19 de novembro de 2010

Indomada de P.C. Cast e Kristin Cast



A vida se complica quando seus amigos estão furiosos com você. Basta perguntar a Zoey. Ela se tornou uma especialista no assunto. Mas mesmo rejeitada, ela não os culpa, sabe que é apenas uma conseqüência de seus próprios atos. Neste quarto livro da série HOUSE OF NIGHT, Aphrodite tem novas visões sangrentas, que incluem uma grande guerra entre vampiros e humanos, liderada por Neferet, e a morte de Zoey. As mudanças ocorrem tão rápido que parece que toda a lógica desapareceu do mundo. Lealdades são testadas, intenções verdadeiras e chocantes vêm à luz, e um antigo mal desperta. Zoey sente que deve mudar o curso das coisas, mas ninguém parece ouvi-la.

ATENÇÃO! ESSA RESENHA CONTÉM MUITOS SPOILERS!

Cheguei ao quarto livro da série House of Night e foi uma ótima ideia continuar lendo. Mas antes de falar do livro, vou fazer algumas considerações.

1 – Essa é uma das séries que gera muita controvérsia. O primeiro e segundo livros [Marcada e Traída] não foram bons. Eram repetitivos e chatos e também achei pessimamente escritos. Não sei se quem leu inglês teve a mesma impressão;

2 – Mas se era chato porque tu continuou lendo Nine? Simples, quando comprei esses livros, comprei os três primeiros juntos, logo, quando terminei de ler Traída, já tinha o Escolhida, e como eu já tinha na coleção resolvi ler. E foi aí que as coisas mudaram; 

3 – Realmente Indomada não parece escrito pelas mesmas autoras, mas... 

4 – Eu não recomendo essa série para quem nunca leu nenhum dos livros por dois motivos: 1º porque serão 13 livros [se não me engano]. Não quero carregar o peso de indicar uma série tão grande correndo o risco de 80% das pessoas não gostarem. 2º porque ela não é incrível. Na minha opinião é boa. E só. 

Pois bem! Depois de deixar seus amigos furiosos, Zoey tenta de todas as maneiras provar que tudo foi para o bem deles. E mais, Aphrodite se torna sua única amiga nesses primeiros momentos de Indomada. Uma mudança e tanto, já que as duas eram inimigas quando Zoey chegou na Morada da Noite e tomou todas as atenções.

Depois de algumas folhas, Zoey enfim explica parte da confusão aos amigos e tudo volta ao normal. Só que claro, por um motivo grave: a visão de Aphrodite que mostra duas “versões” da morte de Zoey e o verdadeiro apocalipse entre vampiros e humanos. Mas é azarada. Desde que ela entrou na Morada da Noite só se meteu em confusão. Para amenizar a situação, uma visita inesperada chega na escola para evitar que Neferet inicie sua guerra contra os humanos. Depois de muita cena, a grande sacerdotisa consegue concluir seu plano, despertar um grande e poderoso mal. 

Aí, mais uma vez, começa o heroísmo de Zoey. Sim, ela salva e protege os amigos, consegue fugir da Morada da Noite graças ao seu círculo com os cinco elementos e vai para as passagens subterrâneas onde Stevie Ray morava com os “novatos vermelhos”. E aí a coisa toda só vai continuar em Caçada, que espero começar a ler semana que vem!

Não citei acima porque quis deixar para o final, mas é claro que Zoey, com os hormônios mais acelerados que carro de Fórmula 1, está mais uma vez toda encrencada com aquele monte de meninos. O ex-namorado humano. Eric Night que volta para a escola como professor. E um novo aluno, arqueiro, que nem bem chegou já foi morto por Neferet como parte do plano para despertar Kaloma!

Quem começou a ler House of Night e parou, continuar vai garantir algumas surpresas. Quem ainda não leu, reserve um tempinho, aproveite as promoções dos primeiros livros da série, porque a cada novo volume, a história ganha mais aventura, mistério e magia.

Beijos!


11 de novembro de 2010

Garota da Vitrine [Shopgirl] - direção de Anand Tucker


Olá pessoal!
Para entender um pouco desse post seria bom ler o logo abaixo sobre A balconista! O filme Garota da Vitrine [Shopgirl, em inglês] é baseado no livro de Steve Martin. Gostei muito mais do livro, mas vou tentar falar um pouco sobre o que eu achei desse filme.

