As Crônicas de Nárnia: A cadeira de prata de C.S. Lewis

11 de novembro de 2015




A cadeira de prata
#4 As Crônicas de Nárnia
Autor: C.S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Edição: 2009
Páginas: 126
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As Crônicas de Nárnia
Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia.

FINALMENTE POSSO DIZER QUE GOSTEI DE UMA CRÔNICA!!!
A minha história com As Crônicas de Nárnia teve início em 2012 quando comecei a ler o volume único. Eu adoro histórias infanto juvenis e, para minha surpresa, as primeiras experiências com o livro não foram positivas. Depois de dois anos parado, resolvi retomar a leitura em 2015 e gostei demais de A cadeira de prata. Já estava na hora, né?!

A história começa quando Jill e Eustáquio fogem de valentões da escola e no meio da confusão o garoto conta para a colega sobre sua aventura em Nárnia com príncipe Caspian. Cética no começo, a menina logo percebe que Eustáquio fala do assunto com muita seriedade e explica que se eles pedirem, Aslam pode ajudá-los. E é assim que Jill conhece a terra mágica de Nárnia.

Porém, muito tempo se passou em Nárnia, Caspian já é um rei idoso, sua esposa foi morta e o filho, único herdeiro, está desaparecido. Aslam tem uma missão para Jill e Eustáquio: encontrar Rilian e devolver a Nárnia a esperança de um reino de paz. E é claro que a missão das duas crianças não será nada fácil…



Se nas outras histórias as referências cristãs não me agradaram, nesta o enredo funcionou muito bem, porque os elementos principais fazem ligações óbvias com a figura da serpente e os conflitos entre o bem e o mau; entre a generosidade e a ambição, verdade e ilusão, entre outros temas do livro. E apesar dos protagonistas crianças, os dilemas são humanos, independente da idade.

Outro aspecto que gostei foi a agilidade da história. A jornada e a aventura não são tão emocionantes quanto as crônicas anteriores (na ordem do volume único), mas de forma geral achei A cadeira de prata mais envolvente e misterioso. Talvez nem tão infantil assim, já que há muitas interpretações nas entrelinhas.

Eu que não gostei de Eustáquio na sua primeira aparição, achei o garoto mais simpático e espirituoso nessa aventura. E adorei Jill. Ao mesmo tempo que cai em algumas armadilhas, a garota mantém aquele traço de perseverança essencial para todos nós. Registro especial ao paulama Brejeiro, que me identifiquei assim que o conheci, hehehehe.



A leitura de A cadeira de prata foi uma ótima surpresa e ainda bem que vou chegar ao fim do volume único (agora só falta ler A última batalha), com pelo menos uma história favorita. Ainda assim, e mesmo para os leitores que empacaram como eu, recomendo que sigam na leitura aos poucos, porque Nárnia é o tipo de história muito interessante para discussões e com milhares de interpretações possíveis, inclusive se você tem afinidades religiosas (ou é praticante), neste caso cristã.

Quero saber quem já leu As Crônicas de Nárnia e como foi a experiência. Qual é a tua história favorita? Eu adoro os filmes, e vocês? Espero que tenham gostado do post de hoje porque eu adorei escrever, hehehe.

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella
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