Percy Jackson e os Olimpianos: A maldição do titã de Rick Riordan

4 de abril de 2013




A maldição do titã
#3 Percy Jackson e os Olimpianos
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Edição: 2009
Páginas: 336
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Percy Jackson e os Olimpianos
Um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente... e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e nossos heróis serão presas fáceis. Um monstro ancestral foi despertado – um ser com poder suficiente para destruir o Olimpo –, e Ártemis, a única deusa capaz de encontrá-lo, desapareceu. Percy e seus amigos têm apenas uma semana para resgatar a deusa sequestrada e solucionar o mistério que ronda o monstro que ela caçava.

A maldição do titã é o terceiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos escrita por Rick Riordan. Há algum tempo eu ensaiava retomar a leitura da série, mas sempre inclua outro e outro livro na frente. Depois de dias dedicando tempo para A hospedeira, resolvi pegar uma leitura mais leve.

Pensando sobre as três primeiras aventuras da série, A maldição do titã foi a que achei mais sem graça. Vou explicar! A maior parte do livro os heróis viajam. Alguns imprevistos acontecem durante o caminho, mas o clímax do livro, a cena que representa o título, resolve-se muito rápido (e até fácil demais, levando em conta os vilões envolvidos).

Outro aspecto que me incomodou é que Percy já descobriu suas origens há três anos e mesmo assim ele sabe pouco sobre o universo olimpiano. É até engraçado como ele consegue seguir na aventura sem ter noção de alguns acontecimentos. Falei por aqui, várias vezes, que gosto muito de histórias que exploram novos cenários e, de certa forma, Rick Riordan faz isso no livro. Mas na minha opinião, no momento errado!

Mesmo que o livro não tenha me envolvido como os dois anteriores, continuo achando a série acima da média. Muito disso é pela forma como o autor conduz a narrativa (não o enredo), intercalando momentos com ironia e humor em contraste com a aventura e a tensão. Também achei interessante que o núcleo de personagens principais não tenha se mantido o mesmo. Claro, Percy está, mas Grover e Annabeth passam a ser "secundários" e Thalia, filha de Zeus, junto com Zoe Doce-Amarga, caçadora de Ártemis, formam os protagonistas de primeiro plano!

O elemento que dá título ao livro, a maldição do titã, é o ponto de partida. Achei interessante que desde o principio os heróis têm uma base do que podem encontrar (e das perdas que terão), mas nem por isso a aventura se torna mais fácil. Como escrevi acima, fiquei com a impressão de que o momento crucial do livro passou muito rápido, mas a cena seguinte, no Olimpo durante o Solstício de Inverno, rende um momento interessante, especialmente para o futuro de Percy.

No geral, é um bom livro com uma ótima narrativa. O ladrão de raios e O Mar de Monstros, do meu ponto de vista, foram mais interessantes. Porém, A maldição do titã serviu como uma transição para um certo amadurecimento de Percy e para os momentos ainda mais difíceis que devem acontecer nas próximas aventuras. Estou curiosa por A batalha do labirinto!

Beijos!
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