Horizonte perdido - dirigido por Charles Jarrott

30 de setembro de 2018




Horizonte perdido
(Lost Horizon)
Direção: Charles Jarrott
Produção: Columbia Pictures
Ano: 1973
Duração: 150 minutos
Filmow | IMDb

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Horizonte perdido de James Hilton

Essa adaptação foi uma das mais loucas que assisti e nem sei bem como começar a comentar sobre ela. Horizonte perdido ganhou uma versão para o cinema em 1937 assinada por Frank Capra e em 1973 o diretor Charles Jarrott também gravou sua perspectiva da história. As diferenças entre livro e filme são consideráveis, por isso desde o início encarei a obra como levemente inspirada, ou com elementos da história original, e não exatamente como uma adaptação fiel. Pelo contrário, esse foi um dos casos que as liberdades criativas do diretor alteraram, em parte, o contexto de Shangri-La.

O filme começa com a fuga de uma região invadida e a viagem de avião. Durante uma tempestade o veículo sofre uma queda e o piloto morre. Os cinco ocupantes (no livro são quatro) são resgatados por um monge e aldeões numa região que parece improvável haver vida. Depois de horas de caminhada e uma escalada perigosa os protagonistas chegam ao paraíso chamado Shangri-La.

A primeira diferença significativa é o número de personagens. As profissões e todo contexto também foi modernizado para a época em que o filme foi gravado. Enquanto na história original a aventura acontece nos anos 1930, na versão de Charles Jarrott a expedição, o figurino, a tecnologia e todas as referências acompanham a década de 1970. Visto que é um remake da versão de Frank Capra de 1937 faz sentido que o diretor tenha atualizado a história. Atualmente é possível encontrar diversos casos assim no cinema, mas não posso mentir que a primeira impressão foi negativa.

Os dilemas principais do livro permanecem no filme, mesmo que expostos de maneira diferente. Um dos sobreviventes é o provocativo e responsável por instigar a saída deles do refúgio, enquanto Conway segue o personagem racional do livro e o que tenta mediar todos os conflitos. Enquanto no livro duas mulheres são presentes na história, no filme são três, e apesar de ter funcionado na ideia geral da trama, elas constantemente são exibidas em momentos de fragilidade ou como se precisassem de proteção, um grande revés da adaptação.

A diferença significativa do filme, que é um musical e eu só li sobre isso depois, é a representação de Shangri-La. Enquanto no livro toda a atmosfera do templo e da aldeia é introspectiva, até certo ponto reservada, pelo menos essa foi minha impressão, na versão para o cinema tudo é vibrante, com pessoas e monges por todos os lados, crianças e moradores de todas as partes do mundo e que chegaram ao templo em momentos diferentes da história (de Shangri-la, que é contada para Conway e o leitor pelo monge mais antigo do lugar).

Horizonte perdido foi uma daquelas experiências peculiares que por um bom tempo eu vou pensar sobre e mesmo que não tenha gostado de todas as adaptações de Charles Jarrott foi um filme marcante, sem dúvida. Minha nota para produção foi de 3,5 no Filmow. Recomendo filme (e o livro) para quem gosta de reflexões sociais, aventura, dilema existencial e o para quem gosta de debater sobre utopia e se ela seria possível (ou viável). Vocês conhecem Horizonte perdido?

Beijos!

Fotos: Divulgação

Horizonte perdido de James Hilton

27 de setembro de 2018



Horizonte perdido
Autor: James Hilton
Tradutores: Francisco Machado Vila e Leonel Vallandro
Editora: Abril Cultural
Edição: 1980
Páginas: 248
Skoob | Goodreads
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O planeta do sr. Sammler de Saul Bellow
Fugindo da guerra, um grupo de homens e mulheres é seqüestrado para Shangri-la, aldeia encantada localizada numa longíqua montanha do Tibete. Surge um mundo soberbo, paradisíaco, onde a dor, a velhice e a morte assumem novos significados. Uma civilização mística onde a vida caminha livre e tranqüila em busca de um ideal de paz e sabedoria.

A abadia de Northanger - dirigido por Jon Jones

26 de setembro de 2018




A abadia de Northanger
(Northanger Abbey)
Direção: Jon Jones
Produção: Granada Television
Ano: 2007
Duração: 93 minutos
Filmow | IMDb

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A abadia de Northanger de Jane Austen

No final de agosto eu compartilhei no Estante da Nine a minha experiência de leitura com A abadia de Northanger de Jane Austen e desde lá está na minha lista de tarefas assistir a adaptação (encontrei duas no Filmow: 1986 e 2007). Hoje à tarde finalmente risquei essa meta da pauta e sento no final desta noite de quarta para compartilhar mais uma opinião com vocês e não deixar passar os pensamentos e opiniões ainda frescos, como acontece as vezes e ainda estou devendo os comentários de alguns livros, filmes e séries (aos poucos as coisas andam, mentaliza positivo por aí).

