Morto até o anoitecer de Charlaine Harris

24 de fevereiro de 2011





Morto até o anoitecer 
Autora: Charlaine Harris
Editora: Ediouro 
Edição: 2007
Páginas: 316

Esqueça tudo o que você ouviu sobre vampiros. Os mortos-vivos ganharam o direito de andar livremente. Mas a liberdade de ficar fora do caixão teve seu preço: o fim da existência sedutora e das caçadas sob o luar. Em tempos de sangue sintético é preciso esforço para se adaptar. O vampiro Bill Compton está disposto a tudo para se estabelecer em sua cidade natal - até mesmo desafiar a hierarquia dos clãs vampirescos. Mas ele não contava com uma série de assassinatos inexplicáveis, com a desconfiança dos moradores locais e com seus envolvimento com uma bela - e teimosa - garçonete telepata.

Não posso deixar de comentar que conheci Sookie através de True Blood, seriado baseado nos livros de Charlaine Harris. E assisti pra valer só depois da terceira tentativa, então, se gosto de True Blood hoje foi depois de um certo pé atrás em acreditar na série. Aproveitando uma promoção, comprei o livro super barato e deixei ele na estante porque na época, não tinha como comprar os demais. O tempo passou e dia desses resolvi pegar para ler.

Gostei muito do texto. Charlaine Harris escreve bem e conduz a trama de uma maneira envolvente e sarcástica. Os personagens são bem descritos ao longo da história e no momento em que cada um aparece. Talvez, por assistir o seriado muito antes de ler o livro, tenha simplificado para mim.

Gosto muito da Sookie. Uma garota que leva uma vida normal, lutando todos os dias para não enlouquer com os pensamentos das outras pessoas, guardando segredos e conhecendo realmente como cada um é. Até que Bill surge em sua vida e ela começa a pensar melhor sobre seu dom, muito disso, para proteger a própria vida.

Comparando alguns pontos entre livro e série: achei os atores muito fiéis aos personagens. Não só visualmente, mas expondo bem os sentimentos e medos de cada um. Sookie é uma pessoa totalmente sozinha no livro, com alguns amigos, como Sam, mas não existe Tara nessa história, então foi uma grande adaptação essa personagens para televisão logo no início. 

Eu sabia que agora, enquanto ali jazia, ouvindo os pássaros a gorjear seus sons matinais, os caminhões começando a roncar na estrada e toda gente de Bon Temps se levantando, fazendo o café, apanhando seus papéis e planejando seu dia, o homem que eu amava estava deitado em algum buraco subterrâneo, para todos os intentos e propósitos, morto até o anoitecer.
página 175/176

Beijos!