Exatamente no último dia de maio, menos de uma semana atrás, completei minha jornada com as três temporadas de Anne with an E, produção daNetflix. Como já desconfiava desde que conheci a adaptação em 2018, onde compartilhei 3 motivos para assistir série, a história entrou para minha lista de favoritos e por isso quero reforçar alguns motivos para conhecer esse enredo inspirador (e em breve espero começar minha jornada com os livros).
Relendo minha lista de recomendação da primeira temporada percebo que os motivos principais seguem os mesmos: o desafio de Anne em uma nova casa, Marilla e Matthew se adaptando a uma criança, a um novo membro da família, a comunidade que desaprova o comportamento sonhador e empolgado da protagonista e tudo que uma pessoa de fora tem de suportar para viver em um lugar.
A série, no decorrer das três temporadas, consegue manter os temas principais como pilares, sempre expandindo o debate e acompanhando o desenvolvimento de Anne, de criança para adolescente e depois uma jovem prestes a iniciar a vida adulta. A presença de negros e nativos levanta o debate sobre racismo, a chegada de uma viúva e professora sobre o real papel da mulher, descoberta sexual e o papel da família e o que (ou como) ela realmente é.
Dark não estava na minha lista de séries para assistir. Pelo contrário. Quando a produção da Netflix começou a ser comentada em todos os lugares da internet eu fiz cara feia e quis passar longe. Influenciada tremendamente pelo Gabriel (obrigada amor), resolvi ver Dark sem pretensão e devorei as três temporadas em uma semana, coisa que não acontecia a tanto tempo que não lembro quando foi a última vez (e a última série desse fenômeno).
Resumindo: Dark saiu da lista de séries que "não vou assistir" direto para "favoritos da vida". Minha ideia (e missão) é compartilhar no Estante da Ninetrês dos meus motivos favoritos sobre a produção, sem entregar detalhes importantes do enredo, mas contando elementos relevantes para despertar a curiosidade de quem ler do outro lado da tela. Entre pandemia e poucas leituras, Dark foi uma surpresa excelente.
1. UMA SÉRIE PARA MUITOS PÚBLICOS
A principal surpresa sobre minha experiência com Dark é que antes de assistir eu julgava a série específica a um público restrito que gosta de histórias alternativas. Quando de fato comecei a assistir Dark me surpreendeu justamente por funcionar para diversos públicos- dos fãs de histórias de mistério, suspense, e romance, até os apaixonados por ficção científica e fantasia urbana.
O último combo livro e filme a aparecer no Estante da Nine (e participar do Desafio livros e seus filmes), foi em janeiro deste ano com Marnie de Winston Graham (e adaptação deAlfred Hitchcock). Durante o primeiro semestre muitas leituras incríveis e adaptações entraram na fila de pautas do blog e hoje é dia de conversar sobre a versão de 1993 de O jardim secreto, dirigido por Agnieszka Holland, adaptado da obra de Frances Hodgson Burnett.
Órfã, Mary viaja da Índia para a Inglaterra para viver com o tio recluso na mansão Misselthwaite. Mimada e tratada anteriormente por servos obrigados a fazer suas vontades, sem atenção dos pais, a menina rapidamente precisa se adaptar a sua vida na Europa sem mimos, sem regalias, e com regras severas na casa. Poderia ser um pesadelo para Mary, mas a mudança vira uma aventura transformadora na vida da protagonista e outras pessoas da mansão Misselthwaite.
O tema de hoje no Estante da Nine é leituras + resumo de fevereiro e março. 2019, por enquanto, está longe do ano produtivo que eu imaginei e por isso a frequência do blog também sofreu, e muito, com a falta de assuntos para compartilhar. Exatamente por isso esperei reunir um número interessante de itens nas duas colunas mensais - uma sobre os livros, a outra sobre filmes e séries, para compartilhar por aqui as impressões gerais dos dois meses.
A primeira leitura finalizada de fevereiro foi o e-book Imortais de Eva Fairwald, história que coloca em lados opostos povo élfico e humano. O conto traz a perspectiva de um lado da batalha, enquanto o primeiro capítulo do livro apresenta a visão do outro. Eu gostei como a autora trabalha o contexto dos dois mundos e os dilemas pessoais dos personagens. Sem dúvida quero conhecer a história na integra e quanto acontecer comento mais sobre a experiência no Estante da Nine.
