3 de dezembro de 2010

Correio#9.2

Adaptação do meme criado pela blogueira Kristi do blog The Story Siren.


Beijos!



1 de dezembro de 2010

Mal – humorados: um guia de conduta para com eles







Há pessoas que acordam todo santo dia de mau humor. Considero tal comportamento irritante e irrito-me muito por estar consciente de que sou uma dessas pessoas. Aliás, para ser mais específico, eu não acordo. Eu regresso de uma breve temporada de hibernação. E coitado d vivente que disser: Bom dia! Certo. Com o passar das horas vou me tornando menos insuportável – para os outros e pra mim mesmo – e, dizem alguns, lá pelas 19 horas até passo a ser uma companhia tolerável. Inclusive gostaria de deixar por escrito meu protesto contra o sujeito que considerou uma ideia plausível os viventes urbanos acordarem antes das 9 horas.

OK! É difícil escrever uma resenha sobre o livro de um amigo. Mas não vai ter puxa-saquismo. Conheço o Maurício há tempo suficiente para saber que isso seria uma péssima ideia! São doze contos/ crônicas, que no minimo, te fazem rachar de rir!

Fazem mais que isso! O livro é um exemplo de que como certas coisas se repetem na casa e na vida de qualquer pessoa do planeta. Mesmo! Mudando o cenário e os personagens, mas a essência das ações, estão lá! Na minha, na tua e na casa do vizinho! 

É fácil identificar um personagem do livro com alguém conhecido. Um amigo. Um amigo do amigo. Ou até mesmo você! Vale muito ler não só pelas risadas, não só pela descrição urbana dos guris e das gurias. Vale pela leveza e descontração. Vale por poder carregar ele na bolsa, na mochila ou na pochete e sempre que o mau-humor chegar, abrir e ler! 

O título tem muitos sentidos. Pelo menos para mim! E quem ler, com certeza, vai encontrar suas próprias explicações. O melhor disse tudo é que o livro é uma extensão do Kehrwald [Maurício/ Eduardo/ Alejándro]. Sim, tudo isso que ele escreve, embora ele não tenha dito com todas as letras, é baseado em fatos reais. E se você, que tá lendo essa resenha, tiver oportunidade de conhecer ele, vai perceber que ele é isso mesmo: um mau-humorado com humor!

Sem mais! 

Mal – humorados: um guia de conduta para elesAutor: Maurício Kehrwald
Editora: Maneco
Edição: 2009

Beijos!

29 de novembro de 2010

Notas do subsolo de Fiódor Dostoiévski





Notas do Subsolo
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: LePM Pocket
Edição: 2010
Páginas: 149
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Esta obra, publicada inicialmente na revista Epokha, editada por Dostoiévski e por seu irmão Mikhail, traz em si várias discussões filosóficas. Dividida em duas partes, é um autoflagelante monólogo no qual o narrador, um rebelde contrário ao materialismo e ao conformismo. Discute sua visão negativa do mundo e aborda as principais questões do seu tempo, constituindo uma narrativa de uma intensidade incomum.

Não é fácil falar de Dostoiévski. Livros assim me deixam em dúvida sobre escrever aqui no blog. Mas Notas do subsolo é uma obra incrível. Verdade que não é uma leitura fácil e fluída como outros livros, mas vale a pena.

Para não estender muito, o monólogo é uma crítica clara a sociedade russa [que na verdade, serve para o resto do mundo]. É verdade que Dostoiévski fala através de um personagem, mas na verdade é sua opinião exposta em uma obra que faz pensar sobre nossos atuais valores. 

Um protagonista sádico e idealista, que por vezes faz com que o leitor questione sua sanidade mental, mas que acredita na inteligência em primeiro lugar. É visto como um excluído uma vez que a realidade a sua volta [as pessoas] se preocupam mais com medalhas, aquisições e aparências. 

O mais incrível do livro são as contradições que o protagonista sofre. Embora tenha uma idéia bem particular sobre todas as coisas, por vezes se perde em pensamentos e tenta se incluir em grupos que não querem incluí-lo. Isso faz com que o livro tenha, de certa forma, um humor ácido, já que isso acontece com todos nós, em algum momento. 

Para entender e ter suas próprias conclusão leia o Nota do subsolo. Vale muito a pena já que tudo se aplica aos dias de hoje. 

Beijos!
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25 de novembro de 2010

Wake de Lisa McMann









Para Janie, uma garota de 17 anos, ser sugada para dentro dos sonhos de outras pessoas está se tornando normal. Ela não pode contar a ninguém sobre isso – eles nunca acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, ela vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que não quer e não pode controlar. Mas, de repente, Janie fica presa em um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez, ela é mais do que uma mera espectadora, Janie se torna uma participante.


No início achava esse livro atraente. Depois de algumas resenhas negativas fiquei em dúvida. Em seguida a Etiene [Aprendiz de Cinema] e a Juh Oliveto [Livros e Bolinhos] decretaram a sentença: eu precisava ler Wake.

Já falei por aí, nos vídeos e no blog [eu acho] que sempre fico com um pé atrás com aqueles livros que se tornam febre. Alguns leio porque fico curiosa, outros leio porque gosto do tema. Livros como os do Nicholas Sparks nunca entraram na minha lista de compras, como falo sempre, não tô no “clima” de histórias como as dele. E livros que recebem muitas críticas negativas também me chamam a atenção, como boa curiosa.

No fundo sempre quis ler Wake. A Etiene e a Juh reforçaram e eu tenho que confessar: AMEI esse livro. Mesmo! Depois de Sussurro, que até o momento é meu sobrenatural preferido, Wake vem logo atrás.

No início, foi difícil se acostumar com ritmo do livro e os sonhos que Janie não conseguia fugir. Depois de algumas páginas isso fica fácil. Aliás, o tema do livro foi o principal motivo da minha paixão pela história. Janie descobre com apenas oito anos que é uma apanhadora de sonhos. Imagine você, uma criança, no lugar dela. A personalidade é outro ponto forte pra mim. Janie tem uma mãe que pouco se importa com ela, a casa e tudo que passa ao seu redor. Logo, ela teria todos os motivos pra ser uma protagonista fútil e mesquinha, mas não é!

A paixão entre Janie e Cabel também é uma coisa bem real. Afinal, esses dramas escolares são totalmente realidade: o cara que acha o garota estranha e vice-e-versa. Tá, é um clichê teen, mas funcionou bem no fim de Wake, quando tudo aquilo que Cabel esconde se revela. E claro, NUNCA eu ia imaginar uma coisa daquelas.

Gosto também da relação de Janie com o asilo. Como adolescente, não é um lugar muito comum para se trabalhar, principalmente por todos os cuidados que as pessoas idosas e debilitadas demandam. Mas como quer ir para faculdade, arrisca até seu segredo pelo seu salário, e ao longo da narrativa e com os sonhos que “vê” e conhece um pouco mais de cada pessoa que está internada lá.

Wake não é uma fábula ou conto de fadas moderno. Wake é realista. E foi por isso que gostei tanto dele. Janie é uma adolescente que parece uma [de verdade]. Cabel é um adolescente, que passou por muitas coisas que os adolescentes passam [erros e acertos]. A escola, os amigos e a mãe de Janie, tudo isso compõe um belo cenário de “drama”. Do tipo que a gente pode encontrar na nossa casa, ou no vizinho ao lado.

Wake
Autora: Lisa McMann
Editora: Novo Século
Edição: 2010

Beijos!

22 de novembro de 2010

Correio#9.1

Adaptação do meme criado pela blogueira Kristi do blog The Story Siren.


Beijos!