10 de agosto de 2018

3 motivos para assistir O conto da aia

A lista de hoje é para exaltar de pé uma série que virou favorita quando eu nem tinha intenção em parar para assistir: O conto da aia (The Handmaid's Tale, no original). Eu ainda não li o livro de Margaret Atwood que deu origem a essa adaptação, mas sem dúvida vou incluir na minha lista de desejos porque a história me prendeu do início ao fim e foi impossível esquecer até concluir toda a temporada de estreia.

Lançada originalmente na plataforma Hulu , a primeira temporada de O conto da aia tem 10 episódios. Exibida no Brasil com exclusividade pelo Paramount – a série entrou na minha vida em um dia aleatório, talvez há dois ou três meses, quando trocando de canal me deparei com a adaptação na televisão. Em pouco mais de 10 minutos eu estava vidrada e querendo mais da história. Por isso, e já que o Paramount anunciou a segunda temporada para 2 de setembro, aí vão três motivos para incluir a série na lista de opção para o final de semana (e a vida).



1. CONTEXTO SOCIAL E POLÍTICO
A primeira impressão é estranheza. A sociedade apresentada na história pautada por uma religião severa e a falta de direito das mulheres, dominação dos homens e falta de individualidade para aquelas que ainda podem ter bebês parece distante do que vivemos agora, um tempo marcado pela luta feminista. No entanto, conforme a série avança e os episódios revelam a trama, é assustador como algumas ideias se aproximam demais do dia a dia de qualquer pessoa, como a estrutura social dominante favorece poucos e como muitos dos personagens estão condicionados a viver uma vida de aceitação e até agradecimento, mesmo que seja pelo mínimo. Através de flashbacks a história dos personagens é contada entre passado e presente que mostram a diferença de vida e como cada um se adaptou a nova política. Esse é o ponto principal da adaptação e para quem gosta de discussões sociais e histórias distópicas é motivo suficiente. E tem mais.

2. OFFRED
Fazer uma lista de recomendação de O conto da aia e não exaltar a protagonista Offred, ou melhor, June – seria uma injustiça. A personagem, e gancho para a incrível Elisabeth Moss que a vive na adaptação, é muito do que faz com que o telespectador continue na história. Não apenas porque é forte, mas também é curiosa, atenta, espera, perspicaz e até ousada. Procura o máximo de informações, entender o maior número de pessoas e interpretar como, e se, pode sair da situação de escrava sexual de alguma maneira. A cor, os ângulos, a fotografia, as expressões faciais são essenciais para a interpretação da série, a história funciona como um todo, um ponto extra para a produção.



3. AIAS/ MULHERES
Offred/ June é a protagonista e figura que conduz o telespectador por esse novo mundo, mas todas as aias, tias e mulheres são importantes para contar a história. Pelas perspectivas distintas, pelos sentimentos contraditórios de cada uma, como parte de organizações e símbolos que embora sejam acima das aias, não são livres. Aliás, a própria existência das aias é um assunto que valeria a recomendação da série, porque embora mascaradas de salvadoras do mundo, já que têm a chance de gerar bebês, não tem qualquer outro direito ou oportunidade além daquele de ficar disponível para seu dono. Em tantos níveis esse debate é importante, de novo em tempos de luta feminista, legalização do aborto, feminicídio e abusos de todas as maneiras, as mulheres de agora, mesmo que de outra maneira, vivem em prisões como as aias da série.



O conto da aia foi outra daquelas séries que assisti sem planejar e até sem intenção, mas que foi fundamental para pesar questões importantes, em ano de eleição, em ano de sociedade brasileira e mundial complicada e de ânimos exaltados. Em 1985 quando Margaret Atwood lançou o livro a história causou impacto e tempo depois continua conversando de forma atual e assustadora com uma sociedade, a nossa sociedade, que precisa muito para evoluir. Já assistiu O conto da aia?

Beijos!

