O outro livro de Philip Womack

26 de março de 2011





O outro livro
Autor: Philip Womack
Editora: Farol
Edição: 2011
Páginas: 280
Segredos foram perdidos, objetos foram escondidos, maldições foram lançadas e sementes foram plantadas. Entre as fronteiras de dois mundos, coisas que nunca deveriam estar lá se sentaram na escuridão para esperar. Há mais de trezentos anos um livro está enterrado nas profundezas do Solas Oldstone. Ali ele jaz envolto numa sombria maldição, até que, um dia, a terra se abre e o livro é revelado novamente. Enquanto começa a passar as páginas de um antigo livro, Edward Pollock, um garoto de doze anos, se vê puxado para um lugar que é tão pavoroso quanto fascinante. Um lugar onde as forças das trevas põem em risco toda a beleza. Edward logo percebe que poderes malignos estão em ação. A fronteira entre os vivos e os mortos está se apagando e o mundo do além nos ameaça com grande pavor e destruição...

Estava com essa resenha na cabeça há um tempo, mas demorei um pouco para enfim postar e perdi algumas ideias no meio do caminho. Recebi O outro livro da parceria com a Editora DCL, através do selo Farol e me impressionei com a intensidade do livro, especialmente por ser infanto-juvenil.

Pela sinopse acima dá para se ter uma boa ideia da linha que o livro segue, então vou colocar aqui minha opinião pessoal e já adianto que recomendo a leitura. Não tem um final espetacular, mas desenvolve ao longo da narrativa conceitos pertinentes sobre o bem e o mau.

Edward estuda em uma espécie de internato, na verdade, uma escola só para meninos, em um cenário que lembra muito as cidades de interior tanto da Europa, quanto dos Estados Unidos, do início do século passado. É um aluno reservado e tem paixão por livros. E é justamente na biblioteca que ele se depara com um livro muito diferente dos outros.

Depois disso, a vida de Edward muda. É como se o livro tivesse poder próprio e possuísse, literalmente, o corpo do menino. Enquanto isso, sentimentos de bem e mau passam pela cabeça dele e tudo toma novas proporções para Edward.

O livro tem o que poderíamos chamar de magia, embora não seja a palavra que melhor descreve, mas a relação é muito parecida. Uma única família conhece todo o poder que o livro pode dar a quem saiba usá-lo e as escolhas podem ser positivas e negativas.

Muitas cenas surreais acontecem a partir da chegada de uma bela moça na escola de Edward, filha de antigos proprietários do local, e que chega com a desculpa de conhecer melhor o lugar onde as crianças estudam, como uma das mantenedoras.

Edward é só um dos tantos passos que o livro precisa para desfazer uma "maldição" do passado. E muitas reviravoltas acontecem nas últimas páginas. Não foi um final empolgante. Mas foi um livro bem reflexivo. Que reforça ainda mais que o caminho que cada um segue está relacionado diretamente com as escolhas.

Beijos!

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