Corte de espinhos e rosas de Sarah J. Maas

27 de outubro de 2016



Corte de espinhos e rosas
#1 Corte de espinhos e rosas
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera
Edição: 2015
Páginas: 434
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Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Outro dia entrei no painel do blog para procurar a resenha de Corte de espinhos e rosas. Eu queria compartilhar o link nas redes sociais e o que descobri? Que ainda não tinha falando sobre o livro incrível de Sarah J. Maas por aqui (lá no Instagram e no Twitter comentei bastante sobre ele). Então hoje eu estou aqui para escrever porque eu gostei tanto dessa história; como não acontecia há muito tempo com um livro de fantasia jovem adulto. Resolvi organizar esse post por tópicos para diferenciar a resenha. Ok, vamos lá!

Enredo: não vou mentir pra vocês; eu demorei alguns capítulos para realmente me interessar pela história, mas não entendam isso como algo negativo, não é por aí. No começo foi realmente complicado aturar a família de Feyre, a protagonista, e como todos assumiram posições estáticas após a falência. Assim que o cenário muda e conhecemos o outro lado do muro, aí fica evidente que muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. E todas estão interligadas. Aliás, esse é o ponto alto do enredo de Sarah J. Maas: ela conseguiu criar mistérios, vários deles, ao longo do livro, ao mesmo tempo que foi dando pequenas dicas sobre o que estava por vir, alertando a personagem e nós, leitores, de que algo realmente sombrio estava próximo de engolir todos. 




Personagens: eu gostei de todos, sério. Feyre não foi uma protagonista que eu simpatizei logo de cara, mas ela me conquistou de verdade ao longo do livro. É humana em um mundo de seres mágicos e apesar de se depreciar no início, percebe que consegue sobreviver a situações bem além do esperado. Certamente é uma personagem que ganha confiança e o leitor percebe isso. Tamlin é o senhor perfeito da Corte Primaveril e como deve ser tem como melhor amigo e conselheiro um Lucien bastante audacioso e atrevido. Rhys rouba a cena desde a primeira aparição e até a vilã da história merece destaque, já que acendeu ao poder graças a mistura de de inteligência, magia e medo.

Cenário: tudo no contexto faz parte da história. Desde o começo, na cabana humilde de Feyre e sua família na floresta, e depois no castelo incrível de Tamlin (ou abaixo da montanha), tudo tem significados ocultos, expressam gostos, desejos, sonhos, enfim, são elementos que merecem a atenção do leitor porque também compõe o enredo. Além disso, Sarah J. Maas soube criar a atmosfera ideal para cada cenário. Embora seja um mesmo território dividido por um tratado, as características de cada região são distintas e apresentadas com clareza no livro. 

Velha; aquela floresta era antiga. E viva, de uma forma que eu não conseguia descrever, apenas sentir, bem no fundo dos ossos. Talvez eu fosse a primeira humana em quinhentos anos a caminhar sob aqueles galhos escuros e pesados, a cheirar o frescor das folhas de primavera que escondia a podridão úmida e espessa.
Posição 2.044 a 2.046

Narrativa: eu que já gostei de Trono de vidro (inclusive tenho que continuar porque os outros livros foram lançados), adorei e já me considero fã de Sarah J. Maas depois de Corte de espinhos e rosas. Feyre narra a história em primeira pessoa, mas é possível ter alguma perspectiva do todo porque a protagonista é observadora, curiosa e está interessada em saber o que está acontecendo nas terras feéricas. É fantástico e mistura várias referências diferentes, mas mantém o suspense ao longo de todo enredo e os mistério, como citei antes. Além disso, tem cenas sensuais e de sexo, poucas delas, algo que eu não esperava, mas que combinou incrivelmente com a história. O final é marcante e bastante simbólico e me deixou louca pela continuação, Corte de névoa e fúria.

Minha nota para Corte de espinhos e rosas é de cinco estrelas no Skoob e favorito. Depois do começo lento cheguei a duvidar que a história me cativaria, mas Sarah J. Maas conseguiu me envolver de forma magnífica. Como comentei ultimamente, não estou numa fase simpática aos livros jovem adulto, então foi uma surpresa e tanto um entrar para os favoritos do ano. Mas esse é o máximo da leitura, né?!

Assista também: speed drawing Feyre e Rhys

Beijos!
Fotos: Nine Stecanella
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