro
Editora: Abril Cultural
Edição: 1980
Páginas: 248
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O planeta do sr. Sammler de Saul Bellow
Fugindo da guerra, um grupo de homens e mulheres é seqüestrado para Shangri-la, aldeia encantada localizada numa longíqua montanha do Tibete. Surge um mundo soberbo, paradisíaco, onde a dor, a velhice e a morte assumem novos significados. Uma civilização mística onde a vida caminha livre e tranqüila em busca de um ideal de paz e sabedoria.

3 de setembro de 2018

Perdido em Marte - dirigido por Ridley Scott



Perdido em Marte
(The Martian)
Direção: Ridley Scoot
Produção: Twentieth Century Fox
Ano: 2015
Duração: 144 minutos
Filmow | IMDb
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Perdido em Marte de Andy Weir

Não vou mentir que a vontade real de ler Perdido em Marte de Andy Weir aconteceu depois de assistir boa parte da adaptação um certo dia na TV. Como o livro estava nos planos e metas eu desisti de saber o final para começar a história original com alguma dose de surpresa. Resumindo: gostei de ambas experiências. Na publicação anterior falei sobre o enredo de Andy Weir e hoje é dia de trocar uma ideia sobre a adaptação de Ridley Scott.

O ponto de partida das duas versões é o mesmo: um acidente na superfície de Marte faz com que o grupo da Ares 3 aborte a missão para conseguir usar o módulo terrestre para acessar a nave em órbita antes que a tempestade de areia destrua tudo. Durante a evacuação Mark Watney é atingido por destroços da base e arrastado para longe. A morte é dada como certa e apesar de ressalvas a tripulação segue o plano. Tempo depois, ao acordar e entender o que aconteceu, o botânico e engenheiro do grupo percebe que está completamente sozinho em Marte.


Devo dizer que adorei o visual do filme. Tudo pareceu autêntico e sem exagero, muito realista, e ressalto isso no início da opinião porque eu detesto filmes de ficção científica e fantasia com efeitos especiais ruins. Ridley Scott acertou ao trazer a narrativa para o cinema de forma tão pessoal como é no livro com os diários de bordos de Mark Watney, que no filme funcionam como uma espécie de vlog, para falar na linguagem do milênio. 

A escolha de Matt Damon para viver Mark Watney foi sensacional porque o ator soube incorporar as principais características do personagem nas telas, desde o comportamento sistemático, até o humor ácido e sombrio, e também manteve a essência do astronauta do livro, muito do que me fez continuar na história apesar do bombardeio de informações científicas.


Sem dúvida com os recursos visuais do filme é mais fácil entender muitas informações científicas que no livro eu tive certa dificuldade, principalmente por não ter aprendido o básico na escola e a própria jornada de Mark Watney em desmontar e remontar equipamentos, a inventividade científica que eu tanto gostei no livro também estão presentes no filme. A participação da Nasa na adaptação também me pareceu mais presente e gostei demais de ver a tripulação da Ares 3, ainda em missão, precisando lidar com a situação. No livro eu não tive tanta empatia pela tripulação.

Meu grande porém com a adaptação foi o recorte de informações. Muitos trechos relevantes do livro são suprimidos, o que acontece com frequência em filmes baseados, mas o sentimento geral é que a jornada de Mark Watney pareceu mais fácil do que realmente foi. Talvez algumas adversidades importantes deveriam ter sido incluídas, e no geral é um bom filme, e que certamente desperta curiosidade naquelas pessoas que não gostam tanto de exploração espacial. Minha nota no Filmow foi de 3,5 estrelas. Vocês já assistiram Perdido em Marte?

Assista ao trailer de Perdido em Marte

Vídeo de opinião publicado no canal do Estante da Nine


Beijos!
Fotos: IMDb/ Divulgação

31 de agosto de 2018

Perdido em Marte de Andy Weir



Perdido em Marte
Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Edição: 2014
Páginas: 336
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Desafio livros e seus filmes 2018 + lista de leitura
Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.

13 de julho de 2018

O planeta do sr. Sammler de Saul Bellow



O planeta do sr. Sammler
Autor: Saul Bellow
Editora: Abril Cultural
Edição: 1982
Páginas: 302
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Satiricon de Petrônio
Sobrevivente de um campo de concentração nazista,o velho judeu Sammler emigra para os Estados Unidos e passa a viver outro pesadelo:a desintegração da vida urbana de Nova York.Intimidado pelo que vê(as cabinas telefônicas com os fios cortados,os assaltos à luz do dia,a licenciosidade dos costumes)prefere o isolamento,monologando permanentemente sobre as condições da existência humana.