Uma mulher independente de Elisabeth Forsythe Hayle foi a segunda leitura concluída em fevereiro e a favorita do mês. O enredo desenvolvido através de cartas acompanha a vida de uma mulher desde a infância, até a velhice, e ao mesmo tempo que apresenta uma personagem a frente do seu tempo, ilustra as principais mudanças sociais, políticas e tecnológicas entre o fim do século XIX e a primeira metade do XX.
Há alguns dias estou pensando em escrever sobre Anne with an E aqui no Estante da Nine e adiei por não saber bem como começar essa indicação. Por isso mesmo, e no maior estilo diário, aí vai: eu não assisto séries novas. O que é bizarro porque durante toda a faculdade, por exemplo, com a rotina bem apertada, eu assistia semanalmente a uma lista grande de seriados e programas de televisão, mas isso mudou.
Acontece que dia desses em abril (ou final de março?), navegando na Netflix eu vi a capa de Anne with an E, não li nada sobre a série - nem sinopse, nem opinião - e pensei: "Deve ser algo leve e descontraído, vou assistir." Me enganei completamente e provavelmente por isso eu gostei tanto da adaptação da história de L. M. Montgomery - Anne de Green Gables, que inclusive baixei o ebook em inglês disponível para download gratuito (baixe aqui) na Amazon há alguns dias e também espero gostar da história original.
Na dúvida entre comentar sobre a série no formato de resenha ou lista, optei pelo segundo principalmente para não entregar detalhes demais da primeira temporada, já que quando sento para escrever sobre algum tema com a intenção de sintetizar tudo em quatro parágrafos termino em 10. Anne with an E - apenas Anne na versão original para o Canadá - foi distribuída mundialmente pela Netflix e renovada para uma segunda temporada que sai esse ano. O próximo comentário sobre a série, se acontecer, aí sim deve ser mais extenso e com teorias, mas por enquanto vamos com meus pontos preferidos.
1. PROTAGONISTA
A série começa com dois paralelos: a alegria de Anne por finalmente ter sido adotada, e toda a apresentação da personagem que deixa claro que apesar da vida sofrida em orfanatos e casas nada boas, ela mantém a esperança, alegria e sonhos vivos, e o drama do engano, de chegar a Green Gables e descobrir que os irmãos Matthew e Marilla Cuthbert na verdade esperavam por um garoto. O drama inicial da série sem dúvida é o mais marcante diante dos vários momentos tensos vividos pelos personagens no decorrer da primeira temporada e sem dúvida foi encantador e assustador conhecer a nova família com Anne. Torci muito pela personagem desde o primeiro momento e tenho certa dificuldade de ter empatia com personagens crianças ou jovens.
2. FAMÍLIA E DRAMAS PESSOAIS
Eu demorei algum tempo para entender os irmãos Cuthbert, cheguei a pensar que seria impossível para Anne continuar com eles, mas a medida que fatos sobre Marilla e Matthew são apresentados, principalmente acontecimentos do passado que são mantidos em segredo, o caminho se abre para uma nova interpretação do estilo fechado e sisudo dos dois. A família é um desafio para qualquer pessoa e um dos pontos altos da série é mostrar como uma menina ruiva, leitora, apaixonada pela vida e até inconveniente - que já viu muita coisa ruim, transformou Green Gables para sempre.
3. ÉPOCA E SOCIEDADE
Quem acompanha o Estante da Nine talvez deve ter me visto comentar algumas vezes que adoro histórias de época e esse, é claro, é m dos motivos por ter gostado de Anne with an E. Além disso, a sociedade retratada na série deixa claro que nem mesmo para uma criança é fácil se adaptar e que os julgamentos acontecem da mesma forma que para um adulto. Talvez o grande drama de Anne não seja conquistar Cuthbert, mas sim fazer parte daquele local como uma igual e não uma aberração, como ela é vista e também se vê por boa parte da primeira temporada.
