Meu amor, meu bem, meu querido de Deb Caletti

28 de julho de 2013






Meu amor, meu bem, meu querido
Autora: Deb Caletti
Editora: Novo Conceito
Edição: 2013
Páginas: 240
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SUGESTÃO DE LEITURA
Um lugar para ficar de Deb Caletti
É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem...

Oi gente, tudo bem? Quando eu vi entre os lançamentos da Novo Conceito mais um livro de Deb Caletti, logo fiquei empolgada. Gostei muito de Um lugar para ficar e minhas expectativas eram ótimas. Então começaram as primeiras resenhas, de pessoas com o gosto semelhante ao meu, e as críticas negativas foram esfriando minha animação.

É verdade que as impressões sobre um livro são pessoais e muitas vezes vamos contra a maré, mas neste caso minha opinião final foi semelhante ao da maioria dos leitores (falo, lógico, das resenhas, vídeos e comentários que vi). O livro não foi de todo decepcionante, mas que é um tanto confuso, é sim!

Em Meu amor, meu bem, meu querido Deb Caletti nos apresenta a história de Ruby, uma garota de 16 anos que passou por algumas situações constrangedoras na escola e, depois disso, acabou se afastando dos colegas. O livro se passa nas férias de verão, mas a autora faz essa breve explicação para que o leitor entenda (ou tente entender), algumas decisões da protagonista.

O enredo principal do livro começa com uma situação de extrema curiosidade (e futilidade) de Ruby, que após passar pela frente da casa da família mais rica da cidade se impressiona com uma moto estacionada no jardim... E logo depois conhece o bad boy, riquinho, dono da “máquina”. Logo a garota se envolve com o menino, numa situação de extremo deslumbre. Sim, esse foi o primeiro ponto que me incomodou na leitura (e acredito que para muitos leitores a sensação foi semelhantes).

O relacionamento entre o casal, no começo, é baseado na adrenalina, na sensação de medo. Travis (será que é o nome oficial dos bad boys em livros?), impõe situações perigosas para testar os limites de Ruby e a protagonista se aventura e cria uma nova personalidade para se libertar com a novidade. O mais intrigante é que Deb Caletti cria na personagem a noção dos limites, mas ela simplesmente não sabe dizer não, não consegue. É claro que no começo da leitura eu esperava que Ruby fizesse algumas bobagens, a proposta é “o verão libertador”. Mas a medida em que as páginas passam é inaceitável a falta de atitude de Ruby, já que muito estava em jogo, principalmente a confiança de pessoas que ela conviveu a vida toda.



Outra situação que me chateou (o leitor acompanha de forma paralela ao “romance” de Ruby), é a história da mãe da protagonista. O pai foi embora de casa porque a vida em família não era exatamente o que queria. E toda vez que ele resolve passar um tempo na cidade, Ann o aceita e muda seu comportamento sem se dar conta (só pode ser isso), de que está sendo usada. É claro que todos nós, acredito, temos aquela ilusão do amor romântico, que um dia, apesar de todas as adversidades, ficaremos com quem amamos, mas é surreal como Ann, ano após ano, aceita a situação imposta pelo ex-marido sem seguir em frente (e no livro temos apenas um panorama do que se repete ao longo dos tempos). Gostei muito do irmão de Ruby. O garoto é, sem dúvida, o mais equilibrado da família.

Quem precisa de coerência em um livro, afinal? Deb Caletti simplesmente resolve que não quer mais desenvolver o enredo principal e parte para outro tema: as Rainhas Caçarolas. Ann, bibliotecária, participa de um grupo de leitura na cidade com senhorinhas mais do que divertidas. E apesar de ter um senhor, o nome é esse mesmo, Rainhas Caçarolas.

Tudo começa com a leitura de um livro no grupo e a reação muito esquisita de uma das participantes. Especulações daqui, especulações dali, o pessoal faz uma grande descoberta. Decididos a dar um final feliz a uma história inacabada, as Rainhas Caçarolas bolam um plano ousado e junto com a família de Ann partem para uma viagem

Será que preciso dizer? Foi a parte que mais gostei no livro. A leitura valeu mesmo por conhecer as senhoras (e o senhor) do clube de leitura, as implicâncias e personalidades de cada um e a nova perspectiva de Ann (e até de Ruby). O plano de resgate e a viagem (prefiro não comentar sobre o que é exatamente para não estragar a surpresa), foram incríveis.

Vale dizer que um outro personagem, que tem uma participação regular, foi interessante. Gostaria de ter visto mais dele no livro. Além disso, Ruby tem um hábito, relacionado a cidade, que faz grande sentido no final. Gostei muito da ligação, do link.

Não posso mentir que achei Um lugar para ficar muito melhor. Os livros têm alguns anos de diferença. Meu bem, meu amor, meu querido foi publicado antes lá fora. Mas a verdade é que o livro tem um grande momento, que me envolveu demais. Adorei mesmo a viagem com as Rainhas Caçarolas!

Ufa! É isso. Achei que escreveria pouco, mas...

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Beijos!
Foto: NINE STECANELLA
*Livro recebido da editora Novo Conceito
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