Infinity Drake: os filhos da Scarlatti de John McNally

7 de julho de 2015



Infinity Drake: os filhos da Scarlatti
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9 milímetros. Um herói a cada polegada.
Autor: John McNally
Editora: Novo Conceito
Edição: 2014
Páginas: 480
Skoob | Goodreads
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Se você acha que as vespas são desagradáveis, espere até conhecer a Scarlatti. Ela é um inseto geneticamente modificado que tem um único objetivo: exterminar! Uma equipe pequenina... talvez possa combatê-la. É a nossa esperança! O problema é que a Scarlatti é muito mais poderosa que o exército designado para combatê-la. Além disso, o vilão maquiavélico que a criou não está disposto a desistir tão fácil. Finn e seus companheiros precisam ser rápidos: em pouco tempo a humanidade poderá ser extinta.

Olá pessoal, tudo bem? O livro do dia é Infinity Drake: os filhos da Scarlatti de John McNally. Eu tenho um carinho especial por histórias infanto juvenis e um punhado delas na minha estante. Infinity Drake reúne alguns dos meus temas e características favoritos: personagens superinteligentes e sagazes, conspiração, política e ciência. Não foi nenhuma surpresa eu ter gostado tanto do livro e espero despertar pelo menos uma pontinha de curiosidade em vocês!

Antes de falar sobre Infinity Drake quero fazer um comentário geral e pertinente. Já li muitos livros infanto juvenis com personagens superinteligentes e, nas primeiras experiências, essa característica me surpreendeu bastante. Bom, as coisas mudaram. Em fevereiro minha afilhada Luiza nasceu e, apesar dos poucos meses de vida, é impressionante como os bebês são inteligentes hoje em dia. Muito mais do que na minha geração (1987), ou a do meu irmão (1996) e até de crianças nascidas nos primeiros anos depois de 2000. Então sim, faz muito sentido livros apresentarem pequenos extremamente sábios porque eles estão cada vez mais espertos ainda bem jovens.

Fotos Nine Stecanella

Infinity, ou Finn, como prefere ser chamado, perdeu o pai em um acidente e a mãe para uma doença. Criado pela vó, Finn tem como principal referência o tio Al, um cientista brilhante, excêntrico e que guarda muitos segredos. Apaixonado por insetos e ciência, Finn está contanto os dias para que a vó saia em um cruzeiro com outras velhinhas simpáticas e ele passe uma semana de aventuras secretas com o tio. E no caminho para as montanhas Finn e Al são abordados por carros pretos e, após uma perseguição, levados para uma base secreta.

Acontece que o futuro do mundo está nas mãos de Al (Finn e uma equipe pra lá de esquisita). Com Londres como pano de fundo, a história gira em torno de uma arma química desenvolvida durante a Guerra Fria: uma vespa, chamada Scarlatti, que em poucos dias pode gerar novas vespas, que vão gerar outras e outras e assim, em mais alguns dias, contaminar a população da Europa. Em seis meses, devastar o mundo com bilhões de morte. As opções são rastrear a Scarlatti e matá-la junto com suas ovas ou, bem, resolver a situação com uma bomba atômica. É.



Infinity Drake me conquistou desde as primeiras páginas. Primeiro porque Finn, apesar de ser uma criança melancólica pela perda dos pais, não é fatalista ou insuportável. O tio Al, que não é lá o exemplo perfeito, ama Finn incondicionalmente e faz tudo pelo garoto. A vovó então, é uma peça de tão irreverente. Apesar de o livro não apresentar uma família com pai, mãe e filho, fica claro que John McNally quer ressaltar a importância de ter pessoas que sirvam de base e referência numa fase de formação. E, sem dúvida, isso é algo em que acredito!

O fio condutor do enredo é atraente, já que mistura história, ciência, política e uma dose de conspiração. Alguns momentos do livro são mais descritivos, principalmente no trecho inicial, mas não achei-os desnecessário. De modo geral, todas as informações “técnicas” ajudam a visualizar melhor os elementos que compõem a história. As características dos personagens também são importantes, já que formam personalidades tão diferentes das outras, o que dá ao livro bons embates e discussões. E como todo livro influenciado pela ficção científica, o humor sagaz e sombrio é presente e dá um toque extra.

- Sabe o que aprendi? - disse Al. - Assim que você cria algo especial, ele se corompe. Assim que alguém percebe, tudo está fora de controle e você está acabado.
página 352

A narrativa de John McNally também é um diferencial. Além do texto ser fluído, o autor utiliza recursos como fontes diferentes para identificar cada local e personagem da história, especialmente porque a linha de tempo é curta, são apenas algumas horas para resolver a situação do mundo e há muitos envolvidos, inclusive uma (ou quem sabe duas) vespa assassina. Já deu para perceber o quanto gostei do livro, né?!

Por fim, o último ponto positivo que quero destacar sobre Infinity Drake é a parte política. John McNally foi muito feliz ao retratar as dificuldades diplomáticas do mundo de uma forma que ficasse clara para um leitor jovem, uma criança, que possivelmente não tem tanto contato com o tema (ou tanta compreensão). Além disso, existem referências de outras épocas, como a Guerra Fria, de onde o projeto da Scarlatti foi retirado.


Minha nota para o livro foi QUATRO estrelas no Skoob. Eu gostei muito de Infinity Drake: os filhos da Scarlatti. Alguns momentos da leitura foram lentos e o livro merecia algumas ilustrações, mas fora isso foi uma ótima experiência. Não comentei sobre um fato bem interessante do livro porque é meu favorito, mas quem assistia Sessão da Tarde nos anos 1990 deve lembrar de um filme chamado “Querida, encolhi as crianças”. Pois é. Guarde essa informação e procure pelo livro, hehehehe.

A história de John McNally foi publicado no Brasil pela editora Novo Conceito através do selo #irado. A edição é em capa dura, com ótimo projeto gráfico (boa diagramação e fonte), além de ser impresso em folhas amarelas. Não anotei erros graves de revisão e, com exceção das ilustrações que eu gostaria de ter visto, o livro é lindo! Agora eu quero saber se você ficaram curiosos por Infinity Drake: os filhos da Scarlatti. Compartilhe tudo comigo nos comentários!

Beijos!


*Livro recebido da editora Novo Conceito, parceira do Estante da Nine
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