3 considerações sobre Mr. Robot

17 de novembro de 2021

Faz um mês desde que escrevi a última vez para o blog e a experiência da vez é sobre uma série que não estava nos planos, e foi uma boa surpresa mesmo com com alguns poréns que me deixaram em dúvida sobre o final. Mr. Robot (Sociedade Hacker em português) foi produzida e exibida entre 2015 a 2019 e diferente do que sempre imaginei não é uma série apenas para fãs de tecnologia. A seguir compartilho meus três pontos favoritos sobre Mr. Robot.

Elliot é um jovem programador que sofre de uma desordem que o torna anti-social. Acreditando que a única forma de se conectar com as pessoas é hackeando suas vidas, ele alia seu conhecimento à uma empresa de segurança online para proteger aqueles que ele ama daqueles que tentam, de alguma forma, prejudicá-los. Suas atividades chamam a atenção de Mr. Robot, um misterioso anarquista que convida Elliot a fazer parte de uma organização que atua na ilegalidade com o objetivo de derrubar as corporações americanas. Entre a empresa e a organização secreta, Elliot vai precisar decidir quem ele realmente quer ser.
Sinopse: Filmow


1. TECNOLOGIA E SOCIEDADE
Mr. Robot é uma série sobre hackers sim, e muito mais que isso. Logo nos primeiros episódios fica claro que além do drama pessoal de cada personagem a influência da tecnologia na vida das pessoas ganha mais espaço do que a habilidade individual de como usar os recursos disponíveis. Assim, a falta de energia ou a queda de um sistema de internet e de conexão com bancos pode gerar um verdadeiro caos social. Uma parte do objetivo é a anarquia, mas a proposta principal de Mr. Robot é combater a corrupção roubando (isso mesmo!) dados de empresas bilionárias e redistribuindo os recursos ou quitando as dívidas estudantis e imobiliárias.


2. PROBLEMAS PSICOLÓGICOS
Todos os personagens principais de Mr. Robot enfrentam algum(ns) problema(s) psicológico(s), de ansiedade social a ataque de pânico. A série também fala sobre abandono parental, vício em drogas e remédios, abuso, tráfico e violência, para citar alguns temas atuais abordados pelo roteiro. Nos primeiros episódios as cenas são forte, impactantes e podem ser gatilhos para expectadores sensíveis aos temas. Ao longo de quatro temporadas o desenvolvimento foi bom, mostrando também a luta para se manter sóbrio ou longe do crime. Transtorno de personalidade também é um dos pontos chaves do enredo.

Mr. Robot está disponível no Amazon Prime.

3. CONSPIRAÇÃO
Sim, um dos pontos altos de Mr. Robot é a conspiração. É através dela que acontece o jogo de nem tudo o que parece é, que a parte policial da história ganha espaço e que as discussões sobre vilões e salvadores acontecem. Nesse programa os personagens são extremamente humanos, têm características marcantes, fraquezas, cometem erros e acertos, e em muitos momentos colocam a vida de outros em perigo por suas escolhas. Alguns episódios são mais arrastados que outros, até sem contexto de certo ponto, mas todos têm algum elemento de identificação, seja um personagem, um situação ou uma atitude.

Assista ao trailer de Mr. Robot

Já comentei algumas vezes no Estante da Nine que tenho preferido assistir séries concluídas porque posso maratonar do início ao fim em pouco tempo (semanas ou em um mês, por exemplo). Mr. Robot foi uma surpresa porque é uma série atual, que explora problemas recorrentes do dia a dia, seja na esfera pessoal, ou impactos sociais a toda comunidade, além de explorar fortemente o psicológico dos personagens.

Meus poréns com a série foram os episódios que não mantém uma continuidade, e isso faz com que o ritmo de Mr. Robot pareça desconexo em muitos momentos ao longo das quatro temporadas. Além disso a saída de alguns personagens é abrupta e merecia melhor explicação ou consequências ao enredo. O desfecho é coerente, mas eu esperava algo a mais, uma conexão entre acontecimentos, que existe até certo ponto, mas que mantém o foco, por assim dizer, em uma perspectiva. Já assistiu Mr. Robot? Como foi a experiência

Beijos!

Foto: Divulgação
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