Os 39 degraus de John Buchan

26 de fevereiro de 2017



Os 39 degraus
Autor: John Buchan
Editora: Tordesilhas
Edição: 2011
Páginas: 150
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A história se passa em Londres, às vésperas da I Guerra Mundial. Quando um milionário escocês Richard Hannay tentar espantar o tédio levando uma vida de playboy, até conhecer um vizinho misterioso com uma informação bombástica: haverá um assassinato político na cidade capaz de jogar toda a Europa em um conflito sem precedentes. Essa informação muda o rumo da vida do personagem principal. Quando um homem aparece morto em sua sala de visitas, Hannay se angaja no combate às forças hostis, na verdade uma organização alemã, mergulhando em uma aventura repleta de pistas falsas, vilões traiçoeiros e reviravoltas. O febril thriller de John Buchan (1875-1940), publicado em 1915, trocou o estilo descritivo e cerebral das histórias de Sherlock Holmes pela narrativa enxuta e ágil que iria influenciar as tramas de suspense do cinema e os livros protagonizados pelo agente James Bond. Tanto que o romance é na verdade mais conhecido por sua encarnação cinematográfica dirigida por Alfred Hitchcock em 1935. Com quase um centenário, ‘Os 39 degraus’ ainda diverte com um herói atrevido e o inesgotável fascínio das teorias conspiratórias.

Os 39 degraus de John Buchan foi o primeiro livro da lista de 12 leituras para 2017 que risquei da meta. Publiquei o vídeo recentemente (confira no link acima), e logo em seguida escolhi o título como leitura da bolsa e foi uma ótima opção, já que a história é dinâmica, ágil, os capítulos são curtos e a conspiração da trama envolvente.

O livro acompanha o personagem Richard Hannay, um homem de meia idade que após fazer fortuna se muda para Londres em busca de uma vida tranquila e divertida, no entanto, logo Hannay percebe que mesmo em uma capital tão importante como a da Inglaterra, existe tédio. E muito. Até que seu vizinho do quarto de cima bate em sua porta com uma história de conspiração muito louca e sem pé nem cabeça.



A história tem como pano de fundo o ano de 1914, as vésperas da Primeira Guerra Mundial. Narrado em primeira pessoa, Hannay parece cético quanto a história que ouviu, mas tudo muda quando encontra o corpo de seu novo amigo assassinado dentro de seu próprio apartamento. A partir daí, o protagonista começa uma fuga que visa evitar a polícia até que o crime seja esclarecido e também investigar a história tão mirabolante contatada pelo vizinho.

O primeiro ponto positivo da história é a imprevisibilidade. Hannay nunca imaginou que apesar de todo o tédio se envolveria em uma conspiração internacional e a partir disso é muito espirituoso e humorado quanto a tudo que enfrenta no caminho. Verdade que seu passado militar contribui para sair de algumas situações realmente difíceis, mas a sucessão de acontecimentos é inevitável e sempre inesperada

O capital, disse-me ele, não possuía consciência nem pátria.
página 13

Outro aspecto que me agradou é o cenário. O protagonista foge para uma região erma e afastada da Escócia, país que nunca tive atenção especial, mas que depois do livro me despertou interesse. Lógico que passaram 100 anos do contexto descrito, mas adorei os personagens prestativos que surgiram no caminho de Hannay ao longo das estepes e das regiões rurais do país.

Os 39 degraus é um livro objetivo e sem enrolação e sinto saudades de ler tramas policiais assim. A impressão que eu tenho, reforçada pela história de John Buchan, é que antigamente os autores não precisavam de toneladas de páginas e vais e vens intermináveis para contar uma boa história de suspense. Além disso, o personagem é muito carismático e concentra, de fato, todas as atenções do livro, o que funciona bem para o enredo, também por conta da narrativa. 




Para terminar, quero comentar rapidamente sobre as muitas cenas convenientes do livro. Isso não é uma surpresa, já que histórias do gênero tem uma tendência a exagerar no recurso, mas Os 39 degraus é todo pautado pela sucessão de acontecimentos que, de uma forma ou outra, beneficiam o protagonista mesmo quando parece impossível. Fui tolerante com esse aspecto, mas ele foi o responsável pela história de John Buchan não ganhar nota máxima.

Minha avaliação no Skoob para Os 39 degraus foi de quatro estrelas. No geral a história de John Buchan me agradou muito, funcionou como livro da bolsa, ou seja, aquela história que lemos no ônibus, na fila do banco ou no horário de almoço, além de ter me reaproximado desse gênero tão querido que é o policial/ suspense. Recomendo o livro para que gosta de tramas de conspiração, autores antigos, cenários exótico e pano de fundo histórico.

Beijos!
Foto: Nine Stecanella
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