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23 de março de 2012

Princesas e damas encantadas de Joseph Jacobs




Princesas e damas encantadas
Organizador: Joseph Jacobs
Editora: Martin Claret
Edição: 2012
Páginas: 128
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Diferentemente do estereótipo de princesa que conhecemos – mulher frágil e sempre à espera de um bondoso e belo cavaleiro que a proteja –, as princesas celtas são mulheres corajosas que enfrentam os mais temíveis perigos para conquistarem a felicidade. Elas combatem bruxas tiranas, recusam casamentos forçados, lutam pelos homens que amam e até mesmo os salvam de emboscadas. São espertas, hábeis e cheias de truques de magia. Em Princesas e damas encantadas, estão reunidos contos da cultura celta que foram recolhidos da tradição oral e recontados por Joseph Jacobs, folclorista e estudioso dos mitos e lendas britânicos. Constituem este volume 12 contos de princesas muito corajosas e de damas misteriosas e mágicas. Aqui, revelam-se outras versões para muitas histórias que você conhece, ou imaginava conhecer.

Antes de falar propriamente do livro é preciso lembrar algumas das principais características dos contos de fadas: são histórias curtas, que tem como objetivo ressaltar conhecimentos e valores e, além disso, apresentar protagonistas (heróis, por exemplo), que sempre superam grandes obstáculos e no final vencem o mal. As versões mais populares para o público ocidental são dos alemães Jacob e Wilhelm, os Irmãos Grimm. E posteriormente as adaptações da Disney

Porém, ao começar a ler Princesas e damas encantadas: contos de fadas celtas, é preciso ter em mente que estes 12 contos organizados pelo britânico Joseph Jacobs tem características diferentes das versões mais consagradas. Acredito que em algum momento da história, quando a tradição oral surgiu, todas as versões se fossem parecidas. No entanto, com o passar das décadas (séculos, até mesmo), cada região do mundo foi aproximando as histórias de suas características culturais.

Como a sinopse apresenta, as personagens dos contos celtas são fortes, valentes e ambiciosas. Não existe a fragilidade excessiva das princesas que precisam da figura masculina, do pai ou do marido (príncipe) para defendê-las. A atmosfera romântica do livro é mais singela, entretanto, mais verdadeira. 

O ponto que mais gostei dos contos celtas foi a atmosfera sombria. O mistério permeia a maioria das histórias, assim como os personagens sinistros e o ambiente amedrontador. Existem elementos em comum com as versões mais populares, como um certo sapato ou um envenenamento, mas no geral são uma mistura de contos de fadas e terror.


Sobre a edição: gostei da capa. A imagem representa muito bem a essência das personagens. A diagramação é simples e não prejudica a leitura. Não encontrei problemas de tradução, mas é bom ressaltar que o texto é repetitivo, uma característica marcante dos contos de fadas.

Indico o livro para quem gosta de cultura celta e contos de fadas, além de professores que trabalham com o gênero em sala de aula.

Beijos!

*Livro recebido da editora Martin Claret
**Ajude o blog comprando pelo link indicado no post ou através do banner do Submarino
as compras pagas geram comissão ao Estante da Nine

29 de dezembro de 2011

A jornada de Erin E. Moulton






A jornada
A história de quatro irmãs e uma viagem inacreditável
Autora: Erin E. Moulton
Editora: Novo Conceito
Edição: 2011
Páginas: 200
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Grandes coisas estão prestes a acontecer na casa dos Maple. A mãe vai ter um bebê,o que significa que agora haverá quatro irmãs Rittle em vez de apenas três. Mas quando a bebê Lily nasce prematura e não pode vir do hospital para casa, Maplesabe vai até ela para salvar sua irmã. Então, ela e Dawn, armada com um mapa e alguns restos do jantar, descem rio abaixo e atravessam uma montanha para encontrar a mulher sábia que pode conceder milagres. Agora é não apenas a sobrevivência de Lily que eles têm que se preocupar, mas também a sua própria. Os perigos que Maple e Dawn encontram em sua jornada as fazem perceber uma ou duas coisas sobre milagres - e sobre elas mesmas.