Anne with an E foi uma adorável surpresa desse primeiro semestre de 2018 e me motivou a acrescentar outras série novas ou recentes na lista do "vou assistir". Minha nota para a produção foi de 4,5 no Filmow (vocês também podem conferir opiniões no IMDb), e só não ganhou nota máxima porque o final me deixou dividida, mas para evitar spoilers aqui na publicação vamos trocar mais ideias e teorias sobre o fechamento da primeira temporada nos comentários.
Recomendo a série para quem gosta de histórias de época, dramas, protagonistas marcantes e sociedade. Com poucos episódios, Anne with an E foi um seriado que assisti aos poucos, os episódios distribuídos durante alguns dias, e também é perfeita para quem gosta de maratonar (coisa que inclusive penso em fazer antes de assistir a segunda temporada). Já assistiu a série ou ficou interessado em conhecer? Compartilhe opinião nos comentários.
Março não foi um mês produtivo nas leituras (abril foi pior ainda), e depois de algum atraso (o vídeo saiu há alguns dias no canal - já se inscreveu?), sentei para compartilhar duas colunas em um resumo: os livros lidos e a série e filme assistidos durante o terceiro mês de 2018. Apesar de não ter sido volumoso, março rendeu boas experiências, então não foi de todo ruim.
Em primeiro lugar uma correção: eu li duas das histórias em quadrinhos de Aventuras de uma criminóloga de Giancarlo Berardi em março. No vídeo de fevereiro citei duas delas, mas na verdade o volume 42 foi finalizado dia 1º e o 43 no dia 3. Falei bastante sobre as intrigas de Júlia Kendall nos resumo do projeto Leitura todo dia e assim que encontrar outros volumes no sebo falo de novo sobre as hqs por aqui.
Março teve entre as leituras finalizadas uma das minhas autoras favoritas - Jane Austen - com A abadia de Northanger. O livro me surpreendeu positivamente principalmente porque não criei expectativa sobre a história. Ainda estou devendo a recomendação do livro, e em breve vou publicar no canal e no blog (assina o feed para acompanhar todas as novidades - está no topo superior direito). Por enquanto deixo a dica aqui, que apesar de não ter entrado para a lista de favoritos da autora, foi muito interessante.
A última leitura finalizada de março é Luana - a filha da lua de Ronaldo Santana e Flaviana Rangel. Apesar da impressão inicial negativa, o livro foi me ganhando aos poucos e depois de certo ponto me envolvi demais com o enredo. A mistura de elementos como o cenário urbano e a bruxaria sempre me deixam fascinada para saber os tipos de desafios que o personagem irá enfrentar. O volume dois da história será lançado esse ano e tem conto grátis no site Luana - a filha da lua.
O filme de março é Aniquilação, adaptação do livro de Jeff VanderMeer, lançado mundialmente pela Netflix. Eu tinha certa expectativa sobre a versão para o cinema, já que gostei da história original, e apesar de ter aproveitado experiência não foi o eu que esperava e basicamente livro e filme podem ser encarados como versão diferentes de um enredo que tem alguns poucos pontos em comum. (leia a opinião sobre Aniquilação no Estante da Nine)
A série do mês é Friends, que estou assistindo pela segunda vez e espero que finalmente eu escreva mais sobre essa sitcom que eu sempre falei que não gostava, mas que em certo ponto eu passei a gostar sim, acontece né? Em março eu assisti a 5ª e 6ª temporadas e dessa vez simpatizei com personagens que antes eu não gostava tanto e algumas situações me desagradam como antes, aquela coisa louca. Como foi o março (e abril) de vocês?
Assista ao vídeo com as leituras e o resumo de março
Eu li Aniquilação de Jeff VanderMeer em 2015 e é a única história de new weird da minha coleção. Mesmo com estranheza por boa parte do enredo, como o próprio gênero sugere, no fim das contas eu adorei o livro e quando anunciaram o filme eu fiquei empolgada, logo imaginei uma adaptação de ficção científica toda diferentona. E de fato é mais ou menos isso, mas não exatamente como eu imaginei (ou gostaria).
Para começar esse comentário sobre o filme devo deixar explicado que não pude fazer comparações específicas com o livro, já que são três anos de intervalo. Mesmo assim muita coisa na adaptação me causou estranheza, acontecimentos e situações que eu não lembro na história original, então para os leitores que conferiram os dois enredos com pouco tempo de intervalo, por favor, comentem as diferenças para estendermos o debate.
