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5 de agosto de 2026

A guerra dos mundos - dirigido por Steven Spielberg



A guerra dos mundos
(War of the Worlds)
Direção: Steven Spielberg
Produção: Paramount Pictures
Ano: 2005
Duração: 132 minutos
IMDb | Rotten Tomatoes

LEIA TAMBÉM
A guerra dos mundos de H.G. Wells

Há cinco anos não escrevo uma dupla de resenhas para o Desafio livros e seus filmes. A última vez foi em agosto de 2021 sobre Rebecca de Daphne Du Maurier e a adaptação da história por Alfred  Hitchcock. O texto daquela época começa parecido com esse e apesar da demora, e de outras leituras nesse intervalo sem comentário sobre suas adaptações, estou de volta para falar sobre esse clássico da ficção científica

O filme tem algumas atualizações em relação ao enredo de H.G. Wells que carrega questões do final do século XIX. A adaptação se passa nos dias atuais (levando em conta que foi lançado em 2005, claro), fala sobre um pai separado com uma vida normal, que vê a ex-mulher em um novo casamento bem sucedido, seus filhos cada vez mais distantes e para completar é obrigado a encarar uma invasão alienígena

10 de agosto de 2018

3 motivos para assistir O conto da aia

A lista de hoje é para exaltar de pé uma série que virou favorita quando eu nem tinha intenção em parar para assistir: O conto da aia (The Handmaid's Tale, no original). Eu ainda não li o livro de Margaret Atwood que deu origem a essa adaptação, mas sem dúvida vou incluir na minha lista de desejos porque a história me prendeu do início ao fim e foi impossível esquecer até concluir toda a temporada de estreia.

Lançada originalmente na plataforma Hulu , a primeira temporada de O conto da aia tem 10 episódios. Exibida no Brasil com exclusividade pelo Paramount – a série entrou na minha vida em um dia aleatório, talvez há dois ou três meses, quando trocando de canal me deparei com a adaptação na televisão. Em pouco mais de 10 minutos eu estava vidrada e querendo mais da história. Por isso, e já que o Paramount anunciou a segunda temporada para 2 de setembro, aí vão três motivos para incluir a série na lista de opção para o final de semana (e a vida).



1. CONTEXTO SOCIAL E POLÍTICO
A primeira impressão é estranheza. A sociedade apresentada na história pautada por uma religião severa e a falta de direito das mulheres, dominação dos homens e falta de individualidade para aquelas que ainda podem ter bebês parece distante do que vivemos agora, um tempo marcado pela luta feminista. No entanto, conforme a série avança e os episódios revelam a trama, é assustador como algumas ideias se aproximam demais do dia a dia de qualquer pessoa, como a estrutura social dominante favorece poucos e como muitos dos personagens estão condicionados a viver uma vida de aceitação e até agradecimento, mesmo que seja pelo mínimo. Através de flashbacks a história dos personagens é contada entre passado e presente que mostram a diferença de vida e como cada um se adaptou a nova política. Esse é o ponto principal da adaptação e para quem gosta de discussões sociais e histórias distópicas é motivo suficiente. E tem mais.

2. OFFRED
Fazer uma lista de recomendação de O conto da aia e não exaltar a protagonista Offred, ou melhor, June – seria uma injustiça. A personagem, e gancho para a incrível Elisabeth Moss que a vive na adaptação, é muito do que faz com que o telespectador continue na história. Não apenas porque é forte, mas também é curiosa, atenta, espera, perspicaz e até ousada. Procura o máximo de informações, entender o maior número de pessoas e interpretar como, e se, pode sair da situação de escrava sexual de alguma maneira. A cor, os ângulos, a fotografia, as expressões faciais são essenciais para a interpretação da série, a história funciona como um todo, um ponto extra para a produção.



3. AIAS/ MULHERES
Offred/ June é a protagonista e figura que conduz o telespectador por esse novo mundo, mas todas as aias, tias e mulheres são importantes para contar a história. Pelas perspectivas distintas, pelos sentimentos contraditórios de cada uma, como parte de organizações e símbolos que embora sejam acima das aias, não são livres. Aliás, a própria existência das aias é um assunto que valeria a recomendação da série, porque embora mascaradas de salvadoras do mundo, já que têm a chance de gerar bebês, não tem qualquer outro direito ou oportunidade além daquele de ficar disponível para seu dono. Em tantos níveis esse debate é importante, de novo em tempos de luta feminista, legalização do aborto, feminicídio e abusos de todas as maneiras, as mulheres de agora, mesmo que de outra maneira, vivem em prisões como as aias da série.