O ponto de partida da adaptação de Jon Jones de 2007 é o mesmo do livro: Catherine recebe o convite de um casal de amigos e vizinhos para passar uma temporada no balneário de Bath. Apaixonada por romances góticos e sonhadora, a jovem vê a viagem a oportunidade de sua primeira aventura e parte para a nova cidade cheia de animação. Chegando lá, é claro, as coisas não são tão boas a primeira vista e Catherine e a senhora Allen passam por alguns momentos incômodos até que fazem as amizades iniciais.

A apresentação do romance e do triângulo amoroso acontece logo no início da história e o diretor intercala os momentos atuais da vida de Catherine com sonhos perigosos e esquetes das interpretações das aventuras que lê. A mistura consegue demonstrar o amadurecimento da personagem e como ela lida com cada situação, ao mesmo tempo que traz alívio cômico. A amizade é pauta do filme, assim como os relacionamentos por interesse e manipulação.

No livro de Jane Austen eu demorei um bom tempo até me interessar por Catherine e torcer por ela, já no filme o diretor Jon Jones que fisgou logo no início, ao trazer uma personagem que é inocente e pura, mas ao mesmo tempo esperta, destemida e engraçada. Ver a protagonista na adaptação a tornou real muito mais rápido e talvez esse tenha sido o ponto alto da minha experiência (e é bem provável que eu assista esse filme milhares de vezes a partir de agora).


Não vou mentir que me apaixonei por Henry Tilney desde a primeira aparição assim como antipatizei com John Thorpe assim que a sugestão do personagem surgiu no filme e a representação dos opostos aparece com muita intensidade, porém com menos contexto do que no livro. Os dramas sociais de Bath são resumidos nas cenas mais importantes e a viagem para Northanger parece ganhar mais tempo na adaptação, se bem que como no livro os momentos tensos ou sombrios foram poucos.

O final de Catherine foi corrido no filme também e apesar de defender as adaptações o mais fieis as histórias originais esse era um caso que eu torci por um desfecho alternativo ou estendido, já que como no livro, na versão de Jon Jones eu também torci demais pela personagem. O encerramento da história é justo, mas para um heroína faltou um momento épico, e o filme até tem um toque especial. Minha nota no Filmow foi de quatro estrelas, um filme de Jane Austen que eu adorei. Quem por aí assistiu?

Vídeo de opinião publicado no canal do Estante da Nine


Beijos!
Fotos: Divulgação

Leitura todo dia: semana 85

23 de setembro de 2018

A semana 85 do projeto Leitura todo dia foi pra lá de interessante e apesar de alguns perrengues envolvendo o computador e o editor eu consegui publicar o vídeo sem um atraso imenso e hoje o bate papo da semana é no blog. Entre os dias 12 a 18 de setembro eu comecei duas história, concluí uma delas, e dei sequência ao livro de contos que está me acompanhando pelo mês. Saldo final positivo, ainda bem.

Horizonte perdido de James Hilton foi a primeira leitura nova que comecei durante a semana 85 e também a história finalizada. Eu gostei da ideia do enredo, que começa com o sequestro de quatro personagens e após caírem na mata são resgatados por um grupo de pessoas que moram em um lugar peculiar e interessante: Shangri-La. A partir da chegada deles ao mosteiro o autor discorre sobre diversas questões pertinentes sobre individualidade, sociedade e utopia. Em breve tem resenha do livro e do filme no Estante da Nine, assina o feed para receber as atualizações por e-mail

O legado do Führer de Bruno Atti foi a escolha da bolsa para a semana 85 e há algum tempo eu devia a leitura de autores caxienses, quem sabe agora eu começo com projeto, né?! A história tem um começo truncado por conta das muitas informações histórias, mas serve de boa base para quem não tem afinidade com o tema, e liga um objeto de Hitler a vida de uma jovem brasileira. Isso foi tudo que li e na próxima semana conto mais sobre a leitura.

A semana 85 também teve a sequência de Memórias de Sherlock Holmes e li mais um conto desse personagem tão especial. O mais bacana é que a história conta qual foi a primeira vez que o personagem pensou em trabalhar como detetive e como aconteceu, de certa forma, o primeiro caso. Achei extremamente interessante porque é um aspecto que todo leitor tem interesse em saber, especialmente de protagonistas tão consagrados. O meu total de páginas da semana 85 foi 336, com a segunda sem leitura. E por aí, como está a meta de setembro?