Mirabelle (Claire Danes) é uma jovem que trabalha na seção de luvas da Saks Fith Avenue, em Beverly Hills. Ela é uma artista que luta para se manter, vivendo sempre no limite do cartão de crédito e empréstimos bancários. Até que encontra Ray Porter (Steve Martin), um homem bem mais velho por quem se apaixona. A partir de então sua vida muda drasticamente, com os problemas financeiros ficando no passado. Porém, quando sua vida parecia ter entrado nos eixos, ela passa a ser assediada por Jeremy (Jason Schwartzmann), um músico recém-formado.

Falando em partes - gostei muito do cenário. Foi bem fiel ao livro. O trabalho de Mirabelle, sua casa, a casa de Ray e Jeremy. Visualmente os personagens também se aproximaram muito daquilo que eu imaginei. Embora, o livro deixe claro que Mirabelle é sofisticada, achei ela mais para simples/ cafona no filme. Mas tudo isso fica de lado com a atuação de Claire Danes, que é ótima atriz. 

Falando diretamente da personagem principal, achei que os momentos dramáticos ficaram bem claros, mas o livro é muito mais engraçado. Isso não apareceu no filme. Assim, a adaptação ficou mais pesada, com o ritmo mais lento. Diria, bem chato, perto do livro, que acabei em um dia.

Não se tem muito o que falar de Ray Porter. Steve Martin incorporou fielmente o personagem que ele mesmo escreveu. Há algumas diferenças sim, mas é sempre bom lembrar que é uma adaptação. E sou da opinião que o livro é melhor em 90% das vezes [único caso que achei melhor a adaptação foi Diários do Vampiro]. Jeremy também é bem próximo do personagem do livro, mas achei ele mais infantil no filme. Já no fim de A balconista, Steve Martin dá uma ideia de uma madurecimento bem maior em Jeremy, no filme ele só troca de roupa e penteia o cabelo. 

As cenas de drama foram bem intensas, mas preciso repetir que o livro é mais empolgante e mais engraçado. Confesso que vi o filme em duas partes. Pouco depois da metade me cansei. Assisti o resto só no dia seguinte. De qualquer maneira, a mensagem do livro, foi a mesma do filme. Mirabelle supera os problemas, com dificuldades, sim, mas achei uma bela lição de superação. 

ASSISTA AO TRAILER

Mais informações e sinopse no Adoro Cinema

Beijos!

10 de novembro de 2010

A balconista de Steve Martin








Neste romance, Steve Martin mostra uma nova faceta de sua personalidade: um homem sério, sensível e inteligente, dotado de um humor fino, que não perde nem nas ocasiões mais delicadas. A balconista, sucesso de público e crítica nos EUA, é a história pungente de Mirabelle - uma bela mulher de 28 anos - e de seus sonhos, desejos e romances nas ruas de Los Angeles.

Nunca fui muito boa com a definição de um livro, mas esse é engraçado, sensível e dramático. Isso mesmo! Pode ser difícil imaginar uma história com sentimentos tão diferentes, mas a vida de Mirabelle circula por altos e baixos, como nós. É uma história muito, muito real.

Ela trabalha no departamento de luvas de uma grande loja. Mas sua paixão é o desenho. Esse é o primeiro conflito que o livro trás. Mirabelle tem sim ambição, mas como precisa pagar suas contas, continua atrás de seu balcão, passando dias e mais dias, entediada, olhando pras meninas dos outros departamentos, sempre com muitos clientes, e com uma pontinha de inveja.

Mirabelle também não tem muita sorte no amor. E esse é o principal tema do livro. Seu relacionamento com um homem mais velho não termina como ela [e nós] imaginamos. E quando chega o momento mais dramático, ela toma sua decisão. Que não é fácil, mas é a mudança.

Ela também sofre de depressão, e um dos momentos mais delicados é quando os remédios param de fazer efeito, e tudo a sua volta perde o sentido. Embora pareça uma história triste, Steve Martin soube como colocar muito humor nela. E ao longo de todo livro é essa confusão de sentimentos. Choro e riso! 

No final, Mirabelle não encontra um grande amor, mas começa a dar um rumo na sua vida, o mais próximo daquilo que ela gostaria que fosse. E essa é a mensagem do livro: nada é fácil, sentimos amor e ódio ao mesmo tempo e precisamos escolher, caso contrário, uma decepção maior será somente nossa responsabilidade. 

Para entender melhor, vai uma mostra!

Na verdade, nessas festas, o poder permanece nas mãos de mulheres espiritualmente neuróticas, que atraem exatamente os homens que têm necessidade de domá-las. Mirabelle atrai outro tipo de homens, os mais tímidos e reticentes. Olham para ela por um longo tempo antes de se aproximar. Quando encontram alguma coisa nela que desejam, trata-se simplesmente de algo que está dentro dela.

Minha próxima resenha será sobre o filme baseado no livro.

