A Mediadora: A terra das sombras de Meg Cabot

1 de fevereiro de 2011




A terra das sombras
#1 A Mediadora
Autora: Meg Cabot
Editora: Best Bolso (versão vira-vira)
Edição: 2010
Páginas: 210
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Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber a gravidade do que encontraria ao mudar-se para Califórnia.

Demorei muito tempo para enfim ler um livro de Meg Cabot. E diferente de muitos leitores, não foi com a princesa, mas a série A Mediadora. Vou explicar! Quando vi a versão vira-vira, com A terra de sombras e O arcano nove achei que era uma boa oportunidade de conhecer o trabalho da autora. Li, ao longo desse tempo, poucas resenhas negativas do trabalho dela, e sempre me perguntava como ela podia escrever tantos livros com temas parecidos. Ainda não descobri, porque esse é só o primeiro, mas tenho uma noção!

Tenho vários pontos positivos para destacar aqui. O primeiro deles é o texto. Fluído, bem escrito e com a quantidade de detalhes exata pra não se tornar cansativo ou chato. Achei interessante a transição de Nova York para a Califórnia. Cenários e contextos bem diferentes!

Os personagens também são ótimos. Suze (Suzannah) é uma protagonista totalmente empolgante. Um tanto teimosa, mas bem diferente de muitas por aí sem personalidade e força nenhuma. Ainda mais porque convive com fantasmas. Mais um motivo que me fez gostar desse livro. Acho histórias de fantasmas muito mais, como diria, próximas do real que outros temas. Então, de certa forma, você consegue se por no lugar da personagem!

Jesse, o fantasma amigo. É só o primeiro livro, mas deu para ter uma ideia do que vem por aí. Será que Suze vai se apaixonar por ele? Será que ele já está apaixonado por ela? Como um amor assim pode existir, afinal, eles estão em dimensões diferentes. Perguntas que ficaram sem resposta (por enquanto). 

Sobre a nova família de Suze, quem já passou pela experiência de viver com o novo marido da mãe (ou mulher do pai) e seus filhos, sabe a estranheza que isso é no início. Meg Cabot soube trabalhar bem esse ponto sem parecer exagerado ou radical de mais. Afinal, o público dela também deve passar muito por isso.

Meu único porém foi sobre a umbanda brasileira citada no livro. Da maneira como foi exposta, deu a impressão de ser altamente difundida. Do meu ponto de vista é bem popular mesmo, mas nem tão praticada como deu a impressão ao ler. Fora isso, uma leitura que eu super indico, claro, pra quem gosta de sobrenatural. 

Beijos!

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