O conto da aia foi outra daquelas séries que assisti sem planejar e até sem intenção, mas que foi fundamental para pesar questões importantes, em ano de eleição, em ano de sociedade brasileira e mundial complicada e de ânimos exaltados. Em 1985 quando Margaret Atwood lançou o livro a história causou impacto e tempo depois continua conversando de forma atual e assustadora com uma sociedade, a nossa sociedade, que precisa muito para evoluir. Já assistiu O conto da aia?

Beijos!

Fotos: IMDb

25 de março de 2018

Aniquilação – dirigido por Alex Garland



Aniquilação
(Annihilation)
Direção: Alex Garland
Produção: DNA Films, Paramount Pictures
Ano: 2018
Duração: 115 minutos
Filmow | IMDb
 Disponível na Netflix

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Aniquilação de Jeff VanderMeer

Eu li Aniquilação de Jeff VanderMeer em 2015 e é a única história de new weird da minha coleção. Mesmo com estranheza por boa parte do enredo, como o próprio gênero sugere, no fim das contas eu adorei o livro e quando anunciaram o filme eu fiquei empolgada, logo imaginei uma adaptação de ficção científica toda diferentona. E de fato é mais ou menos isso, mas não exatamente como eu imaginei (ou gostaria).

Para começar esse comentário sobre o filme devo deixar explicado que não pude fazer comparações específicas com o livro, já que são três anos de intervalo. Mesmo assim muita coisa na adaptação me causou estranheza, acontecimentos e situações que eu não lembro na história original, então para os leitores que conferiram os dois enredos com pouco tempo de intervalo, por favor, comentem as diferenças para estendermos o debate.


Aniquilação acompanha uma expedição de quatro (cinco) especialistas a uma área restrita do que antes foi uma parte dos Estados Unidos. Existe muito mistério envolvendo esse território abandonado e o que teria acontecido ali durante décadas. O Comando Sul, governo do local, não explica com detalhes o objetivo da missão e durante todo o filme pairam dúvidas sobre o tipo de finalidade real que está por trás da experiência.

A narrativa fragmentada poderia dar uma dinâmica gigantesca ao filme, mas a sensação é de que não aconteceu. Mesmo intercalando cenas de passado e presente o roteiro parece não evoluir ou sair do lugar, tudo é muito lento, muito incerto e só uma personagem é que verdadeira mente conta para o enredo. O drama, que no livro parece muito mais psicológico para todos os aspectos da vida, no filme fica limitado ao dilema do relacionamento da protagonista.

O conflito de personalidades durante a expedição é um dos pontos que gosto do filme, embora pareça ter passado rápido. A Área X visualmente não ficou próxima do que imaginei durante a leitura, mas mesmo assim dá ideia do que a história remete: algo desconhecido que influenciou tudo que é vivo, orgânico, naquela área. Ao invés de animais gigantes eu imaginei insetos peculiares e plantas interativas. 


Provavelmente meu elemento favorito da história seja a sensação de opressão, medo e incerteza das personagens durante o tempo que passam na Área X. A medida que o local é explorado, indícios das expedições passadas e segredos são revelados e as especialistas descobrem coisas que preferiam não ter descoberto. Esse foi o ponto mais próximo da história original pelo que lembro do livro.

No geral eu gostei de Aniquilação. Não foi a adaptação que eu esperava, mas é um filme peculiar de ficção científica. Falta um grande momento na história, um acontecimento realmente marcante que o roteiro promete, mas não entrega, ainda assim todo visual, ideia e diversidade da história me deixaram com a sensação de que valeu a pena, não foi tempo perdido. Minha nota para Aniquilação dirigido por Alex Garland foi de três estrelas no Filmow. Vocês já assistiram?

Assista ao trailer de Aniquilação

Beijos!
Fotos: IMDb/ Divulgação

29 de junho de 2017

O Morro dos Ventos Uivantes - dirigido por Peter Kosminsky




O Morro dos Ventos Uivantes
(Wuthering Heights)
Direção: Peter Kosminsky
Produção: Paramount Pictures
Ano: 1992
Duração: 105 minutos
Filmow | IMDb

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O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Brönte

Dia desses no início da semana, segunda se não me engano, estava trocando os canais da TV quando me deparei com O Morro dos Ventos Uivantes começando no canal Paramount. Curiosa, adiei os planos de leitura para acompanhar a adaptação, uma das muitas, do livro de Emily Brönte. E não me arrependi.

