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4 de novembro de 2018

Horizonte perdido, Shangri-La e trilogia da múmia!

Há algum tempo eu quero trazer os vlogs de aleatoriedades de volta para o canal (e as discussões para o blog), e felizmente perto da época que relembrei da coluna um gancho para um tema muito peculiar aconteceu. Mesmo com o trabalho intenso e a rotina que me desanima um tanto em manter as redes sociais, não poderia deixar passar uma curiosidade dessas e espero, de verdade, que outros temas interessantes apareçam para discutirmos ainda mais o universo de livros e filmes.

Leia a resenha de Horizonte perdido de James Hilton (clique no nome do livro)

Em 2018 eu conheci a história de Shangri-La através do livro Horizonte perdido de James Hilton. Desde que foi lançado em 1933, o lugar utópico criado pelo autor é usado em diversas outras obras, livros, filmes e séries - por exemplo, para discutir se é possível e como um lugar onde o ser humano viva civilizadamente e moderadamente fiel e feliz, numa estrutura social organizada a criar uma sociedade totalmente a parte do resto do mundo.

Leia o comentário sobre o filme Horizonte perdido dirigido por Charles Jarrot

Gostei da história, assisti a uma adaptação dos anos 1970 que me fez repensar o final (espero encontrar hora dessas a versão de 1937), e depois disso minha empolgação com a história cresceu e falo frequentemente do enredo em conversas aleatórias principalmente numa época tão fervorosa para a política brasileira e até mundial, já que tudo sempre está interligado.

No domingo passado depois da eleição eu voltei para casa e fui sofrer nas redes sociais mesmo depois de ter passado o dia todo como mesária. Liguei a TV no FX e o filme da vez era O retorno da múmia, ação, aventura histórica e humor que eu adoro e logo depois o terceiro filme da trilogia seria exibido. Sem nada planejado deixei a TV ligada e continuei fazendo outras coisas em casa e hora ou outra espiando o celular, até que uma conexão muito louca aconteceu...


Lá pelas tantas, já na exibição de Múmia - a tumba do imperador dragão, uma personagem fala: "Shangri-La", e na hora eu larguei o celular e paralisei na frente da TV. Eu não acreditava que depois de tantos anos assistindo a trilogia, mesmo não gostando do 3º filme, eu nunca tinha percebido a referência e muito menos me lembrei do filme enquanto lia Horizonte perdido. Levando em conta o contexto da história tenho quase certeza que a referência é sobre a cidade criada por James Hilton e agora eu chego ao tópico final da publicação....


Eu quero assim que possível rever toda a trilogia da múmia e especialmente o terceiro filme - Tumba do imperador dragão - que faz referência a Shangri-La. Como não prestei atenção ao que levou a viagem e porque a dedução da cidade, para completar toda essa coincidência preciso sem dúvida maratonar essas aventuras arqueológicas. Achei uma conexão tão louca que valia um comentário no Estante da Nine e é claro que eu quero saber quando e com que histórias conexões estranhas aconteceram pra vocês. Até o próximo!

Assista ao vlog publicado no canal do Estante da Nine

Beijos!

*Imagens dos filmes: Divulgação

30 de setembro de 2018

Horizonte perdido - dirigido por Charles Jarrott




Horizonte perdido
(Lost Horizon)
Direção: Charles Jarrott
Produção: Columbia Pictures
Ano: 1973
Duração: 150 minutos
Filmow | IMDb

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Horizonte perdido de James Hilton

Essa adaptação foi uma das mais loucas que assisti e nem sei bem como começar a comentar sobre ela. Horizonte perdido ganhou uma versão para o cinema em 1937 assinada por Frank Capra e em 1973 o diretor Charles Jarrott também gravou sua perspectiva da história. As diferenças entre livro e filme são consideráveis, por isso desde o início encarei a obra como levemente inspirada, ou com elementos da história original, e não exatamente como uma adaptação fiel. Pelo contrário, esse foi um dos casos que as liberdades criativas do diretor alteraram, em parte, o contexto de Shangri-La.

O filme começa com a fuga de uma região invadida e a viagem de avião. Durante uma tempestade o veículo sofre uma queda e o piloto morre. Os cinco ocupantes (no livro são quatro) são resgatados por um monge e aldeões numa região que parece improvável haver vida. Depois de horas de caminhada e uma escalada perigosa os protagonistas chegam ao paraíso chamado Shangri-La.


A primeira diferença significativa é o número de personagens. As profissões e todo contexto também foi modernizado para a época em que o filme foi gravado. Enquanto na história original a aventura acontece nos anos 1930, na versão de Charles Jarrott a expedição, o figurino, a tecnologia e todas as referências acompanham a década de 1970. Visto que é um remake da versão de Frank Capra de 1937 faz sentido que o diretor tenha atualizado a história. Atualmente é possível encontrar diversos casos assim no cinema, mas não posso mentir que a primeira impressão foi negativa.

Os dilemas principais do livro permanecem no filme, mesmo que expostos de maneira diferente. Um dos sobreviventes é o provocativo e responsável por instigar a saída deles do refúgio, enquanto Conway segue o personagem racional do livro e o que tenta mediar todos os conflitos. Enquanto no livro duas mulheres são presentes na história, no filme são três, e apesar de ter funcionado na ideia geral da trama, elas constantemente são exibidas em momentos de fragilidade ou como se precisassem de proteção, um grande revés da adaptação.


A diferença significativa do filme, que é um musical e eu só li sobre isso depois, é a representação de Shangri-La. Enquanto no livro toda a atmosfera do templo e da aldeia é introspectiva, até certo ponto reservada, pelo menos essa foi minha impressão, na versão para o cinema tudo é vibrante, com pessoas e monges por todos os lados, crianças e moradores de todas as partes do mundo e que chegaram ao templo em momentos diferentes da história (de Shangri-la, que é contada para Conway e o leitor pelo monge mais antigo do lugar).

Horizonte perdido foi uma daquelas experiências peculiares que por um bom tempo eu vou pensar sobre e mesmo que não tenha gostado de todas as adaptações de Charles Jarrott foi um filme marcante, sem dúvida. Minha nota para produção foi de 3,5 no Filmow. Recomendo filme (e o livro) para quem gosta de reflexões sociais, aventura, dilema existencial e o para quem gosta de debater sobre utopia e se ela seria possível (ou viável). Vocês conhecem Horizonte perdido?

Beijos!
Fotos: Divulgação

27 de setembro de 2018

Horizonte perdido de James Hilton



Horizonte perdido
Autor: James Hilton
Tradutores: Francisco Machado Vila e Leonel Vallandro
Editora: Abril Cultural
Edição: 1980
Páginas: 248
Skoob | Goodreads
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Fugindo da guerra, um grupo de homens e mulheres é seqüestrado para Shangri-la, aldeia encantada localizada numa longíqua montanha do Tibete. Surge um mundo soberbo, paradisíaco, onde a dor, a velhice e a morte assumem novos significados. Uma civilização mística onde a vida caminha livre e tranqüila em busca de um ideal de paz e sabedoria.