Como quebrar a maldição de um dragão de Cressida Cowell

14 de outubro de 2017



Como quebrar a maldição de um dragão
#4 Como treinar seu dragão
Autora: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Edição: 2010
Páginas: 240
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Soluço Spantosicus Strondus III
Soluço Spantosicus Strondus III foi um extraordinário Herói Viking. Chefe guerreiro, mestre no combate com espadas e naturalista amador, era conhecido por todo o território viking como "O encantador de dragões", devido ao poder que exercia sobre as terríveis feras. Será que Soluço vai encontrar o antídoto para a picada da Vorpente Venenosa e ainda por cima derrotar o assustador Garra da Destruição? E ele conseguirá vencer o perigoso machado de Norberto, o Demente, para mais uma vez ser o herói da história?

Como quebrar a maldição de um dragão é a quarta aventura de Soluço Spantosicus Strondus III, traduzida do antigo norueguês por Cressida Cowell, outra história para confirmar que essa série infantil vale mesmo a pena. Depois de alguma indecisão sobre manter os livros ou não na estante, retornar para a saga confirmou que devo sim continuar a coleção e a leitura. Hoje eu compartilho com vocês alguns dos meus pontos favoritos sobre o livro.

O conflito de Como quebrar a maldição de um dragão talvez seja o mais grave até aqui: Perna-de-peixe, melhor amigo de Soluço, pode estar com os dias contados, já que foi envenenado e o antídoto para a doença é lendário e não necessariamente real. Para salvar seu companheiro, o protagonista terá que viajar por um oceano congelado junto com a ladra Camicaze, até a tribo dos Histéricos, para descobrir se a batata, o agente contra o veneno que teria vindo da América, existe mesmo. 

Antes mesmo de Perna-de-peixe ficar entre a vida e a morte, Stoico, pai de Soluço, manifesta seu desagrado com o amigo do filho. A aparência frágil e desajeitada de Perna-de-peixe não é digna do herdeiro da tribo e desde o princípio o personagem principal é muito insistente com o pai para que mude essa opinião. Toda criança ou jovem já deve ter passado (ou vai passar) por uma situação semelhante e Cressida Cowell coloca em pauta o tipo de preconceito que pode existir entre família e amigos.

Outro tema interessante do livro é a jornada incerta. Soluço e Camicaze não sabem muito sobre a tribo dos Histéricos e nem mesmo se o antídoto para a picada da Vorpente Venenosa existe, mas estão dispostos a tentar, mesmo que seja uma viagem apenas de ida, para salvar o amigo. Mesmo as crianças entendem que em certos momentos é necessário enfrentar medos e perigos e até mesmo sair da zona de conforto.

A chegada ao outro lado do oceano congelado também traz algumas surpresas. Cressida Cowell explora as características da tribo dos Histéricos, assim como apresenta algumas informações históricas sobre o lugar e seus antepassados. Gostei do cenário com novos vikings, o fato de os personagens estarem sozinhos para enfrentar os perigos e como uma outra maldição irá se conectar com a primeira. O tom humorado e atrapalhado da história, presente nos volumes anteriores, segue em Como quebrar a maldição de um dragão.





O final da história tem uma mensagem interessante. Sem entregar demais vou comentar apenas que muitas vezes se enfrenta um caminho por certa razão, mas o resultado final influencia uma cadeia de acontecimentos muito mais significativa do que se imaginava a princípio. Cressida Cowell conseguiu não só me manter ligada na história, tanto que li em dois dias, como também me mostrar que certas situações não são o que parecem.

Recomendo Como quebrar a maldição de um dragão, e a série do Soluço, para os leitores que gostam de aventuras infantis ou infato juvenis, vikings, viagens de navio e cenários gelados. Dragões, é claro, temas como amizade, família e personalidade, que muitas vezes não condiz com que os outros esperam, e certos assuntos relacionados a transição da infância para a adolescência/ juventude. Vocês conhecem a série?

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella
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