Reiniciados de Teri Terry

17 de abril de 2013





Reiniciados
#1 Reiniciados
Você saberia o que é verdade se sua mente tivesse sido apagada?
Autora: Teri Terry
Editora: Farol Literário
Edição: 2013 (prova antecipada)
Páginas: 432
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As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?

O cenário desta distopia é Londres, primeiro ponto que o diferencia de outros livros do gênero que costumam ter como pano de fundo os Estados Unidos (ou no que antes foi o país da América do Norte). Outra diferença interessante é que em Reiniciados Londres continua sendo a mesma cidade, alguns anos no futuro (por volta de 2050), com as fronteiras fechadas e um governo super, super, SUPER controlador (de todos os livros que já li até hoje, distópicos ou não, esse foi o que encontrei o governo mais severo que me lembro).

Kyla é a protagonista. A história começa quando a garota de 16 anos está deixando o hospital para viver com sua nova família. O interessante neste início do livro é perceber a estranheza do mundo exterior. Desde o início sabemos que Kyla é especial (afinal de contas ela é a protagonista), porém há alguns segredos que intrigam o leitor e a personagem desde as primeiras páginas. Um recurso interessante que a autora Teri Terry usa e que gostei muito é o de dar várias pistas sobre quem de fato foi Kyla antes de ser uma reiniciada, mas todas elas conduzem para caminhos ou conclusões diferentes. Neste ponto, o livro não é óbvio.

Prefiro não comentar sobre o relacionamento entre Kyla e sua família adotiva porque durante a leitura foi um dos pontos que achei mais interessante. A única pista que escrevo aqui para você que está curioso é: as primeiras impressões de Kyla sobre papai, mamãe e irmã se provam totalmente opostas. Com o passar do tempo, a protagonista vai descobrindo quem são, de fato, essas pessoas, o que faz todo sentido já que o livro tem mais de 400 páginas e o ponto central, além do mistério sobre a personagem, é o desenvolvimento dos relacionamentos.



Os pontos que mais gostei foram a construção da distopia, que fica claro para o leitor como tudo aconteceu e como Londres chegou ao que é cenário do livro (e não extrapola tanto os limites da realidade) e o governo totalmente controlador. Em Reiniciados não há qualquer liberdade de expressão e toda e qualquer manifestação contrária ou considerada errada para o governo, os Lordeiros, é punida severamente. Existe um constante clima de medo e os reiniciados são descriminados pelos jovens "normais". Outro ponto que me deixou muito animada para o próximo livro é o de que fica bastante claro que nem todos os jovens reiniciados foram criminosos... Mais do que isso é spoiler, então tire suas próprias conclusões...

Mas Nine, se você gostou de tantos pontos do livro, como só três estrelas no Skoob? O que me deixou realmente chateada com o desenrolar, especialmente da metade para o final, foi o romance. Por favor, entenda, eu não sou contra romances em livros jovens, pelo contrário. O que não gostei foi de que o relacionamento entre Kyla e Ben começa de uma forma bem sutil, realmente de acordo com a proposta do livro, mas se intensifica rápido demais. Todo o enredo de Reiniciados se passa em poucas semanas após a saída de Kyla do hospital, e o romance avança muito mais rápido que os outros pontos chaves do livro. E há uma mudança bruta de personalidade em um dos personagens, que acaba servindo como o gancho para o livro dois (chamado Fractured em inglês).

Mesmo você, leitor, que cansou de distopias onde o romance toma conta, minha dica é: leia Reiniciados. O livro tem mais pontos positivos e interessantes do que negativos. Se você começar a leitura sem expectativas ou comparações com outros livros do gênero, vai aproveitar muito a história de Teri Terry. Pela prova do livro já posso adiantar que a diagramação e fonte são ótimas e mesmo com mais de 400 páginas a leitura fluí bem. A revisão está boa e não lembro de erros graves. A capa nacional é muito semelhantes com a americana, e mesmo não gostando de rostos de pessoas em destaque, combinou muito com a história. Eu sei, o post ficou enorme, mas espero que você tenha gostado! E deixe seu comentário, claro!

Beijos!
*Livro recebido da editora Farol Literário
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