Fotos: IMDb

9 de agosto de 2018

Leitura todo dia: semana 79

Hoje é dia (na verdade era ontem, mas o sono me pegou cedo), de conversar sobre os livros lidos na semana que passou em mais uma edição na coluna Leitura todo dia. O resumo da vez é com as histórias que andaram comigo (literalmente ou não) entre 1º a 7 de agosto, que de mês infinito até agora não rendeu nada, passou voando, isso sim - e teve o total de páginas de 130 (que eu contei errado para os créditos no vídeo).

Laços de sangue de Fay Nedra Zachary é a novidade a aparecer por aqui, livro que comecei na quarta, 1º, e li até o domingo, 5. Uma história que apresenta dois fios condutores: uma mulher que se envolve em um relacionamento abusivo e um assassino de crianças e suas mães. Imaginei que terminaria o livro ainda nesse resumo 79, mas história é pesada, repugnante em certos momentos, e precisei de uma pausa para melhorar o ânimo.

Depois do hiato de uns 10 dias voltei para Deuses americanos de Neil Gaiman na segunda, dia 6. O intervalo afastada do enredo prejudicou meu interesse pela história, que tem desenvolvimento lento, várias trocas de cenários e personagens novos a cada trecho, além de poucos acontecimentos impactantes (até agora). Não pretendo abandonar o livro, mas já percebi que vai ser uma leitura arrastada. A semana encerrou sem leitura na terça, 7. E por aí, como foi esses primeiros dias de agosto?

Assista ao vídeo da semana 79 do projeto Leitura todo dia

LIVROS
Laços de sangue de Fay Nedra Zachary (compre no Estante Virtual)
Deuses americanos de Neil Gaiman (compre na Amazon)

Beijos!

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7 de agosto de 2018

A missão de Senar de Licia Troisi




A missão de Senar
#2 Crônicas do Mundo Emerso
Autora: Licia Troisi
Editora: Rocco
Edição: 2006
Páginas: 336
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LEIA TAMBÉM
A garota da Terra do Vento de Licia Troisi
A Missão de Senar é o volume que dá continuidade às Crônicas do Mundo Emerso, da italiana Licia Troisi. Dessa vez, a trama concentra-se no jovem mago e conselheiro, cuja missão no Mundo Submerso pode definir os rumos da defesa das Terras Livres do Mundo Emerso contra o Tirano.

6 de agosto de 2018

Leitura todo dia: semana 78 + sobre livros e problemas de enredo!

O que está acontecendo com agosto? O mês está voando. O resumo da vez do projeto Leitura todo dia finaliza julho, que coincidiu inclusive com o último dia do calendário, e tem livro finalizado e um bom geral de páginas, 246. Entre 25 a 31 de julho a história que me acompanhou foi A missão de Senar de Licia Troisi.

A leitura teve momentos de lentidão e um último dia de bom rendimento, mais de 100 páginas. Meu problema com esse segundo volume de Crônicas do Mundo Emerso foi bem parecido com o que aconteceu com o livro anterior: gosto do mundo criado por Licia Troisi, mas há muitos problemas de construção na personalidade dos personagens

A missão de Senar de Licia Troisi em breve vai ganhar comentário no Estante da Nine e vou aproveitar a publicação da semana - que tem apenas esses livro - para conversar justamente sobre problemas de enredo. Se eu não me identifico com a história o livro normalmente vai para a pilha do abandono, mas se tem algum aspecto da história que eu gosto, sigo na leitura. E vocês, abandonam ou não?

Assista ao vídeo da semana 78 do projeto Leitura todo dia 

LIVROS
A missão de Senar de Licia Troisi (compre na Amazon)

Beijos!

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4 de agosto de 2018

TAG dos 50% - as leituras do 1º semestre de 2018!