Assista ao vídeo da semana 85 do projeto Leitura todo dia


LIVROS
Horizonte perdido de James Hilton (compre no Estante Virtual)
O legado do Führer de Bruno Atti (compre o e-book na Amazon)
Memórias de Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle (compre na Amazon)

Beijos
!

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Laços de sangue de Fay Nedra Zachary

17 de setembro de 2018




Laços de sangue
#Os melhores de mistério
Autora: Fay Nedra Zachary
Editora: Nova Cultural
Edição: 1990
Páginas: 288
Skoob | Goodreads
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A mídia o chama de "Sapatos Sangrentos". Mulheres grávidas, jovens mães, bebês, todos são brutalmente assassinados! Joanna Michaels, bonita parteira de um centro médico, acompanha o caso com interesse. Crime após crime, ela percebe um aterrorizante padrão... Momento a momento, vislumbra o apavorante elo que liga o louco assassino a suas vítimas. NADA PODE DETÊ-LO! E agora, Joanna sabe que ela também está na mira do degenerado... presa num pesadelo mortal que parece nunca terminar...

Leitura todo dia: semana 84

15 de setembro de 2018

Quando eu penso que setembro não rendeu me dou conta que já conclui dois livros e sento para escrever a sexta publicação do mês no blog, em comparação com agosto está maravilhoso. O resumo de hoje do projeto Leitura todo dia é com os livros que eu li entre 5 a 11 de setembro, período que teve dois dias com zero páginas lidas: a quinta e o domingo, e saldo geral positivo, com a segunda semana consecutiva de história concluída.


A leitura predominante da semana 84 foi Selvagens de Don Winslow, livro que separei na estante para o Desafio livros e seus filmes. Terminei a história feliz por ter saído da ressaca literária e por ter conhecido um enredo contemporâneo, ágil e com temas relevantes para o debate como tráfico, fronteiras, relacionamentos e sociedade. Em breve tem comentário sobre o livro e a adaptação no Estante da Nine.

Memórias  de Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle foi a minha segunda leitura da semana, reunião de contos que tenho lido durante a noite nos dias que os demais livros não renderam. Tem sido um experiência ótima ler as histórias de mistério porque relembrei com as investigações são interessantes e inventivas. Espero avançar ainda mais na leitura durante a semana 85. Quais são os livros da vez por aí?

Assista ao vídeo da semana 84 do projeto Leitura todo dia


LIVROS
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Selvagens de Don Winslow (compre na Amazon)

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Meta de leitura: setembro (2018)

12 de setembro de 2018

Depois de uma enquete nas histórias do Instagram onde vocês votaram sim, vale a pena falar sobre meta de leitura, eu separei alguns livros da estante para ler no decorrer de setembro e compartilho por aqui quais são os títulos e porque estão na minha pilha de opções. Deuses americanos de Neil Gaiman é uma das minhas leituras em andamento de agosto e continua na meta, assim como o livro de contos Memórias de Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle que estou lendo no aplicativo do Kindle para celular.

O suplício de Angélica de Anne e Serge Golon é o segundo volume da série A Marquesa do Anjos e a primeira opção a aparecer na meta de setembro. A ideia era ler um livro da coleção por mês, mas ainda preciso de vários volumes da fase inicial de Angélica, então por enquanto as leituras devem ser espaçadas entre dois meses. Nas próximas semanas eu pretendo visitar o sebo e mostro no Instagram os garimpos para a coleção.

Horizonte perdido de James Hilton é minha escolha do mês da coleção Grandes Sucessos da Abril Cultural e percebi pela sinopse que deve ser uma história cheia de simbologias e reflexões porque desenvolve a ideia de um lugar especial, totalmente preservado da cultura ocidental e sua influência. O livro é a próxima opção da fila e conto mais sobre as experiência nos vídeos do projeto Leitura todo dia.

Para encerrar a meta do mês eu escolhi O terceiro anjo de Alice Hoffman, história de drama (pelo que a sinopse explica), onde mulheres terão de enfrentar consequências por causa de relacionamentos e os homens que fizeram parte dele. Não sei mais nada sobre o enredo e gosto de começar livros assim, principalmente de gêneros que leio pouco, porque me motivo a seguir até o final. Vocês gostam de meta de leitura?

