As melhores leituras de 2018

21 de fevereiro de 2019

O vídeo com as melhores leituras de 2018 saiu no canal há alguns dias (já é inscrito?), e como virou hábito durante essa semana antes de sair para o trabalho sentei para escrever sobre algumas recomendações que, sempre que possível, merecem a menção por aqui, no Youtube ou nas outras redes sociais do Estante da Nine.

A insustentável leveza do ser de Milan Kundera abriu as leituras favoritas de 2018, lá em janeiro. Livro muito comentado, eu tinha certo receio de não gostar, mas o que encontrei foi uma história com casais incomuns, um cenário político, social e geográfico que eu não conhecia antes e questionamentos que sem dúvidas dos mais relevantes entre tantos que já encontrei nesse mundo da leitura.

Parque Gorki de Martin Cruz Smith reúne um pouco de tudo que eu gosto: crime, investigação policial, um protagonista que não se intimida com autoridades, cargos ou instituições em busca da verdade, relacionamentos problemáticos, Guerra Fria, história, Rússia, contrabando e por aí vai. Tudo recheado com uma narrativa que ao mesmo tempo que descreve, e as vezes é cansativo, coloca o leitor junto com Arcady Renko. Essa coleção merece muito novas edições.


Duas histórias lidas para o Desafio livros e seus filmes 2018 aparecem também aqui nos favoritos: Perdido em Marte de Andy Wier, enredo de ficção científica que eu adorei, mesmo com a demora nos trechos mais científicos e técnicos, livro interessante para se pensar e exploração espacial e como lidar com as consequência do negócio. Selvagens de Don Winslow é um livro urbano, violento e cheio de críticas ao estilo de vida atual, e muito necessário para debater crime organizado, política e justiça.

Ciranda de Pedra de Lygia Fagundes Telles foi minha estreia com a autora e amor. Um drama familiar que mostra como as pessoas são afetadas por decisões de outros e como o passar dos anos torna muitos de nós irreconhecíveis para certas pessoas. Os dois momentos diferentes da vida da personagem mostra a diferença da percepção infantil e depois a adulta.

Sal de Letícia Wierzchowski foi outra primeiro contato com autor sensacional. Um livro também sobre família, sobre legado e seguir o caminho oposto àquele pensado pelos pais ou pela tradição. Fala sobre descoberta, decepção, tristeza, orientação, preconceito, tudo num cenário bucólico e caótico, com personagens tão reais que a gente se apega a eles. A narrativa e a estrutura do livro são um bônus!

Para encerrar essa lista, assim como aconteceu no ano passado, O suplício de Angélica de Anne e Serge Golon, o volume dois da série A Marquesa dos Anjos. Uma história sobre o funcionamento da justiça francesa e como argumentos e fatos são manipulados para parecem uma coisa quando na verdade o crime é outro, mas sem evidências. Angélica se aventura pelas ruas sombrias e faz amizades peculiares, um livro com um misto legal de elementos. Quais são as leituras favoritas de vocês?

Assista ao vídeo com as melhores leituras de 2018 (inscreva-se no canal)

Beijos!

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