A ilha do tesouro de Robert Louis Stevenson

14 de novembro de 2018




A ilha do tesouro
Autor: Robert Louis Stevenson
Editora: KTTK
Edição: ?
Páginas: ?
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Jim e seus companheiros navegam em busca do tesouro do lendário capitão Flint. Cheios de confiança, eles nem imaginam que estão à mercê de bandidos sanguinários. Agora, só muita astúcia e coragem conseguirão salvá-los de Long John Silver, o pirata mais esperto que já cruzou os mares... Suspense e aventura num romance que há mais de cem anos fascina leitores de todas as idades.
Não tem outro jeito de começar essa experiência de leitura do que comentando que A ilha do tesouro foi ais um caso de que a expectativa e a realidade não combinaram exatamente. Anos atrás li uma história em quadrinho do clássico de Robert Louis Stevenson e mesmo assim imaginava uma aventura com piratas problemáticos e com crises existenciais. O que encontrei foi um enredo infanto juvenil para lá de interessante, mesmo que diferente do que eu queria.

Jim Hawkins trabalha e mora com seus pais na Hospedaria Almirante Benbow em uma pequena cidade litorânea da Inglaterra. De vida e rotina pacata, o personagem principal vê sua vida mudar quando um marinheiro muito estranho chega a pensão. O comportamento perturbado, a aparência desleixada e o medo constante são só alguns indícios de que coisas anormais estão prestes acontencer na hospedaria e na vida de Jim também.

Justamente por não ser o que eu esperava, e depois de pesquisar no 1001 livros para ler antes de morrer (conheça o projeto de leitura), a antipatia inicial por Jim foi esmorecendo e eu realmente fiquei curiosa para saber que tipo de desenvolvimento o personagem teria ao final da história. Apesar de jovem, Robert Louis Stevenson não poupa o jovem de cenas problemáticas e até sanguinolentas, o que tem tudo a ver com enredos envolvendo grandes fortunas escondidas.



Jim Hawkins se mostra um personagem ágil, perspicaz e até ardiloso. Depois da proximidade com o pirata recém chegado na hospedaria, da chegada de outros homens estranhos na cidade e os rumores do tesouro, uma expedição é montada e na viagem Jim aprende a lidar com uma variedade imensa de personalidade, sejam de piratas, oficiais ou velhos lobos do mar, tudo isso para mostrar ao garoto, do mundo restrito até então, que o mundo tem possibilidade infinitas.

A viagem de navio e o motim que começa antes do desembarque na ilha é um dos meus trechos favoritos da história. É nesse momento que Jim muda definitivamente de papel dentro do enredo e é como também o autor trata os interesses de cada grupo na busca pelo tesouro. A chegada na ilha também traz alguns momentos excitantes para a aventura porque Robert Louis Stevenson introduz um personagem improvável. As consequências do motim ainda influenciam os homens e ninguém tem certeza de onde está o tesouro, se a jornada chegou na ilha certa e principalmente como vão sair de lá com o ouro. Nesse momento a esperteza de Jim também é essencial para a sobrevivência.



O desfecho de A ilha do tesouro é misterioso até certo ponto. O destino de alguns personagens é citado e conhecido, mas o de alguns outros é incerto. Para Jim foi a primeira aventura, no entanto para muitos homens no navio as viagens incertas, tesouros misteriosos e ambição por poder e riqueza são assuntos do dia a dia, e talvez já cansados para continuar tenham escolhido outro caminho.

Robert Louis Stevenson escreveu uma aventura infanto juvenil interessante, envolvente e muito caricata. Apesar do meu equívoco sobre o enredo foi uma história que aproveitei, refleti e tirei sim lições, como nunca subestimar um personagem (ou pessoa) pela impressão inicial. Minha nota para a ilha do tesouro foi de três estrelas no Skoob. Vocês já leram ou querem ler?

Vídeo de opinião publicado no canal do Estante da Nine


Beijos!

Fotos: Nine Stecanella
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