30 de março de 2017

Leitura todo dia: semana 8

Mais uma boa semana. É assim que posso começar o resumão do projeto Leitura todo dia que aconteceu entre 22 a 28 de março. Já perto de encerrar o segundo mês dessa ideia louca, mas muito pertinente, só tenho a agradecer a todo incentivo de vocês em continuar com os vídeos e também a participação dos leitores nessa iniciativa que cresce a cada dia. Afinal, o objetivo principal de tudo isso é incentivar a leitura. E acho que estou (estamos) conseguindo.

A semana 8 começou com uma nova leitura da bolsa e o escolhido da vez foi O oráculo de Catherine Fisher, livro que comprei num bazar e estava há algum tempo interessada em tirar da estante. Logo nos primeiros dias eu percebi o quanto a história rendeu e o quanto eu me envolvi com ela, e justamente por isso resolvi concluir o livro em casa na minha folga. O oráculo foi uma boa leitura, com alguns dos meus elementos favoritos e em breve tem opinião sobre ele no Estante da Nine.

A outra leitura da semana, essa com algumas pausas e relativamente lenta, é Laranja mecânica de Anthony Burgess. Eu estou gostando do livro, mas não é uma história que tem me prendido por esses dias. Talvez eu precise de livros mais dinâmicos e menos complicados, afinal eu escolhi ler Laranja mecânica sem glossário e as gírias criadas pelo autor deixam o texto truncado. Apesar disso, tenho intenção de concluir a leitura em março.

Durante a semana eu também conclui o e-book O astrólogo de Machado de Assis, principalmente porque estava com vontade de ler algo desse autor tão querido. E não me arrependi. Mais uma história machadiana muito atual, apesar dos séculos, sobre fofoca e como ela é prejudicial a toda comunidade e especialmente para o fofoqueiro. Gostei também porque a figura principal do livro é um homem, provando que fofoca não tem gênero nem idade. E vocês, o que leram semana passada?

Assista ao vlog da semana 8 do projeto Leitura todo dia

LIVROS
O oráculo de Catherine Fisher
Laranja mecânica de Anthony Burgess
O astrólogo de Machado de Assis

Beijos!

29 de março de 2017

3 motivos para ler Mãe de José de Alencar

O segundo post da série ou coluna "3 motivos para" está no ar e desta vez pensei muito se valia publicar agora em março ou em um especial no Dia das Mães em maio. Depois de alguma incerteza resolvi escrever por esses dias, principalmente porque Mãe de José de Alencar é uma das minhas leituras favoritas deste mês e gostaria de deixar registrado no Estante da Nine a indicação. Além disso, o livro está em domínio público, desse jeito não tem desculpa para não ler, certo?

Mãe é uma peça escrita por José de Alencar em 1859 e dedica a sua mãe claro, e a todas as mãe do Brasil (inclusive o autor comenta sobre isso na introdução). Essa foi a primeira vez que li um livro neste formato de peça de um autor clássico brasileiro, pelo que lembro, e adorei. Antes de compartilhar com vocês os três motivos para ler Mãe, acho interessante citar que o contexto da história ainda pertence ao período escravocrata no Brasil, e com isso, além de homenagear as mães, José de Alencar inclui algumas discussões importantes sobre o tema.

O livro começa com dois assuntos distintos: o primeiro deles é a ruína de um pai e uma filha, que após a enfermidade e falecimento da mãe, estão falidos e a beira do despejo. Vizinhos do protagonista Jorge, estudante de medicina que tenta descobrir sua origem e o passado da mãe, Elisa - a moça que faz de tudo para proteger o pai, não vê outra saída e resolve pedir ajuda financeira ao vizinho, que também é seu interesse romântico. Outro ponto em comum entre eles é Joana, escrava de Jorge, embora não tratada assim por ele, que ajuda Elisa nas tarefas, bem como apoia o casamento entre eles. O ponto de partida da peça é esse e já dá para ter uma ideia do tom dramático, né?