3 de julho de 2018

Os amores de Angélica de Anne e Serge Golon




Os amores de Angélica
#1 A Marquesa dos Anjos
Autores: Anne e Serge Golon
Editora: Nova Cultural
Edição: 1989
Páginas: 288
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Bem longe da Côrte, na aldeola de Monteloup, Angélica, a filha predileta do bom e rústico Barão Armando de Sancé, vive no castelo em ruínas da família. Solta pelos campos, para os aldeões é uma linda fada, a quem o futuro não preocupa. Para a família, por sua beleza excepcional, um trunfo a ser explorado. O pai a casa com o temível Joffrey de Peyrac, o Conde de Toulouse -- o homem mais poderoso do Sul da França, mais rico e mais nobre que o próprio rei. Angélica não o conhece, mas dizem que é um feiticeiro, que tem pacto com o Demônio. Um bruxo visado pela Inquisição...

25 de junho de 2018

Parque Gorki de Martin Cruz Smith



Parque Gorki
Autor: Martin Cruz Smith
Tradutor: A.B. Pinheiro de Lemos
Editora: Record
Edição: 1981
Páginas: 384
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Um assassinato triplo em pleno centro de lazer de Moscou, o Parque Gorki: três cadáveres congelados há meses, com rostos mutilados e dedos cortados, são descobertos quando a primavera chega e toda a neve acumulada no inverno começa a derreter.Um desafio e tanto para o investigador Arkady Renko. A trama é fascinante e se desenrola até o fim do romance com desdobramentos surpreendentes. Este livro foi adaptado para o cinema com o título de Mistério no Parque Gorki, com William Hurt no papel principal.

15 de maio de 2018

Satiricon de Petrônio




Satiricon
Autor: Petrônio
Editora: Abril Cultural
Edição: 1981
Páginas: 208
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O salário do medo de Georges Arnaud
Crônica do cotidiano da Roma Imperial à época de seu maior fausto econômico, que coincide com excessos de liberalidade nos costumes e decadência cultural e política. Escrito por Petrônio entre 62 e 66 d.C e remontado a partir de uma reunião de textos fragmentados, nem por sua forma a obra perdeu sua força plástica e encanto literário, fascinando sucessivas gerações de escritores e historiadores, de Tácito a Boccaccio, de Proust a Nietzsche.

29 de abril de 2018

A insustentável leveza do ser de Milan Kundera



A insustentável leveza do ser
Autor: Milan Kundera
Editora: Rio Gráfica
Edição:1986
Páginas: 318
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Projeto 1001 livros
Uma tese filosófica sobre a existência? Um triste romance? Um grito de alguém contra o seu espaço e tempo? Ainda não consegui descobrir, mas já tentei duas vezes. É uma história bela e triste, emoldurada pela bela e triste cidade de Praga em pleno domínio soviético. A história dos conturbados relacionamentos humanos. A história do dasein, do ser-o-nada e do ser-para-o-nada. E começa citando Nietzsche. O autor vale-se do recurso da polifonia, porém de modo diverso e relativamente discreto. Cada parte do livro conta a história a partir de um ponto de vista diferentes, da perspectiva de cada personagem diferente, embora se trate de um narrador em 3a pessoa. O que posso dizer é que esse livro aumentou minha vontade de conhecer Praga.

12 de março de 2018

Flannery de Robert Campbell




Flannery
Autor: Robert Cambpell
Editora: Art
Edição: 1988
Páginas: 159
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Jimmy Flannery é filho de irlandês, mora em Chicago e poderia passar despercebido se não fosse protagonista do livro, é claro, e principalmente por não deixar para trás um assunto não resolvido. Tudo começa com uma explosão em uma clínica de aborto no distrito que Flannery coordena e a obstinação do protagonista leva o leitor a máquina de poder de Chicago (e de qualquer cidade do mundo).

Narrado em primeira pessoa, imediatamente o personagem principal apresenta ao leitor um contexto da sua vida e de como se encaixa na máquina política. Com a justificativa de descobrir e punir os responsáveis pelo acidente em seu distrito, e mandar um recado para que os rivais não tentem roubar seu espaço, Flannery cada vez mais parece descobrir as camadas que existem na troca de favores.

