Mapas do acaso de Humberto Gessinger

19 de setembro de 2011



Mapas do Acaso
45 variações sobre um mesmo tema
Autor: Humberto Gessinger
Editora: Belas Letras
Edição: 2011
Páginas: 144
| SKOOB |
Compre no Submarino
Neste livro, Humberto Gessinger passa o passado a limpo, resgata momentos especiais da sua intimidade desde menino e conta novas velhas histórias dos Engenheiros do Hawaii, nunca antes publicadas. De Passo Fundo a Moscou, passando por "Esparta Alegre", lembranças de um futuro que ele imaginava dão forma a essas linhas conduzidas pelos mapas do acaso. Para saber qualé a dele e da sua poesia, que é pura grandeza a partir de coisas simples, é só embarcar... e seguir viagem...

Mapas do acaso é um livro plural. Não é preciso você ser fã de Engenheiros do Hawaii ou Pouca Vogal para se deliciar com as histórias de Humberto Gessinger. Como não poderia deixar de ser, o autor conta sobre sua vida pessoal e como músico. O que aprendeu e viveu durante o tempo de estrada com a banda e mais que isso, relata os momentos marcantes de sua vida.

O livro é escrito em tom de conversa, em determinados momentos, o texto é como um pensamento. Ao ler as páginas é possível imaginar, até mesmo, Humberto Gessinger sentado ao nosso lado com uma cuia de chimarrão contado as aventuras de uma banda, no começo de carreira, em busca de espaço numa cena musical forte, em uma época onde não existiam internet, redes sociais e a facilidades, como nos anos 2000. 

Gessinger também compartilha muitos momentos da sua vida pessoal. O que aprendeu ao longo dos anos, a importância da família, a inspiração para as músicas e os vícios, todos praticamente saudáveis. O que mais gostei do livro foi saber que a minha visão do autor e da própria banda eram verdadeiras. Sempre o admirei pelo teor das músicas, com mensagens e com conteúdo. Merece destaque também o trabalho gráfico da editora Belas Letras no livro.
Óculos para perto. Vista cansada. Quem tornou definitivo esse filtro para mim foi um smartphone que teimava em ficar perto demais dos meus olhos por mais que eu esticasse o braço. Depois de confundir várias vezes Alexandre com Alemão, na lista de contatos, dei o braço a torcer.
página 16
A ordem dos livros na minha estante não é muito ortodoxa. Mistura a nacionalidade do autor com o formato físico do livro, principalmente a altura. Eu, ao menos, consigo achar os exemplares que procuro. Sem muito esforço.
página 54

PARA VER E OUVIR
*minha música preferida dos Engenheiros do Hawaii


Beijos!

*Livro recebido da editora Belas Letras
**Ajude o blog comprando pelo link indicado no post ou através do banner do Submarino;
as compras pagas geram comissão ao Estante da Nine