Hugo, o vampiro: As luzes na Idade das Trevas de Gabriel Burani

20 de julho de 2011





Hugo, o vampiro: As luzes na Idade das Trevas
Autor: Gabriel Burani
Editora: All Print
Edição: 2008
Páginas: 128
| SKOOB |
Hugo, o vampiro - As luzes na Idade das Trevas é o primeiro livro que narra a saga de Hugo Von Sclotstendder, um jovem príncipe que se vê destinado a viver nas trevas, dada sua nova condição de vida: a imortalidade de um vampiro. Em sua busca para controlar e conhecer sua privilegiada existência, Hugo se lança em uma surpreendente missão para encontrar cinco jóias místicas. O leitor é convidado a acompanhá-lo em suas aventuras, recheadas de combates armados, cercos a castelos, donzelas em perigo, jogos, feitiços e encantamentos na Europa na Idade das Trevas. Uma pitada de terror, humor, romance e drama, também marcam os primeiros passos do Príncipe-Vampiro Hugo.

A história de Hugo, o vampiro superou minhas expectativas. Primeiro porque histórias de vampiros estão super saturadas. Segundo porque com a sinopse não se tem muita noção de como a história é conduzida, só do enredo. Mas, na minha opinião, Gabriel Burani soube conduzir a narrativa de forma a não cair no mesmos clichês vampirescos de sempre.

Hugo é príncipe de Beznã-Ateriza, filho de um rei macabro e cruel e de uma mãe submissa, mas que guarda um grande conhecimento. O primeiro ponto que o livro ganhou foi o fato de existir uma história "familiar", uma linhagem de vampiros, além das próprias guerras, lembrando histórias medievais que ficam mais para a fantasia do que para o sobrenatural.

O vampiro, com seus fiéis soldados, conquista mais um território para o reino de Beznã-Ateriza quando se depara com uma joia, que foi de seu tio, e que mudou, daquele momento em diante, para sempre sua vida. Essa foi a grande sacada do autor para diferenciar sua história de vampiros.

As jóias que Hugo busca em sua jornada não são apenas símbolos de riqueza, nobreza ou poder. Juntas, todas as elas são mais que isso. O livro tem um ritmo impressionante a partir da primeira descoberta do vampiro. Além da própria busca pelas preciosidades, pra mim o melhor elemento do enredo, o livro tem uma carga de suspense ótima e não cai nos clichês românticos de outros livros.

Hugo também não é o protótipo de herói perfeito. E mais um anti-herói que tem como principal inimigo o próprio pai. Vampiros, no livro, são sanguinários. Seres malignos, são realmente do mal. A guerra tem perdas, e amigos morrem. O diferencial do livro foi esse, se opor as novas configurações vampirescas de seres bonzinhos e guerras que não matam.

Indico o livro para quem gosta de vampiros (que sentem sede de sangue humano), fantasia, mistério e também uma pontinha de suspense e terror. O próximo livro é Hugo, o vampiro: reino de sangue e já está em pré-venda no blog da saga.

PARA VER E OUVIR
*Nighwish, porque sempre que penso em vampiros lembro da música


Beijos!