The Originals: ascensão de Julie Plec

12 de agosto de 2015




The Originals: ascensão
(#1 The Originals)
Autora: Julie Plec
Editora: Galera
Edição: 2015
Páginas: 224
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Inspirado na série televisiva The Originals, spin-off de The Vampire Diaries. 1722. Desde que Elijah, Rebekah e Klaus Mikaelson aportaram em Nova Orleans, a noite já não é mais a mesma. O trio de vampiros Originais acredita ter encontrado no Novo Mundo um refúgio do passado sombrio que o perseguia, mas a cidade está prestes a sofrer grandes transformações em seu cenário sobrenatural. Se outrora dividida por uma guerra sangrenta entre bruxos e lobisomens, parece que Nova Orleans finalmente encontrará a paz com o casamento entre um membros de cada raça.

Estavam com saudade de uma resenha escrita por aqui? Eu estou empolgada em voltar a escrever, hehehe. Os comentários de hoje são sobre o livro The Originals: ascensão, história criada por Julie Plec a partir da série The Vampire Diaries. Eu adoro a versão para TV – inclusive já escrevi um post com 3 motivos para assistir The Originals – e a experiência com o livro também foi positiva.

A história de The Originals: ascensão começa em 1713 quando Klaus, Rebekah e Elijah (e seus irmãos Kol e Finn presos em caixões) chegam a Nova Orleans depois de uma penosa viagem de fuga da Europa para a América. Durante nove anos os três vampiros originais vivem nas sombras, coagidos por lobisomens e bruxas, donos do território. Mas em 1722 os três seres milenares decidem que chegou a hora dos vampiros fazerem parte das decisões da cidade e é aí que a trama começa.



Sem dúvida, o primeiro ponto positivo é o livro apresentar acontecimentos anteriores a linha de tempo principal da série (que apesar de ter vários flashbacks, é contemporânea). No caso de Ascensão, a história funciona inclusive como uma prequel da produção de TV e imagino que o objetivo de Julie Plec tenha sido exatamente esse. Além disso, a narrativa em 3ª pessoa acompanha os três personagens, intercalando os capítulos, o que dá ao leitor uma boa visão do contexto geral, ou seja, o que cada atitude de Klaus, Rebekah e Elijah influência o outro (e a cidade), assim como o desenvolvimento pessoal de cada personagem.

A narrativa de Julie Plec é rápida, objetiva e construída através de capítulos curtos. Apesar de não se deter em descrições extensas, o ambiente da cidade e principalmente os ânimos nos momentos de disputas políticas entre vampiros, lobos e bruxas é bem aclimatado. A autora também aproveita alguns aspectos históricos da cidade para construir o enredo, mas neste caso, apesar de gostar muito de Nova Orleans, não posso opinar sobre até que ponto os elementos foram fieis a história real ou adaptados para compor o livro.



A construção dos personagens é muito semelhante àquela que conhecemos em The Vampire Diaries e The Originals, mas acredito que para o leitor que não assistiu nenhuma das séries seja um desafio entender certas peculiaridades de cada personagem. Não gostei do foco que Julie Plec escolheu para Klaus, especialmente porque o protagonista passa o livro todo em função de um romance. Mesmo que o objetivo tenha sido o de mostrar outro lado do personagem, eu não gostei.

Rebekah é aquela figura impulsiva que vive de acordo com suas emoções. Apesar de ser vampira, ela é a parte “mais humana” da família original e traz uma perspectiva diferente dos irmãos. A participação de Rebekah é significativa até uma parte do livro (pouco mais da metade). Depois disso, o caminho da personagem segue outro rumo, reencontrando Klaus e Elijah apenas no desfecho final. Particularmente eu gostaria de ter visto outros desafios para Rebekah, algo mais perigoso e sombrio.



Elijah é meu personagem preferido tanto da série quanto do livro. Entre os três originais, foi o único que manteve a personalidade fiel ao que foi apresentado nas duas produções para a TV. Mais uma vez ele é o responsável por planejar e executar o futuro da família, mas senti falta de cenas de ação com ele. Elijah enfrenta algumas situações difíceis com os lobos, mas o pontencial dele poderia ser mais explorado.

Minha avaliação para The Originals: ascensão foi de três estrelas no Skoob. Eu gostei da história e de como Julie Plec apresentou a chegada dos originais em Nova Orleans, mas gostaria de ter visto mais cenas de ação e principalmente um Klaus mais linear com aquele que já conhecemos através de The Vampire Diaries e The Originals. Achei o final particularmente criativo, embora tenha se desenrolado rápido demais (mas com um desfecho bem sanguinolento).



Recomendo o livro para quem acompanha e gosta de The Vampire Diaries e The Originals, assim como para os fãs de sobrenatural e guerras entre criaturas “mágicas”. O livro tem um toque sensual, mas apenas em algumas cenas e o foco é o público adulto (embora possa ser lido por todas as idades, claro).

A edição da Galera é bem simples, com foto da série na capa (gostaria que fosse ou com os três personagens, ou com Klaus e Elijah), boa diagramação e impressão em papel off-whitte (aquele amarelinho que amamos). Não anotei erros de revisão. E agora eu quero saber de vocês, quem assiste as séries? E quem ficou interessado pelo livro? Participe nos comentários.

Beijos!

Fotos: Nine Stecanella
*Livro recebido da editora Galera
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