Mostrando postagens com marcador Alfred Hitchcock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alfred Hitchcock. Mostrar todas as postagens

21 de agosto de 2021

Rebecca - dirigido por Alfred Hitchcock



Rebecca
(Rebecca)
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Selznick International Pictures
Ano: 1940
Duração: 130 minutos
Filmow | IMDb

LEIA TAMBÉM
Rebecca de Daphne Du Maurier

Passou um ano desde a última dupla de textos para o Desafio livros e seus filmes e como já escrevi sobre Rebecca de Daphne Du Maurier, hoje é dia de comentar sobre a versão da história de 1940 dirigida por Alfred Hitchcock (e também sobre o remake de 2020 de Ben Wheatley para a Netflix).

O ponto de partida do enredo segue a ideia do livro: o casal protagonista se conhece em Monte Carlo com vidas distintas: ela trabalhando para uma rica excêntrica depois da morte dos pais e ele, Maxim de Winter, recém viúvo enfrenta o trauma da perda da primeira esposa, Rebecca. Nesse contexto tumultuado que os personagens se aproximam, passam alguns dias juntos e no dia da partida o pedido de casamento é feito. Nasce uma nova sr. de Winter.

12 de janeiro de 2020

Marnie: confissões de uma ladra - dirigido por Alfred Hitchcock




Marnie: confissões de uma ladra
(Marnie)
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Alfred J. Hitchcock Productions
Ano: 1964
Duração: 130 minutos
Filmow | IMDb
Compre na Amazon

LEIA TAMBÉM
Marnie de Winston Graham

O ano começa com Desafio livros e seus filmes no Estante da Nine. Ou quase isso. Finalizei a leitura de Marnie do autor Winston Graham nos últimos dias de dezembro, comentei sobre a história no blog na primeira semana de janeiro e chegou a hora de escrever sobre a adaptação de Alfred Hitchcock. Por esse combo final de 2019, início de 2020 eu abro os trabalhos do projeto por aqui com a expectativa de comentar sobre muitos livros e suas adaptações, seja para cinema ou televisão.

Apesar de abordarem alguns dos mesmos temas, o enredo de Winston Graham e a direção de Alfred Hitchcock seguem por caminhos diferentes. A história apresenta Marnie, uma jovem e eficiente secretária e contadora que após alguns meses de trabalho rouba a empresa e desaparece. A história original é na Inglaterra e a versão para o cinema nos Estados Unidos, e essa mudança resulta em diferenças culturais.

8 de setembro de 2017

Psicose - dirigido por Alfred Hitchcock



Psicose
(Psycho)
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Shamley Productions
Ano: 1960
Duração: 109 minutos
Filmow | IMDb
Compre o DVD no Submarino

LEIA TAMBÉM
Psicose de Robert Bloch

Assistir Psicose anos depois da primeira vez e após ler o livro de Robert Bloch foi uma boa experiência. Principalmente porque confirmou algo que eu já suspeitava: gosto da adaptação tanto quando da história original, com as diferenças e tudo. Hitchcock manteve a mesma atmosfera do enredo e os temas principais também estão presentes no roteiro. No final das contas livro e filme são ótimos.

A história começa como no livro: Mary rouba o dinheiro do chefe e foge com o objetivo de encontrar seu noivo. Já no começo do filme é possível notar como Alfred Hitchcock cria uma atmosfera de suspense com cenários simples, as expressões faciais da personagem e os próprios medos da protagonista. Acompanhamos Mary não apenas em uma viagem, mas também na montanha russa de sentimentos que a acompanham após o roubo.

A vida da protagonista e o roteiro do filme mudam quando Mary chega ao Motel Bates e aí conhecemos outro personagem principal: Norman Bates. A partir daí Hitchcock transforma uma história de suspense em terror, e apesar de dosar as cenas violentas o diretor consegue criar uma atmosfera realmente perturbadora, que coloca não só os personagens no limite, como também quem acompanha a história. Afinal, as aparências enganam tanto assim?

Norman Bates causa incomodo desde a primeira cena. Ao mesmo tempo que parece um homem inofensivo, criado por uma mãe super protetora, algo parece não fazer sentido. Existe mais por trás dessa aparência de interiorano pacato. E logo descobrimos que na casa dos Bates algumas coisas fora do normal também acontecem. Ou será nossa imaginação?

Apesar do filme de Hitchcock não ser uma adaptação literal do livro de Robert Bloch, e quase nunca é, eu adorei Psicose e imagino como foi produzir e filmar na época, e como as pessoas reagiram ao suspense. Tantos anos depois eu ainda gosto muito do clima, dos pequenos detalhes nas mudanças de humor dos atores e como a sensação de que todos são inconfiáveis permanece no filme.

O final me causou a mesma sensação do livro: não sei se gostei ou não. Tem um romance ali bem questionável e alguns personagens poderiam ter participado mais da trama. Ainda assim Psicose é uma recomendação, sem dúvida, e só reforça meu interesse pelo trabalho de Hitchcock, o único diretor de cinema que tenho curiosidade em assistir tudo o que encontrar. Vocês já viram Psicose?