26 de março de 2017

Meta da semana: 26 de março a 1º de abril

Eu estava com muita vontade de escrever um post de meta da semana, então é sobre isso que vamos conversar neste domingo. Embora mais antiga, essa coluna será um complemento para o projeto Leitura todo dia e sempre que eu tiver alguns livros na fila para ler vou compartilhar com vocês aqui no Estante da Nine. Ok, então é hora de começar o resumão.

A minha leitura da bolsa é O oráculo de Catherine Fisher e comecei o livro na quarta-feira, quando o tirei da estante. E que surpresa agradável. Comprei o livro num bazar e claro que a sinopse me chamou atenção, afinal é inspirado em mitologia egípcia e grega, e a narrativa ágil e os personagens peculiares logo me fizeram gostar da leitura. Li 146 páginas em três dias na ida e volta para o trabalho e espero concluir o livro ainda em março. 

A minha leitura de casa é Laranja mecânica de Anthony Burgess, livro sorteado no meu vídeo recente da TBR jar, e também parte da minha lista de 12 leituras para 2017. Optei por ler o livro sem conferir as palavras criadas pelo autor no glossário e até agora a experiência tem sido interessante. A leitura ficou alguns dias parada, mas nesse sábado retornei e espero continuar hoje. Também espero terminar Laranja mecânica em março.

Eu espero começar mais um livro em março, Pais e filhos de Ivan Turgueniev, o primeiro russo do ano e também parte da minha meta de 2017. O livro não é extenso, e não conheço a narrativa do autor e nem muitos detalhes do enredo, e é assim que quero começar a leitura, já que será meu contato inicial com Ivan Turgueniev. Para saber mais sobre a minha rotina de leitura diária confira os vídeos do projeto Leitura todo dia.

Também inclui meu Kindle na meta da semana, porque nos dias corridos e de rotina cheia é o leitor digital que tem salvado meu momento de leitura e o projeto diário. Neste ano aconteceu minha aproximação com a poesia e tenho lido quase toda semana desde então (saiba como tudo aconteceu em Poesias no Kindle e leitura todo dia). Também tenho lido vários e-books, arquivados há tempos ou recentes, e estou adorado as histórias. Sem dúvida 2017 já se superou, e muito, nas boas leituras.

Então é isso que eu gostaria de comentar com vocês sobre meus livros em andamento e futuros. Espero que meu ritmo de leitura se mantenha bom como tem sido nas últimas semanas e torço para que eu consiga ler cada vez mais para compartilhar aqui no Estante da Nine boas dicas de leitura. Aliás, fica de olho no blog porque tenho muitas resenhas na fila de postagem. Espero que goste! O que vocês leram nos últimos tempos?

Beijos!
Fotos: Nine Stecanella

22 de março de 2017

Leitura todo dia: semana 7

Que semana maravilhosa. Espero que isso se repita e eu comece muitos e muitos posts assim. Desde que comecei o projeto Leitura todo dia pude observar um aumento no meu rendimento, mas até aqui, o resumo dos dias 15 a 21 de março, eu não tinha real noção de como esse hábito realmente está me ajudando a ler mais. Tanto que eu nem lembro quando foi a última vez que li um livro num dia. E mais, nestes dias que se foram isso aconteceu duas vezes!!!

Tudo começou quando escolhi Elliot Allagash de Simon Rich como meu livro da bolsa no dia 15 e gostei tanto da história que resolvi terminar em casa. No dia seguinte, nem 24 horas depois de iniciar a leitura, eu conclui a trama jovem muito divertida, sarcástica e pertinente. Em breve sai opinião sobre o livro no Estante da Nine, mas já adianto que entrou para os favoritos de 2017.

Durante a semana também li o livro infantil que recebi na caixa postal, Gertrude sabe tudo de L. Rafael Nolli, que me surpreendeu pelo final não exatamente feliz e bem realista, uma mensagem muito interessante para crianças, mas especialmente para os pais e familiares. Outra leitura concluída é O resgate de Althea de E. Samuel, volume dois da série As Quatro Portas do Tesouro. Adorei a aventura principalmente pelo tema e pelas duas personagens femininas marcantes. Em breve também tem opinião sobre ele por aqui.

