O suplício de Angélica de Anne e Serge Golon

13 de janeiro de 2019




O suplício de Angélica
#2 A Marquesa dos Anjos
Autores: Anne e Serge Golon
Editora: Nova Cultural
Edição: 1989
Páginas: 304
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Os amores de Angélica de Anne e Serge Golon
De um momento para outro, Angélica viu-se arrancada do esplendor da corte de Luís XIV e atirada no mais negro infortúnio. O marido a quem tanto amava caíra em desgraça perante a Inquisição e desaparecera nas masmorras da Bastilha, tendo todos os seu bens confiscados. Com o coração partido, abandonada à própria sorte numa Paris estranha e hostil, a garota rebelde de Monteloup esvaía-se na dor de seu desamparo. Por conhecer um terrível segredo de Estado, tornara-se alvo de uma conspiração, que visava silenciá-la. Seus inimigos eram poderosos e ela estava sozinha. Do desespero nascia uma nova Angélica, sem as doçuras e ingenuidades do passado. Agora, resistente à adversidade e cruel com os homens, seria implacável como a fatalidade que decidira seu destino.

Eu fechei as leituras de 2018 com o segundo volume d‘A Marquesa dos Anjos de Anne e Serge Golon, O suplício de Angélica, e já passou da hora de escrever sobre esse livro favorito aqui no Estante da Nine. Cada publicação da série vai ganhar um comentário por aqui (para canal estou pensando em vlogs com temas interessantes), e dentro do possível vou tentar comentar sobre o tema principal sem grandes spoilers (na medida do possível, já que é o livro 2).

A história começa com a viagem de Angélica, Joffrey de Peirac, família e parte da criadagem para Paris onde toda a nobreza deve se encontrar para prestigiar a chegada do rei. Angélica percebe logo na chegada a capital que um clima sombrio e misterioso permeia sua família e toda realeza do lugar e após o sumiço do marido a heroína se dá conta de que impressão é mais real e assustadora do que poderia imaginar.



Começa assim a trama principal de O suplício de Angélica que é pautada basicamente pela prisão de Joffrey de Peirac e os meios, se é que eles existem, para que ele tenha um julgamento e uma chance de deixar a Bastilha. Os primeiros desafios de Angélica são dispensar toda criadagem e viver uma vida onde tudo depende dela e como administrar o pouco dinheiro que tem, já que todos os bens do marido e seus foram confiscados pela justiça.

Angélica é rejeitada pela família, sofre abuso sexual, é quase morta após a prisão de Joffrey e faz amigos improváveis. Tudo isso faz com que a personagem ande por lugares incomuns para pessoas ricas, o submundo de Paris, um dos pontos altos do livro, já que existe muito mais sinceridade e camaradagem se comparada com a nobreza, além de colocar a personagem num contexto totalmente diferente do vivido até então.



Outro ponto positivo da história é que toda a parte judicial poderia ser uma extrema chatice, mas a peculiaridade do caso e os próprios desafios de Angélica tornam o enredo interessante, reflexivo e até com um toque incrível de suspense, já que tudo é incerto e a protagonista foi aconselhada mais de uma vez a sumir da vista.

A parte jurídica é importante e nesse ponto a religião cresce em relevância na história já que o caso de Joffrey de Peyrac mais que uma afronta a nobreza é um desvio de conduta e bons costumes, tudo que os conservadores e religiosos condenam, além do próprio mistério da origem da fortuna. Mesmo sem conseguir provar contrabando, as autoridades encontram outra maneira de condená-lo a forca.



Ambientado na França de 1660 o livro tem uma riqueza de detalhes que me surpreende desde o primeiro contato com a série através do livro 23, mais que o romance ou cenas sensuais, a história de Angélica e Joffrey é o que eu classifico na minha estante como aventura histórica, com o equilíbrio perfeito entre religião, política, sociedade e romance.

No desfecho da história Anne e Serge Golon utilizam um artifício interessante para fazer com que Angélica e o leitor não vejam a cena final, o desfecho de Joffrey de Peyrac. Como eu já li um volume avançado da série sei que o me espera, mas a personagem não e estou curiosa tanto pelo caminho que ela vai seguir e principalmente onde ele a levará. Nos vemos em algumas semanas para falar de novo sobre A Marquesa dos Anjos.

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella
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