Draco Saga: O despertar de Fábio Guolo

11 de maio de 2011





Draco Saga: O despertrar
Autor: Fábio Guolo
Editora: Autor - independente
Edição: 2010
Páginas: 254
| SKOOB |
Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que sua sociedade e sua cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter. A praga, porém, somos nós. Humanos, mortais, gananciosos, sedentos por poder e riqueza em um mundo novo. Mundo este já anteriormente dominado por seres de inteligência muito superior que nos permitiram viver em paz em seus domínios por muito tempo. No entanto, não valorizamos a liberdade que nos fora dada. Agora o preço a pagar pode ser alto demais!

Já imaginou um mundo onde os dragões são os seres mais evoluídos? Pois é para esta realidade que Fábio Guolo nos transporta no primeiro volume de Draco Saga: O despertar

Dryfr é um dragão dourado e importante guerreiro da sociedade dos dracos, além de narrador e personagem principal. Depois de um período de sono, ele desperta dentro de sua caverna com uma fome insuportável e sai em busca de comida. É nesse momento que tudo muda na vida de Dryfr. O dragão logo fareja um cheiro estranho, até então desconhecido para ele. Ao observar de onde vem o cheiro, descobre um pequeno grupo de seres inferiores, mas que não são elfos, nem anões e nem nada conhecido. Confuso, Dryfr vai em busca de respostas.

Respostas que encontra com Wyrmygn, seu ex-mestre e grande dragão de diamante. Os seres inferiores que habitam o multiverso dos dracos são os humanos! Isso mesmo, humanos. Depois de uma magia feita pelos elfos que consumiu muito mana, esses seres surgiram como uma praga. Dryfr, que a princípio não entende como nunca tinha avistado tais criaturas, descobre que graças aos elfos e a magia, muito próxima de sua montanha, dormiu muito, muito mais do que imaginava.

A partir de então o velho mestre faz uma explicação de como são esses seres inferiores, os humanos, para Dryfr. Conta o que os dracos vem observando de sua sociedade, costumes e crenças. Essa é uma parte bem intensa do livro, com críticas fortes voltadas a religião e aos nossos costumes. Costumes que com o passar dos anos não mudaram e que mesmo dentro de uma obra ficcional, como essa, continuam importantes para o debate sobre nosso mundo. 

Com os humanos devastando tudo que encontram pela frente, os sábios dracos resolvem se reunir para tomar alguma atitude. Dryfr, agora sábio dourado, resolve que esta será sua última batalha. Escolhe seu pupilo, Mbwyk, e também sua dragonesa e mãe de seu herdeiro, Wyryn. Os dracos resolvem atacar os humanos, devastar sua sociedade e provocar guerras entre eles, para dar fim na raça tão destruidora.

Então começa a melhor parte do livro na minha opinião. As táticas que cada grupo de dracos usa para observar e combater os humanos. A influência que a raça inferior começa a ter sobre eles. Um novo sentimento que Dryfr descobre em relação a sua dragonesa, coisa inexistente na sociedade dos dragões e a luxúria que um corpo humano causa até em seres superiores. 

Para descobrir o que acontece entre dracos e humanos, o fim dessa guerra e o que acontece com Dryfr, você PRECISA ler o livro. Nos encontramos em Draco Saga: A sentinela.

Mana é como chamamos a energia fundamental, vital, natural, invisível, inodora, incolor, totalmente pura, produzida pela natureza e presente em todo multiverso em menor ou maior quantidade. Alguns seres inteligentes conseguem controlar essas energias através de sua vontade, produzindo os mais diversos efeitos desejados. O resultado dessa manipulção é conhecido como magia ou mágica.
página 14


PARA VER E OUVIR
*se ficou em dúvida, leia a letra. Nesse caso, só para ouvir


Beijos!