A culpa é das estrelas de John Green

18 de março de 2013





A culpa é das estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Edição: 2012
Páginas: 288
Skoob | Goodreads
Compre no Submarino
Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam.

A culpa é das estrelas foi o livro escolhido pelos leitores do Estante da Nine durante a enquete realizada na última semana de fevereiro. Logo no início do mês dediquei uma atenção especial ao livro e hoje escrevo as minhas impressões.

Com toda certeza, no meu caso, foi muito melhor ter lido depois de toda empolgação inicial. Eu gostei da história de John Green, mas falando com toda a sinceridade, não achei tudo isso. Claro que o gosto é muito pessoal e conheço leitores que se identificaram mais por terem passado por situações semelhantes.

Hazel, a protagonista, é uma paciente com câncer terminal. Gostei da personalidade dela, uma garota forte que dentro da possibilidade leva uma vida "normal". A mãe da garota dedica todo seu tempo à filha, enquanto o pai cuida do sustento da família. Ainda sobre o pai, gostei muito de o autor ter desenvolvido um personagem masculino tão emotivo.

Contudo, ao decorrer do livro, Hazel muda demais seu comportamento. Em alguns momentos é totalmente compreensível, mas em outros ela é como todas as protagonistas de livros jovem-adulto. Além disso, a obsessão de Hazel pelo seu livro e autor favoritos me cansou um pouco. Isso está muito ligando ao que eu penso sobre os livros, de modo geral. E se o autor deixou o livro inacabado, existiu alguma razão para isso. Mesmo que não esteja diretamente ligada ao livro.


O meu personagem preferido foi Augustus, claro. Eu teria gostado ainda mais do livro se ele fosse o personagem de primeiro plano. Gostei do jeito irreverente e do humor ácido. Além de ser super inteligente, como Hazel. A família do protagonista tem as mesmas características, o que rende algumas cenas engraçadas.

Gostei do desenvolvimento do relacionamento entre Hazel e Augustus. Achei delicado e tudo aconteceu no tempo certo. Embora eu tenha ficado chateada com a viagem que surgiu no livro, ela serviu para desenvolver uma certa maturidade nos personagens. No início imaginei que John Green não poderia me surpreender com uma reviravolta, mas ele fez isso.

Como pontos negativos, lembrando que essa é minha opinião pessoal, achei que John Green quis fazer um livro tão atípico para o tema que ficou, praticamente, sem emoção. Não gostei da fixação de Hazel pelo livro e da solução fácil que o autor encontrou para várias situações que, de longe e mesmo na ficção, precisariam de mais desenvolvimento e/ou explicações.

A edição da Intrínseca é boa. A capa ficou muito próxima da original, a diagramação facilita a leitura, as folhas são amarelas e não lembro de ter encontrado erros de revisão. A culpa é das estrelas tem muitas opiniões unânimes então, a melhor forma de descobrir mais sobre o livro é lendo e tirando suas próprias conclusões.

Beijos!
*Ajude o blog comprando pelo link indicado no post ou através do banner do Submarino
as compras pagas geram comissão ao Estante da Nine