Acho importante ressaltar que li O Morro dos Ventos Uivantes há alguns anos, então não sei dizer em detalhes as diferenças do enredo e roteiro, mas achei o filme de Peter Kosminsky fiel as características originais do livro. A história conta a relação impossível entre dois jovens que foram criados juntos desde pequenos, mas que por questões sociais e preconceitos da época, e suas próprias decisões, nunca puderam viver uma história de amor



Juliette Binoche e ralph Fiennes representaram muito bem Cathy e Heathcliff. Embora eu esperasse um protagonista masculino com características mais mestiças, afinal ele é decente de ciganos do livro, e esse aspecto é motivo de preconceito, as personalidades foram fiéis. Ela é mesquinha e egoísta, entende seu coração, mas prefere manter as aparências. Ele é orgulhoso e vingativo e se transforma num vilão dos mais temíveis. 

O contexto e costumes da época também são temas de destaque no filme. Embora não tenham a mesma relevância que no livro, porque afinal é uma história bem detalhada resumida em um par de horas, o roteiro consegue incluir temas importantes é que formam um bom cenário para quem não conhece a sociedade do século XIX e os hábitos ingleses.

Um dos pontos altos do livro, e que no filme eu também adorei, é o cenário. Muito do clima sombrio da história é por conta do local, da casa, O Morro dos Ventos Uivantes, que é sinistra e fica em um terreno sem nada por perto. Também tem as colinas com neblina e o tempo chuvoso. Tudo no visual do filme me agradou. Provavelmente seja meu ponto favorito dessa adaptação.

Sem planejar eu assisti uma adaptação literária que me deixou muito feliz, principalmente depois da experiência nada boa com Madame Bovary. Minha nota para O Morro dos Ventos Uivantes dirigido por Peter Kosminsky foi de 3.5 estrelas no Filmow. Gostei do filme, dos atores, do cenário e da fotografia, mas ainda tem muitas adaptações desse livro pra conferir, talvez alguma me agrade mais.

Então gente é isso por hoje. Acordei cedo nessa quinta para escrever sobre o filme porque assisti na semana e não queria deixar passar tanto tempo para falar sobre ele. O Morro dos Ventos Uivantes foi uma boa surpresa e recomendo o filme para quem leu e também quem não leu, hehehe. Vocês já assistiram a alguma adaptação do livro de Emily Brönte?

Beijos!

Fotos: Divulgação

23 de agosto de 2016

Resumo de julho (2016) - O paciente inglês, Desejo e reparação e +!

No vídeo de hoje, para o resumo do mês, eu comento sobre os cinco filmes que assisti em julho! Desta vez não tenho séries para incluir na coluna, mas entre as produções assistidas deixo várias super recomendações


FILMES
Oblivion dirigido por Joseph Kosinski
O paciente inglês dirigido por Anthony Minghella (resenha)
Desejo e reparação dirigido por Joe Wright
Julie e Julia dirigido por Nora Ephron
Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento dirigido por Steven Soderbergh

Beijos!

1 de agosto de 2016

O paciente inglês (The English Patient) – dirigido por Anthony Minghella




O paciente inglês
(The English Patient)
Direção: Anthony Minghella
Produção: Miramax
Ano: 1996
Duração: 162 minutos
Filmow | IMDb
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Que saudade de sentar para escrever um texto sobre filme. E por falar em filme, julho foi o mês das produções legais. Mesmo eu que reclamo das repetições de programas na TV paga não posso me queixar, já que aproveitei para assistir vários itens da minha lista. Para começar essa reaproximação com as resenhas de filmes resolvi falar de O paciente inglês, dirigido por Anthony Minhghella. A adaptação está recomendada no livro 1001 filmes para ver antes de morrer (começa meu projeto sobre filmes) e assisti no Paramount Channel.

O filme apresenta o trabalho de uma enfermeira que no final da guerra luta para salvar a vida de um homem com graves queimaduras, resgatado de um acidente de avião, e que não lembra quem é e nem detalhes do seu passado. Ele é chamado então de “o paciente inglês”. Além do desfecho da vida desses dois personagens, o filme apresenta outros protagonistas que juntos, com o pano de fundo da guerra, e as explorações e expedições na África, vão formar os principais fios condutores do enredo.