O desafio começado na semana 7 do Leitura todo dia é o livro Laranja mecânica de Anthony Burgess, que saiu no meu sorteio recente da TBR jar e também inclui na meta dos 12 livros para 2017. Resolvi encarar a história sem conferir o glossário e por enquanto avancei três capítulos. Outra leitura sensacional da semana é a peça Mãe de José de Alencar, que também quero comentar mais por aqui, talvez no formato do post que fiz para O cancioneiro de Fernando Pessoa. O que vocês leram nos últimos dias?

Assista ao vlog da semana 7 do projeto Leitura todo dia

LIVROS
Elliot Allagash de Simon Rich
Gertrude sabe tudo de L. Rafael Nolli
O resgate de Althea de E. Samuel
Laranja mecânica de Anthony Burgess
Mãe de José de Alencar

Beijos!

20 de março de 2017

Os 39 degraus - dirigido por Alfred Hitchcock



Os 39 degraus
(The 39 Steps)
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Gaumont British Picture Corporation
Ano: 1935
Duração: 86 minutos
Filmow | IMDb

LEIA MAIS
Os 39 degraus de John Buchan

Recentemente tirei da estante minha edição de bolso de Os 39 degraus de John Buchan, já com a intenção de ler o livro e logo depois assistir ao filme, dirigido por Alfred Hitchcock, que encontrei em um dia totalmente aleatório no Walmart (Big), há alguns anos, e trouxe para coleção, claro. Assim que finalizei o livro, que eu adorei por sinal, li a sinopse do filme e aí percebi algo crucial: as histórias são bem diferentes.

Esperei alguns dias para assistir Os 39 degraus, afinal eu sempre quero adaptações fiéis aos livros e isso quase nunca acontece, como neste caso, e depois do tempo de descanso me aventurei na história, desta vez a versão para o cinema de Hitchcock, filme que é considerado um dos mais importantes da carreira do diretor. Eu gostei do filme, ele tem sim algumas similaridades com o livro, mas o desenvolvimento é diferente. Hoje vou contar meus pontos favoritos e o que não gostei tanto sim da adaptação. 

A principal diferença entre livro e filme é que no decorrer da trama original, em meio a um caso de conspiração internacional, Hannay - o protagonista - troca informações e conta com a ajuda de homens, enquanto no filme Hitchcock substituí quase todos esses personagens por mulheres. Isso dá ao filme um toque irônico e romântico que o livro não aborda. Aliás, nem existe. O ponto de partida também é diferente: na versão de John Buchan um vizinho, após revelar a trama, é morto e deixa um caderno de anotações na casa do personagem principal. No filme a única pista é um mapa.


Apesar do desenvolvimento da história partir de pontos e por motivos diferentes no filme, o clima de mistério e aventura permanece intenso como no livro. O desafio de Hannay na adaptação é igualmente interessante a história original, porque na versão de Hitchcock ele parte para fuga com poucas informações e nenhuma ideia do que a conspiração significa ou qual o risco de vida. O Hannay do livro é um homem experiente e confiante, já o do filme tem personalidade esnobe. Não simpatizei tanto com o personagem na adaptação.

Para terminar é claro que eu preciso comentar sobre as personagens femininas. E sim, eu acho que no filme elas dão o diferencial. O livro tem uma história ágil e de narrativa fácil, eu sinceramente não senti falta de uma mulher como personagem principal. Mas o mistério da adaptação começa a partir de uma mulher e faz sentido que outra personagem, ao longo da trama, se envolva na confusão com Hannay. No final ela é determinante para o desfecho de parte do mistério, mas o protagonista masculino, apesar de galã, nem sempre usa a ajuda feminina de maneira simpática.

Se nos anos 2000 as adaptações literárias são modificadas para funcionar melhor ao público do cinema, não consigo imaginar como era esse processo nos anos 1930, mas tudo indica que isso também acontecia na época. Eu gostei da versão de Hitchcock, também por ter mantido parte dos cenários da Escócia, um dos meus pontos favoritos no livro, mas ainda prefiro o ponto de partida de John Buchan. Vale ler o livro e assistir o filme, e encarar ambos como histórias paralelas de uma mesma ideia. 

Beijos!
Imagens: Divulgação