Aniquilação acompanha uma expedição de quatro (cinco) especialistas a uma área restrita do que antes foi uma parte dos Estados Unidos. Existe muito mistério envolvendo esse território abandonado e o que teria acontecido ali durante décadas. O Comando Sul, governo do local, não explica com detalhes o objetivo da missão e durante todo o filme pairam dúvidas sobre o tipo de finalidade real que está por trás da experiência.
A narrativa fragmentada poderia dar uma dinâmica gigantesca ao filme, mas a sensação é de que não aconteceu. Mesmo intercalando cenas de passado e presente o roteiro parece não evoluir ou sair do lugar, tudo é muito lento, muito incerto e só uma personagem é que verdadeira mente conta para o enredo. O drama, que no livro parece muito mais psicológico para todos os aspectos da vida, no filme fica limitado ao dilema do relacionamento da protagonista.
O conflito de personalidades durante a expedição é um dos pontos que gosto do filme, embora pareça ter passado rápido. A Área X visualmente não ficou próxima do que imaginei durante a leitura, mas mesmo assim dá ideia do que a história remete: algo desconhecido que influenciou tudo que é vivo, orgânico, naquela área. Ao invés de animais gigantes eu imaginei insetos peculiares e plantas interativas.
Provavelmente meu elemento favorito da história seja a sensação de opressão, medo e incerteza das personagens durante o tempo que passam na Área X. A medida que o local é explorado, indícios das expedições passadas e segredos são revelados e as especialistas descobrem coisas que preferiam não ter descoberto. Esse foi o ponto mais próximo da história original pelo que lembro do livro.
No geral eu gostei de Aniquilação. Não foi a adaptação que eu esperava, mas é um filme peculiar de ficção científica. Falta um grande momento na história, um acontecimento realmente marcante que o roteiro promete, mas não entrega, ainda assim todo visual, ideia e diversidade da história me deixaram com a sensação de que valeu a pena, não foi tempo perdido. Minha nota para Aniquilação dirigido por Alex Garland foi de três estrelas no Filmow. Vocês já assistiram?
A meta de colocar os posts em dia segue e hoje o papo é sobre os filmes e séries assistidos em agosto. A coluna resumo do mês começa com Uma manhã gloriosa, filme que assisti na Netflix e adorei. A história acompanha uma produtora de TV que perde o emprego e depois de muitas tentativas recebe uma nova proposta. O problema é que esse trabalho é um verdadeiro caos e além dos desafios profissionais, a protagonista precisa lidar com algumas frustrações pessoais também. Como jornalista me identifiquei em vários momentos e indico para quem gosta de filmes que falam sobre comunicação com doses de drama, humor e romance.
As séries de agosto são Cosmos, que estou assistindo na Netflix e amando, bem produzida e envolvente para quem gosta de universo e ciência como eu; e Game of Thrones, a única série atual que eu acompanho sempre que sai episódio novo. Não posso dizer que fiquei decepcionada com a 7ª temporada, mas alguns momentos que eu gostaria de ver melhor explicados passaram num piscar de olhos. Apesar disso, a season entrega muito do que eu queria ver em Game of Thrones há anos. Gostei e sigo fã.
Os filmes extras de agosto, aqueles que já assisti incontáveis vezes e adoro são três. Miss simpatia é um clássico da minha vida e sempre que bate uma bad eu assisto para dar risadas e passar aquela sensação ruim. Eu adoro Sandra Bullock (confira uma lista com filmes da atriz), e já espiei na Netflix vários filmes dela que ainda não assisti, mas com certeza vão aparecer no Estante da Nine nos próximos meses. Aliás, aceito recomendações.
10 coisas que eu odeio em você também é um dos meus filmes favoritos, principalmente sobre a época de escola e adolescência. Essa recomendação já apareceu em uma lista aqui no blog. Como perder um homem em 10 dias é uma das comédias românticas mais legais e divertidas da minha lista porque mistura algumas das minhas coisas favoritas: comunicação, esporte, amizade e família! Ambos recomendadíssimos. E vocês, o que assistiram nos últimos tempos?