Vocês comentaram e votaram através do stories do Instagram e hoje eu vou responder a TAG dos 50%, um resumão das leituras do primeiro semestre de 2018. Na verdade, o vídeo saiu há alguns dias no canal (já é inscrito?), e agosto - o mês infinito - até agora voou e eu estou correndo atrás do tempo perdido para deixar tudo em ordem no Estante da Nine. São 15 perguntas e para algumas não tive resposta, mas no geral a publicação reúne várias dicas legais, vamos lá?

A melhor leitura do ano até agora é Parque Gorki de Martin Cruz Smith (opinião). Apesar da demora em terminar a história foi um dos livros que mais me surpreendeu nos últimos tempos e sem dúvida adorei ter garimpado no sebo. A melhor continuação na verdade é uma trapaça, já que comecei a série de J. Kendall pela revista número 41, e As aventuras de uma criminólogo de Giancarlo Berardi foi um ótimo exemplo de como meu ano foi variado até aqui, e assim que comprar mais volumes para a coleção volto a falar sobre essa história em quadrinhos no Estante da Nine.

Entre os livros lançados no primeiro semestre alguns que estão na minha lista de desejados são a nova edição de Jane Eyre de Charlotte Brontë, O amante da princesa de Larissa Siriane e Volte para mim de Paola Aleksandra, todos romances de época, o primeiro um clássico, os dois posteriores novidades de autoras nacionais. Por enquanto não tenho nenhum livro na lista de desejos que será lançado no segundo semestre.

Fanny Hill de John Cleland (opinião) foi o livro que me decepcionou no ano até agora, na verdade a única história que eu criei uma expectativa e o que encontrei foi diferente. Perdido em Marte de Andy Weir foi a leitura mais surpreendente até aqui, principalmente pela dificuldade em encarar as muitas informações científicas, que deixaram a leitura lenta, mas não estragaram de forma alguma o meu envolvimento com a história. Em breve tem opinião sobre o livro e o filme para o Desafio livros e seus filmes.

Novo autor favorito é Leon Uris que conheci com As colinas da ira (opinião), uma narrativa diferente e peculiar, com uma perspectiva da guerra diferente, porém pertinente e não tão popular entre as minhas leituras ou filmes que assisto, que normalmente focam especialmente nos acontecimentos da frente de batalha. Alguns pontos refletem sem dúvida o opinião do autor, não necessariamente o leitor concorda, mas a história é ótima.

Não rolou muito crush com personagem esse ano, por isso minha quedinha por personagem fictício ficou para Arcady Renko de Parque Gorki, investigador que protagonista uma série de livros e sem dúvida deve aparecer no Estante da Nine no futuro. Personagem favorito recente é o peculiar sr. Sammler de O planeta do sr. Sammler de Saul Bellow (opinião), outra leitura incrível da coleção Grandes Sucessos da Abril Cultural, que trás muitos contrates e reflexões no decorrer do enredo, vale a leitura.

O bloco das perguntas sem resposta chegou porque no primeiro semestre não teve livro que me fez chorar e nem uma história que me deixou feliz, já que os romances e dramas quase não apareceram entre as leituras. Contra tempo de Henri B. Neto (3 motivos para ler) e os contos de Olívia Pilar foram os livros mais aconchegantes do semestre, o mais próximo que posso chegar da resposta. Melhor adaptação também vou pular, porque não assisti filmes baseados em livros lançados esse ano.

Minha resenha favorita foi de Mundo perdido de Valerie Nieman Colander (opinião), um livro de ficção científica que me deixou bem contrariada no começo, mas que ao final foi uma boa experiência. O livro mais bonito que chegou na coleção foi a O colecionador de John Fowles (opinião), presente da Darkside Books que eu amei receber. Para terminar a leitura que preciso tirar da estante é Anna Karênina de Tolstói, livro que desde 2013 está na minha meta de leitura, todo ano, mas por enquanto nada. E por aí, como foram as leituras do primeiro semestre?

TAG dos 50% em vídeo publicada no canal do Estante da Nine

Beijos!