Minha vez de brilhar de Erin E. Moulton

7 de janeiro de 2015




Minha vez de brilhar
Autora: Erin E. Moulton
Editora: #irado (Novo Conceito)
Edição: 2014
Páginas: 288
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Em uma noite, Indie faz um pedido para uma estrela. Ela quer muito reencontrar a sua lagosta de estimação, e também quer que sua irmã Bibi volte a gostar dela. Mas ter os seus desejos realizados pode exigir dedicação integral! Indie trabalha no teatro durante o dia, mostrando a Bibi e seus amigos o quanto ela pode ser útil. À noite, ela procura sua lagosta perdida, e para isso conta com a ajuda de seu novo grande amigo, Owen. Tudo vai bem até que Bibi e sua turma começam a pegar no pé de Owen, o maior exemplo de nerd e futuro loser. Será que Indie vai conseguir manter em segredo sua amizade com Owen? Será que, para ser uma pessoa melhor, Indie precisa mesmo ser diferente?

Oi gente, tudo bem? Hoje vou contar um pouco sobre a leitura de Minha vez de brilhar de Erin E. Moulton. Conheci o trabalho da autora com A jornada que, no fim das contas, não foi uma leitura tão legal porque tem a característica de fábula, mas eu não tive empatia pelas personagens. Com este, por outro lado, a química foi imediata. Um dos principais motivos é por se passar em uma cidade de praia e, como já disse muitas vezes em vídeos e posts, sonho em morar em um lugar assim. Também adorei a protagonista Indie. Que criança aventureira e cativante.

A trama gira em torno das irmãs Indie e Bibi, que sempre foram grandes amigas, mas têm se afastado a cada dia. Bibi está na transição entre a infância e a pré-adolescência. Indie, por outro lado, ainda não chegou nesta etapa. Elas tem cerca de um ano de diferença e, até então, “compartilhavam dos mesmos sentimentos e gostos”. A relação das irmãs piora muito quando Indie perde sua lagosta de estimação, Monty Cola, que se escondeu em sua mochila e causou a maior cena na escola. Resultado: Indie se consagrou como “a” esquisitona do colégio.


Além de tratar sobre a relação entre irmãos, a paixão pelos animais e por aventura, o livro mostra como crianças podem ser incrivelmente más. E incrivelmente determinadas. Bibi participa das atividades de teatro nas férias de verão e, para se aproximar da irmã, Indie resolve ajudar nos bastidores. E isso nos levará ao outro tema central do livro: a amizade entre a protagonista e Owen, “o” nerd do lugar. A partir daí temos duas Indies no enredo: a garota focada em provar para irmã que não é um desastre e a melhor amiga de um garoto que, na verdade, tem vergonha de se assumir amiga.

Ao mesmo tempo que Erin E. Moulton aborda assuntos importantes com sutileza e realismo, temos uma pitada de aventura nos encontros secretos de Owen e Indie. Na verdade, a única coisa que me desagradou e por isso o livro não levou cinco estrelas foi a demora dos pais das meninas em descobrir as escapadas noturnas da protagonista (e a obsessão de Bibi em ser uma estrela). Fora isso, o clima mágico de praia e a conexão secreta entre as irmãs traz ao livro a dualidade de estar em transformação e amar as coisas que sempre amamos.


A narrativa em primeira pessoa poderia ter transformado Indie em uma chata, mas ela é uma criança incrível. Ao mesmo tempo que quer se aproximar da irmã, a protagonista não tem interesse em mudar quem é e nem esconder sua amizade com Owen. Apesar de tomar algumas decisões erradas, Indie tem plena consciência disso, não como a análise de um adulto sobre a questão, mas com aquele sentimento de que algo não está certo.

Minha vez de brilhar foi uma surpresa MUITO boa. Primeiro porque não gostei do livro anterior da autora e não estava esperando nada de especular desse e, segundo, porque apesar de ser uma história infantil, leve e rápida, faz pensar sobre temas importantes. Sobre o tipo de crianças que fomos e o quanto de nossas decisões no passado, por mais simples que tenham sido, são reflexos do que somos hoje.


O livro saiu pelo selo #irado da Novo Conceito e a edição é linda. A capa é dura com detalhes holográficos. As folhas são amarelas e cada início de capítulo tem detalhes. As páginas são bem diagramadas e não precisei forçar a lombada do livro. No entanto, algumas folhas da minha edição estavam sem o corte na parte inferior.

Recomendo a leitura porque realmente Minha vez de brilhar foi uma ótima experiência. Apesar de não ter gostado muito do título, ele faz sentido (e faria ainda mais se fosse sobre Bibi). O título original, Trancing stars (algo como Traçando/ mapeando estrelas), combina mais com a história. A capa brasileira é muito bonita, mas a edição americana representa melhor o livro. Ufa! Acho que é isso por hoje. Gostaram do post?

Beijos!
Fotos: Nine Stecanella
Livro recebido da editora Novo Conceito
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