Assista ao vídeo da coluna resumo do mês de agosto
O resumo do mês de julho está saindo tarde por aqui (lá no canal postei há alguns dias), e não poderia deixar a coluna para trás, afinal o mês marca minha volta para Sherlock, série que viciei quando foi lançada, depois me afastei e finalmente conclui os episódios disponíveis. Eu adoro essa adaptação de Sherlock Holmes principalmente porque a forma como as histórias se desenvolvem no mundo contemporâneo é coerente, a personalidade dos dois personagens também, e cada episódio é cheio de nuances e camadas que tratam além do tema investigado. Sem dúvida, Sherlock merece um post de recomendação aqui no Estante da Nine e espero publicar em breve.
Tubarão é o primeiro filme assistido em julho que vou citar por aqui. Depois de ler o livro e precisava perder o medo dessa adaptação e não me arrependi. O que gostei do filme foi justamente o que não gostei na história original de Peter Benchley e vice versa. O terror que o tubarão causa em muitos momentos é mais simbólico do que real e possibilita muitas interpretações. Eu adorei, comentei aqui no blog (link abaixo) e recomendo.
Lucy foi uma experiência e tanto, principalmente porque eu não esperava nada do filme. Nessa história um componente rico na formação do embrião é isolado e através dele a capacidade do cérebro é ampliada. Lucy é uma mula de carga quando algo dá errado e seu corpo absorve parte da substância. A partir disso a personagem começa a desenvolver novas habilidades e procura ajuda para entender a transformação. Claro que um pessoal do mau vai tentar impedir, e rola alguma ação. No geral, é um filme legal para quem gosta do tema cérebro e suas possíveis capacidades.
O caçador de pipas foi outra adaptação assistida em julho e apesar do filme ser fiel dentro do possível, não traz toda a carga emocional do livro. Muitas coisas ficaram para trás, o trauma não parece tão grave assim e nem a revolução política e cultura e aconteceu no Afeganistão após a chegada da Rússia. Ainda assim é uma boa base para quem tem curiosidade em conhecer a história.
O último filme de julho foi As palavras, que encontrei nos arquivos da TV por assinatura (aqui temos Vivo, antiga GVT). Essa história retrata um jovem homem que aposta no seu sonho de ser escritor, mas nada do que produz é aceito pela editora. Certo dia ele encontra um manuscrito dentro de uma pasta antiga, gosta da história e resolve apresentar como dele. O livro é aceito, publicado e a partir disso a vida do personagens muda para sempre. Ótima história para quem gosta de conhecer mais da vida dos escritores e do mundo editorial. O que vocês assistiram em julho?
Em maio não rolou nenhum filme inédito para entrar na lista do resumo do mês, por isso a coluna começa com Friends. Assisti a 9ª e 10ª temporadas e adorei ter essa experiência tão intensa com a série. Pensando sobre tudo, não sei se fiquei satisfeita com o final, o desfecho de várias situações foi rápido e pouco trabalhado e a empolgação de escrever sobre Friends passou. Vocês acham que vale texto e/ou vídeo?
Bones, uma das minhas séries favoritas, voltou pra vida e em maio assisti a 10ª temporada, a última disponível na Netflix. Apesar dos altos e baixos, o que acontece com todo seriado longo, Bones me atrai pela parte investigativa e também pela vida e evolução de cada personagem. Para quem gosta de séries sobre crime é recomendação certa, mas como eu adoro reforço que vale tentar pelo menos para conhecer.
Bateu saudade de The Vampire Diaries e eu arrisquei assistir alguns episódios na Netflix. Quando a série foi lançada eu adorava e acompanhava sempre, mas no final da 4ª temporada eu desanimei. Comecei a quinta e depois de quatro episódios a motivação para continuar não apareceu. Talvez eu tente uma maratona de The Originals, que sempre me envolve mais, e depois volte para The Vampire Diaries. O que vocês assistiram nos últimos tempos?
Publiquei há alguns dias no canal do Estante da Nine (te inscreve) o vídeo da coluna resumo do mês e hoje é dia de bater um papo aqui no blog sobre os filmes e séries de abril. Friends aparece por aqui logo no começo porque é meu vício atual. Assisti a 6ª, 7ª e 8ª temporada mês passado e já na reta final penso em ver tudo de novo, hehehe. Assim que eu concluir a série vou escrever uma lista com meus pontos favoritos e uma recomendação, claro.
