Fúria Lupina Brasil de Alfer Medeiros

9 de maio de 2011





Fúria Lupina Brasil
Autor: Alfer Medeiros
Editora: Madio Editorial
Edição: 2010
Páginas: 320
| SKOOB |
A natureza lupina liberta. A natureza humana destrói. Qual é a origem do mito do lobisomem? Maldição, doença, dom, herança ou eventos aleatórios? Ou será que todas essas hipóteses são aplicáveis? Em Fúria Lupina - Brasil, as peças do quebra-cabeça são apresentadas no decorrer de algumas décadas. Quando, no ano de 2009, essas peças começam a se encaixar para formar a imagem final, homens e feras aparentemente desconexos entram em uma alucinada rota de colisão, que resultará em sangue, violência e morte. Uma organização secreta, um grupo ecoterrorista, mercenários, lobisomens com variações de raça e conflitos de natureza humana permeiam toda a trama, que passa por Estados Unidos, México, Noruega, São Paulo e Mato Grosso, finalmente desembarcando na Amazônia brasileira, onde muitos destinos serão traçados. Você está pronto para descobrir qual é o maior predador do planeta?

Se os únicos lobos que você conhece são os da Saga Crepúsculo, esqueça eles. Fúria Lupina Brasil traz uma história intensa, que fala não só de lobisomens, como também de ambição, destruição e princípios, nem sempre pacíficos, mas todos com um porém, um objetivo no final. Gostei muito do livro e para ficar mais claro o que achei vou dividir a resenha em duas partes.

Os lobos: desde o início do livro o autor Alfer Medeiros insere os lobos das formas mais distintas possíveis. Começando por famílias tradicionais no Brasil e no exterior, chegando na lenda popular do sétimo filho. Não existem só os lobos no livro, ao longo dele, outros seres mitológicos brasileiros aparecem para apimentar a história. O vilão também aparece logo no início, e com ele a sede de sangue por caçar os seres lupinos.

O livro tem um ritmo impressionante e todas as histórias se misturam. Os lobos, os caçadores, os destruidores da natureza e os protetores dela. Pra mim, além dos seres lupinos, existem duas críticas bem claras deixadas pelo autor: o grande poder de destruição da natureza por empreendedores que passam por cima da lei, do planeta e até mesmo dos seres humanos; e o extremismo em ações, afinal de contas, nem sempre os fins justificam os meios.

As críticas do autor: para entender como elas funcionam, é preciso falar algo de fundamental importância; no livro, uma organização formada pelos lobos tem como objetivo combater todos os destruidores da natureza, seja os caçadores de animais, seja os desmatadores da Amazônia. Em contrapartida, o caçador de lobos não mede esforços para acabar com a raça, criando táticas avançadas de combate, torturando e matando os lobisomens que encontra. E acaba transformando a caça em negócio, oferecendo o serviço para governos e aqueles que acreditam nos lobos como seres diabólicos.

O livro tem muito sangue. Muitas perdas e essas críticas desenvolvidas de forma coerente e reflexiva. Além disso, mostra como o amor e o afeto transformam uma vida, humana e lupina, dando significado aquilo que parecia perdido e desacreditado. A aventura continua em Fúria Lupina América Central...


PARA VER E OUVIR
*Foi difícil escolher, mas pelo ritmo, vale essa!


Beijos!