Beijos!

4 de novembro de 2010

O Hobbit de J.R.R. Tolkien





Bilbo Bolseiro é um hobbit que leva uma vida confortável e sem ambições, raramente aventurando-se para além de sua despensa ou sua adega. Mas seu comportamento é perturbado quando Gandalf, o mago, e uma companhia de anões batem à sua porta e levam-no para uma expedição. Eles têm um plano para roubar o tesouro guardado por Smaug, o Magnífico, um grande e perigoso dragão. Bilbo reluta muito em participar da aventura mas acaba surpreendendo até a si mesmo com sua esperteza e sua habilidade como ladrão.

Provavelmente essa seja a "resenha" mais difícil de escrever até aqui. Estou falando de TOLKIEN. Não é de se espantar que faz uma semana que tento, e só agora resolvi escrever.

Você com certeza já ouviu falar de Tolkien, certo? Bom, nada do que eu escrever aqui vai chegar a grandeza de sua obra, de forma que não vai ser assim, uma resenha, vai ser mais como comentários do que eu achei desse livro, O Hobbit, que depois de muita luta judicial deve enfim começar a ser filmado, com previsão se lançamento para 2012.

Bilbo Bolseiro é nosso adorável hobbit que vive feliz na sua confortável toca até que Gandalf, o mago mais que misterioso, bate na sua porta com um bando de anões. Querem levar Bilbo a uma aventura em busca de um tesouro, guardado por Smaug, um dragão tão ambicioso que todo o ouro, prata e pedras preciosas que ele guarda com tanto zelo não lhe servem de nada, a não ser é claro, sua armadura composta de tudo isso. Sim, Smaug ficou tanto tempo sobre o tesouro que ouro, prata e pedras preciosas se juntaram ao seu corpo (diríamos assim, sua barriga) e o protegem como uma armadura, exceto, uma pequena parte no lado esquerdo, ou seja, o coração do dragão.

Bom, existe um motivo pra eu ter gostado tanto desse livro. Um não, vários. Primeiro a forma como Tolkien escreve. Ele conversa com o leitor. Segundo porque Bilbo é um reflexo do que todos nós somos. Vou explicar. Ele não queria sair de sua toca. Ele estava perfeitamente bem e não tinha interesse nenhum em aventuras. Mas Gandalf e os anões não lhe deram outra opção, então ele foi. Contra sua vontade.

Bilbo não imaginava o que a aventura seria, mesmo! Mas ele foi. E como hobbit, era considerado e mais fraco de todos. Os anões não entendiam porque raios Gandalf fazia tanta questão de que Bilbo Bolseiro fosse. O hobbit era atrapalhado, resmungão, e só falava na sua toca tão confortável e protegida e suas despensas lotadas, mas...

Como eu disse ali em cima, Galdalf era um mago muito misterioso, e como o objetivo não é contar detalhes do livro, mas só dar uma ideia, Galdalf se foi e deixou Bilbo no comando dos anões. E nessa altura do livro os anões já tinham uma outra visão do hobbit. O que quero dizer com tudo isso é o seguinte: Bilbo era hostilizado e desacreditado, só que ao longo da viagem não deixou se intimidar por isso, e foi aprendendo uma coisa aqui, outra ali, e no fim das contas, se tornou aquilo que era sua finalidade, um ladrão.

Como essa é uma "resenha" atípica, vou escrever dois trechos. E você que ainda não leu, LEIA!

Ladrões! Fogo! Assassínio! Uma coisa assim não acontecia desde que viera para a Montanha! Sua fúria ultrapassava qualquer descrição - o tipo de fúria que só se vê quando pessoas ricas, que têm mais do que podem apreciar, de repente, perdem algo que possuem há muito tempo, mas que nunca usaram ou quiseram. Arrotou fogo, o salão encheu-se de fumaça, ele sacudiu as raízes da montanha. Em vão forçou a cabeça contra a pequena abertura; depois, enrolando o corpo, saiu de seu covil profundo pela grande porta, pelos enormes corredores do palácio da montanha, subindo na direção do Portão Dianteiro.
- Não - disse Thorin - Há mais coisas boas em você do que você sabe, filho do Gentil Oeste. Alguma coragem e alguma sabedoria, misturadas na medida certa. Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre. Mas, triste ou alegre, agora devo partir. Adeus!

Deu pra perceber que as críticas feitas por Tolkien ainda são bem válidas?!

E pra finalizar, prestem muito atenção no capítulo Adivinhas no escuro. Pra mim, o melhor. Tem nosso hobbit Bilbo Bolseiro, o Gollum, as adivinhas e um anel muito preciso!

Beijos!