Once Upon a Time, entre altos e baixos, segue aparecendo por aqui. A 5ª temporada foi legal, mas não me empolgou como eu esperava. Eu esperava uma Emma sombria por mais tempo e o enredo da série é sempre o mesmo. O anúncio da saída de vários autores principais do elenco me deixou ainda mais frustrada para assistir a 6ª temporada e também a 7ª, já que a série foi renovada.
Eu finalmente assisti Harry Potter e relíquias da morte - parte 1 e como no livro não gostei tanto assim dessa parte. A história é lenta, eu esperava mais desafios para a fuga de Harry e as coisas empolgam mesmo em poucos trechos. Claro que é um filme legal, especialmente para quem gosta desse universo como eu, e só faltava ele para completar a lista, então foi válido assistir.
Em abril também assisti Insurgente, filme dois da série Divergente, e gostei. A aventura, o universo e a sociedade da história me atraem muito, apesar de ter 0 empatia pelos personagens. Não tenho intenção de ler os livros por enquanto, mas as adaptações, apesar de não serem incríveis, são um bom entretenimento, e preciso descobrir se a parte final foi cancelada mesmo, vai virar série ou o quê!
Não estava nos meus planos assistir Girlboss, mas a curiosidade bateu e pensei: “por que não?” Então lá fui eu pra Netflix tirar a dúvida de se a história era legal ou não, já com alguma influência das primeiras críticas nada positivas que li sobre a série. Vale ressaltar no início deste texto que eu NÃO li o livro escrito pela protagonista Sophia Amaruso e por isso meus comentários são essencialmente sobre a produção da Netflix.
O ano é 2006 e Sophia aos 23 anos está completamente perdida. Não quer voltar para a casa do pai, mas enfrenta dificuldades imensas para pagar o aluguel e comer, além de estar desacreditada com a vida adulta. Entre um emprego e outro, certo dia Sophia encontra uma jaqueta raríssima num brechó e vê aí uma oportunidade. Ao colocar a peça num leilão do Ebay, Sophia arrecada um valor absurdo comparado ao que pagou pela peça e assim nasce a primeira faísca do que se tornou depois a sua marca Nasty Gal.
Minha impressão de Girlboss foi negativa já no primeiro episódio. Isso porque Sophia é insuportável. Os primeiros capítulos da história, apesar de alguns aspectos relevantes, foram um desafio. Lá pela metade estava mais acostumada com a personalidade da protagonista, no entanto não torci para ela em nenhum momento. É impressionante que alguém tão egoísta e prepotente tenha chegado onde chegou sem sofrer consequências mais graves pelo caminho. Talvez a personagem da série traga um aspecto realista e não tão explorado de Sophia, talvez não, e esse é um dos grandes dilemas de Girlboss.
São Francisco é o cenário e como eu adoro a cidade esse foi um atrativo e tanto para me prender na série. Nos primeiros capítulos a relação de Sophia com a cidade e sua paixão por ela são destaques, mas depois de apresentado esse tema fica subentendido no enredo e eu gostaria de tê-lo visto constantemente no decorrer dos 13 episódios.
Os personagens secundários são os destaques em vários momentos da série. Minha expectativa era para um roteiro focado na parte empreendedora, mas Girlboss retrata os dramas de Sophia quando toda ideia da Nasty Gal aconteceu e como ela lidou com cada situação. A série foi bem realista nas relações interpessoais com os amigos, namorado, pais e até colegas de trabalho e clientes. Eu gostei muito desse aspecto porque foi inesperado.
Um dos pontos que mais me decepcionou em Girlboss foi a relação de Sophia com as roupas que vende. Eu gostaria que os episódios tivessem abordado mais a parte do garimpo, as customizações, os bloqueios criativos de Sophia e até as dificuldades administrativas. Alguns capítulos retratam certos dilemas, mas tudo é resolvido rápido ou fácil demais.
Assista ao trailer de Girlboss!
