As Crônicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa de C.S. Lewis

25 de fevereiro de 2013





O leão, a feiticeira e o guarda-roupa
#1 As Crônicas de Nárnia
Autor: C.S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Edição: 2009
Páginas: 88
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Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia. 

Ler o volume único de As Crônicas de Nárnia está um pouco mais demorado do que eu imaginava. E mesmo não gostando verdadeiramente de nenhuma das três histórias até agora, O leão, a feiticeira e o guarda-roupa foi a mais interessante. Essa foi a primeira história publica por C.S. Lewis (do universo Nárnia) e depois da dica do Henri B. Neto começo a pensar que teria sido mais interessante ler em ordem de publicação ao invés da cronológica. 


Na história conhecemos quatro irmãos: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia. As crianças são enviadas para uma área mais afastada da Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Foi à forma que muitos pais encontraram para afastar (e salvar) os filhos do combate. Eles são acolhidos na casa de um professor que passa boa parte do tempo recluso e conta com a ajuda de uma governanta muito rígida. 

Mesmo com a mudança para outra região e a estranheza de morar com pessoas estranhas, os irmãos acreditam que podem sim se divertir. Aproveitar enquanto esperam o fim da guerra. Até que o tempo chuvoso começa a dificultar as coisas. E então eles começam a desbravar a casa (ou seria castelo, é enorme...). 



Eu adoro histórias que desbravam lugares e logicamente este é o ponto que mais gosto na obra de Lewis. Gosto como ele constrói a curiosidade pela casa (no caso dessa história) e também por Nárnia. São situações diferentes, mas que me despertam o mesmo sentimento: a vontade de ver mais sobre o lugar. Eu não tenho empatia pelos personagens, mas os outros pontos compensam. 

Assim como em O sobrinho do mago, Lewis introduz algumas questões espirituais na história. Tenho certeza de que não fui a única pessoa que pensou em Aslam como o que conhecemos do Deus cristão para o universo Nárnia. O mais interessante é que mesmo o autor dando essa ideia sobre o leão, o leitor tem liberdade para acreditar ou não. Bom! 

Eu continuo incomodada com a personalidade dos protagonistas, mas a dinâmica entre os irmãos é muito boa. Até mesmo quando vão para Nárnia. Cada um tem o significado oposto do outro e, ao mesmo tempo, complementar. E a atmosfera de Nárnia é incrível. Imaginar todo aquele universo é excepcional. 



Mesmo não adorando O leão, a feiticeira e o guarda-roupa o quanto eu imaginava, leia Nárnia (assim mesmo, no imperativo). É o tipo de livro que vale o debate, sempre. E se você leu me conte o que achou!

Beijos!
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