3 hábitos ruins que deixei pra trás (e como isso me ajudou)

19 de outubro de 2016

Alguns hábitos são difíceis de superar, né? Por isso, sempre que eu consigo combater algum costume ruim que não agrega ou até traz prejuízo, eu comemoro. Os últimos dois anos têm sido de experiências complicadas, mas também partes da vida adulta. E mesmo que demore, chega uma hora que todos nós paramos e pensamos: "Tá, o que estou fazendo de errado e o que posso melhorar?"

Hoje vou compartilhar com vocês três hábitos ruins que felizmente estou vencendo e como isso têm me ajudado no dia a dia. O mais difícil nesse processo foi identificar quais as atitudes que mais me prejudicavam e por quê. Escrevo que foi difícil e complicado porque alguns desses hábitos, bom, a gente costuma ignorar. Ou mascarar. E até podemos ter alguns desses costumes em comum, mas a verdade é que para cada um de nós o começo pode ser em outros departamentos da vida. É pessoal. Objetivos realistas ajudam a não desanimar, então nada de metas impossíveis.


Comprar para compensar um dia ruim: até janeiro de 2015, quando eu tinha um emprego e salário fixos, eu lembro de fazer muito isso: "O dia foi uma droga? Então vou comprar alguma coisa!" E digo que foi até essa data porque de lá pra cá o formato de trabalho mudou e a renda também. E quando eu comprava nem era algo extravagante nem nada do tipo. Era mais como fazer um rancho de besteiras na padaria ou no mercado. Passar pelo bazar ou pelo shopping e comprar um monte de tranqueira que não teria utilidade prática nenhuma. Nem preciso dizer que economias zero estão diretamente ligadas a esse hábito, né?

Comprar e não usar: não manjo muito de psicologia, mas isso é coisa que vem da minha mãe. Até pouquíssimo tempo atrás, coisa de meses, eu simplesmente não conseguia superar esse hábito. E era algo que acontecia com tudo que eu comprava, de roupa até post it de livro, surreal (reparem meus vídeos mais antigos, sempre as mesmas roupas). Um desperdício de dinheiro e produto sem tamanho. Hoje em dia sou mais desapegada, compro e/ ou ganho e uso em seguida. São poucas as coisas que me despertam esse sentimento de: "Vou guardar para algo especial".

Acumular: provavelmente entre os três hábitos que cito hoje, esse foi o que venci há mais tempo. Inclusive já escrevi um texto chamado Desapegar é bom, onde compartilho com mais detalhes a experiência. Basicamente um dia me dei conta de que minha casa estava atravancada de coisas que eu não usava. E a partir dai comecei a organizar e revisar armários, cômodas e guarda-roupa todo o mês, para sempre manter tudo em ordem e já eliminar o que não é mais usado. Facilita com as compras, limpeza e organização. No começo é difícil criar o hábito de revisar com frequência, pode até parecer inútil, mas depois se torna parte da rotina e é até bom, hehehe.


Depois de contar sobre meus hábitos ruins mais preocupantes e como eles me prejudicavam, chegou a hora de compartilhar o que de bom tudo isso me trouxe. Em primeiro lugar, certamente o maior benefício foi melhorar minha relação com dinheiro, especialmente com uma renda que oscila todo mês. Virei adapta das listas para todos os tipos de compras e lista de desejos e mesmo mais consciente, econômica e tentando combater o consumismo dentro de mim, não me privo de alguns desejos, principalmente se for comida, hehehe.

Minhas compras hoje são mais conscientes (até pelas listas) e priorizo o que não tenho ou o que preciso repor, ao invés de adquirir sempre a mesma coisa. Isso serve para todos os quesitos da vida, de roupas, até utensílios, passando por livros, papelaria e etc. Mudar esses hábitos também me proporcionou fazer algo que eu já desejava há algum tempo: dar comida para alguns cachorros aqui da minha rua. É uma atitude simples, mas que faz toda a diferença, além de me deixar muito feliz.

Por fim, minha casa ficou organizada, apesar de ainda ter alguns itens sem local definido. Visualizo com facilidade tudo o que tenho e volta e meia troco algumas coisas de lugar para testar os espaços. Alguns móveis ainda estão na nossa lista de desejados e quando comprarmos é possível que tudo que ainda está pra lá e pra cá ganhe seu cantinho. Até lá, o objetivo é não acumular mais.

Enfim pessoal, esse é o tema que eu desejava há algum tempo conversar com vocês e finalmente tirei um tempinho para escrever nessa quarta chuvosa (aliás, que semana). Espero que o texto de hoje tenha influenciado de alguma maneira positiva e espero conversar mais sobre o tema nos comentários. Compartilhem suas dicas comigo!

Beijos!