Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's) - dirigido por Blake Edwards

4 de setembro de 2012




Bonequinha de luxo
(Breakfast at Tiffany's)
Direção: Blake Edwards
Estúdio: Paramount
Ano: 1961
Duração: 115 minutos
Filmow | IMDb
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Eu sei, eu sei. É uma vergonha ter assistido Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany's, título original) apenas dia 03 de setembro de 2012. O fato é que o filme superou todas minhas expectativas. Drama, comédia e romance misturados de uma forma única.

Holly, a protagonista interpretada pela ótima Audrey Hepburn, é uma mistura de elegância e decadência dosadas na mesma medida. O filme é muito lembrado pelo figurino sofisticado e postura altiva da personagem/ atriz, mas poucos falam do drama e da obsessão da garota por casar com um homem rico. 

A referência a loja americana Tiffany's no título original do filme dá uma ideia do roteiro. A adaptação para o português mantém, de certa forma, o sentido original. No primeiro caso porque Holly sonha com as jóias caras da loja famosa; no segundo porque o padrão de "clientes" da protagonista é alto. O Bonequinha de luxo é uma referência a mulher sempre elegante e bem vestida pronta para quem pagar mais por sua companhia. 

O mais interessante é que houve uma preocupação em mostrar que Holly não é apenas uma garota fútil. Ela acredita fielmente que será rica, que casará com um milionário. E não mede esforços para chegar ao objetivo. Tudo isso uma criação da cabeça confusa da personagem. E no meio dessa mistura de sentimentos, logo no início do filme, surge o anti-herói galã.


Paul Varjak é um escritor falido, sustentado por uma mulher casada que se muda para o prédio de Holly. A aproximação dos personagens, embora incomum, segue em um ritmo normal. Não foi amor a primeira vista. Nem paixão avassaladora. A relação do casal evoluí de forma gradativa e só se resolve no último minuto de filme. Até lá: drama, problemas, drama, toques de comédia e drama. 

O japonês caricato serviu para os momentos de descontração do filme, mas também para mostrar um ritual entre vizinhos. Manias que envolvem mais de uma pessoa. O que mais gostei é que os personagens não são perfeitos, são humanos. E é fácil se identificar um pouco com cada um. O filme de 1961 não deixa a desejar em nenhum quesito para os dramas contemporâneos e a tecnologia da época era bem mais limitada.

O fato de o filme ser baseado no livro homônimo de Truman Capote (que assina o roteiro do filme junto com George Axelrod) também contribui para as ótimas expectativas (se você, assim como eu, não tinha assistido/ assistiu). E por fim, é uma indicação para todos os fãs de cinema. Não apenas por ser um clássico, mas por ser um filme que transita em universos distintos.

Beijos!
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