Beijos!

Fotos: Divulgação
*Ajude o blog comprando pelos links indicados no post ou através dos banners da Amazon e Submarino;
as compras pagas geram comissão ao Estante da Nine

20 de março de 2017

Os 39 degraus - dirigido por Alfred Hitchcock



Os 39 degraus
(The 39 Steps)
Direção: Alfred Hitchcock
Produção: Gaumont British Picture Corporation
Ano: 1935
Duração: 86 minutos
Filmow | IMDb

LEIA MAIS
Os 39 degraus de John Buchan

Recentemente tirei da estante minha edição de bolso de Os 39 degraus de John Buchan, já com a intenção de ler o livro e logo depois assistir ao filme, dirigido por Alfred Hitchcock, que encontrei em um dia totalmente aleatório no Walmart (Big), há alguns anos, e trouxe para coleção, claro. Assim que finalizei o livro, que eu adorei por sinal, li a sinopse do filme e aí percebi algo crucial: as histórias são bem diferentes.

Esperei alguns dias para assistir Os 39 degraus, afinal eu sempre quero adaptações fiéis aos livros e isso quase nunca acontece, como neste caso, e depois do tempo de descanso me aventurei na história, desta vez a versão para o cinema de Hitchcock, filme que é considerado um dos mais importantes da carreira do diretor. Eu gostei do filme, ele tem sim algumas similaridades com o livro, mas o desenvolvimento é diferente. Hoje vou contar meus pontos favoritos e o que não gostei tanto sim da adaptação. 

A principal diferença entre livro e filme é que no decorrer da trama original, em meio a um caso de conspiração internacional, Hannay - o protagonista - troca informações e conta com a ajuda de homens, enquanto no filme Hitchcock substituí quase todos esses personagens por mulheres. Isso dá ao filme um toque irônico e romântico que o livro não aborda. Aliás, nem existe. O ponto de partida também é diferente: na versão de John Buchan um vizinho, após revelar a trama, é morto e deixa um caderno de anotações na casa do personagem principal. No filme a única pista é um mapa.


Apesar do desenvolvimento da história partir de pontos e por motivos diferentes no filme, o clima de mistério e aventura permanece intenso como no livro. O desafio de Hannay na adaptação é igualmente interessante a história original, porque na versão de Hitchcock ele parte para fuga com poucas informações e nenhuma ideia do que a conspiração significa ou qual o risco de vida. O Hannay do livro é um homem experiente e confiante, já o do filme tem personalidade esnobe. Não simpatizei tanto com o personagem na adaptação.

Para terminar é claro que eu preciso comentar sobre as personagens femininas. E sim, eu acho que no filme elas dão o diferencial. O livro tem uma história ágil e de narrativa fácil, eu sinceramente não senti falta de uma mulher como personagem principal. Mas o mistério da adaptação começa a partir de uma mulher e faz sentido que outra personagem, ao longo da trama, se envolva na confusão com Hannay. No final ela é determinante para o desfecho de parte do mistério, mas o protagonista masculino, apesar de galã, nem sempre usa a ajuda feminina de maneira simpática.

Se nos anos 2000 as adaptações literárias são modificadas para funcionar melhor ao público do cinema, não consigo imaginar como era esse processo nos anos 1930, mas tudo indica que isso também acontecia na época. Eu gostei da versão de Hitchcock, também por ter mantido parte dos cenários da Escócia, um dos meus pontos favoritos no livro, mas ainda prefiro o ponto de partida de John Buchan. Vale ler o livro e assistir o filme, e encarar ambos como histórias paralelas de uma mesma ideia. 

Beijos!
Imagens: Divulgação

26 de fevereiro de 2017

Os 39 degraus de John Buchan



Os 39 degraus
Autor: John Buchan
Editora: Tordesilhas
Edição: 2011
Páginas: 150
Skoob | Goodreads
Compre no Submarino | Amazon

CONFIRA TAMBÉM
12 livros para 2017
A história se passa em Londres, às vésperas da I Guerra Mundial. Quando um milionário escocês Richard Hannay tentar espantar o tédio levando uma vida de playboy, até conhecer um vizinho misterioso com uma informação bombástica: haverá um assassinato político na cidade capaz de jogar toda a Europa em um conflito sem precedentes. Essa informação muda o rumo da vida do personagem principal. Quando um homem aparece morto em sua sala de visitas, Hannay se angaja no combate às forças hostis, na verdade uma organização alemã, mergulhando em uma aventura repleta de pistas falsas, vilões traiçoeiros e reviravoltas. O febril thriller de John Buchan (1875-1940), publicado em 1915, trocou o estilo descritivo e cerebral das histórias de Sherlock Holmes pela narrativa enxuta e ágil que iria influenciar as tramas de suspense do cinema e os livros protagonizados pelo agente James Bond. Tanto que o romance é na verdade mais conhecido por sua encarnação cinematográfica dirigida por Alfred Hitchcock em 1935. Com quase um centenário, ‘Os 39 degraus’ ainda diverte com um herói atrevido e o inesgotável fascínio das teorias conspiratórias.