A história de O paciente inglês é contada através de duas linhas do tempo: uma delas o presente, ao final da Segunda Guerra Mundial, e outra sobre os anos que precederam a batalha, o passado. Eu adoro narrativas desse tipo e o filme me envolveu desde o começo justamente pela mistura de presente e passado. Eu gostei especialmente das cenas no passado, durante expedições na África, mas o contraste com o cenário do presente, num monastério italiano abandonado, é ótima.

Outro ponto interessante do filme é o triângulo amoroso, o começo de tudo para a história d’O paciente inglês. Tem romance, paixão, drama e sensualidade, sem exagero e sem moralismo. De um lado está o casamento entre amigos e por aparência, e do outro os amantes que se entendem tão bem. A personagem feminina é muito significativa na trama e seu final não é feliz.

No presente também existe o ensaio de uma paixão entre a enfermeira e um militar, mas não chega a se concretizar. Não tive simpatia por esse núcleo do filme, embora haja algumas cenas sublimes e reflexivas, principalmente se pensarmos que uma guerra acabou de devastar parte do mundo e tudo deve ser visto com outros (ou novos) olhos. Sem contar os milhares de mortos.



Eu gosto de filmes sobre guerras, embora em O paciente inglês ela seja mais como uma sombra. O filme retrata como a guerra entrou e mudou a vida de cada um dos personagens, e não as batalhas. Até porque as linhas do tempo, presente e passado, são pós e pré batalha. Para quem gosta de aspectos psicológico, vale assistir também. Eu adorei como a amnésia do paciente tem tudo a ver com avivar as lembranças. A medida que esses dois elementos se encontram, um filme fica extremamente envolvente.

Sem dúvida, o principal motivo para escrever sobre O paciente inglês é para deixar a recomendação para todos os leitores do Estante da Nine. É um ótimo filme para quem gosta de drama, romance, guerra, história e exploração. Não achei o filme profundo ou inovador, mas adorei todos os elementos que constroem o enredo, então funcionou muito bem comigo. E vocês, já assistiram O paciente inglês?

ASSISTA AO TRAILER

Beijos!

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29 de fevereiro de 2016

Forrest Gump – O contador de histórias (Forrest Gump) – dirigido por Robert Zemeckis







Forrest Gump - O contador de histórias
(Forrest Gump)
Direção: Robert Zemeckis
Produção: Paramout
Ano: 1994
Duração: 142 minutos
Filmow | IMDb
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Oi gente, tudo bem? Há muito tempo não sento para escrever sobre um filme. Por isso, e também porque a experiência foi incrível, o post de hoje é sobre Forrest Gump – O contador de histórias, estrelado por Tom Hanks, dirigido por Robert Zameckis e lançado mundialmente em 1994. Quando eu publiquei no Estante da Nine a lista com 3 filmes superlegais de Tom Hanks comentei que a possibilidade de rolar uma segunda edição era grande e depois de assistir Forrest Gump tenho certeza que em breve vai sair!

Eu demorei muito tempo para assistir Forrest Gump porque o medo de não gostar da história era grande. Esse é aquele tipo de filme muito recomendado e amado pelos fãs de cinema e normalmente eu crio expectativas que mais tarde não são correspondidas. Felizmente isso não aconteceu. A história estrelada por Tom Hanks é tão bacana que um post é pouco para comentar sobre tudo que eu gostei, mas espero que o texto seja o incentivo que faltava para você também assistir ao filme.


Forrest Gump – O contador de histórias é o retrato da vida de um homem que desde a infância precisa enfrentar desafios consideráveis e, contrariando todas as possibilidades, participa de alguns dos momentos mais significativos dos Estados Unidos com honras. O Forrest que corre dos valentões da escola e descobre que pode se locomover sem a ajuda de aparelhos ortopédicos é o mesmo Forrest que não desiste dos companheiros no meio de um bombardeio. 

Além de Forrest, que é um personagem incrível, adorei como a mãe dele é significativa para história e como, além de entender as limitações do filho, faz de tudo para que ele entenda que sim, é possível seguir em frente e superar as dificuldades (e expectativas). Jenny também é uma figura importante para o enredo. Além de melhor amiga de Forrest desde a infância, a jovem enfrenta seus próprios desafios, bem diferentes do protagonista, mas tão importantes quanto. E, sem dúvida, a amizade que eu mais gostei foi entre Forrest e o Tenente Dan Taylor.