Assista ao vídeo com a meta de leitura para setembro

LIVROS
Deuses americanos de Neil Gaiman (compre na Amazon)
Memórias de Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle (compre na Amazon)
O suplício de Angélica de Anne e Serge Golon (compre no Estante Virtual)
Horizonte perdido de James Hilton (compre no Estante Virtual)
O terceiro anjo de Alice Hoffman (compre na Amazon)

 Beijos!

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Look completo com R$15 no Brechó Chi Cão!

9 de setembro de 2018

Que saudade de escrever sobre brechó e a publicação de hoje é especial porque fiz meu primeiro desafio de bazar. Agosto foi cheio de altos e baixos, mas apesar disso consegui passar rápido, durante o horário de almoço, na edição do mês do Brechó Chi Cão que aconteceu no Centro de Convivência da Universidade de Caxias do Sul e já que eu ainda não tenho uma lista de compras para a primavera - verão pensei por que não exercitar a criatividade?!

A ideia é simples: montar um look completo, de preferência com calçado, com até R$15. Eu acompanho vários canais brasileiros e estrangeiros que gravam desafios parecidos, com temas mais específicos ou outros valores, e resolvi começar a série no Estante da Nine, já que logo logo estreia também a coluna Copie o look (te inscreve no canal e assina o feed do blog - barra lateral direita - para receber todas as atualizações).

Escolhido o desafio, lá fui eu garimpar um look completo no Brechó Chi Cão, no dia do encerramento com promoções e produtos com 50% de desconto, e em 20 minutos. Encontrei uma sandália desejada por R$5, duas opções de blusas - diferentes e lindas - cada uma por R$2,50, e uma calça estilo social perfeita por R$3,50. As peças e o resultado do desafio estão no vídeo abaixo. Comenta qual das duas versões é tua preferida e que outros desafios podem rolar no bazar. O total da compra foi R$13,50, abaixo do meu orçamento inicial.

Assista ao vídeo do desafio um look completo com R$15

Beijos!

Leitura todo dia: semana 83 + leitura no Kindle x celular!

8 de setembro de 2018

Agora sim as coisas estão em ordem e o projeto Leitura todo dia está... em dia. O resumo da semana 83 foi muito positivo, o papo é com o que rolou entre 29 de agosto a 4 de setembro, e teve variedade de histórias, livro finalizado, e-book e surpresa das melhores na escolha para a leitura da bolsa. Fiquei muito empolgada com a semana, que tem um debate extra, e espero que as próximas sejam ainda melhores.

A semana 83 começou com leitura digital e o escolhido foi Memórias de Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle. Baixei o aplicativo do Kindle para o celular e fiquei apaixonada, principalmente porque meu e-reader é a versão mais simples, sem luz, o que não facilita a leitura a noite já que eu preciso manter a luz acesa. Já no celular posso ajustar a luminosidade e a fonte e rende tão bem quanto o Kindle. Enquanto eu não compro uma versão nova do leitor digital as leituras no celular devem aparecer com frequência por aqui. Vocês leem no celular (ou Kindle)?

A leitura finalizada foi Laços de sangue de Fay Nedra Zachary, história que patinei por um bom tempo para chegar ao final, mas não me arrependi. Apesar de não ter se destacado entre os livros de investigação, eu gostei da perspectiva do assassino, dos dilemas envolvendo as profissões dos personagens e até algumas questões pessoais que fazem sentido dentro da trama. O suspense da história não me envolveu e o desfecho do crime fez sentido, mas toda a pesquisa foi pouco convincente. Um livro regular com um tema pesado.

Selvagens de Don Winslow foi a nova leitura da bolsa e que eu gostei tanto já nas primeiras páginas que se tornou minha prioridade atual. Livro contemporâneo que explora a venda de drogas, sexo, cartel, política e muita violência, de uma forma assustadora dá para identificar muitas coisas do Brasil ali. A narrativa é viciante e os personagens, imperfeitos e cheios de contradições, me fisgaram desde o início, e eu adoro histórias de submundo, então não é novidade, né?! O que vocês leram por aí?  

Assista ao vídeo da semana 83 do projeto Leitura todo dia


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Leitura todo dia: semana 82

7 de setembro de 2018

Ai ai ai. Atrasei o Leitura todo dia logo na entrada de setembro, mas o feriado está aí para resolver as coisas. No resumo da vez vou comentar sobre os livros lidos entre 22 a 28 de agosto, período com o primeiro e último dia com zero páginas, mas diversidade de histórias e formatos, antologia finalizada um leve aumento no número de páginas em comparação com a semana anterior. 