A trilha sonora, a fotografia e as referências aos anos 2000, como muitas pessoas comentaram, é um dos aspectos mais legais de Girlboss. Em 2006 - 2008 eu tinha 18/20 anos, então lembro de muita coisa que a série aborda entre música, televisão, moda e cultura pop no geral. Aliás, o visual de Sophia na série me atrai especialmente porque me vejo muito no estilo e nas combinações da personagem.
O grande desafio de Girlboss é encarar a personalidade mesquinha de Sophia. Como não li o livro minha antipatia aliviou ao longo dos 13 capítulos, mas quem leu, pelos comentários que li até escrever esse texto, realmente esperou uma protagonista diferente daquela que a série abordou. Apesar de não ter sido tão legal, eu gostei de acompanhar Girlboss. A produção da Netflix me inspirou muito principalmente porque adoro brechós e estou cheia de ideias para falar mais sobre o tema no Estante da Nine. Minha nota para a Girlboss foi 3 estrelas no Filmow e vale assistir a série sem grandes expectativas, como foi meu caso, para algumas boas horas de entretenimento. Vocês já assistiram ou querem assistir Girlboss? Gostaram?
O cartão de memória novo da Canon chegou (obrigada Lisse mais uma vez pela surpresa e o presente) e com isso teremos, eu e vocês, uma overdose de Nine, hehehe. Resolvi colocar em ordem as colunas pendentes com o resumo do mês, vídeo e post que eu comento sobre as séries e filmes que assisti nos últimos tempos, neste caso março, que felizmente foi um mês produtivo e com uma surpresa pra lá de boa.
Assisti duas adaptações literárias em março: As duas torres, para encerrar o diário de leitura do livro, e Os 39 degraus, que conheci a história original de John Buchan em fevereiro e depois de ler a sinopse do filme e adiar por um tempo, finalmente vi. No primeiro caso eu achei o roteiro fiel ao enredo de Tolkien, na medida do possível, já que O Senhor dos Anéis é extenso e seria inviável incluir tudo na adaptação. Já o segundo é mais uma versão livremente inspirada de Alfred Hitchcock do que propriamente uma versão fiel do enredo de John Buchan.
A surpresa do mês foi Flashdance. Assisti ao filme na TV e não esperava nada de especial, mas eu adorei. Não é apenas uma história sobre uma personagem apaixonada por dança, é mais que isso. Mostra o dilema entre se fazer o que quer e o que se precisa, um relacionamento entre empregada e chefe, uma mulher linda e sensual que é soldadora na indústria e dança no clube para extravasar a frustração. Enfim, vale muito a pena e em breve o filme terá um post só dele no Estante da Nine.
A série do mês foi Friends e assisti a 5ª e praticamente toda a 6ª temporada em março. Nessa fase o drama parece ganhar um pouco mais de espaço que o humor e os dilemas da vida adulta e perto dos 30 anos chegam. Justamente por estar nessa fase, com 29 quase 30, pude me ver em muitas situações representadas pelos personagens sobre trabalho, futuro e família. Sem dúvida a série tem me surpreendido muito mais do que eu podia imaginar.
Há alguns anos eu gravei um vlog animadíssima com Once Upon a Time. Na época fiz maratona da série e assisti a primeira – e parte da segunda temporada, em poucos dias. Nos últimos anos minha relação com OUAT teve altos e baixos, mas não consegui abandonar. E hoje eu finalmente resolvi sentar para escrever sobre a produção da ABC.
Comecei a assistir a 5ª temporada em janeiro e terminei em abril. Tudo bem que não vi muita coisa nesse período, mas a três episódios do final eu deveria estar mais empolgada com OUAT, né? Sem dúvida, essa temporada me envolveu mais que a 4ª, mas mesmo assim... A série usa a mesma fórmula todos os anos e isso cansa. Vou compartilhar meus pontos favoritos e o que não gostei da season 5 e desde já espero a opinião e participação de vocês nos comentários.
ESSE POST CONTÉM SPOILERS!
Cinco temporadas depois e os heróis continuam caindo em golpes tão fáceis. Não é possível que todas as vezes eles sejam passados pra trás. Não é. Essa fórmula pode até funcionar para a primeira fase da série, mas agora não faz sentido. Com o universo expandido e os vários personagens que fazem parte do enredo principal não é mais interessante mudar para algo sombrio ou talvez aventureiro?
