A menina mais fria de Coldtown de Holly Black

9 de novembro de 2014




A menina mais fria de Coldtown
Autora: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Edição: 2014
Páginas: 384
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No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

Oi gente, tudo bem? Hoje vou escrever sobre um livro que me surpreendeu demais apesar do tema gasto: A menina mais fria de Coldtown da autora Holly Black, lançado há alguns meses pela Novo Conceito. Essa foi mais uma leitura que fiz em conjunto com a Mah, com o Henri e com o Gabriel e outra ótima experiência de troca de ideias em grupo. A história é sobre vampiros e, felizmente, há algum tempo não lia nada do gênero. Acredito que tenha sido um dos principais motivos por ter gostado tanto de A menina mais fria de Coldtown.

O livro é uma fantasia urbana com um toque de distopia. A ideia do enredo é que os vampiros foram revelados e passaram a ser isolados em cidades muradas, as Coldtowns. Por todo país (Estados Unidos), pessoas buscam pela vida eterna e sem regras, enquanto outros tentam desesperadamente sair. Há várias formas de entrar em uma Coldtown, mas somente uma maneira de sair. E os primeiros capítulos do livro já são muito sanguinolentos.

Logo no começo fui envolvida pela narrativa de Holly Black. Só conheço um livro da autora, Boneca de osso, que já comentei aqui no Estante da Nine (clique no nome do livro para acessar o post), e é infanto juvenil. A menina mais fria de Coldtown é narrado em terceira pessoa e gostei da dinâmica que a escolha deu para a história. Também gostei muito de Tana, a protagonista politicamente incorreta. O fato dos adolescentes terem a personalidade rebelde e impulsiva combinou com o clima criado pela autora, uma sociedade sombria e quase decadente, em busca de algo (respostas?) que não se sabe exatamente o que é.

Os personagens secundários são fundamentais para a história. É através deles que Tana se mete em uma encrenca sem tamanho e precisa deixar sua casa para trás. Mesmo aqueles que o leitor não tem motivo nenhum para simpatizar ou torcer têm uma razão para existir (e não se apegue, rolam várias mortes ao longo do livro). Conhecer a transformação do país aos poucos também dá A menina mais fria de Coldtown aquele sentimento de “quero ler só mais um capítulo”, vamos ver o que descubro. Eu gosto muito quando a narrativa não linear funciona a favor do leitor. 

Quanto a mitologia dos vampiros, a principal questão no livro é como eles se revelam e porquê. Esse é um dos mistérios que acompanhamos ao longo de toda história. Para quem estava se perguntando até agora, sim, tem romance em A menina mais fria de Coldtown. Um que torci muito para acontecer, aliás. Porém, de presente também temos um grande empecilho (não pensem tanto como um triângulo). 


Uma questão que não pode ficar de fora é a influência da internet e da mídia no mundo moderno. As Coldtowns são amplamente televisionadas e difundidas, inclusive com transmissões dos próprios moradores, apesar das dificuldades e limitações. E o mundo das cidades muradas funciona, em boa parte, a base de trocas. Por isso o comentário lá no início do toque de distopia no enredo. Pessoalmente, fiquei mais interessada na jornada, mas o conjunto serviu para dar aquela ideia “completa” ao livro.

O final do livro deixa aquele gostinho de quero mais, apesar de a história responder as principais questões que aborda ao longo dos capítulos. Caso Holly Black decida escrever uma continuação, sem dúvida vou ler. Deu pra perceber que gostei muito do livro, né?! Cotei com cinco estrelas no Skoob. Apesar disso, deixo dois poréns, porque alguns de vocês certamente não vão adorar tanto quanto eu: 1 – o início é sim um pouquinho arrastado porque temos todo um contexto novo para assimilar e; 2 – sinceramente, demorou demais para chegar a Coldtown. Eu contava as páginas para conhecer a (uma das, no caso), cidade murada. 

A edição da Novo Conceito manteve a capa gringa. Apesar de representar o livro, A menina mais fria de Coldtown merecia algo mais chamativo. A diagramação segue o padrão da editora com boa fonte e entrelinha. As páginas são amareladas, acredito que em papel Pólen, porém com a folha mais lisa e um pouquinho mais grossa do que normalmente os livros da Novo Conceito são impressos. Encontrei alguns trechos estranhos ao longo da leitura, mas nada que a segunda olhada não esclarecesse as dúvidas.


Gostaram do post de hoje? Eu realmente adorei o livro. Deixe seu comentário e me conte se já leu (e o que achou) ou se pretende dar uma chance A menina mais fria de Coldtown. Bom domingo (ou boa semana, depende do dia em que você ler)!!!

Beijos!
Fotos: Nine Stecanella
*Livro recebido da editora Novo Conceito
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