A leitura finalizada da semana 82 foi a antologia do Concurso Anual Literário de Caxias do Sul de 2013, livro que reúne os textos vencedores nas categorias de contos, crônicas e poesias, meu trecho favorito entre os três. No geral foram histórias diversas, com gêneros e estilos também variados, o que faz sentido num concurso municipal. Conheci os autores vencedores - que não lembro de ter lido algo anteriormente - e foi uma experiência interessante.

Também li o e-book Três vezes Hilda, compilado de cartas, poemas e textos sobre a autora tão controversa. O que me chamou atenção foi principalmente a personalidade peculiar de Hilda Hilst e como ela teve fases diferentes ao longo da vida que também impactaram sua obra. Foi a primeira vez que tive contato com o escritos da autora e serviu para chamar minha atenção, sem dúvida.

O resumo também teve um pequeno avanço de Deuses americanos de Neil Gaiman, história que preciso decidir se vou deixar de lado por algum tempo ou se vou ler sem intervalos, já que o enredo denso não rende com apenas um capítulo por semana. Livros extensos não tem sido boas escolhas para 2018, de qualquer maneira sigo na tentativa. E por aí, como foram as leituras?

Assista ao vídeo da semana 82 do projeto Leitura todo dia

LIVROS
Concurso Anual Literário de Caxias do Sul 2013
Três vezes Hilda de vários autores (baixe na Amazon)
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Perdido em Marte - dirigido por Ridley Scott

3 de setembro de 2018



Perdido em Marte
(The Martian)
Direção: Ridley Scoot
Produção: Twentieth Century Fox
Ano: 2015
Duração: 144 minutos
Filmow | IMDb
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Perdido em Marte de Andy Weir

Não vou mentir que a vontade real de ler Perdido em Marte de Andy Weir aconteceu depois de assistir boa parte da adaptação um certo dia na TV. Como o livro estava nos planos e metas eu desisti de saber o final para começar a história original com alguma dose de surpresa. Resumindo: gostei de ambas experiências. Na publicação anterior falei sobre o enredo de Andy Weir e hoje é dia de trocar uma ideia sobre a adaptação de Ridley Scott.

O ponto de partida das duas versões é o mesmo: um acidente na superfície de Marte faz com que o grupo da Ares 3 aborte a missão para conseguir usar o módulo terrestre para acessar a nave em órbita antes que a tempestade de areia destrua tudo. Durante a evacuação Mark Watney é atingido por destroços da base e arrastado para longe. A morte é dada como certa e apesar de ressalvas a tripulação segue o plano. Tempo depois, ao acordar e entender o que aconteceu, o botânico e engenheiro do grupo percebe que está completamente sozinho em Marte.

Devo dizer que adorei o visual do filme. Tudo pareceu autêntico e sem exagero, muito realista, e ressalto isso no início da opinião porque eu detesto filmes de ficção científica e fantasia com efeitos especiais ruins. Ridley Scott acertou ao trazer a narrativa para o cinema de forma tão pessoal como é no livro com os diários de bordos de Mark Watney, que no filme funcionam como uma espécie de vlog, para falar na linguagem do milênio. 

A escolha de Matt Damon para viver Mark Watney foi sensacional porque o ator soube incorporar as principais características do personagem nas telas, desde o comportamento sistemático, até o humor ácido e sombrio, e também manteve a essência do astronauta do livro, muito do que me fez continuar na história apesar do bombardeio de informações científicas.

Sem dúvida com os recursos visuais do filme é mais fácil entender muitas informações científicas que no livro eu tive certa dificuldade, principalmente por não ter aprendido o básico na escola e a própria jornada de Mark Watney em desmontar e remontar equipamentos, a inventividade científica que eu tanto gostei no livro também estão presentes no filme. A participação da Nasa na adaptação também me pareceu mais presente e gostei demais de ver a tripulação da Ares 3, ainda em missão, precisando lidar com a situação. No livro eu não tive tanta empatia pela tripulação.

Meu grande porém com a adaptação foi o recorte de informações. Muitos trechos relevantes do livro são suprimidos, o que acontece com frequência em filmes baseados, mas o sentimento geral é que a jornada de Mark Watney pareceu mais fácil do que realmente foi. Talvez algumas adversidades importantes deveriam ter sido incluídas, e no geral é um bom filme, e que certamente desperta curiosidade naquelas pessoas que não gostam tanto de exploração espacial. Minha nota no Filmow foi de 3,5 estrelas. Vocês já assistiram Perdido em Marte?

Assista ao trailer de Perdido em Marte

Vídeo de opinião publicado no canal do Estante da Nine


Beijos!

Fotos: IMDb/ Divulgação