O mais bacana desse filme é que ele consegue ser engraçado, divertido, dramático e emocionante, tudo ao mesmo tempo. Além de uma história envolvente, discute temas importantes como limitações intelectuais, abuso, agressão, guerra, política, perda, solidão, superação e por aí vai. Talvez por ter assistido em um dia especialmente melancólico, chorei pra caramba, mas acho que vocês também, né?!


Forrest Gump – O contador de histórias é um filme incrível e entrou para a lista dos favoritos da vida. Não imaginei nem por um momento que ele pudesse me impactar de tal maneira, especialmente por ter sido lançado há tanto tempo e ser sempre muito comentado, mas ele foi além. Quando terminei de assistir fiquei dividida entre o incomodo e a esperança, porque Forrest nos mostra que no geral reclamos demais e agimos de menos

Espero que tenham gostado do texto de hoje e compartilhem nos comentários as impressões de vocês sobre Forrest Gump! Quem quiser também pode deixar uma sugestão de filme. Não vejo a hora de comprar o DVD para a minha coleção!

Beijos!
Imagens: Divulgação
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16 de junho de 2015

Projeto 1001 filmes

Em julho de 2014 quando publiquei o post de apresentação do Projeto 1001 livros não me passou pela cabeça que eu poderia fazer algo semelhante usando como referência o livro 1001 filmes para ver antes de morrer organizado por Steven Jay Schneider e publicado no Brasil pela editora Sextante. Quase um ano depois eu resolvi deixar a preguiça de lado, fazer um balanço das produções assistidas e o que já tenho na minha coleção.

Calma! Eu não pretendo assistir aos 1001 filmes indicados no livro porque não sei se teria tempo em uma vida para isso, hehehehe. Mas como vou usá-lo como base, resolvi chamar de Projeto 1001 filmes, até porque outras pessoas também fazem algo semelhante e usam esse nome para compartilhar impressões nas redes sociais. Não é nada novo, é só minha versão, por assim dizer. 


Além de assistir filmes clássicos e importantes para a história do cinema, outro objetivo do Projeto 1001 filmes é o de manter certa regularidade. Eu gostaria de assistir um filme por semana, pelo menos, entre os lançamentos e as recomendações do livro. Abaixo estão os filmes que eu já assisti. Fiquei em dúvida sobre alguns outros, mas como não lembro de detalhes resolvi deixar fora desta lista inicial. Os filmes em negritos são favoritos da vida, hehehe.



PROJETO 1001 FILMES: organizado pelo índice do livro (assistidos até 27 de maio de 2017)
  1. Os 39 degraus (1935)
  2. Avatar (2009) 
  3. Babe - O porquinho atrapalhado (1995)
  4. Bastardos inglórios (2009)
  5. Batman (1989)
  6. Batman - O cavaleiro das trevas (2008)
  7. Beleza americana (1999)
  8. Blade Runner - O caçador de androides (1982)
  9. Bonequinha de luxo (1961)
  10. Borat (2006)
  11. Os caça-fantasmas (1984)
  12. Cidadão Kane (1941)
  13. Cidade de Deus (2002)
  14. Uma cilada para Roger Rabbit (1988)
  15. Coração valente (1995)
  16. Um corpo que cai (1958)
  17. De volta para o futuro (1985)
  18. E. T. - O extraterrestre (1982)
  19. Edward mãos de tesoura (1990)
  20. Os embalos de sábado à noite (1977)
  21. O encouraçado Potemkin (1925)
  22. O exorcista (1973)
  23. A fantástica fábrica de chocolate (1971)
  24. Forrest Gump (1994) 
  25. O gabinete do Dr. Galigari (1919)
  26. Gladiador (2000)
  27. Grease - Nos tempos da brilhantina (1978)
  28. Guerra nas estrelas/ Star Wars (1977) 
  29. Um homem com uma câmera (1929)
  30. O homem que sabia demais (1956)
  31. Os infiltrados (2006)
  32. Janela indiscreta (1954)
  33. Kill Bill - Volume um (2003) 
  34. O labirinto do fauno (2006)
  35. Laranja mecânica (1971)
  36. Uma linda mulher (1990)
  37. Magnólia (1999)
  38. Matrix (1999)
  39. Moulin Rouge! (2001)
  40. Nosferatu, uma sinfônia do horror (1922)
  41. Onde os fracos não têm vez (2007)
  42. O paciente inglês (1996)
  43. Pânico (1996)
  44. Parque dos dinossauros (1993)
  45. Os pássaros (1963)
  46. As patricinhas de Beverly Hills (1995)
  47. O pianista (2002)
  48. Pulp Fictiom - Tempo de violência (1994)
  49. A queda - As últimas horas de Hitler (2004)
  50. Quem quer ser um milionário? (2008)
  51. Quem vai ficar com Mary? (1998)
  52. O rei leão (1994)
  53. Rocky, um lutador (1976)
  54. Se beber, não case (2009)
  55. O segredo de Brokeback Mountain (2005)
  56. O Senhor dos Anéis (2001/ 2002) 
  57. O sexto sentido (1999)
  58. O tigre e o dragão (2000)
  59. Titanic (1997)

