Como falar dragonês de Cressida Cowell

14 de agosto de 2013





Como falar dragonês
#3 Como treinar seu dragão
Autora: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Edição: 2010
Páginas: 240
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Soluço Spantosicus Strondus III foi o mais grandioso herói já visto em todo o território viking. Ele era bravo, impetuoso e muitíssimo inteligente. Mas até mesmo os grandes heróis podem ter dificuldades no começo. Principalmente se têm como companheiro um dragãozinho teimoso e mal-educado. Nessa nova aventura da série, o dragão Banguela foi capturado, um nanodragão está prestes a virar refeição e Dragões-tubarões estão à solta. Mais uma vez, os vikings precisam de um salvador... Soluço! Com aventura, ação, muito humor e ilustrações divertidíssimas, a receita do sucesso de Como treinar o seu dragão é seguida à risca no terceiro lançamento da série escrita e ilustrada pela inglesa Cressida Cowell, autora premiada de obras infantis e infantojuvenis. Crianças, jovens e adultos que já conhecem Soluço e o dragão Banguela, seja das páginas dos livros, seja das telas de cinema, não vão querer perder essa nova história.

Eu tenho um sério problema em ler coleções: eu espero muito tempo entre um livro e outro. Fui conferir o histórico do blog e percebi que resenhei o primeiro livro, Como treinar seu dragão, em janeiro de 2011. Já o post sobre a sequência, Como ser um pirata, saiu em março de 2013. E só agora, mais de um ano depois, finalmente escrevo sobre Como falar dragonês.

Eu gosto muito da série escrita por Cressida Cowell. Embora com 25 anos eu não seja o público alvo, Soluço e Banguela têm a capacidade de conquistar qualquer leitor através da ironia, diversão e muitas confusões que precisam enfrentar para se livrarem da morte certa.

Em Como falar dragonês, Soluço e seu melhor amigo, Perna de Peixe, estão em mais uma aula na tribo dos Hooligans Cabeludos, desta vez de navegação, quando algo dá muito errado. Tudo começa porque o barco construído pelos meninos mais parece uma banheira e lógico, sua navegação é péssima. Além disso, aquele azar típico está presente também. Para ajudar, Banguela, o dragão mais teimoso do universo é capturado...

Confesso que o começo do livro não me empolgou muito por ser semelhante demais aos dois anteriores. Soluço e Perna de Peixe, os vikings que não têm nada de vikings, sempre repreendidos pelo professor e infernizados pelos colegas de turna. Além disso, a atitude de Stoico, pai de Soluço e líder dos Hooligans Cabeludos também continua a mesma... Até que...

Cressida Cowell introduz os romanos na história! SIM! Eu achei muito interessante esta conexão, especialmente porque existe uma crítica muito clara em relação a dominação romana. Lógico que como livro de ficção, fantasia juvenil, o contexto histórico não é exatamente o mesmo, mas foi plausível com a ideia geral de Como falar dragonês.



Um novo personagem surge na história e, pessoalmente, gostei muito dele. A autora ainda trabalha a ideia de certos conceitos pré concebidos não serem mudados de jeito nenhum e de que a solução mais radical também é a mais eficaz. Soluço, como sempre, precisa se superar para salvar sua vida e de seus amigos. Ah, também tem o Banguela mais impossível que nunca.

O livro tem uma carga sentimental maior que os anteriores, mas nada exagerado. O relacionamento entre Soluço e Stoico não está nada bem e o garoto tem certeza que, desta vez, será esquecido pelo pai para sempre. E o final, sem dúvida, foi a melhor parte. Algo muito grave acontece nas últimas páginas e vamos descobrir o desfecho em Como quebrar a maldição de um dragão.

A edição está ótima, como as anteriores e as ilustrações ajudam em toda a imaginação. Mesmo não me conquistando completamente, o livro foi bom. Uma leitura agradável, divertida, rápida e com sua mensagem de positividade. Além disso, Cressida Cowell trabalha muito bem a ironia, o sarcasmo, sem parecer exagerado e de uma forma que leitores de todas as idades vão compreender.

Beijos!
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