Na temporada 5 conhecemos Hades e o Submundo. E com ele vários outros personagens ressurgem na série. Eu gostei muito dos primeiros episódios neste novo cenário, mas logo perdi o interesse. A história de Oz e Dorothy no meio disso, e a volta de Chapeuzinho Vermelho, embora legais, não me empolgaram também. Emma e Gancho e o romance impossível. Minha torcida por eles é enorme, mas haja empecilho na vida dessa família.
Rumple é um dos meus personagens favoritos, mas essa enganação de ser bonzinho para ficar com a Bella já deu. Finalmente ele se assume como o Senhor das Trevas e paga, novamente, um preço alto por isso. O núcleo desse personagem é um dos que mais gosto e me motiva a continuar com a série. E com um herdeiro a caminho tudo pode acontecer.
Regina é atualmente minha personagem preferida de Once Upon a Time e o foco volta a ser dela no final da 5ª temporada. Adorei a volta da Evil Queen e o que pode acontecer durante a próxima fase da série. Outro ponto alto na minha opinião foi a aproximação de Regina e Zelena, a Wicked Witch of The West, e a história familiar das duas. Emma se livrou das trevas facilmente, o que achei um erro e tanto da temporada, mas sua ligação com Regina cresce e torço para que renda boas aventuras no futuro.
É claro que preciso comentar sobre a aparição de Dr. Jekyll e Mr. Hyde no final da temporada. E não tenho certeza se gostei, principalmente porque não combina com os outros personagens. A presença dessa figura macabra em Storybrooke sem dúvida vai render umas brigas legais, mas não sei se o “universo dos exilados” me convenceu.
A 6ª temporada já começou, mas provavelmente vou assistir quando todos os episódios forem lançados. Até lá a meta é fugir de spoiler e tentar especular o que está por vir, hehehehe. Certamente novos personagens devem aparecer no universo de OUAT e minha principal dúvida é como eles serão inseridos na série. Nos vemos para falar de Once Upon a Time em alguns meses!
A coluna resumo do mês está no ar e hoje eu compartilho com vocês a série e os filmes que eu assisti em fevereiro. Infelizmente esqueci de mencionar no vídeo O grande Gatsby, adaptação do livro de Scott Fitzgerald, que eu também vi mês passado e apesar do figurino e dos cenários incríveis, e até de atores que eu gosto e acompanho, não gostei tanto assim da produção. O que vocês viram nos últimos tempos?
No resumo de janeiroeu falo como paguei a língua e depois de dizer para o mundo que não gostava de Friends, viciei. Outra série assistida no mês passado foi Once Upon a Time e também comento rapidamente sobre ela na coluna, já que ainda não conclui a 5ª temporada. Filmes nenhuma atualização, mas fevereiro já rendeu. O que vocês assistiram nos últimos tempos?
Meta da semana é a coluna mensal do Estante da Nine onde comento sobre as séries e filmes assistidos no mês que passou e em dezembro eu finalmente voltei para House (para terminar), retomei minha queridinha Bones e não desapeguei de Once Upon a Time. Filmes apenas repetidos, por isso nenhum destaque nesta edição. O que vocês assistiram?
SÉRIES DE DEZEMBRO House (8ª temporada) Bones (7ª temporada) Once Upon a Time (5ª temporada até episódio 15)
House é a primeira série médica que eu tive interesse e assisti e depois de alguns anos eu finalmente conheci o desfecho da história. O vídeo de hoje é um vlog gravado durante quase duas semanas em que eu comento sobre os 23 episódios da 8ª temporada e também sobre o final, num resumão. E sim, tem spoiler!!!
Oi gente, tudo bem? O vídeo de hoje é para a coluna resumo do mês, onde eu comento sobre as séries e os filmes que assisti nos últimos tempos. Como meu computador estragou e não pude conferir o Filmow, citei apenas as duas séries que conclui temporada em maio e uma que estou acompanhando em tempo real. Assista também ao vídeo antigo VLOG: Once Upon a Time (1ª temporada).
As vantagens de ser invisível
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Edição: 2007
Páginas: 224 Skoob | Goodreads
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Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.