Na foto acima estão alguns filmes indicados pelo livro que eu já tenho na coleção (em breve sai vídeo com ela). Na Netflix também há muitas produções clássicas. Com o passar do tempo quero ampliar meu acervo, mas por enquanto vou começar com os de casa e da Netflix. Alguns canais da TV por assinatura também exibem filmes recomendados pelo livro, como o TCM, Paramount, MGM, Arte1, Telecine Cult, entre outros.

Bom, acho que é isso. Se você também faz algum tipo de projeto com filmes compartilhe a experiência nos comentários e deixe suas sugestões. Assim como o Projeto 1001 livros, o Projeto 1001 filmes é algo sem prazo ou datas, que pretendo levar para a vida. Cinema é uma área que me interessa demais e, quem sabe assim, eu me motivo a estudar mais sobre o tema ou fazer um curso! Espero que tenham gostando. Vou compartilhar tudo nas redes sociais (@estantedanine) e também com as #1001filmes e #projeto1001filmes.

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella

4 de setembro de 2012

Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's) - dirigido por Blake Edwards




Bonequinha de luxo
(Breakfast at Tiffany's)
Direção: Blake Edwards
Estúdio: Paramount
Ano: 1961
Duração: 115 minutos
Filmow | IMDb
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Eu sei, eu sei. É uma vergonha ter assistido Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany's, título original) apenas dia 03 de setembro de 2012. O fato é que o filme superou todas minhas expectativas. Drama, comédia e romance misturados de uma forma única.

Holly, a protagonista interpretada pela ótima Audrey Hepburn, é uma mistura de elegância e decadência dosadas na mesma medida. O filme é muito lembrado pelo figurino sofisticado e postura altiva da personagem/ atriz, mas poucos falam do drama e da obsessão da garota por casar com um homem rico. 

A referência a loja americana Tiffany's no título original do filme dá uma ideia do roteiro. A adaptação para o português mantém, de certa forma, o sentido original. No primeiro caso porque Holly sonha com as jóias caras da loja famosa; no segundo porque o padrão de "clientes" da protagonista é alto. O Bonequinha de luxo é uma referência a mulher sempre elegante e bem vestida pronta para quem pagar mais por sua companhia. 

O mais interessante é que houve uma preocupação em mostrar que Holly não é apenas uma garota fútil. Ela acredita fielmente que será rica, que casará com um milionário. E não mede esforços para chegar ao objetivo. Tudo isso uma criação da cabeça confusa da personagem. E no meio dessa mistura de sentimentos, logo no início do filme, surge o anti-herói galã.


Paul Varjak é um escritor falido, sustentado por uma mulher casada que se muda para o prédio de Holly. A aproximação dos personagens, embora incomum, segue em um ritmo normal. Não foi amor a primeira vista. Nem paixão avassaladora. A relação do casal evoluí de forma gradativa e só se resolve no último minuto de filme. Até lá: drama, problemas, drama, toques de comédia e drama. 

O japonês caricato serviu para os momentos de descontração do filme, mas também para mostrar um ritual entre vizinhos. Manias que envolvem mais de uma pessoa. O que mais gostei é que os personagens não são perfeitos, são humanos. E é fácil se identificar um pouco com cada um. O filme de 1961 não deixa a desejar em nenhum quesito para os dramas contemporâneos e a tecnologia da época era bem mais limitada.

O fato de o filme ser baseado no livro homônimo de Truman Capote (que assina o roteiro do filme junto com George Axelrod) também contribui para as ótimas expectativas (se você, assim como eu, não tinha assistido/ assistiu). E por fim, é uma indicação para todos os fãs de cinema. Não apenas por ser um clássico, mas por ser um filme que transita em universos distintos.

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