Alguns livros infantis funcionam bem para o leitor de qualquer idade. Não posso dizer o mesmo de A jornada. Li sem grandes expectativas, mas na época de seu lançamento as resenhas publicadas pelos blogs que visitei eram bem divididas - entre bom e ruim. Embora haja pontos positivos, foi uma leitura que me deixou com muitas interrogações quanto ao enredo.

É preciso destacar, em primeiro lugar, o trabalho gráfico da editora Novo Conceito para o livro. Um dos mais bonitos lançados em 2011 e muito atraente ao público que se destina: o infantil. Também é válido ressaltar o bom texto de Erin E. Moulton. Uma leitura fácil, rápida e bem escrita. O que não funcionou comigo foi o enredo mesmo!

O primeiro ponto que não fez sentido foi subtítulo do livro: a viagem é feita pelas duas irmãs mais velhas e protagonistas do livro: Maple e Dawn. A terceira irmã fica aos cuidados da vó. Enquanto a quarta é recém nascida. É lógico que entendi o sentido que a autora quis dar ao livro - o amor incondicional entre irmãs. Mesmo assim, ele dá a impressão que são as quatro nesta jornada, quando na verdade, são apenas duas.

Foto: Divulgação

As duas crianças são totalmente maduras para viver uma situação limite dentro de uma floresta. Mas, ao mesmo tempo, acreditam incondicionalmente em uma lenda local e na sua água milagrosa. Isso me pareceu um pouco incoerente, até para uma história infantil. E a borboleta, capa e símbolo do livro, aparece em poucos momentos, mesmo que significativos, mas em nenhum trecho é explicado por que motivo ela tem essa representação. Poderia ser qualquer outro inseto, animal ou coisa do tipo.

Gostei muito das protagonistas e da jornada em si (na floresta). Não gostei foi da motivação, da lenda. Imagino Maple e Dawn em um livro de ação e suspense infanto-juvenil e não em um contesto como o de A jornada. O final é previsível, em parte, mas a mensagem é interessante. Como falei no início, não acredito que seja um livro para todos os leitores. Vejo como uma história realmente infantil. Quem sabe para um público de 10, no máximo, 12 anos.

Beijos!

*Livro recebido da editora Novo Conceito, parceira do Estante da Nine
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21 de junho de 2011

Raízes e asas de Ronaldo Luiz Souza





Raízes e asas
Autor: Ronaldo Luiz Souza
Editora: Usina de Letras
Edição: 2010
Páginas: 156
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Um pássaro migratório em busca da sabedoria. Um pinheirinho solitário em um vale deserto. Estes são os personagens desta cativante e envolvente estória que nos revela a essência de verdades universais e nos desperta para a preciosidade da vida, da alegria e do amor.

Raízes e asas tem um tom de autoajuda. Mas se você, leitor, que passa pelo blog agora e não gosta desse gênero, aconselho a dar uma chance ao livro. Não é uma história que vai mudar sua vida, isso é certo, mas é uma leitura envolvente e reflexiva. Se você está cansado de outros estilos, é uma boa opção. 

O livro faz uma analogia através da história de um pássaro e uma árvore. O pássaro, que tem como sonho liderar seu grupo nas idas e vindas das estações alcança seu objetivo. Contudo, sofre um grave acidente, que fere sua asa e o impede de voar. O bando segue viagem enquanto o pássaro fica em um grande deserto onde apenas uma árvore é vista. 

Essa árvore, um pinheiro, sofre por não conseguir cobrir o grande deserto com mais árvores, flores e plantas. Por ser jovem, a árvore ainda não produz pinhas e espera, paciente, até que o tempo permita que sua situação mude.

É no cenário mais improvável que uma grande amizade começa e a partir dela tudo muda na vida do pássaro e da árvore...

Beijos!