4 de março de 2018

Saga de Érico Veríssimo




Saga
Autor: Érico Veríssimo
Editora: Círculo do Livro
Edição: 1987
Páginas: 387
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Érico Veríssimo narra a trajetória de Vasco Bruno desde a Guerra Civil Espanhola até a volta a Porto Alegre e confronta as atrocidades da guerra com as injustiças cotidianas da sociedade. Vasco Bruno atravessa o oceano e luta na Guerra Civil Espanhola como voluntário da Brigada Internacional. Após a vitória do general fascista Francisco Franco, é enviado a um campo de concentração e deportado ao Brasil. De volta a Porto Alegre, Vasco se depara com novo campo de batalha - em vez de fuzilamentos e bombardeios, os golpes baixos da sociedade burguesa; em vez das vilanias da guerra, as pequenas torpezas do cotidiano, as traições que também podem terminar em tragédia. Ao mesmo tempo, o jovem sente renascer a antiga chama de seu amor pela prima Clarissa.

25 de outubro de 2017

Na época do ragtime - dirigido por Milos Forman




Na época do ragtime
(Ragtime)
Direção: Milos Forman
Produção: Dino De Laurentiis Company
Ano: 1981
Duração: 155 minutos
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Ragtime de E.L. Doctorow

Que eu viciei na trilha sonora de Na época do ragtime (apenas Ragtime no original), vocês já sabem, então para fechar meu ciclo com essa história tão marcante hoje vou compartilhar no Estante da Nine como foi a experiência com o filme, dirigido por Milos Forman. Antecipo que vale a pena assistir, mas sem dúvida a história do livro é mais rica e completa.

No filme, assim como na obra de E.L. Doctorow, o roteiro acompanha três famílias e alguns outros personagens secundários que também são representativos no decorrer na trama. A diferença é que a adaptação é mais recortada e o contexto e as conexão que fazem com que todos se interliguem não é tão explorada e nem tão explicada. Não cheguei a considerar os personagens fúteis, mas alguns parecem mais incompreendidos que outros. 

Diferente do livro que dá um bom espaço para cada uma das famílias, o filme centra a ação em duas delas, que se ligam por um fato trágico e que têm caminhos diferentes e com consequências severas, mais chocante que a situação que os interligou. O racismo, o orgulho, o poder, tudo isso é bem representado no filme de Milos Forman. O drama presente em cada um das famílias também.

Assim como no livro, o roteiro utilizou bem os aspectos históricos e o cenário urbano da Nova York do início do século XX para enriquecer o contexto e o pano de fundo da história. Inclusive eu gostei mais desse elemento na adaptação, que além de ter o recurso visual como principal diferencial, torna esses momentos mais dinâmicos. Certos trechos no livro foram enfadonhos.

É incomodo acompanhar como a vida de certos personagens é desgraçada por atitudes intolerantes ou provocativas. Na época do ragtime consegue retratar com clareza como era a realidade da elite dominante, em contrapartida com a discriminação racial contra negros e imigrantes e o que isso acarretava no dia a dia, nas condições de vida e trabalho. A terra das oportunidades na verdade impôs verdadeira luta pela sobrevivência entre os que não eram abastados. 

Um ponto negativo na adaptação é que eu não gostei do personagem masculino escolhido como de primeiro plano. Principalmente porque no livro ele é mais complexo do que apresentado no filme, e também porque Coalhouse Walker Jr. (foto acima) rouba a cena e o outro de jeito nenhum deveria estar ao lado dele. Além disso, outro personagem masculino que merecia destaque foi mau aproveitado na trama.

Uma personagem feminina extremamente importante no livro foi deixada de fora e com ela toda uma mensagem, mas de uma forma geral as outras duas protagonistas representam mulheres opostas e que na mesma proporção se decepcionam com os homens. Sem dúvida a época retratada no filme ao mesmo tempo que é repleta de excessos é dominada por preconceitos e isso é visto no decorrer dos 155 minutos. 

Apesar de não ser uma adaptarão favorita, é um bom filme. O visual, os cenários, a trilha - sonora que já recomendei no blog e o figurino, que estou apaixonada, são alguns dos méritos da direção de Milos Forman. Também é uma ótima alternativa para conhecer a história de E.L. Doctorow e assistir a um filme de época. 100 anos se passaram e tudo que é discutido na história é extremamente atual, então vale a dica, né? Vocês conhecem Ragtime?

Beijos!

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